quinta-feira, outubro 01, 2009

Diploma para exercício do jornalismo é defendido em audiência no Senado

Denise Costa / Da Agência Senado


Diploma para exercício do jornalismo é defendido em audiência na CCJA exigência de diploma de curso superior para exercício do jornalismo foi defendida nesta quinta-feira (01) por representantes da categoria que participaram de audiência na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ). Decisão recente do Supremo Tribunal Federal acabou com a exigência do diploma de jornalismo para o exercício da profissão.

Tramita na comissão proposta de emenda à Constituição (PEC nº 33/09) de autoria do senador Antonio Carlos Valadares (PSB-SE) que estabelece que o exercício da profissão de jornalista é privativo do portador de diploma de curso superior de Comunicação, com habilitação em Jornalismo, expedido por curso reconhecido pelo Ministério da Educação.

Em defesa da proposta, o presidente da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), Sérgio Murilo de Andrade, disse ser necessário buscar uma solução para a "crise imensa" que hoje envolve uma categoria de mais de 80 mil jornalistas, a maioria dos quais, como informou, formada pelas universidades.

Segundo disse, o Brasil tem tradição de regulamentar profissões, como o Direito e o Jornalismo, sendo essa decisão um certificado que o Estado dá à sociedade de que o profissional tem os requisitos para o exercício da atividade. É natural, justificou ele, que se exija qualidade daquele que está prestando um serviço de natureza pública que é o jornalismo.

- A regulação é um bem para a própria categoria, mas um direito para o cidadão - argumentou, informando que diversos países democráticos a adotam e que os que não o fazem optam pela adoção de outros critérios, como a aprovação em prova específica para o exercício da atividade, caso da Itália.

Ainda segundo Andrade, não há contradição entre a exigência do diploma e a liberdade de expressão, uma das argumentações para a derrubada desse requisito pelo Supremo Tribunal Federal em 17 de junho último. Em sua opinião, trata-se de uma alegação injusta e confusa porque mistura trabalho técnico com o direito de expressar opinião. Opinião, disse ele, não é objeto de jornalismo que, como ressaltou, trabalha com informação jornalística e deve se distanciar o mais possível da opinião em benefício do cidadão.

Ele lamentou a ausência no debate na CCJ de representantes das empresas jornalísticas, o que disse considerar um desrespeito ao Congresso. Foram convidados para a audiência, mas justificaram suas ausências, representantes da Associação Brasileira de Rádio e Televisão (Abert) e da Associação Nacional de Jornais (ANJ).

[Mais, aqui.]

5 comentários:

Rosângela disse...

Olha só:
"Opinião, disse ele, não é objeto de jornalismo que, como ressaltou, trabalha com informação jornalística e deve se distanciar o mais possível da opinião em benefício do cidadão."

Quando lemos algo assim parece que estão salvaguardando o cidadão...
Pensa bem...
Podemos afirmar que uma informação sem "opinião" vai deixar isento de qualquer "mancha" uma informação dada?

Quantas vezes uma informação vem cheia de desvios, lacunas, etc, propositais, obscurecendo a essência da informação deixando por conta dos cidadãos a interpretação que quiser. E também não podemos dizer que uma opinião acrescentada poderia melhorar ou piorar.

A questão não está na informação e nem na opinião. A questão está no caráter do que informa.
Aí vão dizer: já vem ela com esta questão maniqueista de bem e mal.
Mas é por aí mesmo.
Bom e mau profissional. Bom ou mau Jornalista. Bom ou mau médico, Bom ou mau Advogado. Bom ou mau...

Um Jornalista pode ser bom e até excelente se for um auto didata, buscar todas as fontes, fazer leituras comparadas, ouvir e ver os vídeos de Chaparro ( rsrs gosto muito...), assistir os filmes e documentários sobre jornalismo, ler muito, se envolver com várias áres de conhecimento... e aí... este auto didata vai querer, lógico, sentar ali no banco da Universidade para juntos com outros e em relação dialógica com professores, colegas e funcionários, ir se aprofundando e descobrindo a verdade, integridade e humildade se preparando para ser um profissional a la timoteo, que vai buscar mais o que é do outro do que o que lhe é próprio. E sendo um profissional de confiança, vai encontrar o espaço certo. Com certeza.

Mas também...pode ser "alguém inteligente", de leituras múltiplas mas que está mais para "Nicolau maqui" de "O Príncipe", do que alguém que queira realmente servir a Sociedade e seus cidadãos.

Portanto... e por isso... digo... Jornalista deve ter sua formação e com bastante aula de Ética. Quem sabe os "Nicolau Maqui", de tanto ouvir sobre a verdade do Bom Jornalismo até se desviem do caminho do Nicolau Maqui ese enveredem peos caminho do Chaparro...
Nada mal, não?

Rosângela disse...

Ainda mais esta:

"Franciscato criticou a forma como foram expressas percepções do que é a profissão no voto dos ministros do STF. Em sua opinião, elas não traduzem a densidade do conceito de jornalismo e fazem confusões conceituais, entre as quais a mistura entre jornalismo e literatura, entre liberdade de expressão e liberdade de imprensa, e entre liberdade de opinião e liberdade de produção de jornalismo."

Ora, se nem os que estão com a questão nas mãos sabem o que é Jornalismo... Como querem legislar contra o Diploma?
Ou sou eu que sou pateta e não estou entendendo nada.

Porque meu cunhado fala sempre para mim: "zanza, prefiro achar que você está maluca porque se você estiver correta quem tá frito sou eu...

Gente, e aquela coisa de certos Jornalistas, que nem sei se são formados, usarem e abusarem de desrespeito com obcenidades contra pessoas... E o negócio é tão bobo que não tem cratividade nenhuma... é a coisa pela coisa ... nada reflexivo e nada para o bem do cidadão. E o tal geralmente perde a credibilidade. Uma coisa é a acidez com criatividade e inteligência ( para falar as verdades. Outra bem diferente, é o azedume sem criatividade para corroborar mentiras e invejas e ciumes etc.

olha a palavrinha:
sharippr

O negócio é chamar Chaparro.

Anônimo disse...

Tudo leva a crer que essa situação deprimente, humilhante pela qual o STF deixou na vida acadêmica dos jornalistas, poderá ser mudada a qualquer instante. Categoria unida mostra a indignação clara que nos restou nesse tempo.

ZH disse...

Saco, Vítor, como você é chato com essa conversa de obrigatoriedade de diploma.

Mude de assunto ou vá catar coquinho!

Vitor Menezes disse...

rs rs rs, vou catar coquinho! Abs!

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