quinta-feira, abril 09, 2009

Democracia direta já!

A ideia de aproximar cidadãos das decisões tomadas pelos políticos tradicionais surgiu em 2000, na Suécia, durante um seminário sobre tecnologia da informação e democracia realizado numa escola da cidade de Vallentuna, no subúrbio de Estocolmo. Jovens da região desenvolveram uma tecnologia para promover democracia direta e fundaram o partido Demoex, cujos membros, após eleitos, só tomam decisões norteadas por plebiscitos virtuais - incluindo aí até o destino da verba do gabinete. A ideia se difundiu por países como a Itália e teve até um representante nas últimas eleições no Rio que, no entanto, não conseguiu se eleger.

Em conversas com amigos sobre a descrença com a política atual, Pedro Feijó, gerente de uma casa noturna carioca, decidiu candidatar-se pelo PV com uma proposta ao estilo eleitoral da Grécia Antiga, adaptada aos tempos modernos virtuais. O então candidato criou um site cujo objetivo era fazer com que a população decidisse em voto aberto as medidas que ele deveria aprovar na Câmara. As questões incluiriam até a verba de seu futuro gabinete. Um fórum, com opiniões contra e a favor, debateria o tema. Só pessoas cadastradas votariam e o pleito virtual contaria com uma auditoria externa.

– Acredito que alguns acompanhariam com mais frequência, outros não. De qualquer forma, seria melhor do que não saber quais interesses estão por trás de determinadas decisões – comentou. – Tivemos apenas 500 votos, porque foi uma campanha bem simples, baseada no boca-a-boca. Mas o importante é a difusão da ideia. Pessoas de várias cidades, até mesmo de outros estados, nos ligaram pedindo para ter acesso à plataforma.

Em meio à Era da Informação, a iniciativa vem se firmando como uma tendência mundialmente crescente. Há cerca de três anos, o Conselho da Europa fez um estudo sobre possíveis melhorias no sistema democrático. Um dos itens era justamente um sistema eleitoral que proporciona a internautas cadastrados relatórios sobre as decisões do candidato escolhido.

Em Vallentuna, a estudante Parisa Molagholi, então com 19 anos, acabou sendo eleita em 2002 (com 1,7% dos votos) para a Câmara Municipal – e foi reeleita em 2006 com 2,9%. A Itália também desenvolveu sistema similar por meio do partido "Listapartecipata", cujo slogan é "O controle do governo nas mãos do povo (e não só no dia das eleições)". Neste caso, a participação popular é feita por meio da internet, telefone e até pelos correios.

[Trecho de matéria publicada hoje no Jornal do Brasil]

[E como diria a mãe de santo Cesar Ferreira... Vitor Menezes 2012!]

14 comentários:

Jéssica Carvalho disse...

Pois é camarada Vitor Menezes, Democracia eu quero vive-la no IFF!

Seria legal podermos saber também são gastas as verbas administradas pela nossa reitora!

Poder ter um email pra perguntar todas as coisas a elas...

A luta continua!

Saudações a quem tem coragem!

www.sapientias.blogspot.com

Anônimo disse...

o texto é do Felipe Sales! e não do vitor...


essa história de manifestação no IFF é muito bacana, mas merece um aprofundamento na discussão.
Vamos analisar quem são as pessoas do atual grêmio estudantil. São pessoas ligadas a UJS, que no segundo turno das eleições municipais apoiaram e até formaram a base de apoio da atual prefeita.
E se nós formos lembrar das últimas eleições para direção do então cefet campos, e lembrarmos quem foi o candidato e o grupo de oposição à cibele, pessoal ligado a fenorte (boynard) que possui estreita ligação com o atual governo municipal...
portanto, isso tá mais me parecendo uma tentativa e aumentar o alcance de tentáculos...

Vitor Menezes disse...

Putz, lá vem Salete repetir esse mantra que nem mais o Ferreira lembra... Francamente!

Jéssica Carvalho disse...

Putz to até agora tentndo imaginar daonde esse anonimo tirou essa idéia?
Sou aluna do IFf, faço parte tb da UJs e digo mais nós queremos a democracia a legalidade, o que temos direito nada mais.
Agora me responde senhor sabio, pq Dona Cibele que foi eleita na composição Cibele e Jefferson indica esse tal de Roberto José que a comunidade academica nem elegeu para diretor?
Estranhissimo não acha?
E por que agora ela se nega a marcar a eleição?
Se os documentos que ela tem em mãos dão margem para a eleição? Seria interesses escusos? Seria meter goela abaixo de todo mundo suas decisões ditatoriais?

Ainda tem mais ela quer cancelar a elição de Macaé juridicamente.

Depois vem com nota dizer que preza pela democracia. Conversa...

Se prezasse realmente marcava uma assembléia com todos os estudantes porque é fácil querer enganar um ou dois o dificil é ser sabatinada pelos qustionamentos de 500 alunos no mesmo dia... Será medo?

Ai faça-me o favor...

Por mim o diretor pode ser qualquer um, desde que seja ELEITO!

Sagaz disse...

Fico imaginando aqui, será que a eleição direta é uma proposta ruim só por ser apoiada pelo Grêmio Nilo Peçanha, do IF Fluminense e pela UJS?

Até o ano passado, o Grêmio era dirigido pelo PT e sua postura chapa-branca aos mandos e desmandos da então direção do então CEFET Campos era visível a todos, hoje temos um Grêmio que não se põe contra a reitoria, mas que jamais vai aceitar calado nenhuma postura ditatorial da mesma, ainda mais nesse evento de total afronta à democracia que tantos brasileiros deram suas vidas pra defender.

Imagino também quem seja esse anônimo que tanto se esforça a tentar em vão desmerecer essa luta dos ESTUDANTES do IF Fluminente, mesmo os do nível superior que não encontram representatividade no DCE, que tem o rabo preso à reitoria.

Podem dizer o que quiserem, o Grêmio é uma entidade autônoma que defende os interesses dos ESTUDANTES de nível médio e técnico, e recebe também o apoio dos estudantes do superior, que vêem nessa entidade de 63 anos também sua representação, já que não podem confiar no DCE...

Queremos apenas que seja respeitada a democracia no IF Fluminense. Por que eles tem tanto medo da democracia? Fica minha questão no ar.

Jéssica Carvalho disse...

Rapaz a minha profunda admiração a vc camarada Sagaz!
Falou e Disse!

Felipe Sáles disse...

Por essas e outras que essa é uma cidade de merda. O post é sobre uma forma de fazer política totalmente diferente, que é a cara da juventude, adaptável a nossa cidade/descrença com a política local, mas fica essa discussão de grêmio estudantil de merda. É por isso que eu digo e repito: Vitor Menezes 2012!!! E cade Cesar Ferreira que não me ajuda?!

Sagaz disse...

Felipe, vc se equivoca em criticar a discussão sobre o que acontece no IFF e sobre o movimento gerado pelo "grêmio estudantil de merda", segundo suas palavras.

Como você espera que haja credibilidade na política se a opinião dos jovens é desvalorizada? Isso já começa na escola!

O texto trata de democracia, lembra o que é isso? Democracia não existe só na eleição de prefeito ou presidente, etc. Democracia é algo que deve existir no dia-a-dia de nossa sociedade.

Se hoje os estudantes, que sempre nos dizem que são o futuro do país, são privados do direito de escolher, o que será do município, do estado e do país amanhã?

Não adianta começar um debate sobre democracia censurando que não se prende apenas a seguir fielmente o tema proposto. Estamos discutindo democracia do mesmo jeito!

Jéssica Carvalho disse...

Sáles vc está no Rio não está dentro de uma escola em expansão e com tradição como nós que se nega a realizar eleições para a escolha de seu novo diretor.
Se estivesse lá tenho certeza não ia gostar de canetada goela abaixo.
Ah eu esqueci que vc se acostumou com a ausência de movimento na FAFIC, não teve tradição...
Bom dia pra vc ai tb!

Anônimo disse...

http://www.momentoverdadeiro.blogspot.com/

Anônimo disse...

Esse Felipe é um zé roela. nao sabe oq diz!
mais respeito com os estudantes rapaz!

Sérgio Provisano disse...

Gente, nada mais saudável do que uma eleição direta. Ela só serve para aperfeiçoar a Democracia, que só se fortalece através da manifestação livre e democrática dos cidadãos. Essa manifestação se dá através do voto.

Sou da época do Movimento Diretas Já e, não me arrependo disso, ao contrário acho saudável, oxigenante mesmo, todo e qualquer movimento que aponte na direção da consolidação da Democracia. Por isso, independentemente da posição política de qualquer um, apóio, sem restrições, todo e qualquer movimento por eleições diretas em qualquer nível que seja.

Saudações democráticas!

Carlos Cajú disse...

Acho engraçado que algumas pessoas que conseguem sair da cidade olham para trás e acham que tudo é merda: lembrem-se que vcs vieram da merda e sejam humildes, pq a queda de quem acha que está no alto pode ser a volta a merda!
Ah passe bem também!

Débora das *I *I de J:) disse...

Gente, nada mais saudável do que uma eleição direta. Ela só serve para aperfeiçoar a Democracia, que só se fortalece através da manifestação livre e democrática dos cidadãos. Essa manifestação se dá através do voto.



Provisano, é esta democracia que calunia, difama e mente? É esta democracia que cala a boca dos INCONGRUENTES?
`SUA DEMOCRACIA, PROVISANO?

E aí, Provisano? O Campista pode contar com este tipo de democracia? Democracia é o povo falar o que quiser de quem quiser, seja verdade ou seja mentira? Isso é política legítima? Democracia verdadeira? Como é? Já procurou vasculhar a Vida de Rosângela Maria Pessanha de Souza? Do tal DAS da prefeitura? Seria bom.

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