quarta-feira, novembro 30, 2011

Senado aprova em primeiro turno diploma obrigatório para jornalistas


Da Agência Senado - 30/11/2011 - 18h37

Foi aprovada há pouco, em primeiro turno, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 33/2009, que restabelece a exigência de diploma para o exercício da profissão de jornalista. Houve 65 votos a favor e sete contrários à proposta.

A obrigatoriedade do diploma de jornalista foi derrubada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em junho de 2009, quando a maioria dos ministros entendeu que limitar o exercício da profissão aos graduados em jornalismo estaria em desacordo com a liberdade de expressão prevista no texto constitucional.

Se aprovada em segundo turno no Senado, a PEC 33/2009 seguirá para exame da Câmara dos Deputados.

7 comentários:

Cassio Peixoto disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Cassio Peixoto disse...

Enfim uma boa notícia de Brasília. Agora só falta a criação de um Conselho, semelhante aos de medicina e advocacia, para impedir que universidades ruins soltem no mercado dúzias de jornalistas ruins a cada semestre. Vamos torcer para que a ordem seja reestabelecida. Já está de bom tamanho a quantidade de dublês de jornalista sem diploma se aventurando no mercado.

Anônimo disse...

Podemos observar a mediocridade de diversos jornalistas diplomados espalhados por veículos de comunicação e assessorias. Podemos observar o talento de tantos escrevendo sem diploma, podemos acima de tudo observar estudar nunca é em vão, independente da profissão e que é muito importante na formação de qualquer profissional, mas observemos principalmente o talento, o jornalismo exige muito mais que diploma. Não existe diploma que torne um jornalista bom se este não for talentoso.

Outra questão é a qualidade do ensino do jornalismo. Não vou citar aqui a instituição,mas bater no peito pq tem um diploma de dterminada faculdade chega a parecer piada.

Liliana Pontes

Gustavo disse...

Isso mesmo. Agora só falta regulamentar o exercício da profissão de fotografos, designers, chargistas, colunistas, cantores, atores, palhaços de circo, locutores de rádio, astrólogos e pastores de igrejas, para que cada uma dessas atividades possa ser realizada com profissionalismo, seriedade e reserva de mercado.

Gustavo disse...

Isso mesmo. Agora só falta regulamentar a profissão de fotógrafos, designers, chargistas, colunistas, pintores, astrólogos, palhaços de circo, músicos de bares e pastores de igrejas, para que cada disciplina possa exercer seu trabalho com responsabilidade, competência e reserva de mercado.

Anônimo disse...

A julgar pela quantidade de jornalistas comprados no cenário atual, o diploma tão falado e desejado que eu reconheço ser importante, serve pra gaiola do meu passarinho.

Cadinho RoCo disse...

Ainda que a obrigatorieade do diploma passe pelo Congresso, cairá e será outra vez derrubada pelo STF.
Os mais famosos jornalistas brasileiros não tiveram diplomas. E pra não estender muito, triste testemunhar pessoas que se dizem jornalistas, por serem graduadas, que não se comportam com a devida isenção em matéria tão expressiva quando se permitem a engrossar o movimento das faculdades particulares que são as grandes interessadas na obrigatoriedade do diploma produzido por elas. Isso pra não dizer do corporativismo sindical que ainda defende criação de um conselho repugnante.
Cadinho RoCo

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