quinta-feira, maio 07, 2009

Morre Jorge da Paz Almeida

Foto: César Ferreira/PMCG
O site da Prefeitura de Campos informa aqui a morte do sambista Jorge da Paz de Almeida, na manhã de hoje, aos 93 anos, na UTI do Hospital Dr. Beda. Também conhecido como Jorge Chinês, ele foi um dos precursores das escolas de samba em Campos, fundador da Mocidade Louca — a campeã deste ano. Na semana passada, no carnaval fora de época do município, ele foi homenageado, dando nome à avenida do samba.

Reverenciado pelos foliões, ele não quis ficar no palanque oficial ou em algum camarote, e optou por sentar em uma cadeira dentro da avenida.

"Como negro, achava os movimentos negros demodé, alegando que eles aumentavam a segregação social. O assunto polêmico foi tema de um de seus livros, "Discriminação não, integração sim". Além deste, Jorge publicou ainda "50 anos de Carnaval", o primeiro livro publicado sobre o carnaval campista, e "O filho do sapateiro"", informa o release da prefeitura.

O velório acontece no Teatro Municipal Trianon. O sepultamento será realizado ainda hoje, no Cemitério do Caju, às 17h.

3 comentários:

Anônimo disse...

Acabo de tomar conhecimento de que nosso parceiro, pai e amigo, Jorge Chinês, desencarnou nesta data.
Lamento estar impossibilitado de comparecer às despedidas momentâneas que lhe irão prestar, posto que sabemos que a morte não interrompe a vida, que continua através do espírito, que é imortal.
Sabemos que as leis que regem o universo são naturais e imutáveis. A Força Criadora (a Inteligência Universal a que chamam de Deus, Alá, Maomé, Buda, Khrisna e tantos outros nomes utilizados desde remotamente) não quebra-galho de ninguém. A desencarnação vem para todos, assim como o dia, a noite, o sol, a chuva, tudo é organizado no Astral Superior, sem falhas, por um ser maior que trata todos sem distinção ou prferências.
Uma dessas leis imutáveis é a reencarnação obrigatória a todos que ainda necessitam evoluir. Espero e confio que esta tenha sido a ultima reencarnação do meu amigo, pai e irmão Jorge da Paz Almeida, direito adquirido pelos espíritos superiores, de grande luz e inteligência, como era o seu caso.
Retorna agora ao mundo que lhe é próprio para dar prosseguimento à sua vida verdadeira. Daqui, irradio aos Espíritos Superiores na certeza de que Jorge Chinês já foi recolhido num véu de luz e conduzido ao lar, como todos seremos um dia, mais cedo ou mais tarde.
Uma pena que não tenham feito um gurufim para marcar a importância de sua vida neste planeta, em especial na terra que escolheu como berço, a nossa Campos tão carente de criaturas de bom caráter como ele.
Cantemos pois a saudade daquele que não vai mais nos proteger ainda que forças físicas não mais tivesse; daquele que falava com os olhos e afagava com o coração; daquele que mesmo sendo vítima da discriminação e falta de respeito, tudo superou e proclamava com santa inocência e humildade que não havia dicriminação racial quando na verdade ele fora vítima de todas elas. Por que reencarnou negro, educou seus filhos e filhas, os fez doutores, sem afastar um milímetro de suas raízes pobres do Morrinho, do São Cristóvão, do Liceu, do Campos Atlético Associação e da Mocidade Louca que fundou e deu vida.
Façamos um gurufim não para afastar a dor da separação física, mas que esse gurufim tenha o sentido de marcar a partida de quem cumpriu o seu dever nesse campo de batalha que se chama Terra.
Deixo-lhes a letra da ultima música que fizemos juntos no aconchego de seu abençoado lar.
Eu já deixei a vida me levar
Da vida não tenho queixa
Porque sei
Dessa vida nada se leva
A gente só deixa
Berço de ouro, a mansão à beiramar
Fortuna e glória um dia você vai deixar
Se quer uma opinião
Vou te dar duas
Tem gente vestida demais
E outras tão nuas
Morando nas ruas
Tudo isso tem um fim
O que não quero pra você
Também não quero pra mim
Deixa disso, meu irmão
Antes que o caixão de fecha
Dessa vida nada se leva
A gente só deixa.
A gente só leva saudade
Do bem que semeou
Mas também leva a dor
Dos males que praticou
Eu já deixei...

Paulo Freitas – Rio de Janeiro/Capital

Walnize disse...

É como diz a canção: "me dê as rosas em vida..."
Descanse em paz!

Anônimo disse...

Descanse em paz. Você merece, Sr.Jorge.

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