sexta-feira, fevereiro 20, 2009

MC Leonardo e a realidade das favelas

Foto: Ive Talyuli/Jornal O Debate


Foi numa palestra de histórias tão reais quanto tristes que MC Leonardo (foto), representante da Associação de Profissionais e Amigos do Funk (Apafunk), trouxe para Macaé a realidade das favelas cariocas e as desastrosas ações policiais dentro destas comunidades. O músico veio para a cidade na última quarta-feira participar do primeiro seminário Violência, de quem é a culpa?, promovido pelo Fórum Permanente de Mobilização pela Justiça e Paz – organizado por mais de dez entidades civis de Macaé, além do mandato do vereador Danilo Funke (PT).

MC Leonardo palestrou no auditório do Colégio Luiz Reid, junto com a professora de História da Universidade Federal Fluminense (UFF) Adriana Facina. “O combate ao tráfico pelo Estado gera marginal”, garante o músico. Segundo ele, não adianta a polícia entrar nas comunidades, sair matando traficante. “Tem uma fila enorme para substituir aquele que morreu.” O MC também atacou aqueles que defendem que tem que colocar “polícia para cima” das comunidades. “Coloca professor, coloca médico para cima das comunidades. Não é melhor?”, questiona ele. O representante da Apafunk ainda lembrou da marginalização do funk no Brasil e desafiou “qualquer autoridade de polícia para dizer para mim que o caveirão do Bope é necessário”. De acordo com o MC, o Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) da Polícia Militar é um grupo de extermínio.

Também diante de alunos de diferentes colégios de Macaé, a professora Adriana Facina tratou das causas da violência. Ela expôs o estado penal que se encontra a sociedade atualmente, com um crescimento enorme da população carcerária. “Os jovens pobres são uma ameaça para o acúmulo de capital. Então, colocam eles nas cadeias. Não deixa de ser uma limpeza de classe”, explica a professora, denunciando o absurdo. Assim como MC Leonardo, a docente de História da UFF também atacou a tropa de elite da PM: “Quando a gente autoriza o Bope a entrar na favela e deixar corpo no chão, estamos assinando a sentença de morte dos nossos filhos.”

4 comentários:

Rosângela - discípula aprendendo... disse...

É absurdo mesmo! Conheço muitos, muitos, muitos, ex- bandidos recuperados e hoje pessoas honestas, humildes verdadeiras e íntegras.
Um menino de minha família, ficou um tempo no morro do Borel levando "novas alternativas boas" de vida àqueles jovens desesperançados por causa da injustiça. E aí me ligava, às vezes,arde da noite, pedindo oração, pois eles estavam precisando se arrastar no chão por causa das balas. Eu encomendava eles ao Senhor Jesus. Virava para o lado e dormia.Quano encomandamos em quem acreditamos, a coisa fica na mão certa.
Foram momentos dos mais anguistiantes, mas valeu à pena. Colheu alguns frutos. Mas este tipo de fruto, nem pensar contar aqui. E muito menos a boa alternativa levada ali, no Morro do Borel, por "jovens timóteos" que não pensam no que é deles mas no que é do próximo.
E o próximo é tanto àquele bonzinho do seu lado( que muitas vezes precisa de uma outra alternativa de vida,sim) como àquele mais perigoso bandido do PCC.
É isso gente. Falei entre linhas, senão corro o risco de sair banida.
Fazer o quê, né? Vai escolher ser Timóteo? Timóteos não trazem vantagens para ninguém e por isso ninguém quer um por perto...

Por exemplo? alguem vai querer a conribuição de uma "jumenta timótea" para ajudar?
Nem instituição eclesiástica quer, vou cobrar isso de instituição civil?
Vamos analisar... amo analisar... mas com Jesus, pois só com Ele, para ao mesmo tempo pendurar uma roupa no varal e limpar um banheiro, sentar no lep top, ler urgente, escrever urgente e continuar..
Só mesmo com Jesus, gente.

Anônimo disse...

Meu irmão! Essa Rosângela não perde uma!! Com o perdão da exclamação: PUTA QUE PARIU QUE MULHER CHATA!!!! NUUUHHHH!!!! QUE ISSOOOO!!!!

AAAHHHHHHH

pronto...agora to mais calmo.

Rosângela - discípula aprendendo... disse...

Guilherme Póvoas, povoas mais aqui. Amei seu texto.Parabéns!

Rosângela - discípula aprendendo... disse...

Amado anônimo das 11 e 15... quero dizer com toda a verdade do meu coração, que Deus tem me dado um amor para repartir.
Minha filha ( que é bailarina)está, neste momento, enquanto escrevo para você, me dizendo emocionada, que ela viu um pas de deux de um casal.
Um bailarino sem perna e uma bailarina sem braço.
Ela me conta e eu presto atenção... enquanto escrevo para você.
Engraçado, de repente a misericórdia tomou conta do meu coração, por ti, anõnimo... Que se tem tanto ódio das coisas que falo, é porque a vida mutilou um pedacinho do seu coração.
Sei que você pode rir, me xingar mais, etc
Mas quero dizer a você que nada vai me fazer desistir de ver esta Ciade cheia de gente que faz... que ama... que espera... que dança... que se alegra ... apesar das "faltas" que a vida trouxe.
Você não é anõnimo! Você é uma pessoa, tão importante que merece meu tempo agora, apesar de estar dividindo com a filhota que chegou de longe ...
Você é importante anônimo. Se ninguém nunca te disse isso, quero repetir: VOCÊ É IMPORTANTE!

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