quinta-feira, abril 30, 2009

Diretor do Inepac diz que órgão vive de milagres

Foto: Zô Guimarães/Divulgação da Alerj
O diretor-geral do Instituto Estadual do Patrimônio Cultural (Inepac), Marcus Antônio Monteiro, disse ontem, em reunião com deputados da Comissão de Cultura da Assembleia Legislativa do Rio, que o órgão tem poucos servidores e orçamento insuficiente para se defender das ações contra o tombamento promovidas pela especulação imobiliária.

"Só no município de Armação dos Búzios (Baixadas Litorâneas) são 18 ações deste tipo. O meu departamento não disponibiliza nem estagiários para nos ajudar no trabalho. Nosso orçamento é quase todo dotado de recursos da iniciativa privada, isso sem entrarmos no quesito que envolve as leis de incentivo. Funcionamos praticamente de forma independente, sem termos independência administrativa", revelou Monteiro.

O diretor do Inepac também afirmou ser contra a entrega de bens do estado às organizações sociais (OS), mas admitiu que o instituto conta com ajuda da iniciativa privada para se manter. "Por pouco não somos autossustentáveis. Só falta oficializarmos essa situação. São tantas as dificuldades que acredito que vivemos de milagres", afirmou.

Em Campos, são tombados pelo Inepac a Lira de Apolo, o Solar do Visconde de Araruama, o Colégio Estadual Nilo Peçanha, o Coreto na praça Barão do Rio Branco, o Hotel Amazonas (Antiga casa do barão de Pirapitinga), o Liceu de Humanidades (Antigo solar do barão da Lagoa Dourada), a Mata Atlântica e o Canal Campos-Macaé.

4 comentários:

fanumero1 disse...

Por quê o Diretor do Inepac, Marcos Monteiro, profissional tão competente, honesto e sério, foi exonerado hoje pela secretária de cultura, Adriana Rattes ? Será que ela não estava satisfeita com a posição dele em relação aos especuladores imobiliários ? será que ela éprefere "favorecer" ou "ser favorecida" pelos especuladores ?

Anônimo disse...

Em resposta ao questionamento feito por "fanumero1", o pesquisador Marcus Monteiro foi exonerado recentemente por ter batido de frente com a austera Secretária de Cultura Adriana Rattes. Inclusive, fez críticas à politica pretendida pela titular daquela pasta e comentários ao atual momento porque passa o INEPAC, conforme consta na matéria deste Blog.

Cordialmente,

patrimoniocultural

N@IR disse...

Realmente é lamentável a exoneração do pesquisador Marcus Monteiro.Gostaria de ter visto como justificativa,se houve ,a de não estar qualificado para o cargo,pois diante de tão grande progresso na responsabilidade e recuperação de nossa identidade histórica e cultural, é difícil entender que ,estando no século XXI e num país que se intitula democrático por seus governantes,possa ainda acontecer tais desagrados pessoais. Isso me vem como perda para todos ...e o Brasil não merece o que estamos fazendo com ele. Abraços de uma patriota!!!

Anônimo disse...

Para o último comentário, pergunto: ONDE É QUE ASSINO. Perfeito!

Nininha

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