
Encerrada a apuração, a confirmação da polarização que se anunciava entre o candidato peemedebista, Geraldo Pudim (99.002 votos), e o candidato pedetista, Alexandre Mocaiber (93.628 votos). Pelas ruas, muita gente lamentando que ainda tenhamos um segundo turno pela frente. Menos pela preferência por um ou por outro candidato, mais pelo tormento de indefinição que se tornou esta disputa de 2004 que se arrasta.
Um dado surpreendente é a terceira colocação para Makhoul Moussalem (PT), com 23.508 votos, seguido de Feijó (PSDB), com 17.962 votos. Desgastado nesta disputa, o tucano sofreu um golpe em sua verdadeira campanha, pela reeleição para deputado federal.
Os resultados mostram o quanto somos uma cidade tutelada e o quão perniciosa se tornou a indústria da compra de votos nas suas mais diversas modalidades.
domingo, março 12, 2006
E a eleição de 2004 continua
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Vitor Menezes
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A verdade sobre o assalto ao Exército
Como se sabe, o Exército brasileiro vasculha cada beco de favelas do Rio em busca das armas roubadas. Tudo em vão. Temeroso de que uma nova presença de tropas tumultuasse o processo eleitoral em Campos, um grupo político organizou o assalto ao quartel na intenção de ocupar os soldados com atividades mais instigantes do que a rotina de corridas e flexões. É isso mesmo, caro leitor. As armas, neste momento, estão descansando debaixo da cama de um casebre na Lapa, em Campos, onde há alguns anos o menino Anthony guardava pipas e saquinhos de baleba.
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Felipe Sáles
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21:58
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Pesquisa de boca de urna
A rádio Litoral divulgou há pouco resultado de pesquisa de boca de urna feita pelo Instituto Precisão, que tem como cliente o PMDB. De acordo com o instituto, Geraldo Pudim (PMDB) teve 47,7% dos votos, o que o levaria para um segundo turno contra Alexandre Mocaiber, com 31%. A surpresa é o desempenho de Makhoul Moussallem (PT), que estaria em terceiro, com 10% dos votos. Feijó (PSDB) viria em quarto lugar, com 6,5% dos votos, seguido de Rockfeller de Lima (4,7%) e de Walter Silva Jr. (0,3%). Se confirmado este cenário, o leitor Gustavo Oviedo terá acertado em suas previsões em comentário em post abaixo aqui no urgente!. Um detalhe importante, no entanto, é a margem de erro de 3%, que aplicada ao caso de Pudim, pode representar uma vitória no primeiro turno.
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Vitor Menezes
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Socialite na PF
As capas dos jornais de amanhã vão dividir o resultado do primeiro turno das eleições com a detenção da ex-primeira dama de Campos, Ilsan Vianna, nesta tarde. As primeiras versões das emissoras de rádio dão conta de que ela poderia estar envolvida em um esquema de compra de votos. Os coleguinhas passaram a tarde em frente à sede da Polícia Federal em Campos. O ex-prefeito Arnaldo Vianna também apareceu para a dar a sua versão da história — "o que encontraram eram resíduos da campanha", que tal? —, além de advogados e outros políticos. Tudo dentro da mais perfeita normalidade, numa cidade que se acostumou a ter cobertura de política digna das páginas de polícia.
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Vitor Menezes
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18:05
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País das carteiradas
Na minha vez de votar, um sujeito tomou a minha frente. Era um fiscal de partido e mandou a carteirada, com a aquiescência da simpática mesária. De minha parte, tudo bem, tudo em nome da tranqüilidade eleitoral. Só que apareceu outro sujeito, deu outra carteirada e ficou na minha frente. Fiquei curioso, afinal, que carteira mágica era aquela dessa vez. Puxei conversa e descobri o mistério: o cara era coveiro do cemitério do Caju. Neste caso, resignado, resolvi não mais discutir. Melhor não criar confusão com um profissional desta área.
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Vitor Menezes
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Ressaca eleitoral

Este vendedor ambulante não aguentou esperar pela apuração dos votos. Dormiu no gramado em frente ao Forum, ao lado da sua intocada caixa de balas. O clima de tranquilidade, por enquanto, permite o sono profundo.
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Vitor Menezes
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O observador da hora H
por jules rimet
Acabo de chegar da Faculdade de Direito de Campos, onde o grande número de “boquetes de urna” fez complicar o trânsito naquele trecho da Formosa. Tive que abrir passagem quase a foice, a fim de conseguir entrar no pátio da faculdade e ver como estavam as seções eleitorais.
Apesar do grande número de policiais militares, a campanha se desenvolve abertamente, com alguns “boquetes de urna” portando ostensivamente panfletos e quase fechando a entrada do portão principal.
Lá dentro, dei de cara com o casal Garotinho, que chegava, cercado de repórteres, para votar, o que alvoroçou mais ainda os “boquetes de urna”, que correram para cumprimentar o casal com beijos e acenos e, os mais animadinhos, gritaram “é quinze, é quinze”; ou, mais discretamente, “é agora... é agora”.
Rosinha beijou quantos apareciam. Garotinho dava tapinhas nos ombros e acenava para os gritantes.
O assédio de pedidos de votos existe, porque vi, e já na entrada há menos de cinqüenta metros da seção mais próxima. Lá dentro do pátio, “fiscais” acompanhavam eleitores, guiando pelos ombros e conversando ao pé do ouvido, até a seção.
Isso tudo, meninos, eu vi..
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Alexandro F.
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Tranqüilidade!?
Hoje, as coisas parecem estar mais tranqüilas, ao menos em frente a casa do Paulo Albernaz. Já ontem, começou cedo e foi até a madrugada, um entra e sai de pessoas aparentemente simples e outras nem tanto. Muitos carros estacionados. Tudo em clima de corre-corre.
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Alexandro F.
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O observador da hora H
por jules rimet
P.S.:
Quem diria que apesar de o Operador Nacional de Energia Elétrica ter se comprometido em garantir um reforço no fornecimento de energia, para o Município de Campos, a fim de proporcionar tranqüilidade na eleição deste domingo, e de a AMPLA estar de prontidão, com a mesma finalidade, - tudo indicando que este foi um pedido do Governo do Estado e do Poder Judiciário –, agora de manhã, às 7:24 h, houve uma queda de energia de quase trinta segundos, no centro da cidade.
É. Ninguém mais obedece ao governo. Nem à justiça.
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Alexandro F.
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O observador da hora H
por jules rimet
01. A Zerézima
Domingo. Eleição.
Na noite de sexta, fui conferir o placar diretamente do bar do fernandinho, e aproveitar pra aplacar minha sede. Conclusão dos que lá se encontravam, após esbofeteamentos e passadas de mão nas bundas: mocaiber deveria continuar. Eu aquiesci, engolindo um picadinho de carne com farofinha e couve.
Durante o embate, ficou claro que ninguém ali presente estava satisfeito em ter que votar novamente. Ainda mais que, concluiu Ipanema, na melhor das hipóteses em Campos esse ano vão ter quatro dias de votação.
-- Mais um motivo pra se afogar no copo, irmãozinho.
Filosofou Ipanema, molhando o bico na cerveja e roubando um pedaço de carne da minha cumbuquinha.
-- E no fim de tudo, camaradas, vai ficar a mesma coisa de sempre, a mesma mãozinha puxando manda-cá-o-meu, os mesmos bolsos sempre de boca aberta. Gula monetária é pecado capital, camaradas?
Um pessimista senhor de ar melancólico gritava, da outra ponta do balcão.
Fernandinho calava, observador.
O irmão “dum hômi” surgiu no bar e, como por mágica, o assunto mudou para o fim da novela das sete. Da mesmo forma que, como por mágica, assim que o irmão “dum hômi” saiu, voltou-se ao espinaframento.
-- Mas esse aí é gente boa, apesar de irmão “dum hômi”.
Apaziguava Mindinho, tentando escalar um banco e alcançar sua cerveja, no pico do balcão.
O negócio ficou feio mesmo quando Carpi começou a chorar, lamentando não ter conseguido um cargo de boca de urna.
-- Cinquentinha, rapaz, pra ficar só na boquinha da urna... e eu pagava os trinta e dois que tô te devendo, Fernando.
-- Não tô cobrando nada, não. Isso aí você pode deixar pra pagar depois.
Se defendia fernandinho, carrancudo que o outro o confundisse por um reles cobrador de pinduras.
-- Aí, tá vendo só? É isso aí. É isso que tô dizendo. Vai ser a mesma pilantrage de sempre, a mesma safadeza, a mesma roubalheira. Ó só, quer ver?... Os cinqüenta é só pra boca de urna, Carpi? Não. Tá vendo só? Aposto como você ia ter que dar seu título eleitoral pra eles, não é? Então, eu tô falando. Mais eleição, mais safadeza. O pior é que agora, quem ganhar, vai mais é querer roubar o dobro, o triplo, pra compensar essa gastação toda.
O pessimista melancólico, cuspindo farofinha no próprio copo, reclamava.
Do seu lado, Ipanema só pontificou: bem faz o professor aqui (segurando meu ombro) que vota em outra cidade. Agora, vamos deixar disso, pessoal, e passar a mão na bunda da justiça eleitoral? Vamos?
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Alexandro F.
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Zebra tucana
Nas eleições de 2004, a disputa entre o então candidato Carlos Alberto Campista (PDT) e o agora novamente candidato Paulo Feijó (PSDB) foi acirrada. Campista acabou com a vaga com 68.210 votos (27,8%), contra 61.319 de Feijó (25%). No cenário de hoje, pode haver uma inversão nesta relação. A despeito de toda a máquina municipal, o fato é que a campanha do candidato pedetista Alexandre Mocaiber não teve, nem de perto, a estrutura da campanha pró Campista em 2004. Somado a isso, teremos o imprevisível efeito da pulverização de votos provocada pelas novas candidaturas de Walter Silva (PV) e Rockfeller de Lima (PFL). As apostas correntes são de segundo turno entre Mocaiber e Pudim. Não me surpreenderia, no entanto, se Feijó conseguisse a segunda vaga. O que ninguém discorda, mesmo sem pesquisas, é que Pudim está novamente no segundo turno.
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Vitor Menezes
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No rádio vale tudo
O secretário de comunicação da prefeitura de Campos, o coleguinha Roberto Barbosa, entrou há pouco no ar, pela Continental, e colocou sob suspeição o processo eleitoral que acontece hoje na cidade. Como foi no rádio, ninguém leva a sério. Mas o fato é que ele disse: “Não sei mais em quem confiar. Acho que [a eleição] aqui tinha que ser acompanhada por organismos internacionais, como no Haiti”. O secretário estava indignado com a grande quantidade de pessoas que circulam pelas seções eleitorais com a camisa de um candidato — ele não disse, mas é de Pudim, do PMDB — com a inscrição “fiscalização”, mesmo sem serem fiscais. Segundo Barbosa, “está violado o processo democrático”.
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Transpartidária
A rádio Continental, em Campos, está nos estúdios com uma conhecida travesti da cidade, Shana Carla, para fazer comentários sobre as eleições. Muito apropriado.
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Vitor Menezes
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Entre o populismo e o anacronismo
O campista vai hoje às urnas cabisbaixo. Nem de longe há o clima de festa democrática que pode ter uma eleição. Uma legião vai para garantir o emprego. Outro tanto para corresponder ao compromisso assumido pela, digamos, honra de segurar uma bandeira nas esquinas. Muitos somente pela obrigatoriedade do voto. Alguns poucos para manter gordos privilégios. O fato é que esta é a eleição do cinismo para uns e da desesperança para muitos.
Entre os grupos políticos que se mostram com viabilidade eleitoral, não há, por menor que seja, algum sinal da novidade que Campos precisa. De um lado, o populismo garotinista que fez escola e contamina até a candidatura que diz ser antagonista ao formato original. De outro, a aglutinação de uma elite anacrônica.
Íntegra do texto, publicado no Monitor de hoje, aqui.
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Vitor Menezes
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sábado, março 11, 2006
O observador da hora H
Quando vocês lerem este título - O observador da hora H - podem ter certeza que é mais uma contribuição do nosso amigo Jules Rimet com a cobertura que o Urgente! Já está fazendo da eleição de Campos. Aí vai o primeiro texto dele.
00. Abstêmio, só pra burlar a lei (um furo de reportagem numa eleição furada)
Incrível, mas conheci um grupo de pessoas que vai, pura e simplesmente, se abster de votar na eleição deste domingo em Campos. Mas o voto não é obrigatório, Jules? É, e não é. Veja só: o voto é obrigatório, a não ser que você esteja em viagem, ocasião em que deve comparecer a alguma seção eleitoral, ou a agência dos correios, para justificar seu voto.
Considerando que a eleição deste domingo se dará somente no Município de Campos, essas pessoas finamente abstêmias dizem apenas que não comparecerão para votar e, posteriormente, alegarão que estavam na praia de outro município, em outro Estado, em outro país. E como não haverá seção eleitoral fora da comarca de Campos, muito menos alguma agência dos correios aberta, o sujeito, na verdade, estará se abstendo de votar. E com o aval do poder judiciário.
Usar a lei para burlá-la não é grande feito, mas que é sumamente agradável, quando se trata de não votar, ah isso é.
Então, minha gente, nesse domingo, em Campos, literalmente só vai votar quem quiser.
Alguém aí quer?
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Alexandro F.
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Movimentações
Carreatas, essa foi a forma de manifestação preferida hoje – faltando algumas horas para a eleição. Porém, fiquei curioso, admirado pelo fato de um grande grupo de motociclistas - cerca de uns trinta - pelas ruas como se disputassem uma corrida. Valendo até exibicionismos, como andar com uma das rodas apenas. Bonito!
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Alexandro F.
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quinta-feira, março 09, 2006
Atenção urgentistas!
Todos os urgentistas estão intimados para plantão de cobertura das eleições em Campos neste domingo, 12. Nosso correspondente no Rio, Felipe Sáles, fará posts sobre a movimentação de tropas na capital. Alexandro F. dirá como anda a repercussão no bar do Assis. João Paulo Arruda sairá das férias e voltará para este blog. Rodrigo Florencio acompanhará o voto de eleitores campistas que moram na cidade européia de Quissamã, na Suíça. Jorge Rocha vai parar de fazer beicinho e também vai postar no urgente!, com as repercussões das eleições em Belo Horizonte. E Álvaro Marcos dará os resultados da rodada.
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Vitor Menezes
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[momento am]
Abraço para o caro amigo Gerson Dudus, jornalista e professor de jornalismo, que estréia no Comunique-se na próxima terça-feira.
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Vitor Menezes
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Inscreva-se para a Pós no UNIFLU-FAFIC
Continuam abertas as inscrições para o curso de pós graduação Lato Sensu em Linguagens Jornalísticas, no UNIFLU-FAFIC. As aulas serão aos sábados e a mensalidade é de R$ 242,00. O número mínimo de alunos para formação da turma é de 25. O Programa prevê disciplinas que tratam de alguns dos jornalismos especializados (Político / Econômico / Literário / Cultural / Esportivo / Investigativo / Online / Assessoria) e do campo acadêmico, como Metodologia da Pesquisa e Didática do Ensino Superior. O curso vale como pós para os graduados, e como extensão para os estudantes que ainda não concluíram o terceiro grau. Entre os professores estão mestres e doutores da UFRJ e da Fafic. Mais informações na Coordenação de Pós Graduação do UNIFLU-Fafic: (22) 27322090 / 27324630.
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Vitor Menezes
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segunda-feira, março 06, 2006
O tempestuoso inimigo do Marquês
Tem artigo novo na Gaveta. Aqui.
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Vitor Menezes
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domingo, março 05, 2006
Terra abençoada
Entreouvido numa mesa de duas senhoras que lanchavam na tarde de hoje no Chalé Pelinca: “Campos é mesmo uma terra abençoada, né? Graças a Deus, a praia de San Juan de La Barra só vai sujar depois do carnaval. No Rio você viu, o verão inteiro com a tal das gigogas...”.
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Felipe Sáles
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sábado, março 04, 2006
Ô, raça! II
Quando Cataguazes derramou tóshico nas águas do Paraíba, muitos reclamaram de não nos abastecermos também do rio Muriaé. Agora, a nova catástrofe só vem comprovar a perspicácia dos nossos políticos. Essas coisas a oposição não vê!
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Felipe Sáles
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Ô, raça!
Campista é um povo desgraçado mesmo. Não se respeita nem mais os quatro dias de carnaval; enquanto toda a população brasileira usufrui o direito constitucional de esquecer um pouco dos problemas, vestir a fantasia da felicidade pra depois lutar contra as ressacas do resto do ano, o campista está o tempo inteiro mergulhado na lama política. Eu ainda vou viver pra ver campanhas até em Auto de Natal. Se bem que, diante da conjuntura, é uma idéia tão palpável que não vou precisar nem viver tanto pra tanto...
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Felipe Sáles
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sexta-feira, março 03, 2006
O engenheiro Vasconcellos, da Odebrecht, tá morto.
Em sua coluna no AOL notícias, Claudio Tognolli mostra que o engenheiro brasileiro, supostamente, sequestrado no Iraque em 19 de janeiro de 2005, morreu dois dias após o ataque ao carro em que ele estava. Além disso, mostra que todo mundo - nos bastidores, como Lula, Eduardo Suplicy, Hélio Costa, a ABIN etc - estava sabendo disso, só que não quiseram serem portadores da má notícia. vejam a coluna do camarada aqui
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Alexandro F.
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Santo Remédio
"Segundo informou em comunicado a equipe de pesquisadores, liderada por Dietmar Fuchs, da seção de biologia química dessa universidade austríaca, os experimentos realizados com células sanguíneas demonstraram que a cerveja pode bloquear algumas infecções e doenças crônicas".mais aqui
Ae Felipe Sales, estamos salvos!
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Alexandro F.
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quarta-feira, março 01, 2006
Ainda vivo
Ainda sou um homem de férias. Na segunda, 6, volto para contar tudo. Ou não.
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Vitor Menezes
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sexta-feira, fevereiro 24, 2006

Vitor Menezes é uma fraude
Ao mostrar-se um dos mais animados foliões do carnaval do município de São João da Barra, no interior do Rio, o jornalista e professor universitário Vitor Menezes está sendo acusado de ter sido cínico com seus amigos durante mais de 12 anos de relacionamento. A notícia, que parece absurda, é objeto de uma Ação Civil Pública na 2ª Vara de Goytacazes.
- Cínico e mentiroso – esbravejou o também jornalista João Paulo Arruda, amigo de Vitor Menezes desde a universidade. “Eles nos enganou durante todo este tempo. Quantas vezes pensávamos em tê-lo conosco nas orgias e ele sempre se recusando com desculpas do tipo: ´não posso, tenho que ler a monografia de Jorge Rocha´”, completa Arruda, revoltado.
- Realmente foi um choque para todos nós. Nunca pensamos que Vitor fosse um cara alegre, amante da vida, festeiro. Ele tinha um comportamento esquisito, sombrio, daquele tipo de cara que observa as meninas no banheiro e não conta nada pros amigos – disse Rodrigo Florêncio, que também estudou com o jornalista.
A mudança de comportamento do acusado pode lhe custar caro também financeiramente. Seus amigos exigem na Justiça que ele lhes devolva todo dinheiro aplicado em divertimentos de luxuria, usados para fazer o então rapaz tímido ter a sua primeira relação amorosa. E mais: os amigos querem uma retração pública. “A carta será lida em praça pública”, grita Alessandro Moraes, que será o autor do pedido de desculpas.
O processo judicial chamou a atenção da polícia. De acordo com o delegado Valdeci Camarada, há suspeita de que a verdadeira identidade tenha aparecido somente agora devido a influência do fotógrafo César Ferreira, suspeito de ter aliciado uma senhora de 87 anos em Guaxindiba. “O alvo não foi atingido, mas vamos proceder em outras diligências”, disse.
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Anônimo
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Anônimo
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Navalha na carne
Meus amigos, dentre eles alguns dos melhores, montaram um grupo de foliões de Carnaval. Eu, que aqui estou a cogitar, penso, penso.... e ainda não acredito que Vitor Menezes nos enganou tanto tempo assim.
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Anônimo
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quinta-feira, fevereiro 23, 2006
A Agência Os Pholiões Press informa

Bloco de Grussaí comemora 150 anos de fundação
Fundado em 1856, o Bloco Carnavalesco Os Pholiões vai comemorar no Sábado, 25, a passagem dos seus 150 anos em um desfile organizado por um grupo de vizinhos da praia de Grussaí, no município de São João da Barra (RJ). De acordo com o pesquisador Gileno Domingos Azeredo, este bloco é o mais antigo da região e um dos mais antigos do país ainda em atividade.
"Ainda temos muito o que pesquisar sobre as origens do bloco, mas o que sabemos é que a sua fundação no século XIX foi motivada por um nobre francês chamado François Marchant de Ziri Gui Doom, que ficou conhecido por pescadores e escravos da região pelo nome "Marquês de Ziriguidum", nome que quase virou sinônimo de Carnaval", explica o historiador, que não sabe dizer como um nobre francês foi parar em São João da Barra no século XIX.
A popularidade do marquês se deu em razão do seu empenho pela libertação de escravos na região. Na época de Carnaval, o marquês mobilizava a corte portuguesa, onde mantinha contatos firmados desde a Europa, a fazer doações para a festa dos negros, como ele dizia. Não vendo maiores problemas nas doações, muitos nobres participavam, acreditando estarem apenas contribuindo para acalmar os ânimos nas senzalas.
Na verdade, o Marquês, a cada ano, utilizava parte dos recursos para comprar a alforria de alguns negros, que se uniam ao bloco — chamado na época de "Os Pholiões do Marquês" — para contribuir para que, no ano seguinte, outros negros fossem libertos.
Com a libertação dos escravos em 1888 e com a Proclamação da República em 1889, por pouco a tradição não desapareceu. A história dos feitos do Marquês e do seu grupo de negros carnavalescos, no entanto, foi preservada de geração para geração. Todos os anos, pelo menos um pequeno grupo se reúne em memória do Marquês na praia de Grussaí, mas com uma curiosidade: em razão do segredo original que mantinham quando da sua formação, o grupo sempre evitou revelar a sua história, preferindo manter-se como uma sociedade secreta e desfilar anonimamente em meio à multidão que segue a conhecida Boneca do Valdir.
Neste 2006, no entanto, o grupo estará identificado por uma camisa com o logotipo do bloco, registrando a passagem do seu sesquicentenário. "É muito importante que a comunidade agora possa reconhecer um bloco de tamanha tradição", opina Azeredo.
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Vitor Menezes
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