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sexta-feira, maio 13, 2011

quarta-feira, junho 09, 2010

Pagu e Nina



Jornalistas, interioranas, militantes do Partido Comunista. Nascidas na década de 10 do século passado, ousaram deixar a provável condição de mulherzinha do lar para disputar opiniões no espaço público.


A primeira mereceu livros, teses, filme, música e série de TV. A segunda, como mostrou o livro de Juliana Carneiro, tem a sua memória disputada por espíritas e comunistas, mas ainda não foi tão reverenciada quanto deveria. A primeira deixou a sua São João da Boa Vista (SP) natal rumo à capital, São Paulo. A segunda manteve-se firme na trincheira que cavou na cidade onde nasceu, Campos dos Goytacazes.

A primeira, Patrícia Galvão, a Pagu, está sendo relembrada hoje em razão do centenário do seu nascimento, em 9 de junho de 1910. A segunda, Maria da Conceição Arueira, a Nina Arueira, é uma campista que terá, espera-se, seu centenário de nascimento celebrado em 2016.

Pagu morreu aos 52 anos, vítima de um câncer. Nina morreu de febre tifóide aos 19 anos.

sexta-feira, maio 28, 2010

Afinal, quantos anos Campos tem?

Idade de Campos em discussão no Museu Olavo Cardoso

Wesley Machado / Da Assessoria da FCJOL

A Fundação Cultural Jornalista Oswaldo Lima realizou nesta sexta-feira (28), pela manhã, no Museu Olavo Cardoso, a Mesa Redonda “Certidão de Nascimento”, que contou com palestras do professor de Filosofia, Avelino Ferreira, que também é presidente da fundação; o memorialista, Jorge Renato Pereira Pinto; e o Doutor em História Contemporânea, Aristides Sofiatti. Na oportunidade, os três discutiram sobre a data que seria a mais adequada para se comemorar o aniversário de Campos.

Avelino Ferreira defendeu o ano de 1532, que foi o da doação da Capitania de São Thomé. Jorge Renato defendeu o início da colonização, com o início dos currais, em Campo Limpo, que data de 8 de dezembro de 1633, pouco mais de um século depois. Aristides, por sua vez, defendeu a fundação da Villa de São Salvador, em 29 de maio de 1677.

A discussão foi amigável, onde cada um defendeu sua opinião, gerando um debate. A platéia, composta por professores da rede estadual e Universidade Federal Fluminense (UFF), alunos da Universo (Universidade Salgado de Oliveira) e da Fafic (Faculdade de Filosofia de Campos), ficou satisfeita com o debate e levaram para casa uma reflexão sobre o assunto. O evento contou com a presença do Secretário de Cultura, Orávio de Campos.

quinta-feira, abril 01, 2010

Uma sugestão para o projeto do Canal Campos-Macaé

Fiz a sugestão abaixo no Mercearia Campista que está no ar nesta semana. Volto ao assunto aqui para que fique o devido registro. É o seguinte: ainda não tive oportunidade de conhecer em detalhes o projeto de urbanização do Canal Campos-Macaé. Pelo pouco que vi e ouvi, me pareceu bom. Vai conciliar a preservação com a necessidade de tornar o local mais agradável.

Mas faço uma sugestão para a Secretaria de Obras da Prefeitura de Campos: que incorporem a casinha de bombas (foto), na esquina com a Conselheiro Otaviano (Pelinca), e ali façam uma espécie de pequeno museu, um Memorial do Canal, que registre porque, afinal de contas, ele é tombado como patrimônio histórico.

Algumas cidades se orgulham de pequenos museus, que não são menos importantes em razão do tamanho diminuto. Em Ubatuba (SP), por exemplo, com apenas 4 metros por 6, há o Museu Caiçara, que propaga o feito de ter sido considerado o “menor museu do mundo”.

O Memorial do Canal poderia manter uma exposição permanente de fotos do canal em diferentes épocas, totens com a história da construção, um site próprio com mais informações históricas, entre tantas outras possibilidades.

Como a construção está dividida em duas etapas, e a primeira vai justamente da Formosa à Conselheiro, ainda há tempo de ajustar o projeto, entre a Conselheiro e a Nilo Peçanha, para incorporar essa proposta.

[Foto: Vitor Menezes]

domingo, agosto 23, 2009

Idade de Campos pode ser rediscutida

Como pode que uma cidade com 174 anos tenha um jornal, como este Monitor, com 175 anos? E como pode que mesmo antes deste jornal tenham existido outros? Como explicar uma festa do padroeiro que se realiza há mais de 300 anos? Ou o fato de ter uma Câmara Municipal fundada no século XVII?

O marco que Campos dos Goytacazes passou a comemorar com mais ênfase, desde 1989, é o da elevação à condição de cidade, em 28 de março de 1835. Daí esta incongruência entre a sua idade divulgada e a sua real longevidade. Antes, dava-se mais ênfase ao 6 de agosto, na contagem da festa do padroeiro, e relativizava-se a importância de outros referenciais.

Se, para pesquisadores da história, esse pode ser um assunto menor, já que estas datas não encerram a verdade de uma época e, por isso, podem reduzir a possibilidade de compreensão de processos históricos complexos, por outro lado não é menos verdade que estes marcos orientam o senso comum e contribuem na construção de um certo pertencimento simbólico.

Só para exemplificar: no mesmo ato de 28 de março de 1835, Campos foi elevada à condição de cidade junto com Niterói e Angra dos Reis. A primeira comemora 436 anos neste 2009, tendo como marco inaugural a fundação da aldeia, por Araribóia, em 1573; enquanto Angra, também neste ano, comemora 507 anos, numa referência à chegada dos portugueses à região em 1502.

O assunto da necessidade de uma revisão no marco para a contagem não é novo. Já escreveram e sobre ele se preocupam pesquisadores como Avelino Ferreira, Silvia Paes, Orávio de Campos Soares e Jorge Renato Pereira Pinto. A novidade é que o primeiro, hoje presidente da Fundação Cultural Jornalista Oswaldo Lima, vai propor um debate no Conselho Municipal de Cultura – “assim que ele for organizado” – sobre a possibilidade de envio para a Câmara de Vereadores de um projeto para rever a idade da cidade.

Ferreira defende que o marco para contar a idade de Campos seja o da criação da Capitania de São Tomé, em 1532. Há ainda outros referenciais possíveis: a doação definitiva da Capitania a Pero de Gois (1536), a divisão da Capitania entre os Sete Capitães (1627), o início efetivo da colonização, com Salvador Corrêa de Sá e Benevides (1648), a instalação da primeira Câmara Municipal (1652), ou a fundação da Vila de São Salvador pelo capitão Gomes Ribeiro, em nome dos Assecas (1677).

O que não pode ser mantida é a situação em que Campos, uma senhora tão tradicional, não assuma a sua idade avançada.

[Artigo publicado na edição de hoje do Monitor Campista]

quarta-feira, junho 10, 2009

Cobrir or not cobrir?

Enquanto o debate sobre a cobertura ou preservação do Canal Campos Macaé segue quente em post aqui do urgente!, o pessoal do blog do Instituto Historiar publicou excelente contribuição com informações sobre o patrimônio, incluindo as fotos abaixo [da obra que o tornou como é hoje e da forma como já foi antes de ser coberto pelo Parque Alberto Sampaio]. Mais fotos e informações aqui.

sexta-feira, maio 01, 2009

O 1° de Maio do movimento estudantil na Campos de 1934

"No dia primeiro de maio de 1934, foi organizado um grande comício na cidade de Campos dos Goytacazes, por ocasião do dia do trabalhador. A expectativa era de que dez mil trabalhadores compareceriam ao evento.

Os jornais contrários a tal evento, relatam que na concentração da passeata, o clima já era tenso, devido à presença de comunistas, que se aproveitavam do evento para pregar suas idéias.No meio da confusão do comício, a Bandeira Nacional apareceu rasgada, o que fez aumentar o tumulto.

Todos os relatos da imprensa contrária aos comunistas tomaram esse episódio como uma afronta ao forte sentimento patriótico existente. O comício teve fim quando Clóvis Tavares, na época representante do Sindicato dos Estudantes inicia seu discurso, que não seria nunca concluído; devido à chegada da polícia e o surgimento de novos conflitos entre os presentes.

No dia seguinte todos os jornais citam o comício como antipatrióta.Clóvis Tavares chega a ser preso com outros trabalhadores, acusado de estar envolvido no episódio do ultraje a Bandeira Nacional."

Da professora e pesquisadora Jéssica Carvalho. Continua aqui em seu no blog.

terça-feira, abril 28, 2009

Mercado Municipal: Rosinha poderia desfazer erro de Garotinho

Foto disponibilizada pelo blog Museu Virtual de Campos

A Prefeitura de Campos anuncia aqui medidas para "resgatar o público do Mercado Municipal". Devia, antes, resgatar o próprio Mercado Municipal, que foi acintosamente descaracterizado no seu entorno com a construção, no primeiro governo de Anthony Garotinho, do Shopping Popular Michel Haddad, inaugurado em 7 de dezembro de 1991.

Aquela pavorosa estrutura contribuiu para encobrir a beleza do Mercado (como pode ser vista na imagem acima), um patrimônio histórico do município, de 1921.

domingo, janeiro 11, 2009

Corredor Memória de Campos

Um grupo de turistas foi reunido logo no início da manhã em um hotel da cidade. Estava pronto para fazer o circuito do Corredor Memória de Campos. O passeio está incluído no pacote comprado em uma operadora que, sem muito entusiasmo, recentemente acrescentou a cidade em seus roteiros turísticos, mas vinha se surpreendendo com a procura.

O micro-ônibus afastou-se da área de hotéis e seguiu em direção à Rodovia do Açúcar. Uma turista cochichou algo sobre o simpático nome da estrada que, de acordo com o mapinha distribuído, dá acesso a outra de nome também curioso e com forte vínculo local: a Rodovia dos Ceramistas.

A propósito, gostoso de ouvir é também o nome da localidade onde fizeram a primeira parada. Donana. Foi para uma rápida visita à capela Nossa Senhora do Rosário, construída em meados do século XVII por nobres portugueses ainda no período de domínio Asseca.

Depois, uma parada em uma usina de açúcar, em Goitacazes. Os turistas ficaram encantados com as máquinas gigantes, com o cheiro de melaço, com a rotina dos operários, com o processo de feitura do álcool, com as explicações dos técnicos, com as peças do museu do açúcar e com a mostra permanente de doces típicos.

A maioria dos integrantes do grupo nunca tinha visto um chuvisco, o doce de origem portuguesa fabricado há mais de dois séculos em Campos. Compotas e mais compotas da versão em calda, e caixas e caixas da versão cristalizada, foram compradas ali mesmo depois da sessão de degustação.

Ainda em Goitacazes, eles conheceram a igreja de São Gonçalo e a de São Benedito. Visitaram também a Casa de Cultura José Cândido de Carvalho, que antecipa explicações sobre a obra do autor que os turistas ainda iriam rever adiante no parque do Coronel e do Lobisomem, construído em terras imaginárias do coronel Ponciano de Azeredo Furtado, nas cercanias de Santo Amaro.

Passaram pelo Solar do Colégio e ouviram as histórias do lugar e da heroína Benta Pereira, ali sepultada. Retomaram a Rodovia do Açúcar e pararam em Campo Limpo, para conhecer outra capela dedicada a Nossa Senhora do Rosário, construída por escravos no século XVIII. Em seguida, passearam pelos corredores do Mosteiro de São Bento, erguido pelos beneditinos no final do século XVII.

No final da manhã, um restaurante com vista para a vasta planície recebeu a todos para o almoço e para um breve descanso em redes espalhadas pelo varandão do antigo solar de fazenda restaurado recentemente. Renovavam as energias para a longa tarde que os esperava.

Ainda era preciso conhecer a estação de Baixa Grande, a loja do pólo ceramista, um alambique, o museu do petróleo e o da pesca, o farol de São Thomé, além do já citado parque do Coronel.

Ficção? É. Mas toda ficção tem um pouco de verdade. E de esperança.

[Artigo publicado na edição de hoje do Monitor Campista]

sexta-feira, outubro 31, 2008

A galeota do imperador

"A embarcação começou a ser construída em 1808, ano em que a família real passou pela Bahia, a pedido do conde da Ponte, dom João de Saldanha. Mas só ficou pronta 10 anos depois, em 1818. Ela veio para o Rio rebocada, e ficou por uma semana em Campos dos Goytacazes. Já no Rio, a galeota, que tem capacidade para 60 remadores e 12 pessoas no camarim, transportou muitas personalidades. Teresa Cristina, em 1843, ainda noiva de dom Pedro II; em 1821 levou a família real até o navio que voltaria para Portugal; e, em 1838, o corpo do patriarca da Independência, José Bonifácio, que morreu em Niterói."

[Íntegra da matéria do Jornal do Brasil sobre a restauração da Galeota, aqui]

quinta-feira, outubro 30, 2008

Memória no seu HD

O bravo George Gomes Coutinho deu uma boa dica lá no seu Outros Campos. Disponibilizou link para dowload de um banco com mais de 200 fotos antigas de Campos.

quarta-feira, outubro 22, 2008

Repórter do Rio se encanta com Campos

Um repórter de um jornal do Rio se encanta com Campos e manda o seguinte texto ao seu editor:

"Campos, é uma linda e grande cidade; parece um outro Rio de Janeiro. E eu e o meu companheiro de viagem, estamos aqui há dous dias, e ainda não passeamos por metade das ruas. Ao fluminense que nunca sahio da Corte ou da Capital, este rasgo de uma impressão dessa viagem diz-lhe pelo menos que o Rio de Janeiro, que Nictheroy não é tudo o que há digno de ver-se na província e no município, há Campos também uma bella Cidade".

Aconteceu há 150 anos, como registra a seção "Memória" do Monitor de hoje.

quarta-feira, setembro 17, 2008

Escolha o partido e vote

Foto: Leandro Cordeiro/Reprodução
Olha que legal esse achado aqui do pessoal do Instituto Historiar. É uma cédula eleitoral de 1958, que foi publicada pelo Monitor Campista junto à notícia de que o formato fora aprovado pela Câmara.


"Reunida na Biblioteca da Câmara, com a presença dos ministros Cirilo Junior e Edgard Costa, a Comissão Interpartidária de Deputados aprovou a lei que introduz a Cédula Oficial nas votações proporcionais. Prevaleceu o sistema italiano, pelo qual a cada partido corresponderá uma cor e a cada candidato um número – segundo a ordem alfabética – a ser assinalada dentro de um retângulo. Esse foi o primeiro passo no sentido de uma reforma mais profunda do Código Eleitoral a ser projetada", disse o jornal.

Note que a escolha para Deputado Federal se dá entre partidos, e não entre candidatos.

segunda-feira, agosto 11, 2008

Enfim, algo interessante no Turismo

Matéria bacana de dona Danilóide Brandão dá conta hoje, no Monitor, da existência de um roteiro turístico criado e pela senhora Iara Lima, em proposta encampada pelo Sesc. Trata-se do “Os passos de Dom Pedro II na cidade de Campos dos Goytacazes”. Há paradas no Canal Campos-Macaé, no Asilo da Lapa, no poste que simboliza a instalação de energia elétrica na cidade (pela primeira vez na América Latina e terceira vez no mundo), na Casa do Barão de Muriaé (Bombeiros), no Solar do Visconde de Araruama (aquele em ruínas, na Praça São Salvador), na Igreja Nossa Senhora do Carmo, na Igreja de São Francisco, no Asilo Nossa Senhora do Carmo e no Solar do Colégio.

sexta-feira, março 07, 2008

Sempre uns espíritos de porco

Em plena redação de O Paíz, com alguns poucos repórteres reunidos, e tendo merecido pequena nota na capa do jornal. Assim nasceu a Associação Brasileira de Imprensa, que completa 100 anos no dia 7 de Abril. Quem conta a história é Cecília Costa. Aqui.

segunda-feira, fevereiro 11, 2008

Investigação de paternidade

Neste 2008, como bem sabe o leitor, comemora-se a passagem dos 200 anos da chegada da Coroa Portuguesa ao Brasil. Com ela, entre outras mudanças institucionais, veio a imprensa, com a circulação, a partir de 10 de setembro de 1808, da Gazeta do Rio de Janeiro.

Tem artigo novo na Gaveta. Aqui.

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