quinta-feira, abril 16, 2009

[comentário em destaque]

Professor defende eleições no IFF

O professor Jefferson Manhães Azevedo, potencial candidato à direção do campus Centro do IFF (Instituto Federal Fluminense), publicou em post abaixo um longo comentário em defesa da realização de eleições. Para que seu texto tenha mais visibilidade no blog, segue abaixo a reprodução. O urgente! também está à disposição para publicação de textos com tese contrária à do professor Azevedo.

"Prezado Vitor,

A título de esclarecimento aos seus leitores, informo que a Lei nº 11.892, de 29 de dezembro de 2008, que institui os Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia, em seu Art. 13, diz que “os "campi"(dos Institutos Federais) serão dirigidos por Diretores-Gerais, nomeados pelo Reitor para mandato de quatro anos, permitida uma recondução, após processo de consulta à comunidade do respectivo "campus", atribuindo-se o peso de um terço para a manifestação do corpo docente, de um terço para a manifestação dos servidores técnico-administrativos e de um terço para a manifestação do corpo discente”.

Isto significa que o Reitor só poderá nomear o Diretor Geral de um dos campi dos Institutos Federais após eleição. Porém, há uma exceção a esta regra, nas Disposições Gerais e Transitórias da referida Lei, no Parágrafo 2º, do Art. 14, que diz: “Nos "campi" em processo de implantação, os cargos de Diretor-Geral serão providos em caráter pro tempore, por nomeação do Reitor do Instituto Federal, até que seja possível identificar candidatos que atendam aos requisitos previstos no § 1º do art. 13 desta Lei”. Isto, pois, nestes campi (em nosso caso Guarus, Cabo Frio e Itaperuna) os servidores são recém concursados e ainda não há uma identidade formada no que se refere à Educação Profissional e Tecnológica, devendo, então, o Reitor nomear alguém até que haja um quadro de servidores com, pelo menos, 5 anos de efetivo exercício na Educação Profissional e Tecnológica.

Vale ressaltar que todas as novas unidades da expansão da Educação Profissional e Tecnológica estão sempre ligadas a uma instituição histórica da Rede Federal, como ao antigo CEFET Campos, justamente para que haja uma garantia de continuidade da tradição de qualidade da Educação Profissional e Tecnológica da Rede Federal. É também nas Disposições Gerais e Transitórias que fica garantido que os Diretores Gerais dos antigos CEFETs sejam nomeados Reitores pro tempore e exerçam seus mandatos até o final nesta condição (Art. 14). No entanto, o que está ocorrendo no Instituto Federal Fluminense (IFF) é algo singular no Brasil, tendo em vista que a atual Reitoria vem tentando convencer a comunidade do IFF, em especial a do Campus-Centro, de que este campus, por ter atuado de forma sistêmica até o momento (ou seja, os Diretores de Extensão, Pós-graduação, Ensino, etc. do Campus Campos-Centro eram gestores não apenas deste campus, mas também, do de Macaé, Guarus, etc.), é um campus em implantação e, portanto, está incluído na regra transitória.

A intenção é fazer a eleição para o Diretor Geral do Campus-Centro juntamente com a próxima eleição de Reitor, em 2011. Destaco que muitos CEFETs já elegiam o seu Diretor da Unidade Sede, mesmo antes da implantação dos Institutos Federais, como o CEFET de Santa Catarina. Este entendimento de que o Campus Campos-Centro é um campus em implantação é, no mínimo, um desrespeito à sua história de 100 anos, tendo sido ele, por quase 85 anos, o único (o Campus Macaé foi implantado em 1993 e os demais após 2006) e ter eleições diretas desde os anos 80. Na verdade, seria uma proposta risível, não fosse tão infeliz. Este argumento falacioso é acrescido ao argumento de que a eleição de um Diretor para o Campus Campos-Centro poderia dificultar a implantação do Instituto Federal Fluminense.

Porém, esta nova institucionalidade pressupõe a autonomia em diversas dimensões da gestão dos campi, visto que o Instituto Federal para ser de fato implantado, em toda sua potencialidade, deve ter um modelo de gestão multicampi, como diz a mesma Lei em seu Art. 9º.: “Cada Instituto Federal é organizado em estrutura *multicampi*, com proposta orçamentária anual identificada para cada campus e a reitoria, exceto no que diz respeito a pessoal, encargos sociais e benefícios aos servidores”. É importante frisar que a Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica/MEC enviou um Ofício Circular (01/2009), orientando os Reitores pro tempore quanto aos primeiros procedimentos de implantação dos Institutos Federais e autorizando que fossem nomeados Diretores Gerais pro tempore, mesmo para os Campi que já possuíam os atributos para eleger seus dirigentes, até que os estatutos e o PDI fossem elaborados.

O prazo estipulado para tal elaboração é de 180 dias contatos a partir de 29 de dezembro de 2008. A partir de então, 30 de junho de 2009, deverão ocorrer os processos eleitorais em atendimento à Lei. O Instituto Federal de Goiás já elegeu o Reitor com os novos parâmetros da Lei 11.892 em março deste ano (http://www.ifgoias.edu.br/). É importante ressaltar que o Reitor eleito é o atual presidente do Conselho dos Dirigentes dos Institutos Federais e não seria inconsequente ou irresponsável em realizar um processo eleitoral, caso não houvesse legalidade.

Um dos principais problemas que estão ocorrendo nos encaminhamentos da Reitoria do IFF para as eleições (ou melhor, para adiar as eleições num prazo “a perder de vista”) é que, em várias reuniões, foi dito pela Reitora, que as mesmas seriam adiadas o máximo possível; na reunião do dia 30 de março com os Pró-reitores, inclusive, reunião em que a Reitora anunciou o nome do Diretor pro tempore para o campus Campos-Centro, a mesma deixou claro que ele ocuparia a função por 3 anos!

Assim, se estudantes têm tradicionalmente a pecha de serem impacientes e pouco entendidos de legislação, parece que, neste caso, seus anseios têm não só legitimidade, como legalidade. Lembro que um Ofício Circular não tem força de Lei, portanto, ao final de 180 dias, haverá eleições em todos os Campi que possuem os pré-requisitos para tal. No Campus Macaé, por exemplo, as eleições já deveriam ter ocorrido desde julho de 2008. Enquanto mais de 15 CEFETs realizaram processos eleitorais para escolha de seus dirigentes gerais, durante o ano de 2008, a maioria deles no segundo semestre, parte da equipe gestora avaliou que a eleição no Campus Macaé poderia atrapalhar a implantação do Instituto Federal Fluminense. Aqui, em nossa instituição, tudo, segundo eles, deve ser feito com muita calma. Não podemos ser açodados. Será que as outras instituições da Rede Federal são inconsequentes?Espero ter contribuído para o debate.

Jefferson M. Azevedo"

14 comentários:

futuro arquiteto disse...

Jefferson, estou com você e não abro mão!!!!


Fora Roberto José, Roberto Moraes e Nelson Bagueira.

Jefferson neles!!!!

Jéssica Carvalho disse...

Tb estou com jefferson e assino em baixo td que disse futuro arquiteto!

Anônimo disse...

O sr. Jefferson não reconhece a transição, período em que mais importante que a disputa é a afirmação da nova institucionalidade, um desafio importante na vida desta centenária instituição. Assim foi na transição de ETFC para Cefet.

A democracia, o debate e a disputa pelo poder tão ansiado pelo sr.Jeferson está garantido pela lei que criou os IFs.

A ânsia de poder só atentou para a democracia depois que a professora Cibele não aceitou a imposição de seu nome para este período de transição.

Ainda bem que o IFF/Cefet/ETFC são maiores que os desejos pessoais de poder.

LACP.

Jéssica Carvalho disse...

Querido anonimo, pensa que nós estudantes não sabemos que a senhora Cibele divulgou a torto e a direto que o roberto José ficaria na escola 3 anos e de que as eleições só ocorreriam qndo ela quisesse? Inclusive o próprio Roberto José confirmou isso a uma professora da instituíção...
Triste de nós estudantes se não nos manifestassemos!
Outra coisa, qual o problema do professor querer ser cadidato? Já se esqueceu que ele foi o vice da Cibele na eleição para diretor? E pq a reitora PRO-
TEMPORE nomeia esse tal de Roberto José que a comunidade nem elegeu? Estranhissimo!
MAS estranho são as distribuições de cargos...
O dissurso da reitora pro-tempore mudou pq o caldo engrossou... e vai engrossar mais...

Anônimo disse...

Outra coisa, pq a reitora pro-tempore ainda não alugou um lugar para ser a reitoria?
Pensa que não sabemos que o mec disponibilizou 20 mil pra isso?
ah esqueci está lá para controlar melhor né? Tem medo de perder o controle...

Geraldo Lopes Santana- ex-alunos disse...

Penso que todo tipo de embate ideológico é válido, afinal é assim que se constrói uma instituição. Mas escorchar o Roberto Moraes e o Nelson Bagueira é, no mínimo, uma demonstração de completo desconhecimento da história desta escola. Foram os embates e o trabalho desenvolvido por eles os responsáveis por fazer da Escola Técnica Federal a potencia que é hoje. Quem viu e acompanhou a gestão de Roberto Moraes como eu sabe do que eu estou falando. Sua administração foi um divisor de águas, foi decisiva para democratizar esta instituição. Foi ele quem habilmente transformou a ETFC em Cefet e mudou a maneira da direção se relacionar com servidores e alunos. Acho que momentos de renovação devem existir. È justo, necessário e válido, mas não dá pra pensar no futuro esquecendo e apagando o passado.

Anônimo disse...

Cadê os arautos da campanha para diretores das escolas municipais?
Como o osso é bom ninguem quer largar.
Tudo é relativo, depende de qual lado estamos.
E continuará sendo.

Debinha das *I *I de J:) disse...

Eu também concordo com isso aqui:

"Mas escorchar o Roberto Moraes e o Nelson Bagueira é, no mínimo, uma demonstração de completo desconhecimento da história desta escola. Foram os embates e o trabalho desenvolvido por eles os responsáveis por fazer da Escola Técnica Federal a potencia que é hoje. Quem viu e acompanhou a gestão de Roberto Moraes como eu sabe do que eu estou falando. Sua administração foi um divisor de águas, foi decisiva para democratizar esta instituição. Foi ele quem habilmente transformou a ETFC em Cefet e mudou a maneira da direção se relacionar com servidores e alunos. Acho que momentos de renovação devem existir. È justo, necessário e válido, mas não dá pra pensar no futuro esquecendo e apagando o passado."

E digo mais: Roberto Mores está para o (CEFET) IFF assim como Garotinho está para Campos.

Mas as pessoas são assim mesmo...
Ingratas e gostam de aproveitar do que os mártires e corajosos deixaram...

Debinha das *I *I de J:) disse...

Ah! Maniqueísta é assim: "Se você não concorda com ele... ah... tá ferrado... usam de tudo para te deixar em apuros..."

Ricardo Antunes disse...

Maniqueísta é assim. usa o que não tem nada haver e faz um comentário ainda pior... francamente, quando não sabemos o que falar devemos ficar quieto!
Outra coisa o que foi bom no passado nem sempre é bom no presente, basta ver o q estão fazendo no presente na escola. Não são partidários da democracia? Mostrem isso e levem mais um item histórico para seus curriculos...

Débora das *I *I de J:) disse...

Desculpa Ricardo. Errei. Obrigada por me avisar. Eu erro tanto... Pago mico... falo coisas sem sentidos... deleta, tá? Não falei nada. Nem sobre o bem e nem sobre mal.

Débora das *I *I de J:) disse...

O negócio é não falar das crianças nem das flores... esqueci.

Débora das *I *I de J:) disse...

Hum... Ricardo Antunes, detesto ficar em apuros..rsrsrs

Ricardo Antunes disse...

Débora vá procurar seus jumentos e suas palmeiras...

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