domingo, setembro 06, 2009

Teria o campista uma baixa autoestima?



5 comentários:

Aucilene disse...

Ô, "moPai"... que coisa boa ver tanto "binitinhos" juntos, já que não dá pra ver muito pessoalmente.Que emoção! rs

Olha só, vou dar meu pitaco. Eu penso que o que melhor caracteriza o comportamento de uma grande parte dos campista seja baixa autoestima, sim.

Tudo que foi falado por vocês procede... há frustração, há revolta etc. etc. O exemplo que vc, Vitor, citou - do elogio ao contrário - é exemplo de baixa autoestima, no meu entender. Inúmeras pessoas quando querem me dizer que sou boa em algo (refiro-me a profissão, tá?) dizem que devo/deveria sair de Campos. Aliás, diga-se de passagem, hipótese que não levo em consideração, a qual resisto, hoje, mais do que nunca. Faço parte daqueles que resistem, que gosta da cidade e pensa que podemos, sim - por que não? - mostrar a que viemos aqui.

Mas discordo do Álvaro em um aspecto. Penso que há um equívoco na argumentação dele. Soberba, arrogância, se achar o "bonzão" (seja lá o que dizem do campista) não significa alta autoestima, assim como humildade não significa baixa autoestima (embora se disfarce dela, muitas vezes.

Autoestima é o conceito que temos de nós próprios e quem tem uma baixa autoestima se acha, sempre, incapaz de enfrentar os desafios qye a realidade lhe impõe, não têm disposição, coragem para tentar. Sequer se esforçam, pq acreditam, de antemão, serem incapazes, incompetentes, "azarados" (olha o nosso karma de escravidão!), etc.
Quem tem uma autoestima elevada, acredita na sua capacidade de enfrentar desafios e mesmo que o que tenha que ser enfrentado se mostre difícil, ele tenta, enfrenta, não desiste fácil, busca o acerto.

Se somos frustrados e entregamos os pontos, não reagimos, o que demosntramos? ter baixa autoestima. Assim penso.

Quanto à "síndrome de estocolmo"... pode até ser... Doença.

Vixe Mãe Santíssima! é muita psicologia de botequim. Mas, isso é uma mercearia, gente! Tem birita? Não vi garrafinhas...
Ah, senti falta do baleiro... Ah, que saudade do baleiro das mercearias da roça "dadonde" eu vim!

bjs
Auci

zebulom disse...

Eu não vejo soberba e nem arrogância nos Campistas. Muito pelo contrário. Campista é povo que estuda, que lê e que se sabe alguém com algo para dar.E isto pode parecer ao outro uma soberba.

A soberba faz parte do ser humano no mundo todo. Todos nós temos de uma forma ou de outra. Não é "coisa" de certa "cultura.

Campistas passam em concursos fora da cidade. Mas por quê fora da Cidade? Por causa da falta de Mercado de Trabalho. E temm outra, o povo Campista tem uma história que ninguém para pensar. Colégios como Auxiliadora, Batista e Liceu, eram referenciais "de procura..."
Sim, e estes colégios querendo ou não, tem uma história cristã por trás...
O problema é que por causa de um cristianismo de hipocrisia e de toma lá e dá cá, pessoas também "estudadas" e "anticristianistas" trazem em sua bagagem uma revolta querendo provar que tudo do cristianismo é anti liberdade, é preconceituoso é fanatismo, é tudo de ruim.

Ora, sabemos que não é bem assim... então os que não tem bagagem nenhuma mas quer ser um obsessivo à lá Francis Chan, não tem espaço nesta terra plana.

Penso que podemos todos juntos, respeitando todas as leituras e interprestações, caminharmos em amor e respeito. Afinal os cristãos tem muito medo de não serem aceitos e por isso, abandonam o radicalismo coerente com a verdadeira postura cristã.

E ainda tem que enfrentar este caos de falta de identidade e o afastamento uns dos outros.

Ora, se somos radicalmente cristãos iremos conviver muito bem com os diferentes, mas conscientes das posturas de alicerce do bem, do puro, do belo, do verdadeiro, do íntegro, do humilde.

Campos tem lugar para todos.
Não é porque a Luz brilha, que vamos achar que seremos expostos para sermos banidos. A exposição é para nós nos vermos melhores por dentro e não para corrermos da verdade...

Eu também... tô nessa...

zebulom disse...

Gostei muito das palavras da Aucilene.
Ela tem razão quando faz a diferença entre humildade e soberba. Ela foi no cerne. É isso mesmo.

Não vemos no mundo secular nenhuma leitura sobre Humildade. E nem no mundo da religião. São muito poucos. O livro "Humildade, a Beleza da Santidade", fala algo parecido como que a Aucilene disse.rsrs . Um livro escrito há 100 anos atrás mas que parece que foi escrito para hoje.

E estamos aqui debatendo algo que não é muito falado, pois mais parece tabu, falar em humildade...

È isso Aucilene. E quanto ao baleiro... você acabou mesmo é na criança que ainda mora dentro de você.

Naquela época nossa, as mercearias eram também para as crianças. Hoje... são mais para adultos...e adultos não estão muito preocupados com a criança que mora dentro de nós... mulheres guerreieras. Ou você não é? Só em buscar o baleiro, já vi uma luz de guerreira em sua busca...

É isso, amada Auci!

OLha a palavrinha:

acoptess

Este "acontecimento" te apetece?

zebulom disse...

Ah! vejam bem. Eu era "dona-sócia" de um Colégio Particular daqui da região.

Vivia em conflito comigo mesma porque não tenho muito este espírito de ser "dona" disso e daquilo e ver crianças sem condições de estar "naquilo" que sou "dona". Conclusão, as "bolsas" que eu dava a todos os que vnham m pedir,. acabavam esvasiando o bolso do meu marido...(rsrs).

Chegou a épocva de meus filhos sairem para continuar estudos. Fui convidada para trazer uma Faculdade para Região. Coisa meio de louco. E aí, "deixei de ser dona" para ser funcionária! Livre!

E me lembro da gente orando o chão vazio onde ia ser contruida um polo das "Faculdades Integradas ABEU."

Na época, abri a Biblia num texto que diz que passaria por ali, jovens, crianças e idosos. Aquilo entrou no meu espirito.

Bem, de Agosto de 2005 a março de 2006, foi levantado um prédio. Foram feitas propagandas, e tudo o mais. Mas não veio a Faculdade. veio Curso Técnico com bons laboratórios.
Mas depois de tudo pronto, observava que o curso Técnico era bom mas o Ensino regular deixava muito a desejar para os colégios da região. Tanto Particulares quanto públicos. E comecei a questionar as apostilas, as incoerências, isse aquilo. Até que de uma noite para a manhã me dispensaram,por contenção de despesas, em julho de 2007, onde colocaram uma excelente profissional no meu lugar. Professora de Português Literatura.( Mas o valor era o mesmo), eu acho que sai, por "incompetência", mas eles não quiseram me "chocar" (rsrs).

O Tempo passou... Hoje, esta semana, fico sabendo que o espaço será uma ESCOLA TECNICA FEDERAL!!!! SHOW!!! AMEI.

E agradeço a Deus poder vislumbrar que as cianças, jovens e idosos, ainda passarão por ali, de uma forma ou de outra, onde justiça, verdade, integridade e humildade serão a Tônica!Assim espero.

Tudo bem que meus filhos tiveram que ir... Mas na época foram para as Escolas de Campos... Externato Santo Antõnio e Hoje IFF.

É isso...loucura , não?

Agora, me diga: Só porque eu ganhava muito bem( na época 2mil e duzentos reais) eu ia vender peixe podre? Claro que não. Eu dizia a verdade. Aqui o curso tecnico é muito bom, mas o regular deixa a desejar. E falava para os donos também. Esse é meu mal. Falar o que penso com amor... Mas não deixar de falar.
PERDI NÃO SÓ ESTE EMPREGO... MAS OUTROS TAMBÉM. E COM ESTA MINHA PROPAGANDA NÃO GANHAREI MAIS NENHUM.

Afinal, confrontar verdade, integridade e Humildade é ficar sozinho no contexto obsessivo, não?

É isso, gente... e ainda tem muito mais coisas... "de dar nó no caos".

Quem está do meu lado???
DEIXA EU VER... hum... "cadê o povo, gente?"

Alguem quer um abraço?
zementinha dEle

Rodrigo Rosselini disse...

Só não entendi uma coisa: como o Chico de Aguiar virou o Álvaro Marcos?

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