Foto: Wellington Cordeiro
César Ferreira, quem diria, virou patrocinador da Império Serrano. A descoberta foi feita pelo fotógrafo Wellington Cordeiro, na feijoada da Império, no sábado passado, em homenagem ao sambista campista Aluizio Machado. Será que Ferreira virou bicheiro ou político na baixada fluminense?Terça-feira, Novembro 24, 2009
O império de César Ferreira
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Vitor Menezes
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Domingo, Novembro 22, 2009
Monitor pode sobreviver ao fim dos jornais
Escrevi algumas vezes que acredito no fim dos jornais impressos. Cada vez estou mais convicto disso. E agora me vejo em campanha na defesa da volta de um deles às bancas, o Monitor Campista, que encerrou suas atividades no domingo passado, dia 15, após 175 anos de uma existência que o colocou no posto de terceiro mais antigo do Brasil.
É que penso na volta do Monitor e na sua sobrevida não pela sua viabilidade como jornal impresso, mas na sua validade como patrimônio cultural. Somente este caminho, para mim, o legitimaria.
Se, como disse Alberto Dines, o papel do jornal é se fazer necessário, a necessidade do Monitor está em estabelecer para Campos uma liga de pertencimento simbólico de quase dois séculos. É um lastro que uma comunidade não dispensa com facilidade – daí a comoção em torno do fechamento do jornal, mesmo que manifestado por muitas pessoas que nem mais o liam.
Por isso tenho insistido na idéia de criar a Fundação Monitor Campista. Na minha concepção, daqui a 50 anos, por exemplo, a versão impressa do Monitor seria apenas um dos produtos de uma instituição que terá como principal missão a preservação da memória jornalística da cidade.
A circulação impressa será uma espécie de luxo a que se permitirão alguns assinantes e leitores de banca (ainda existirão?) que decidiram preservar este modo de produção jornalística e, sobretudo, esta marca cronológica de longevidade. Seria como se uma empresa centenária de transportes, que passou por várias gerações tecnológicas e hoje possui modernos ônibus e até aviões, tivesse decidido conservar em operação alguns dos seus bondes – somente por apelo histórico e turístico, como em Santa Tereza.
Como veículo jornalístico de relevância no presente, só considero o Monitor crível se ele for reinventado na internet. Para isso terá que encontrar uma receita que nenhum jornal encontrou até agora (basta dizer que, na busca de um norte, o The Guardian contratou blogueiros para fazer a cobertura local). A lógica engessada dos que se habituaram a ser verticalizados emissores não anda casando com o espírito horizontal da internet. Mesmo com as tentativas desesperadas de alguns.
Estou confiante de que o Monitor Campista voltará às bancas. Isso é necessário para que ele retome de onde parou, não deixando órfãos os seus leitores ainda apegados ao impresso. Mas isso não será suficiente para que ele dure por mais décadas e décadas. Ele precisará ser mais defendido, mais relacionado simbolicamente entre os poucos elementos que ainda nos dão orgulho, mais útil não apenas como jornal, mas como um dos pilares da nossa identidade de moradores de uma mesma cidade.
Nenhum outro veículo de comunicação tem condições, hoje, em Campos, de exercer este papel. Como se vulgarizaram na mera sobrevivência comercial ou na arte de tirar proveito da política menor, não podem ser alçados a uma função subjetiva tão nobre quanto a de ser um elemento de nossa cultura, ou um nosso porta voz além de partidos e disputas pontuais. Não oferecem grandeza para atravessar os tempos. Não têm densidade. Não mais se diferenciam de um negócio qualquer.
Com o Monitor pode ser diferente. E creio que será.
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Sábado, Novembro 21, 2009
[mini conto numa hora dessa]
A queda
Quando tropeçou na calçada foi lançado ao chão com tamanha violência que, por alguns segundos, antes do choque, perdeu-se de si. Depois, passou o restante da vida em busca de liberdade semelhante. Até que conheceu o abismo.
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Não há pauta para hoje na Rede Blog
Os blogs abaixo, que estiveram na vez de indicar temas para a Rede Blog de novembro, não enviaram sugestões para a enquete que define a pauta.
22 - Verbo Solto - Fátima Nascimento - http://www.verbosolto.blog-se.com.br/
23 - Vitor Longo Braz - http://www.blogvitorlongo.blogspot.com/
24 – Fatos, fotos e afins - Gustavo Rangel – http://fotosfatoseafins.blogspot.com/
25 - Rafael Borba - http://rafaborba.blogspot.com/
26 - A Trolha - http://atrolha.blogspot.com/
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Terça-feira, Novembro 17, 2009
Caso Monitor no Mercearia Campista
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Acompanhe o Movimento Viva Monitor e participe
As informações mais atualizadas sobre a campanha em defesa do jornal Monitor Campista, que deixou de circular no último domingo, estão sendo postadas no Blog do Movimento Viva Monitor, aqui. Acesse e participe!
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Domingo, Novembro 15, 2009
Teses, especulações e desconfianças sobre o assassinato do Monitor
Recebi de um caríssimo amigo um relato sobre o caso Monitor. Sem identificá-lo, e omitindo alguns nomes de pessoas e empresas campistas por ele citados, reproduzo o seu raciocínio para dar o máximo de transparência ao que se discute nos bastidores, lembrando que tudo não pode ser considerado além do terreno das hipóteses:
Ele diz assim:
"Caro Vitor
A essa altura do campeonato muitas informações sobre o “Monitor Campista” já circulam. Mesmo vindas de fontes diferentes, muitas delas são coincidentes ou complementares, por esta razão acho conveniente fazer uma análise:
* Os “Diários Associados” somam um passivo de 23 milhões de reais tendo já obtido 15 milhões para pagar suas dívidas, faltando conseguir “apenas” os 8 milhões restantes.
* Embora o prédio do “Monitor Campista” esteja avaliado em R$ 800.000,00 e o jornal valha 3 milhões o comprador está disposto a pagar os 8 milhões que os “Diários Associados” precisam.
* Mesmo esbanjando saúde financeira e longe de ser deficitário, os “Diários Associados” vêm jogando anualmente para baixo a contabilidade do jornal encontrando desta forma a justificativa que precisam para vende-lo.
* A Prefeitura Municipal de Campos é efetivamente a compradora do jornal, “salvando” este patrimônio cultural e histórico da nossa cidade. Com essa manobra o título “Monitor Campista” continuaria a existir e o jornal seria o diário oficial da cidade noticiando também as ações (positivas é claro) da prefeitura. A Secretaria de Comunicação seria transferida para o recém-adquirido prédio da Rua João Pessoa.
* A diferença entre os 8 milhões pagos e os 3 milhões e oitocentos mil do valor real ajudariam a aquecer a campanha de Garotinho para o governo do estado, inclusive com a cessão de horários na Radio Tupy para os programas radiofônicos de Garotinho.
* O jornal passaria a ser impresso com a participação dos menores da Fundação Municipal da Infância e da Juventude, numa “belíssima ação social”. Isso justificaria inclusive a aquisição de um parque gráfico que, como é de se esperar, não serviria exclusivamente à impressão do jornal.
* Os funcionários do “Monitor Campista” não seriam readmitidos por não serem concursados. A prefeitura utilizaria seus jornalistas e funcionários lotados na Secretaria de Comunicação.
Estas, entre outras notícias que podem ter o seu fundo de verdade, me fazem pensar na possibilidade de estarmos fazendo o papel de “inocentes úteis”. O que fazer?"
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O que acho de tudo isso?
1 - Parte desta trama havia sido publicada pelo urgente! (aqui, em 26 de setembro). Mas nada disso é fato comprovado, embora todos os indícios sejam plausíveis.
2 - Diante da perspectiva do fim do jornal (seja um fim de verdade ou um fim em forma de transformação do jornal em veículo chapa branca da Secretaria de Comunicação), tínhamos dois caminhos iniciais a seguir: reagir de alguma forma ou não reagir (a tese do não querer ser "inocente útil").
3 - Preferi a primeira opção. E creio que tem sido acertado. Temos conseguido mostrar que o Monitor Campista tem quem se preocupe com ele. Seja para reagir ao seu fechamento, seja para reagir a uma hipotética trama como a que foi relatada acima.
4 – Se confirmada esta negociata, haverá várias denúncias a serem feitas: a do assassinato do Monitor como jornal de credibilidade e com redação independente; a do superfaturamento do valor do jornal; a da utilização do dinheiro público para gerar benefícios eleitorais pessoais; entre outras que podem surgir.
5 – Mas, diante do jornal efetivamente fechado, não poderíamos esperar que toda essa história fosse confirmada para que tomássemos algum posicionamento.
6 – Creio que a nossa pressão pode ajudar a criar um ambiente em que o futuro do jornal, caso exista, seja melhor do que este tramado pelos seus supostos futuros donos (até mesmo porque, se tudo for confirmado, os futuros donos serão os cidadãos campistas, e não os Garotinhos).
7 – Não podemos perder de perspectiva que também é importante a continuidade do título do jornal, mesmo que com a necessidade de combater todos os vícios deste processo neste momento. Daqui a 50, 100 anos, isso poderá ser uma poeira numa história de quase 300 anos. Ou seja, não podemos esquecer que estamos lidando com um patrimônio de longo prazo, e não com uma troca comercial qualquer.
8 – Dito de outro modo: o jeito como os Diários Associados trataram a questão já demonstra suficientemente a insensibilidade do grupo em relação ao jornal. Não tiveram dó em matá-lo seja lá em nome de que interesse for e em articulação seja lá com quem seja. E não tínhamos meios para impedir que um proprietário privado tratasse tão mal a sua própria propriedade. Agora, se toda esta conspiração se confirmar, já teremos de quem cobrar um tratamento adequado da questão, partindo inclusive da correção de todos os vícios de origem no processo.
9 – Isso quer dizer também que não creio que toda a solução que venha do poder público seja necessariamente descabida ou desonesta. E que o governo municipal não pode se meter nisso, por se tratar de uma empresa privada. A questão é como se meter.
10 – Imagine se houvesse royalties na época do Trianon (um teatro privado) e algo tivesse sido feito para preservá-lo. Hoje não teríamos essa culpa da sua demolição.
11 – Uma boa solução pode sim ser construída em parceria com poder público e de modo transparente. E é possível sim fazer jornalismo público de qualidade e com forte fiscalização da sociedade. Há bons exemplos, basta querer. E basta haver quem cobre por isso. Isso, claro, não descarta a denúncia de que nem mesmo isso era necessário para o caso Monitor, já que, como se sabe, a empresa poderia tocar a sua vida de modo privado seguramente. Mas agora isso é passado. Não pudemos evitar que os Diários Associados fizessem o que fizeram.
12 – Quanto aos trabalhadores do Monitor, é preciso que se registre que eles são os responsáveis pelo jeito firme como o jornal se comportou ultimamente nestas tormentas eleitorais. Alguém poderá dizer que não fizeram mais do que a obrigação. Mas isso não impede de reconhecer o quanto é difícil cumprir a obrigação nestas terras. Eles são legitimamente parte a ser considerada em um possível futuro para o jornal. Seja em forma de cooperativa, associação, fundação, seja lá como for, creio ser justo incorporá-los não ao funcionalismo público, mas à construção do novo Monitor, que será tão melhor quanto puder preservar do velho.
13 – Nos meus melhores sonhos, por exemplo, imagino que Campos poderia ter daqui a 100 anos o mais antigo jornal impresso diário do país, que fora preservado pela ação dos que criaram uma certa Fundação Monitor Campista para preservá-lo. Seria uma atração turística, quando quase todos os impressos teriam acabado, e um centro de preservação de memória da imprensa (não apenas acervo, mas do modo de fazer dos impressos), com função jornalística desenvolvida por todos os meios tecnológicos disponíveis no futuro, mas com o luxo de manter uma pequena tiragem impressa, para assinantes, como prova do orgulho do campista pela sua existência. Será obrigatório visitar em Campos a livraria mais antiga do Brasil e o jornal mais antigo do Brasil (sim, porque creio que, do modo como os Diários Associados tratam os seus patrimônios, não demorarão a exterminar o Diário de Pernambuco e o Jornal do Commercio).
14 – Para mim, a tese do “inocente útil” é uma deficiência de perspectiva, daqueles que colocam a luta contra Garotinho na frente de qualquer outra luta. Não nego a necessidade da primeira – dados os aparentemente incorrigíveis vícios políticos deste personagem –, mas não creio que ela sirva de paralisia para as demais.
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O dia promete
Enquanto isso, João Marcelo Gomes (abaixo), 30 anos, cumpria a etapa final do seu circuito de bicicleta para fazer a entrega aos assinantes. Ele é um dos cinco que, amanhã, serão demitidos na distribuidora de jornais em razão do fim do jornal.
Junto com Alexandro F., acompanhei nesta madrugada a chegada dos exemplares do Rio e parte da distribuição. Fizemos registros para um possível documentário.
Diante dos volumes que saem de um furgão, vimos em nove pacotes, de aproximadamente 100 exemplares cada, a realidade crua que muitos jornais escondem: os leitores de impressos estão sumindo. Do Monitor, são cerca de 500 assinantes. Os demais flutuam nas compras nas bancas.
Dito de outro modo, basta imaginar que cabem no mesmo pequeno furgão em que chegou o Monitor todos os exemplares de O Dia, Lance, Jornal do Commercio e mais algumas revistas que serão lidos hoje em Campos. Um domingo.
Os demais jornais locais têm impressões e distribuições próprias. O número de exemplares que eles dizem que vendem será a verdade anunciada e pronto.
Barreto conta que a circulação do Monitor sofreu uma queda considerável depois que deixou de publicar o Diário Oficial. Este é um aspecto pouco comentado da questão, quase sempre vista pelo ângulo dos recursos que a Prefeitura injetava no órgão.
Hoje, alguns minutos após o jornal ter chegado à sua banca, ele telefonou para a distribuidora para pedir mais exemplares. Avalia que serão necessários em razão do apelo da última edição e, principalmente, pelo incomum movimento de vendas: eu comprei um exemplar, Alexandro comprou outro, e o fotógrafo Wellington Cordeiro comprou dois. O dia promete.
[Fotos: Reproduções sobre imagens de Alexandro F.]
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Até breve
[Artigo publicado na edição de hoje do Monitor Campista]
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A última capa
Repleta de mensagens nem tão subliminares assim, já está no ar na internet a última capa do Monitor Campista, nesta edição de domingo, 15 de Novembro de 2009. No canto inferior direito, é possível ver uma nota vergonhosamente sucinta dos Diários Associados anunciando o "Encerramento das atividades".
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Sábado, Novembro 14, 2009
Matéria da MULT TV sobre o fim do Monitor
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Sexta-feira, Novembro 13, 2009
Versão Extra do Controle de Qualidade
Um vídeo como este aqui, feito com os vereadores do Rio, foi gravado pelo repórter Felipe Sáles com os vereadores de Campos nesta semana. Os nossos edis patinaram, por exemplo, em perguntas sobre José Cândido de Carvalho e sobre a forma como se define a divisão dos royalties do petróleo. O vídeo vai ao ar no site do jornal Extra em dezembro. O urgente!, claro, vai avisar.
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Extra: morte matada e ponto final
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Sociedade rompe silêncio. Outros agora precisam falar
O ato de hoje em frente ao Monitor Campista teve muito menos gente do que merecia o jornal e muito mais gente do que era esperado como resultado de uma divulgação exclusivamente feita por e-mails e blogs, em menos de 24 horas, e para algo em horário que impossibilitava a presença de muitos leitores presos a outros compromissos.
Creio que a manifestação foi muito importante. Várias verdades que estavam entaladas foram ditas, várias ausências foram reveladoras, e as presenças queridas serviram bem ao propósito de mostrar que caso morra o jornal, não terá sido sob o silêncio dos campistas.
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Quinta-feira, Novembro 12, 2009
Campanha pró-Monitor ganha nome e blog próprio
As informações da mobilização em defesa do jornal Monitor Campista, contra a decisão dos Diários Associados de fechar a publicação, serão agora concentradas no blog Viva Monitor, aqui.
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Morte do Monitor: vamos nos manifestar?
Não temos muito tempo. Ninguém confirma no jornal, mas parece mesmo que o último dia de trabalho no Monitor Campista é nesta sexta, 13, para fechar as edições até domingo. Creio que temos que fazer algo.
O que me ocorre é estarmos todos de preto, às 10h, nessa sexta, em frente ao jornal (rua João Pessoa, 202, próximo ao Mercado Municipal), com os cartazes voluntários que cada um quiser levar.
E então, vamos?
O Monitor pode até morrer, mas não será com o silêncio dos campistas!
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Quarta-feira, Novembro 11, 2009
Abaixo-assinado pró-Monitor
Está no ar uma Petição online em defesa do Monitor Campista. Aqui.
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AIC divulga nota sobre situação do Monitor Campista
NOTA DA ASSOCIAÇÃO DE IMPRENSA CAMPISTA
Carta pública aos Diários Associados
A Associação de Imprensa Campista, entidade que neste ano de 2009 comemorou os seus 80 anos, manifesta grande preocupação em relação à nota publicada hoje (11/11/09) no jornal Monitor Campista, com convocação de assembléia de acionistas, para discutir a proposta de encerramento das atividades da publicação.
Esta entidade entende nem ser necessário dizer, para os seus próprios donos, o tamanho da perda histórica e cultural que esta decisão representaria para o Brasil e, particularmente, para o Norte Fluminense.
Acreditando ser porta voz não apenas de jornalistas neste anseio, mas de toda a comunidade campista, a Associação solicita da direção dos Diários Associados um tratamento mais cauteloso em relação ao jornal campista, com a manutenção dos esforços pela superação da sua crise econômica.
Um jornal de quase duzentos anos, com credibilidade inatacável e patrimônio de todos os campistas, não pode desaparecer.
Nos colocamos à disposição para qualquer diálogo que contribua para a manutenção do bravo Monitor Campista.
Sem mais, nos despedimos atenciosamente,
Campos dos Goytacazes, 11 de Novembro de 2009
Diretoria da Associação de Imprensa Campista
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[mucufo]

E quem não gosta do progresso?
O que antes era restrito aos classificados, entregue por debaixo da porta e nos guetos e vielas das grandes e pequenas cidades, agora é sugestão de pauta entregue nas redações para servir os cadernos de cultura. Uma boate de Campos vai trazer para shows e apresentações, as modelos/dançarinas/strippers da produtora de filmes Brasileirinhas e do site e revista Sexy Clube. Valéria Souza, Marcia Imperator, Adriani Felline e Babi Duarte estarão em trajes sumários se apresentando, durante um final de semana inteiro, se revezando em apresentações que vão até o fim do ano.
Há alguns anos era quase que inimaginável que produtores e empresários do ramo entregassem folders e panfletos com tanta segurança e sem medo das carolas de plantão e dos homens de batina. Isso em um tempo em que a Igreja católica exercia uma enorme influência em diversos ramos da sociedade goytacá.
O que os cadernos de cultura farão com a pauta eu não sei, e isso pouco importa, mas a chegada de artistas tão conhecidas e populares na internet, pode significar que algumas barreiras e setores preconceituosos da nossa Campos dos Goytacazes ou estão dormindo, ou já não são mais tão preconceituosas assim. E na melhor das hipóteses é legal pensar que o progresso finalmente chegou a nossa cidade. E afinal de contas, quem não gosta de um pouco de progresso?
Em tempo: a moça aí da foto se chama Babi Duarte, muito popular na internet, e que fecha as apresentações em Campos.
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Cassio Peixoto
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Comissão da Câmara aprova admissão da PEC do Diploma
A Comissão de Constituição, Justiça e de Cidadania (CCJC) da Câmara dos Deputados aprovou, na manhã de hoje, a chamada PEC do Diploma dos Jornalistas (Proposta de Emenda à Constituição 386/09). Isso significa que, na visão dos deputados, não há inconstitucionalidade na proposta de retorno da obrigatoriedade do diploma de jornalismo para o exercício da profissão. A matéria pode, então, continuar em tramitação. O ministro Gilmar Mendes, do STF, estava na reunião da comissão.
Matéria da Fenaj sobre a votação, aqui.
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Vitor Menezes
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