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segunda-feira, junho 11, 2012

Líder de Gramacho faz palestra no Açu


Tião Santos em flyer do Movimento Limpa Brasil.
Foto de César Netto
 

Líder dos catadores do aterro controlado de Gramacho, em Duque de Caxias, Tião Santos estará no Complexo Portuário do Açu nesta terça, 12, às 14h30, para proferir palestra a convite da OSX, empresa do Grupo EBX que atua na indústria naval offshore.

Santos, que ficou conhecido pelo filme “Lixo Extraordinário”, vai falar sobre sustentabilidade, reciclagem e responsabilidade social para os trabalhadores do estaleiro da OSX.

A assessoria da OSX está convidando a imprensa para a cobertura da palestra. Contatos pelos e-mails graziella.cardeal@osx.com.br e simone.barros@osx.com.br.

quarta-feira, dezembro 14, 2011

Seminário neste sábado discute impactos do porto do Açu

Com o apoio de diversas entidades e instituições, entre elas o MST, a Associação dos Produtores Rurais e de Imóveis de São João da Barra (Asprim), promove neste sábado, 17, o Seminário Territorial, na comunidade de Água Preta, às 13h. O evento tem como objetivo discutir os impactos sociais e ambientais do complexo portuário do Açu, especialmente em relação aos atingidos pelas desapropriações.

[Clique na imagem para ampliar o cartaz]

quinta-feira, setembro 01, 2011

Audiências hoje e amanhã sobre Distrito Industrial do Açú


Da Assessoria da LLX

A Companhia de Desenvolvimento Industrial do Estado do Rio de Janeiro (CODIN) e a LLX, empresa de logística do Grupo EBX, participam nesta semana de audiências públicas promovidas pelo Instituto Estadual do Ambiente (INEA). No evento serão apresentados os estudos ambientais (EIA/Rima) para o licenciamento da infraestrutura do Distrito Industrial de São João da Barra. O empreendimento será instalado ao lado do Superporto do Açu, em construção no município.

A instalação do Distrito Industrial de São João da Barra, o 11º instalado pela CODIN, baseou-se na atração de empresas para a região em razão da implantação do Superporto do Açu. O empreendimento oferece uma série de atrativos, como disponibilidade de minério de ferro, oferta de energia, proximidade com a Bacia de Campos e interligação com rodovias e ferrovias, entre outros. A instalação do Distrito Industrial, aliada ao porto, garante a criação de valor na economia local, maximizando a geração de riquezas, arrecadação de impostos e empregos na região.

A CODIN assinou um termo de cooperação técnica com a LLX delegando à empresa atribuições específicas para a sua atuação no processo de licenciamento. Assim, a LLX vai implantar as infraestruturas de uso comum do Distrito Industrial, como abastecimento de água, rede de esgoto, drenagem, ruas, linhas ferroviárias, emissários e rede elétrica. Pelo termo, a empresa também é responsável pelo licenciamento ambiental do empreendimento.

Distrito

Criado por meio de decretos pelo Governo do Estado do Rio de Janeiro, o Distrito Industrial será implantado, através da CODIN, no 5º Distrito de São João da Barra. O Distrito Industrial possui área de 7.036 hectares e, para sua infraestrutura estão previstos aproximadamente 132 km de vias, com 44 intersecções e 8 viadutos.

Também está prevista a implantação de cerca de 27 km de trilhos para ferrovia, além da implantação de 92,5 km de redes de distribuição elétrica, 3 subestações de energia e a 114,5 km de iluminação pública. Será construído um reservatório com volume total de 600.000 m³, estações de tratamento de água com vazão de 130 l/s, duas estações de tratamento de esgoto com vazão máxima de 100 l/s e a implantação de 55 km de rede coletora.

Serviço:

01/09 – Audiência Pública São João da Barra
Local: Escola Municipal Gladys Teixeira – Rua Patrício Delfin, nº 295 – Centro / São João da Barra
Horário: 19h

02/09 – Audiência Pública São João da Barra
Local: SESI / Guarus – Avenida Bartolomeu Lizandro, 862 / Campos dos Goytacazes
Horário: 19h

quinta-feira, agosto 18, 2011

Narradores do Açú será exibido para protagonistas das histórias

O webdocumentário Narradores do Açú será exibido neste domingo para os produtores rurais que deram os depoimentos do vídeo e demais integrantes da comunidade. A iniciativa é dos alunos de Comunicação Social do Uniflu-Fafic que realizaram o documentário.

Os interessados em participar podem entrar em contato com Bianca Alonso (biancalonso.m@gmail.com). Um ônibus sairá da Fafic às 13h do próprio domingo.

O documentário, que foi visto por mais de dez mil internautas no youtube, será exibido também hoje, às 18h, na Semana Cultural da Faculdade de Medicina de Campos, em uma mostra de curtas.

quinta-feira, julho 28, 2011

Vídeo de 2009 mostra ações truculentas da MMX no início do mineroduto Minas-Rio

A partir de comentário postado no you tube por uma moradora de Conceição do Mato Dentro (MG), sobre o vídeo Narradores do Açu, encontrei  vídeo que mostra o modo como os habitantes da região do início do Mineroduto Minas-Rio foram tratados com a chegada do empreendimento da MMX. Os relatos são impressionantemente semelhantes aos encontrados na outra ponta do empreendimento.

Confira o comentário e, abaixo, o vídeo.

"Compartilho de todas essas dores relatadas.SOU ATINGIDA DA OUTRA PONTA DESSE EMPREENDIMENTO.Estou em Conceição do Mato Dentro,onde se pretende extrair o minério que também se pretende exportar por este pretenso porto.Fui considerada atingida emergencial em caráter da água,que o empreendedor, antes de obter a licença par extrair o minério, poluiu.ME PERGUNTO PORQUE COMO CIDADÃ TENHO QUE CUMPRIR A LEI E ESTES EMPREENDEDORES NÃO PRECISAM?SOU ATINGIDA PELA ÁGUA,NA TRANQUILIDADE,NA PAZ,NA VIDA TODA!
flavialilian2004 "



terça-feira, julho 19, 2011

O Açú e as raízes do Brasil

"Nas duas oportunidades em que o Movimento Nossa São João da Barra (MNSJB) convidou o Grupo EBX e a Prefeitura (PMSJB) para discutir as ações compensatórias para o Complexo do Açu – em maio, na II CLCS, e em julho, no Seminário Temático de Agricultura –, visando compartilhar visões acerca do território entre todos os segmentos implicados, as respostas foram assimétricas e inconsistentes. Enquanto a PMSJB firmou compromisso de diálogo franco e aberto em maio, na voz da própria titular do cargo, o Grupo X agiu de maneira confusa, enviando uma delegação desconcertada, sendo que ambos simplesmente não apareceram na reunião de julho onde se discutiría políticas concretas.

Estes desencontros não são gratuitos, antes correspondem a padrões comportamentais arraigados que contrastam com a retórica oficial de modernidade e deixam claro que a distância entre intenção e gesto, no nível das elites, não é menor que a resistência ao novo por parte das populações rurais."


[Trecho do artigo "A Falta de Uma Gestão Integrada do Território", do cientista político Hamilton Garcia de Lima. Íntegra aqui.]

quinta-feira, março 31, 2011

Trabalhadores do Porto do Açu param por melhores salários e condições de trabalho

Nielmar de Oliveira / Da Agência Brasil

Rio de Janeiro - Cerca de mil dos 1,2 mil empregados da empresa ARG, que trabalham nas obras de construção do Porto do Açu, em São João da Barra, no norte fluminense, cruzaram os braços na madrugada de hoje (30) para reivindicar melhores condições de trabalho e 30% de adicional de insalubridade.

Os manifestantes bloquearam a estrada vicinal que dá acesso ao porto, um megaprojeto do empresário Eike Batista. Agentes da Polícia Rodoviária Federal liberaram a estrada, mas os trabalhadores continuam sem trabalhar em protesto contra o que chamam de “péssimas condições de trabalho”.

A LLX, empresa do empresário responsável pelo empreendimento, admitiu o movimento, mas sustenta que apenas 300 trabalhadores aderiram à paralisação e que está negociando com os grevistas.

O presidente do Sindicato dos Trabalhadores na Indústria da Construção Civil, José Carlos Eulálio, por sua vez, afirmou que o movimento é pacifico e não foram registrados tumultos até o momento.

Com investimentos de R$ 3,4 bilhões, o Porto do Açu é um dos maiores empreendimentos do segmento em execução no país. O complexo envolve a construção de vários terminais portuários para o transporte de minério, ferro-gusa, carvão e petróleo, a construção de usinas térmicas a gás natural para atender ao complexo, e um estaleiro.

[Foto: Vitor Menezes]

sexta-feira, março 25, 2011

Superporto do Açu entre os três maiores complexos portuários do mundo

Da Assessoria da LLX


A LLX, empresa de logística do Grupo EBX, do empresário Eike Batista, divulgou a duplicação do volume de cargas movimentadas no Superporto do Açu, em construção no município de São João da Barra, norte do Estado do Rio de Janeiro. A construção adiantada e o início das obras do canal onshore, TX2, no primeiro semestre capacitam o empreendimento na movimentação de 350 milhões de toneladas por ano entre exportações e importações, com destaque para o petróleo, o que o posiciona entre os três maiores complexos portuários do mundo.

O Superporto vai atender as necessidades de logística e suprimento das atividades de exploração e produção de óleo e gás na Bacia de Campos. O TX1 contará com 9 berços dedicados a minério de ferro e petróleo. Já o TX2, contemplará mais de 30 berços para granéis sólidos como produtos siderúrgicos, carvão, ferro gusa, escória e granito além de granéis líquidos, carga geral e veículos.

O ano de 2011 será marcado pelo pleno funcionamento de vários canteiros de obra simultâneos no Superporto do Açu. No total serão investidos no Superporto do Açu R$3,4 bilhões no empreendimento que está sendo construído no norte do Estado do Rio de Janeiro. Desde o início de 2007, já foram investidos R$ 1,2 bilhão na construção do empreendimento. O Complexo Industrial do Superporto do Açu deve atrair investimentos de U$ 40 bilhões.

quinta-feira, dezembro 16, 2010

Conferência hoje na Uenf discute impactos do Porto do Açu

A III Conferencia Local de Controle Social, que a UENF promove hoje no auditório 4 do Centro de Convenções (Apitão), discute o tema "Complexo do Açu: os impactos e as oportunidades.

Confira a programação:
III Conferência Local de Controle Social: O Complexo do Açu, os Impactos e as Oportunidades

DATA: 16/12 5ªfeira,

Horário: 17: 30
Local: UENF (auditório IV do Centro de Convenções)
MESA DE ABERTURA:
Almy Junior Carvalho (Reitor da UENF),
Hélio Gomes (Pró-Reitora de Pesquisa/IFF),
Rogério Matoso (Presidente da Câmara de Vereadores de Campos) e
Aurélio Lorenz (MNC/OCSP).

MESA DE PALESTRANTES:
Paulo Monteiro (Diretor de Sustentabilidade do Grupo EBX) Romeu Neto (Diretor de Pesquisa e Pós Graduação/IFF- Campos)Eraldo Bacelar (Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico e Petróleo/PMCG)Alcimar Chagas (Economista/UENF)Aristides Soffiati (Historiador/UFF- Campos)

DEBATEDORES NO PÚLPITO:

Luiz Concebida (Gerente Regional da FIRJAN/NF)
Roberto Moraes (Pró-Reitor de Desenvolvimento Institucional/IFF- Campos)

MANIFESTAÇÃO ESPECIAL DO PLENÁRIO:
Nilza Franco (Coordenadora do ITEP/UENF)
Sérgio Rangel (Empresário do ramo hoteleiro/SJB) Davi Nascimento (Líder do Assentamento Marrecas) Rodolfo Ribeiro (Líder da Colônia de Pescadores Z19/Farol de São Tomé) Lerieste Silva (Presidente da Associação de Moradores da Instancia da Penha)

Promoção: MNC, ITEP-PROEX/UENF, OCSP.

Apoio: UENF, IFF, CEPECAM/UCAM.

Coordenação:
Hamilton Garcia (Coordenador de Extensão - CCH/UENF),
Nilza Franco (ITEP-PROEX/UENF).

sexta-feira, novembro 19, 2010

Eike quer trazer fábrica da Apple para o Açu

Da Redação do Adnews, aqui.


Eike Batista cansou dos altos preços e de ter de esperar muito pelo lançamento dos produtos da Apple (como o iPad, por exemplo). Então ele decidiu que quer montar uma fábrica dos produtos da empresa aqui no Brasil, segundo O Estado de S.Paulo.

A informação foi confirmada pelo próprio empresário que, em entrevista ao jornal, questionou: "Por que a gente tem de pagar duas vezes e meia o preço de um iPad?" Batista já conversa com dois grupos que montam as invenções de Steve Jobs na Ásia para trazer uma unidade e instalá-la em São João da Barra, litoral do Rio de Janeiro. Mais especificamente, a empresa ficaria no complexo do Porto do Açu, da LLX - braço de logística do Grupo EBX, pertencente a ele. "Estou abordando as empresas que fazem essa montagem na Ásia. Não é a Apple, a Apple tem de aprovar depois. Você fala com as empresas que montam esses aparelhos para a Apple. Então, a conversa é com dois grupos. Estamos procedendo nessas conversas", disse.

O dono da EBX quer a montadora da Apple como espécie de cartão postal do Superporto do Açu, que por causa de R$ 4,3 bilhões se tornou o maior investimento de infraestrutura portuária da América Latina. Com estreia prevista para 2012, o empreendimento deve atrair cerca de R$ 36 bilhões em investimentos.

"O importante é que o Açu, na área que a gente chama de Vale do Silício do Açu, comporta trazer esse tipo de empresa. Até porque o porto também vai ter um aeroporto alfandegário. Esses componentes eletrônicos podem vir de avião, não necessariamente de navio", comentou. "O aeroporto alfandegário vai permitir fazer a parte de maior valor agregado, tecnológica, para o complexo do Açu. É o creme da cereja aí."

quinta-feira, novembro 04, 2010

LLX patrocina projetos culturais em SJB

Da Ascom da LLX

Na semana em que se comemora o Dia Nacional da Cultura, a LLX efetuou em São João da Barra entrega de patrocínio de incentivo cultural. Os projetos contemplados foram selecionados depois de avaliação do Conselho de sustentabilidade do grupo EBX. O anúncio foi feito durante almoço, nesta quinta-feira, no Palácio Cultural, na 3ª Conferência Municipal de Cultura.


Com intuito de resgatar a tradição das marchinhas no município, a empresa patrocina o I Concurso de Marchinhas Carnavalescas – Prêmio Jack Azevedo, que além de valorizar a música carnavalesca, seus compositores e intérpretes, promoverá a diversificação e acesso à cultura para toda a população.

Já o tradicional grupo de teatro Nós na Rua, utilizará o patrocínio no projeto Cultura sobre rodas. Um caminhão será adquirido e levará oficinas e peças teatrais a comunidades mais distantes do centro sanjoanense para promoção e difusão, cultural e artística, no município.

terça-feira, outubro 19, 2010

Superporto do Açu: quem não tem o rabo verde que se cuide

Entre curiosos acerca dos hábitos do lagarto de rabo verde, espécie protegida no local, e impressionados com a profusão de dólares produzidos a cada dólar investido pela EBX no seu espalhar de X pelo mundo, blogueiros da região visitaram hoje pela manhã o Superporto do Açu, em São João da Barra (RJ), que tem previsão de funcionamento para o segundo semestre de 2012.

A cena árida que pede constante plano aberto da praia do Açu começa a dar lugar ao concreto, ao asfalto e às ferragens. Deslumbrante para quem gosta de “progresso”. Preocupante para quem vê a natureza se espremer entre contrapartidas, elevados sobre a areia (por onde passam os tais lagartos), marketing institucional e licenças ambientais transformadas em atrativos para mais investimentos.

Os brinquedos dos engenheiros no momento são os core-locs, peças de 12 toneladas de concreto que serão encaixadas para formar a parte de cima do quebra-mar que protegerá o porto, sobre as toneladas de pedras que são retiradas do Itaoca e armazenadas no “pulmão de pedras”. Serão 22 mil peças. Há aproximadamente sete mil feitas até o momento.

Mas há outros. Há a obra do minerioduto, que já está aparente em diversos pontos na areia branca do Açú. Há a unidade de processamento de minério, que chama atenção na paisagem. Há, por fim, a pista que chega a 2,9 km mar adentro, que levará aos dez berços de atracação de navios de grande porte, que necessitam de até 21 metros de profundidade — e onde bate um vento que parece que vai nos atirar na água revolta.

Tudo é grandioso, e não apenas pelo presente. O futuro anunciado também impressiona. Logo na chegada uma detalhada maquete, auxiliada por amplo adesivo de parede, mostra a previsão de investimentos para o complexo industrial, que terá siderúrgica, usina termoelétrica, cimenteiras, pólo metalmecânico, usinas de pelotização de minério, unidade de tratamento de petróleo, fábrica de carros, e o que mais vier.

Hoje mesmo, à tarde, visita o superporto uma delegação norte-americana, e sabe lá o que isso resultará. Antes, vieram os chineses, e os resultados conhecemos, com 200 alunos em oito turmas matriculadas em cursos de mandarim em São João da Barra.

Os trabalhadores parecem bem tratados e em segurança, embora um deles já tenha morrido na obra — uma “fatalidade”. De fato tudo é muito organizado e todos os cuidados parecem ser tomados. Vi operários com EPIs (Equipamento de Proteção Individual), mas não encontrei nenhum com um sorriso tão largo quanto o de Eike Batista.

Só achei estranho um guarda-corpo tão enferrujado e amarrado com arames em uma obra tão sofisticada e cercada de cuidados. Certamente é algo provisório.

Olhando tudo aquilo tem-se a noção do quanto o projeto do porto é mesmo irreversível. Para o bem ou para o mal, a região de fato mudará, e a projeção, que por algum tempo foi feita com espanto, agora é dita com naturalidade: a pequena São João da Barra saltará dos 30 mil habitantes para 250 mil em poucas décadas.
A quase mítica Cidade X, um condomínio-cartão-postal com preocupações ecológicas, deverá mesmo existir. Mas não se sabe onde e nem quando. O que se sabe é que será para poucos. O entorno é que precisa se cuidar. E a contrapartida da empresa tem sido investimentos em programas comunitários, que vão de alfabetização à melhoria logística para a atividade da pesca no município, mas não é difícil supor que, quando os 250 mil chegarem, isso não será suficiente.

A preocupação ambiental e as aparentes boas práticas empresariais, os milhares de empregos gerados e o incremento de toda uma cadeia de pequenos e médios negócios que se forma nas comunidades, são o lado bom da história. Resta saber o que está reservado para os que não têm o rabo verde. 


[ Clique nas imagens para ampliá-las. Do alto para baixo: vista da parte extrema do porto mar adentro; Core-locs de concreto fabricados no local, com 12 toneladas cada; Guarda corpo que não condiz com sofisticação da obra; Quebra mar, com ponte provisória, onde são carregadas as balsas que levam as pedras para o porto; Canal protegido entre os vários que, segundo a empresa, formam uma rede maior que a de Veneza; Vista do ponto de recepção dos visitantes - Fotos: Vitor Menezes]

Blogueiros visitam hoje Superporto do Açu


Em iniciativa inédita na região e ainda pouco comum no País, a LLX promove hoje uma visita de blogueiros de diferentes profissões às obras do Superporto do Açu, em São João da Barra (RJ). Um ônibus parte daqui a pouco, às 8h, do centro de Campos, em direção ao empreendimento. O urgente! está entre os blogs participantes.

Ação típica da política de portas abertas, comum nas assessorias de comunicação de grandes organizações, visitas como esta costumavam se restringir a jornalistas.

Esta é mais uma mostra da importância dos blogs, que já haviam sido incorporados às estratégias de divulgação profissionais, constando, por exemplo, dos maillings lists das assessorias.

[Obras do Superporto do Açu em setembro passado - Foto: Divulgação LLX]

terça-feira, agosto 03, 2010

Economista chama a atenção para superficialidade das audiências públicas

De Alcimar das Chagas Ribeiro, aqui.

Acompanhei a audiência pública para licenciamento ambiental da Unidade de Tratamento de Petróleo do Terminal Portuário Privativo de Uso Misto – Superporto do Açu, realizada ontem em São João da Barra. Uma repetição das audiências anteriores. Monta-se um grande circo, segundo exigência dos órgãos ambientais, atraem-se grupos de pessoas, muitos nem sabem o está acontecendo; democratizam o processo através da participação dos poderes públicos institucionalizados e da participação do público presente, através da elaboração de perguntas escritas e estritamente amarradas ao tema específico e lá vão discursos bonitos e generalistas demais.

Quanto aos possíveis impactos ambientais identificados, ou seja, alteração da qualidade da água, interferência na fauna marítima, vazamentos de petróleo, explosões e incêndios, tudo sobre controle. Os modelos matemáticos parecem ter o poder de antecipar todos os males e indicar os ajustes dentro dos parâmetros aceitáveis internacionalmente. Parece que ninguém se lembra dos recentes e substanciais prejuízos com o vazamento de petróleo no Golfo do México e, atualmente, do vazamento de minério em Minas Gerais com reflexos na Bacia do Rio Itabapoana, levando a consistente mortandade de peixes.

[Íntegra no blog Economia Norte Fluminense, aqui]

segunda-feira, agosto 02, 2010

Superporto consome pedras que dariam para erguer um Pão de Açúcar

A assessoria de imprensa da LLX informou hoje que a empresa iniciou a construção, no Superporto do Açu, de um quebra-mar em forma de L, com 1,3 km de extensão em direção ao norte e 930 metros em direção ao oeste. Ele será construído ao redor da ponte e dos píeres para atracação de navios para proteger as embarcações.

O quebra-mar tem altura de 23 metros e é feito, inicialmente, por meio do lançamento de pedras por barcaças. As pedras vêm de uma pedreira em Campos, localizada a cerca de 70 km do Superporto do Açu, que foi comprada pela LLX. Por dia, cerca de 3,5 mil m³ de pedras são transportadas por 50 caminhões do tipo rodo-trem (com duas carretas).

A previsão é que a construção do quebra-mar seja concluída no final de 2011. No total serão utilizados mais de 1,8 milhão de m³ de blocos de pedras – o equivalente ao Pão de Açúcar, no Rio de Janeiro.

terça-feira, julho 27, 2010

LLX apresenta nesta quarta Unidade de Tratamento de Petróleo de R$ 1,1 bi no Açu

A empresa LLX Açu apresenta nesta quarta, 28, em audiência pública em São João da Barra, projeto de  instalação de Unidade de Tratamento de Petróleo (UTP), no Superporto do Açu, que custará R$ 1,1 bi somente na primeira fase, com capacidade de tratamento de 400 mil barris por dia.

De acordo com a assessoria da imprensa da empresa, a implantação da UTP "está de acordo com as políticas da LLX, que têm como objetivo gerar desenvolvimento e renda nos locais onde atua, com respeito ao meio ambiente e segurança".

Ainda segundo a empresa, o "petróleo será transportado das plataformas até o Superporto do Açu por navios. Entre o local para atracação dos navios e a unidade, o petróleo será transportado por dutovia enterrada, sujeita a baixos níveis de pressão externa. Ainda assim, estas tubulações foram dimensionadas e serão detalhadas considerando as condições mais severas de pressão, temperatura e resistência a corrosão, garantindo a integridade dos tubos durante a operação".

A audiência pública acontece no Grupo da Terceira Idade, na rua dos Passos, às 19h.

segunda-feira, março 29, 2010

Superporto do Açu será apresentado em exposição em São Paulo

O Superporto do Açu será um dos projetos que a empresa LLX vai apresentar, por meio de maquetes e vídeos, aos visitantes da Exposição da Intermodal South America 2010. O evento acontece de 06 a 08 de abril, no Transamérica Expo Center, em São Paulo. A informação é da assessoria de imprensa da empresa na região.

O Superporto do Açu é um Terminal Portuário Privativo de Uso Misto, com área de 9 mil hectares, profundidade de 18,5 metros (com posterior expansão para 21 metros) e estrutura offshore com até 10 berços para movimentação de minério de ferro, petróleo, produtos siderúrgicos, carvão e granéis sólidos. O porto também terá uma ponte de acesso com 3 quilômetros, que ligará a costa aos píeres e já está concluída.

Operação prevista para 2012

No total serão investidos R$ 4,3 bilhões no Terminal Portuário Privativo de Uso Misto do Açu, sendo R$ 1,9 bilhão pela LLX Minas-Rio (responsável pela implantação do terminal portuário dedicado ao minério de ferro) e R$ 2,4 bilhões pela LLX Açu (responsável pela operação das demais cargas como produtos siderúrgicos, carvão, granéis líquidos e granito).

A LLX já possui cerca de 60 memorandos de entendimento (MOUs) assinados ou em negociação com empresas que querem se instalar ou movimentar cargas no Superporto do Açu. Em construção desde outubro de 2007, a previsão é que a operação do Superporto do Açu seja iniciada em meados de 2012.

Atualmente, cerca de duas mil pessoas trabalham na construção do porto, e metade é morador da região.

[Situação das obras neste mês de março de 2010 - Foto -  Divulgação Site da LLX]

terça-feira, novembro 03, 2009

Brasil de Fato faz matéria sobre porto de "São João da ´Farra´"


Reportagem com duas páginas no jornal Brasil de Fato trata dos impactos do Porto do Açu. O assunto é manchete na edição desta semana. O repórter Leandro Uchoa, que publicara matéria sobre a cortadora de cana morta em uma queimada, esteve em São João da Barra e conversou com os integrantes do movimento “Desenvolvimento sim, desapropriação não”, que representa cerca de 6 mil agricultores que estão no alvo da desapropriação, já aprovada pela Câmara de Vereadores.

A matéria, que, por enquanto, está disponível apenas na versão impressa do jornal, também explicita as relações entre a prefeita de São João da Barra, Carla Machado, o governador Sérgio Cabral e o empresário Eike Batista. Também registra que a ambição das terras pode estar relacionada à existência de petróleo no subsolo da região. O município chega a ser chamado, em um dos títulos, de “São João da ´Farra´”.

São ouvidos ainda os professores da UFF, Aristides Sofiatti e José Luis Vianna da Cruz. Soffiati é autor da denúncia que levou o MP a pedir a suspensão das obras do Porto. Cruz opina sobre a construção da chamada Cidade X: “São cidades-empresas. Experiências horríveis. Controlam quem entra e quem sai”, disse.

A empresa é “ouvida” por meio da reprodução de abordagens feitas em seus materiais institucionais sobre o projeto.

segunda-feira, agosto 24, 2009

Audiência discutirá implantação de mineroduto e Porto do Açu

Da Agência Câmara

A Comissão de Minas e Energia realiza audiência pública na quarta-feira (26) para discutir a implantação de um mineroduto entre Minas Gerais e Rio de Janeiro e do complexo Porto do Açu, em São João da Barra (RJ). O debate foi proposto pelo deputado Bernardo Ariston (PMDB-RJ).

Ariston lembra que o complexo Porto do Açu, ao qual estará ligado o Mineroduto Minas-Rio, será um dos maiores investimentos em terminais portuários privados no Brasil e é um projeto de extrema importância para a região norte fluminense - uma das mais pobres do estado.

"Além das atividades portuárias propriamente ditas, que incluem cargas de minério de ferro, carvão mineral, granéis líquidos e cargas gerais, o complexo abrigará também unidades de pelotização e petroquímicas, um complexo siderúrgico, indústrias cimenteiras, empresas de processamento e beneficiamento de rochas ornamentais, uma usina termelétrica e um pólo metalmecânico", explica Ariston, informando que os investimentos devem superar os US$ 36 bilhões.

Foram convidados para o debate o presidente do Instituto Brasileiro de Siderurgia, Flávio Roberto Silva de Azevedo; a prefeita de São João da Barra (RJ), Carla Machado; e representante da prefeitura de Conceição do Mato Dentro (MG); do Ministério de Minas e Energia; da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Energia, Indústria e Serviços do Rio de Janeiro; da Federação das Indústrias do Rio de Janeiro; do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e de Recursos Naturais Renováveis.

A audiência está marcada para as 10h30 no plenário 14.

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