segunda-feira, novembro 03, 2008

A bolha passa por aqui

Que a bolha da crise financeira derrube as hipotecas dos americanos! O problema é que – meio por isso, meio por aquilo – começa a diminuir a quantia dos repasses dos royalties ao Brasil. Um baque na dependente Bacia de Campos.
Macaé foi a cidade mais afetada em função disso no mês de outubro – 6% menos dinheiro a partir do ouro negro. E, no embalo, o Executivo reduziu o orçamento para o ano que vem em 20%. O que, de fato, faz pensar: onde a Prefeitura macaense vai apertar o cinto? Afinal, há uma reforma a ser feita pelo prefeito reeleito, Riverton Mussi (PMDB), no seu secretariado-ministerial. Um bocado de cabeças, das cerca de 50 do alto escalão, vão rolar gabinete da Prefeitura abaixo – gente que não vai permanecer com ele porque não deu voto, porque não mostrou trabalho, porque não foi a comício, porque... Enfim, rua. Antes de mais nada, está aí uma boa desculpa: crise financeira internacional. Pois é! Goela abaixo, pois ninguém entende, pois ninguém explica. Ou melhor: como fazer o povo compreender que uma dívida imobiliária de um cidadão classe média nos EUA acaba afetando cidades costeiras no interior do Rio de Janeiro. Afinal, a culpa tem que cair nas costas de alguém.

2 comentários:

César Ferreira disse...

Opa! O sr. Póvoas já mostrou a que veio.E não é para brincar! Gostei.
Para comemorar combinarei com o Vitor uma maneira de mandar um dos nossos carros executivos, exclusivo da diretoria, ir te buscar na sucursal de Macaé. venha conhecer no centro de dados. O parque tecnológico. Uma redação com o que há de mais moderno em tecnologia da informação e dados.
já providenciei com o financeiro sua hospedagem num hotel cinco estrelas, e o proprietário do melhor restaurante do lugar já sabe que sabe que você e seus convidados terão carta branca. É tudo por conta do URGENTE!.

Jornalista Desempregado disse...

Uma vez ouvi de um homem-forte da Petrobras que a expectativa de extração e exploraçao de petroleo na bacia de Campos e a consequente "hospedagem" em Macaé das empresas poderia durar só até 2012. Por conta disso, ele proprio ja estava se transferindo para o litoral do Espirito Santo.

A vida do cidadao nao é o caso. Mas o que ele disse ao partir, sim. Ele falava: "As cidades BENEFICIADAS pelos royalties estão distorcendo o dinheiro recebido. Royalties sao INDENIZAÇÕES que a cidade recebe pelo fato da Petrobras extrair riqueza de seu solo natural. Essa verba deve ser destinada à investimentos em infra-estrutura (apenas isso).

Como se sabe, nao é bem isso que acontece. O pior: as cidades que deveriam viver dos impostos (e COMO EXISTEM impostos para isso!!) voltam seus orçamentos para as preciosas indenizações.

Como os mandatos sao de 4 ou 8 anos em caso de reeleiçao, ninguem fica pensando "la na frente". Deixem o abacaxi pra quem tiver de apagar a luz. Aí que vem o caos.

Nao era para estarmos de cabelo em pé com noticias como essa. Mas estamos! Nossos orçamento sao COMPLETAMENTE dependentes do petroleo - e nao haveria necessidade disto se houvesse competencia de quem administra.

Torçamos para que a partir de 2009, com novos ou antigos prefeitos, a regiao possa (sobre)viver de pernas próprias. Ela pode.

Cordais abraços a todos.

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