segunda-feira, julho 01, 2013

[croniquinha de segunda]

A solução

Álvaro Marcos

O carro para no sinal. Vem uma lourinha de mais ou menos um metro e sessenta e cinco. Aquele tipo que passa despercebida em uma festa mas que, invariavelmente, acaba virando o pescoço masculino para trás nas calçadas. Era uma, entre centenas, de distribuidoras de folhetos da cidade. A calça jeans justíssima, curvilínea, abaixo da linha da cintura, chamava mais atenção que o tal papelzinho anunciando uma loja de informática com todo tipo de computadores e acessórios.

Vidro do motorista abaixado, mão esticada, e um rápido olhar no panfleto, que logo vai parar sobre o painel. Ajeita o retrovisor, vê o filho de seis meses dormindo no bebê conforto preso pelo cinco de segurança no banco de trás, pisa a embreagem, passa a primeira e acelera. Segue com a mania de dirigir apenas com a mão esquerda, enquanto a direita fica sobre o câmbio. O calor é intenso. Nem o ar-condicionado dá jeito. Põe no dois, no três... Aperta o botão da circulação.

Deixa o neném com a mãe dele porque tem que treinar. Para variar, está atrasado. Chega ao estádio esbaforido mentalmente. Aos 32 anos, 13 de futebol profissional, sabe que o rendimento não é o mesmo. Bom foi quando, aos 19, arrancava pela esquerda, dava um corte seco no beque na diagonal da grande área e já batia firme na bola, sem chance para o goleiro. Fazia isso até nos recreativos de sábado pela manhã sem se importar quem tinha pela frente.

Agora tem que jogar com a cabeça. Recuou do ataque para ser o quarto-homem-de-meio-de-campo. Ainda lida bem com os dois pés. Cabelo ralo, feição madura, é chamado de "tio" pela molecada que saiu recentemente dos juniores. O preparador-físico, um sujeito mais novo que ele, já está lá no círculo central. Apito na mão, ordena "piques-curtos" entre as balizas fincadas no gramado. Um exercício chato, mas que tem como finalidade aprimorar o "jogo-de-cintura" dos atletas.

Pensa no filhote, na separação, nas brigas com a ex-mulher... Lamenta ter perdido a grande chance da carreira, quando foi vendido para o time da capital ainda novo. Lá até que foi bem. Depois perdeu espaço por causa das noitadas e, especialmente de alguns "rabos-de-saia". Bonitão, fazia sucesso fora das quatro-linhas também. Devorava tudo que lhe era apresentado. Foi parar no Nordeste. Rodopiou ainda pelo interior do Rio Grande do Sul indicado por um técnico fã de seu estilo agressivo.

Cotovelos na cobertura do banco de reservas, observa a movimentação. Não aguenta mais ter que dar explicações sobre sua vida pessoal para justificar as ausências no horário marcado. Simular contusão é feio e contra seus princípios. Faz o sinal da cruz. E cara de poucos amigos. Ouve um "vem correr com a gente". Dez voltas no circuito improvisado. Alguém comenta sobre o sol. Diz dois "e aí" e um "foi mal" a manhã inteira. Embaixo do chuveiro, refresca a alma.

Almoça no restaurante de um dirigente do clube, acompanhado do herdeiro resgatado poucos instantes atrás dos braços da avó. Mais uns carinhos no baby e é hora de levá-lo embora. Troca meia dúzia de palavras com a ex. Sorri quando o porteiro do prédio onde morou diz que apostou em um gol dele no fim de semana. Perde dez minutos de prosa com o camarada, um negro alto, que até daria um bom zagueiro pelo porte atlético. Sozinho, parte novamente. Sem muito destino, dessa vez. De tarde, sempre gostou de tomar uma cerveja. Mas a taxa elevada de ácido úrico não deixa.

Passa no mesmo cruzamento do início da manhã. E lá está a garotinha sapeca, ainda com algumas folhas. Dá uma espiada mais insinuante e se surpreende quando ela o fita. Massageou seu ego de macho. Imagina as peripécias da qual não é capaz. Estaciona em frente ao rio que corta a cidade ao meio. Não sabe como agir agora. Uma coisa é certa; mesmo com o baixo salário e todas as dificuldades que virão, não concorda com o aborto que a namorada, grávida de quatro semanas e meia, quer fazer.

segunda-feira, junho 24, 2013

[croniquinha de segunda]

O velho magnânimo
 
Vitor Menezes

O velho, magnânimo, olhou para as formigas e disse:

- As deixarei viver.

Gostava de exercer poder.

E não há poder maior do que decidir sobre a morte e a vida, ainda que sejam de formigas. No caso do velho, nem sempre o foram.

Décadas atrás, eram frequentes as situações em que decidia se devia matar ou se devia deixar viver. Fazia isso com refinado humor, mas ainda assim escolhia mais a primeira do que a segunda opção.

Uma noite, no seu pequeno tribunal particular, julgou e condenou à morte um dos seus empregados, sujeito petulante que ousara reivindicar uma bobagem qualquer que nem mais se lembra. Um imbecil aquele funcionário.

Também teve a vez em que mandou que desaparecessem com um pároco, adepto de ideias estranhas sobre o papel da igreja.

Nas poucas vezes em que optou por deixar viver, o fez por necessidade de liberar o apavorado para que contasse aos seus iguais o que acontece com quem o desafia.

O tempo passou, os tempos mudaram, e a matança arrefeceu. Mas o velho não perdia o hábito de exercer poder. E assim fazia nos seus novos negócios, com seus parentes e até com amigos e aliados.

Não eram mais tiros o que disparava. Eram ordens desencontradas ou sem sentido, reprimendas desnecessárias, humilhações públicas, acessos de fúria contra subalternos.

Até que chegou o dia em que uma emboscada o tombou no acostamento de uma estrada de pouco movimento. Foram seis tiros. Dois na cabeça, três no peito e um ridiculamente na nádega direita. Ele ainda agonizava, rosto colado ao chão, sangue escorrendo da boca, quando viu a trilha de formigas que se aproximava. E foi este o momento em que balbuciou:

- As deixarei viver.

quinta-feira, junho 20, 2013

segunda-feira, junho 17, 2013

[croniquinha de segunda]

A gargalhada silenciosa

Vitor Menezes


Era uma gargalhada sem som em contraste com a noite. Em dentes alvos e incisivos. E era um olhar risada que poderia desintegrar a quem apontava.

Eu não sabia que isso existia. Descobri dia desses. Matar alguém, ainda que metaforicamente, apenas com um riso silencioso. Não poderia imaginar.

Não era um anti-riso. Não era um deboche. Era uma boca aberta no ar como que a condenar o ridículo do próximo e de todas as autoridades constituídas e de todas as formas de seriedades do mundo e de todos os modos barulhentos de rir.

Queixo erguido de um rosto redondo que, quando apontado para o céu para a posição de ataque, se torna afilado. Olhos negros e miúdos, sob sobrancelha grossa e severa. É esta a moldura dela, da gargalhada sem som. E se chama Camila a sua dona. Ou seria a gargalhada a dona da mulher? (que, como que possuída, não pode contê-la e se põe a gargalhar involuntariamente).

O enigma me atordoou por dias. Como pode isso? Como pode alguém gargalhar sem som?

Dividi a minha angústia com os amigos que testemunharam a cena. Nem mesmo a dona (ou a propriedade) da gargalhada havia se dado conta da sua excepcionalidade. Então passou-se a considerar o potencial daquele dom: ideal para utilizar em velórios e palestras. Perfeito para não atrapalhar gravações de rádio ou TV. Indicado para missas. Oportuno para experiências com cinema mudo. Fotogênico.

E a todo momento eu queria rever aquela exclamação insidiosa em forma de lábios e dentes. Era disso que se tratava, de um enorme ponto de exclamação. Creio que jamais verei gargalhada como aquela em outras bocas.

Sabe aquela letra do sempre Chico que diz que “o velho cantor subindo ao palco apenas abre a voz, e o tempo canta”?

Pois Camila abre a boca e a noite ri. De nós. E em silêncio.

sexta-feira, junho 14, 2013

Bate papo com Gisele Borba após a exibição de "O diário de um jornalista bêbado"

Ucam nega relação com cursos oferecidos em hotel

Os colegas da Candido pedem divulgação da nota abaixo:

"UNIVERSIDADE CANDIDO MENDES – CAMPOS

Esclarecimento Importante

A Universidade Candido Mendes – Campos, ciente de sua grande responsabilidade perante a comunidade acadêmica, estudantes e população de Campos e Região, em respeito ao direito constitucional à informação, esclarece que não tem nenhuma participação nos cursos de pós-graduação lato sensu que estão sendo oferecidos, na modalidade semipresencial, num hotel desta cidade, pelo Instituto Prominas, da cidade de Coronel Fabriciano/MG. Portanto, não se responsabiliza pela legalidade, regularidade, qualidade ou certificação dos mesmos. Todos os cursos da UCAM – Campos são oferecidos em seu campus universitário na Rua Anita Peçanha, 100, Parque São Caetano, nesta cidade.

Campos dos Goytacazes, 14 de junho de 2013

Luís Eduardo de Oliveira Souza
Diretor"

terça-feira, junho 11, 2013

[croniquinha de segunda]

O infiel e o mulherengo

Vitor Menezes

Digamos que uma certa associação taquarense das mulheres emancipadas tenha escorregado na má ideia de convidar Aécio Manhas (assim mesmo, sem acento) para palestrar em seu encontro anual. A proposta teria surgido na cabecinha santa de Benta Edvirges, moça progressista, inaugurada e militante, mas de formação romântica e religiosa. O plano: ouvir o que os homens têm a dizer sobre relacionamentos.

- Todo ano ouvimos as companheiras feministas. Nós já sabemos o que elas têm a dizer. Precisamos saber é o que os homens têm a nos revelar – teria defendido a engajada Bentinha.

Imagine então que Aécio teria caminhado da plateia para o palco, após solene apresentação feita pelo cerimonial, e tenha se postado ao microfone diante de dezenas de olhares associados, taquarenses, mulherenses e emancipados, dado duas batidinhas com os dedos para testar o som, ajustado a altura do pedestal, e dito algo assim:

- Boa noite a todas. É um grande prazer estar entre tantas mulheres. Creio que muitos homens gostariam de estar no meu lugar nesta noite, especialmente se forem cumpridas todas as promessas que estes olhares me fazem agora.

Neste ponto, parte das ouvintes desviaria os olhos, outra parte franziria o cenho em desaprovação, mas a maioria sorriria receptiva.

Seria nula a possibilidade de que Aécio Manhas deixasse o evento sem carregar duas ou três para o seu estúdio fotográfico. Sim, o palestrante seria um fotógrafo, escolhido para a missão justamente por manter consolidada fama de conquistador contumaz.

Não tardaria o burburinho sobre a impertinência de convidar um machista cafajeste, responsável pelos mais notáveis casos de desvirtuamento precoce de meninas, e também de destrambelhamento matrimonial de senhoras, para falar em evento concebido para proclamar a libertação feminina de espécies da sua laia.

Benta Edvirges estaria em busca do botão “ejetar” em sua cadeira, quando seria tomada por esperança redentora ao ouvir, lá pelos trinta minutos de palestra, Aécio dizer que, diferentemente do que aquelas gostosurinhas da plateia poderiam imaginar, ele era um homem fiel.

- Tenho horror da infidelidade – proclamou, chamando a atenção até das mais hostis ouvintes.

- Não sou e nem nuca fui infiel. Sou é mulherengo. O infiel gosta de trair. O mulherengo gosta é de mulher. Trato todas como se fosse a única e, se pudesse, ergueria um altar para cada uma delas. Se não posso ser só de uma, é porque amo demais. O infiel gosta de ver o sofrimento da mulher traída, goza a sordidez da enganação, valoriza o profissionalismo da dissimulação. O mulherengo, ao contrário, a faz tão bem que ela o deixa livre, para ir e voltar feliz. É normalmente atrapalhado e amador. E se incorre em certa simultaneidade em seus casos, é por considerar a vida muito curta para amar uma de cada vez – disse, pontuando com um sorriso aberto.

Até as mais ortodoxas considerariam a validade da tese. E haveria mais uma festinha no estúdio.

quarta-feira, maio 29, 2013

[croniquinha de segunda]

Oração para São José Cândido
 
Vitor Menezes

Glorioso São José Cândido,

Peço que, quando tudo me faltar, que eu não esqueça a literatura. Tenho vivido essa vida sórdida de pagar contas e de cumprir responsabilidades. Por preguiça ou por cansaço, não tenho me dedicado ao que intuitivamente sei que deveria fazer. E o tempo passa sem que eu saiba se um dia poderei, enfim, me dedicar integralmente a ela.

Tudo o que tenho feito me parece empecilho que me afasta daquilo que realmente importa.

O que peço é que, quando eu estiver velho, livre das dívidas sociais do mundo, que eu não me torne imune à literatura, como tanta gente por aí.

Tenho visto bons escritores sucumbirem à rotina dos assalariamentos, às desculpas sobre as dificuldades do mercado editorial, e até mesmo às arrogâncias dos discursos que colocam a culpa nos leitores. Não permita, meu santo, que eu siga igual caminho.

Que eu não me esqueça da razão de ter nascido. Que eu não fique avarento e considere apenas a possibilidade de fazer o que dá dinheiro. Que eu não passe a acreditar que sensibilidade é coisa de adolescente romântico.

Mesmo que eu não venha a ter o talento necessário, me permita escrever. Ao contrário de Pessoa, assim o permita mesmo que seja para não ser lido ou publicado. Deixe-me apenas não esquecer. Não haverá fechamento correto do ciclo da minha existência se assim não o for.

Que meus netos me reconheçam como escritor, e se divirtam com a esquisitice do avô que vive trancado entre livros. E que vez por outra me apareçam estudantes com a tarefa de entrevistar um certo cronista que mora no bairro.

- Qual a diferença entre crônica e conto? – perguntarão, e eu responderei com gosto, mais uma vez.

Meu poderoso São José Cândido, que eu tenha saúde para viver até chegar este momento. E que, se não for pedir demais, que ele possa durar o tempo suficiente para que eu produza toda a obra que estiver ao meu alcance.

Que eu possa, enfim, honrar a sua tradição, para depois descansar no celestial inferno dos escritores por toda a imortalidade.

Regulação da mídia: Congresso não debate porque 40% dos parlamentares têm emissoras, diz Fenaj

Lúcia Berbert / Do Tele.Síntese

28/05/2013 - O Congresso Nacional não vai mudar tão cedo o marco regulatório das comunicações porque 40% dos parlamentares ou são proprietários de emissoras de rádio e televisão ou têm interesse direto. A afirmação é do representante da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), José Carlos Torves, durante audiência pública na Câmara sobre liberdade de expressão, ao defender a revisão do marco regulatório da mídia eletrônica.

Torves criticou o governo em não promover o debate sobre a proposta de novo marco regulatório. “Mais preocupado com as eleições próximas, abandonou o compromisso assumido pelo governo passado e as conclusões da Conferência Nacional de Comunicação”, disparou.

Já o deputado Sandro Alex (PPS-PR), elogiou o Ministério das Comunicações, por deixar na gaveta a proposta de atualização do marco, elaborada no governo Lula. “Esse foi o maior presente à liberdade de expressão”, enfatizou o parlamentar. Ele disse que continuará trabalhando para que a proposta continue no fundo da gaveta.

O conselheiro da Abert (Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão), Paulo Tonet de Camargo, apresentou números que, segundo ele, provam a pluralidade dos meios eletrônicos no país. “Das 9.589 emissoras de rádio existentes, 48% são comerciais, 47% comunitárias e 5% públicas”, disse.

Para Tonet, discutir as comunicações sem incluir as atividades do ramo que usam a internet como plataforma é discutir o passado. Ele afirma que a aprovação do Marco Civil da Internet é importante, mas insuficiente para regular empresas como a Google, que hoje detém o segundo lugar no mercado da publicidade brasileiro ou o portal Terra, que pertence a um grande grupo multinacional de telecomunicações.

O representante do Fórum Nacional para Democratização das Comunicações (FNDC), José Sóter, o limite de potência imposto às rádios comunitárias impede que essas emissoras sejam ouvidas por um número expressivo de pessoas. Enquanto a deputada Luciana Santos (PCdoB-PE), afirma que a quantidade de concessões não exclui o poderio de grupos de comunicações em veicular um pensamento único para 60% dos brasileiros. “A gente não se vê nos meios de comunicações”, reclamou.

Os representantes das associações Nacional de Editores de Revistas (Aner) e Nacional de Jornais (ANJ), Maria Célia e Ricardo Pedreira, respectivamente, repudiaram qualquer tipo de controle aos veículos impressos. “Regulação só deve ter os veículos que dependem de concessão”, enfatizou Pedreira. E a representante do Instituto Palavra Aberta, Patrícia Belmonte, cabe somente ao consumidor o tipo de controle que quer exercer na mídia.

Os deputados lamentaram a falta de participação de representante do Ministério das Comunicações no debate.

Link para a publicação original:
http://www.telesintese.com.br/index.php/plantao/23066-regulacao-da-midia-congresso-nao-aprova-porque-40-dos-parlamentares-tem-emissoras-diz-fenaj

segunda-feira, maio 20, 2013

[croniquinha de segunda]

A verdade sobre o pai

Vitor Menezes

O menino que andava pelo gramado com a bola sob o braço direito pareceu muito familiar ao homem, que o observava de longe. Quem poderia ser? De onde o conhecia? Qual a razão para aquela sensação de saber muito sobre aquele garoto?

Mais alguns passos levaram o menino ao pipoqueiro e, em seguida, justamente ao banco de praça onde estava o homem.

- Posso sentar?
- Claro, fique à vontade garoto.
- Quer pipoca?
- Não, obrigado.
- Tem certeza?
- Está bem, só um pouco.

E o menino estendeu o pacote para os dedos longos do homem.

- Salgada, né?
- Um pouco sim. Principalmente pra mim, que tenho pressão alta.
- O que é pressão alta?
- Um probleminha aí de velho, um dia você vai saber.
- E pipoca dá isso?
- Não – riu o homem – pode comer tranquilo.

Aos poucos, enquanto seguia a conversa amistosa entre os desconhecidos homem e menino, o que incluiu nomes revelados e mais algumas informações, o primeiro começou a juntar as partes da memória que faltavam para, afinal de contas, lhe dizer de onde conhecia aquele olhar, aquele mexer de mãos, aquelas expressões, aquele jeito comunicativo, aquele cabelo liso, aqueles olhos verdes.

Era o filho do mais filho da puta, entre os maiores filhos da puta paridos sobre a Terra. Um sujeito desprezível, que fora seu chefe há trinta anos, e com o qual, graças a todos os santos protetores dos empregados, nunca mais tivera contato, apenas notícias de que havia se casado, tinha um filho, e continuava tão filho da puta quanto sempre.

O homem, que tudo sabia sobre das iniquidades de caráter do pai do garoto, olhou o menino e nada disse. Todo filho tem o direito de não saber a verdade sobre o pai.

sábado, maio 11, 2013

quarta-feira, maio 08, 2013

Semana da Imprensa começa nesta sexta em Campos

Da Assessoria da AIC

A Associação de Imprensa Campista (AIC) promove a partir da próxima sexta-feira (10), a 23ª Semana da Imprensa. A novidade é que a partir deste ano, a programação será temática. "O Jornalismo Literário na terra de José Cândido de Carvalho" é o assunto da vez. A escolha desse tema se deu em razão do crescente interesse de jornalistas e estudantes de jornalismo sobre esta linguagem. “E nada mais justo do que homenagear José Cândido, mais conhecido como escritor, mas que também foi um jornalista, autor de perfis brilhantes, que é um tipo de jornalismo literário”, explica o presidente da AIC, Vitor Menezes.

O calendário de atividades começa sexta (10), às 11h, na TV Record, onde os meninos assistidos pela Casa do Pequeno Jornaleiro vão conhecer as etapas de produção de uma reportagem. Além de ser um momento de integração entre os jornalistas e comunidade interessada em jornalismo, a Semana da Imprensa tem se tornado também um evento de formação, com reflexões e debates sobre a profissão. Por isso é que a maior parte das atividades acontece no curso de Jornalismo do Uniflu/Fafic.

Na noite de segunda-feira, o destaque é a mesa “A linguagem dos quadrinhos no Jornalismo”, na Fafic, com Cássio Peixoto e Adriano Ferraiuoli. Às 22h, acontece o V Balada Curta (mostra de produção de curtas, Noite do Vinil, Microfone Aberto, Coxinha Gordurosa em show acústico), no Bar Dona Baronesa. A edição do Cine Jornalismo de maio acontecerá também na Fafic, terça-feira (14), com “Diário de Um Jornalista Bêbado”, seguido de bate-papo com a jornalista Gisele Borba.

Outra novidade é o lançamento da campanha de apoio ao projeto de lei (de iniciativa popular) da Mídia Democrática, que tem por finalidade, regulamentar os artigos 5, 21, 221, 222, 223 da Constituição, visando ampliar a liberdade de expressão. Durante as atividades da Semana, serão coletadas assinaturas para o projeto, apoiado por diversas entidades dos movimentos sociais.

Também constam na programação, oficina de Jornalismo Literário com o professor Gerson Dudus; mesa sobre Jornalismo Literário com Gisele Borba e Lívia Nunes e mais uma edição do projeto “Memória AIC”, desta vez com o jornalista, cronista e escritor, José Cunha Filho, que também é imortal da Academia Campista de Letras (ACL).

 

PROGRAMAÇÃO COMPLETA        
  

Sexta, 10/05/13

11h - Visita dos meninos da Casa do Pequeno Jornaleiro à TV Record
Local: TV Record                                         

Sábado, 11/05/13

15h - Imprensa Pelada
Local: Folha Seca

Segunda, 13/05/13

19h – Lançamento da Campanha em apoio do Projeto de Lei da Mídia Democrática
Local: Curso de Jornalismo do Campus II do Uniflu (Filosofia) - Sala 220

19h15 - Mesa: A linguagem dos quadrinhos no Jornalismo
Expositores: Cássio Peixoto e Adriano Ferraiuoli
Moderador: Vitor Menezes
Local: Curso de Jornalismo do Campus II do Uniflu (Filosofia) - Sala 220

22h - V Balada Curta
Mostra de produção de curtas, Noite do Vinil, Microfone Aberto, Coxinha Gordurosa em show acústico.
Local: Bar Dona Baronesa

Terça, 14/05/13

19h - Cine Jornalismo AIC
Filme: Diário de Um Jornalista Bêbado
Comentários: Gisele Borba
Local: Curso de Jornalismo do Campus II do Uniflu (Filosofia) - Sala 220

Quarta, 15/05/13

19h - Oficina de Jornalismo Literário com o professor Gerson Dudus
Local: Curso de Jornalismo do Campus II do Uniflu (Filosofia) - Sala 220

Quinta, 16/05/13

19h - Mesa: Jornalismo Literário na terra de José Cândido de Carvalho
Expositoras: Gisele Borba e Lívia Nunes
Moderador: Orávio de Campos Soares
Local: Curso de Jornalismo do Campus II do Uniflu (Filosofia) - Sala 220

Sexta, 17/05/13

19h - Memória AIC com o Jornalista José Cunha Filho
Local: Curso de Jornalismo do Campus II do Uniflu (Filosofia) - Estúdio de TV

segunda-feira, maio 06, 2013

AIC apoia Projeto de Lei da Mídia Democrática

Do Blog da AIC

A Associação de Imprensa Campista (AIC) aprovou, em reunião de diretoria na noite da última sexta-feira (03/05/13), apoio a campanha de coleta de assinaturas em favor do Projeto de Lei da Mídia Democrática, lançado por diversas entidades dos movimentos sociais no dia 1º de Maio e liderada pelo Forum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC).
As atividades de coleta de assinaturas organizadas pela AIC vão começar durante a 23ª Semana da Imprensa, evento que a entidade realiza entre os próximos dias 10 e 17. Os participantes das mesas e oficinas serão convidados a assinarem o documento.
O projeto popular contém princípios afins aos propósitos estatutários da AIC, que defende a democratização dos meios de comunicação, a ampliação do acesso à informação, à pluralidade de vozes e manifestações políticas e culturais na mídia, a regionalização da produção e a valorização do conteúdo nacional.
Confira, abaixo, um resumo sobre a proposta elaborado pelos organizadores da Campanha. Mais informações em http://www.paraexpressaraliberdade.org.br/
Por uma lei da Mídia Democrática
+ Liberdade de Expressão, + Vozes, + Democracia, + Conteúdo Nacional, + Conteúdo Regional, + Ideias
Para construir um país mais democrático e desenvolvido precisamos avançar na garantia ao direito à comunicação para todos e todas. O que isso significa? Significa ampliar a liberdade de expressão, para termos mais diversidade e pluralidade na televisão e no rádio. Atualmente, temos poucas empresas familiares que controlam toda a comunicação do país, e isso é um entrave para garantir essa diversidade. Além disso, a lei que orienta o serviço de comunicação completou 50 anos e não atende ao objetivo de ampliar a liberdade de expressão, muito menos está em sintonia com os desafios atuais da convergência tecnológica. A Constituição de 1988 traz diretrizes importantes nesse sentido, mas não diz como alcançá-las, o que deveria ser feito por leis. Infelizmente, até hoje não houve iniciativa para regulamentar a Constituição, nem do Congresso Nacional, nem do governo.
Compreendendo que essa lei é fundamental para o Brasil, a campanha Para Expressar a Liberdade – uma nova lei, para um novo tempo, a partir da elaboração de diversas entidades do movimento social, lança este Projeto de Lei de Iniciativa Popular para regulamentar os artigos 5, 21, 221, 222, 223 da Constituição.
O QUE TEM EM CADA CAPÍTULO?
Capítulo 1: + Televisão, + Rádio
Define o que é comunicação social eletrônica e seus serviços (rádio e televisão aberta gratuita, rádio e TV digital, rádio e TV na internet não produzidas por usuários, por exemplo, webTV produzida por grupos de comunicação como UOL, Folha, Globo etc). Blogs e videos pessoais do youtube entre outros estão fora desta lei.
Capítulo 2: + Diversidade, + Cultura, + Brasil
Estabelece os princípios e objetivos da lei: promover a pluralidade de ideias e opiniões; fomentar a cultura nacional, a diversidade regional, étnico-racial, de gênero, classe social, etária e de orientação sexual; garantir os direitos dos usuários etc. Também regulamenta definição constitucional de que o sistema de comunicação deve ser dividido entre público, privado e estatal.
Capítulo 3: + Transparência, + Canais
Define as regras para ter uma licença de um serviço de comunicação, que passará a ser dada através de critérios transparentes e com audiências públicas. Proíbe o aluguel de espaços da grade de programação, assim como a transferência da licença. Também proíbe que políticos sejam donos de emissoras de rádio e televisão.
O projeto propõe uma nova forma de organização dos serviços – como já é feito em outros países – que está baseado no seguinte conceito: quem produz conteúdo não pode ser a pessoa (empresa) responsável pela distribuição. Assim, a infraestrutura e a gestão do sinal não serão controlados por quem faz os programas. Com isso, se busca aumentar a diversidade e a concorrência neste mercado.
Capítulo 4: Fim dos Monopólios 
Define as regras para impedir a formação de monopólio nos meios de comunicação, proibindo que um mesmo grupo econômico seja proprietário de rádios, televisões, jornais e revistas numa mesma localidade, com exceção dos pequenos municípios. Estabelece também quantas licenças de rádio e TV um mesmo grupo pode ter nacionalmente.
Capítulo 5: + Brasil na TV e no rádio, + Direito de antena
Reforça os princípios do Capítulo 2 e proíbe a censura prévia de conteúdos. Define o direito de antena para grupos sociais (horário gratuito em cadeia nacional, como têm os partidos políticos), o direito de resposta, a presença de conteúdo nacional e regional. Conteúdos que façam apologia ao discurso do ódio, da guerra, do preconceito de qualquer tipo não são permitidos. Garante a proteção da infância e adolescência.
Capítulo 6: + Participação Social na regulação
Define os órgãos do Estado que terão o papel de regular os serviços e serão os responsáveis por observar o cumprimento da lei. Também define como se dá a participação social na elaboração, debate e acompanhamento das políticas de comunicação para o país, com a criação do Conselho Nacional de Políticas de Comunicação.

quinta-feira, maio 02, 2013

quarta-feira, maio 01, 2013

Confira a programação do 2º Festival de Bandas de Garagem de Campos

Começa hoje o 2º Festival de Bandas de Garagem de Campos, no auditório do Palácio da Cultura, com entrada gratuita. Confira a programação:

DIA 01/05, 17 horas

1 - PRODUTO DO ROCK
2 - TUBARÃO MARTELO
3 - CLÁSSICOS ETERNOS
4 - MOINHOS DE VENTO
5 - EVOLUÇÃO DA ESPÉCIE

DIA 02/05, 19 horas

1 - LOKOMOTIVO
2 - PRIMITIVA
3 - ORIGENS
4 - CANEXÃO JAPA
5 - AUDIOATIVA - SÃO FIDÉLIS

DIA 03/05, 19 horas

1 - PSICOPATO
2 - RAREFEITO
3 - EMANUEL
4 - PROJETO ZERO
5 - VÓ KUSTÓDIA
6 - EIXO NACIONAL

DIA 04/05, 17 horas

1 - OLD SUMMER
2 - ANTI MATÉRIA
3 - MOBY JAM
4 - ATTIVITÀ POWER TRIO
5 - FOUR HANDS
6 - ERRO DE SISTEMA

DIA 05/05, 17 horas

1 - SURFACE
2 - RIDER MACHINE
3 - ATHE MARIA
4- OLD KITCHEN
5- CASANOVA
6- COLDEST DAY

DIA 06/05, 19 horas

1 - BENTI.VI
2 - BOSSA JUNKEBOX
3 - ELTHERON
4 - G.O.A.T
5 - INNER SIDE

DIA 07/05, 19 horas
1 - CÓDIGO INVÁLIDO
2 - MÊNADE
3 - KORION
4 - ENDORAMA
5 – PARADOXO INVERTIDO
6 – RED JACK
7 - COXINHA GORDUROSA.

Wesley Machado fica em 3º lugar no Prêmio João Saldanha

Wesley Machado recebe o prêmio do diretor da Capemisa
 Seguradora Laerte Tavares. Foto: Divulgação/Check

O jornalista Wesley Machado ficou com o terceiro lugar na categoria "Interior " do III Prêmio João Saldanha de Jornalismo Esportivo da Associação de Cronistas Esportivos do Rio de Janeiro (ACERJ). A premiação foi realizada na segunda-feira (29) na sede histórica do Botafogo de Futebol e Regatas, no Rio de Janeiro. Pela colocação, Wesley faturou o troféu de bronze, entregue por Laerte Tavares, diretor da Capemisa Seguradora, uma das patrocinadoras do evento, junta do Governo do Estado do Rio de Janeiro. Wesley Machado concorreu com a reportagem "O leão da coroa ainda resiste", sobre o centenário do Campos Atlético Associação, publicada na edição de 26 de outubro de 2012 do Jornal "O Diário".

A reportagem vencedora da categoria "Interior" do III Prêmio João Saldanha foi "Do futebol direto para a igreja", escrita por Leonardo Barros e Kiko Charret para o Jornal "O São Gonçalo", sobre o ex-jogador do Fluminense, Roberto Brum; que virou pastor. O segundo lugar ficou com o ex-jogador do Americano e do Fluminense, atual jornalista e escritor, José Roberto Padilha, o "Zé Roberto", com a crônica "Eternos Vilões" para o "Entre-Rios Jornal". Na primeira fase, foram eliminadas 10 reportagens, de um total de 13 nesta categoria. Ao todo, a ACERJ recebeu 81 inscrições para todas as categorias. Outro campista, Cahê Mota, ficou com a prata na categoria site com a reportagem "Encontre os Super-Humanos/ Perfis dos jogos Paralímpicos" para o "Globoesporte.com".

- Foi uma emoção estar no templo do meu clube do coração, o Botafogo. Recebendo um prêmio que tem o nome de um grande botafoguense, João Saldanha. Num dia em que outro botafoguense, e campista, foi homenageado, Oldemário Touguinhó. Senti-me em casa. Até porque vários campistas estavam presentes, como o Elso Venâncio; o escritor Péris Ribeiro; o pesquisador Humberto Rangel e outros amigos. Sem contar, claro, o dono da festa, o presidente da ACERJ, Eraldo Leite, que também é campista e botafoguense. Aliás, está de parabéns Eraldo por esta iniciativa de instituir o prêmio de jornalismo esportivo, que já deu certo, batendo recorde de inscrições este ano. Agradeço-o por valorizar o interior com uma categoria. Quero concorrer outros anos. Todos os anos temos campistas concorrendo e ganhando. E espero que outros jornalistas também se interessem em concorrer  - disse Wesley Machado.

segunda-feira, abril 29, 2013

Jornalistas: Maioria feminina, jovem e com renda menor que 5 salários mínimos

Da Assessoria 
 
O Núcleo de Estudos sobre Transformações no Mundo do Trabalho da Universidade Federal de Santa Catarina (TMT/UFSC) lança, no dia 6 de maio, o relatório “Perfil do jornalista brasileiro – Características demográficas, políticas e do trabalho jornalístico em 2012”. 
 
A publicação, da editora Insular, apresentará os resultados quantitativos da enquete com 2.731 profissionais, realizada entre setembro e novembro do ano passado pelo Programa de Pós-Graduação em Sociologia Política (PPGSP), em convênio com a Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj). O projeto teve o apoio da Associação Brasileira de Pesquisadores em Jornalismo (SBPJor) e do Fórum Nacional de Professores de Jornalismo (FNPJ).
 
O estudo indica que a categoria tornou-se majoritariamente feminina (64%) e jovem (59% têm até 30 anos). Entre outros dados, o levantamento constata que 98% da categoria tem formação superior e 40% já com pós-graduação. Dos jornalistas, 59,9% recebem até cinco salários mínimos, aproximadamente 50% trabalham mais de oito horas por dia e 27% trabalham em mais de um emprego. 
 
A pesquisa aferiu a distribuição dos profissionais por tipo de atividade: os que atuam principalmente na mídia são 55%, os que atuam em assessoria de imprensa ou outras atividades jornalísticas fora da mídia são 40%, e os que atuam como professores são 5%. 
 
O lançamento do relatório ocorrerá no Centro de Filosofia e Ciências Humanas da UFSC, às 19h. A publicação também será divulgada durante o II Colóquio Internacional Mudanças Estruturais no Jornalismo (Mejor 2013), de 7 a 10 maio de 2013, em Natal (RN). Dois artigos resultantes da pesquisa serão divulgados nesse evento.
 

segunda-feira, abril 22, 2013

[croniquinha de segunda]

Nós lotamos o seu evento

Vitor Menezes


Nada de grandes utopias, grandes causas, grandes revoluções. O projeto agora é encontrar a grande sacada. Aquela ideia de negócio para a internet que transformará o adolescente obscuro no mais novo milionário cortejado.


Não sou mais adolescente e nunca fui candidato a gênio da internet. Mas tive aqui com minhas teclas uma promissora eureca empresarial: o aluguel de público para eventos, manifestações e até reuniões particulares.


É a indústria da figuração aplicada à vida real.


A festa que você organizou está um fracasso? Chame a nossa empresa e levamos quantos convidados desejar. Quer protestar contra algo? Colocamos manifestantes em marcha para você. Quer quinhentas pessoas no auditório para ouvir a palestra motivacional? Lotamos as cadeiras e ainda colocamos alguns atentos ouvintes de pé, escorando-se pelos cantos.


Também simulamos coberturas para coletivas de imprensa, multidões para comícios, familiares para aniversários, estudantes para salas de aula.


Reunimos ainda audiências para conferências online, amigos para facebook, carolas de igreja, torcida de futebol, enlutados para velório.

Chega de se preocupar com o público. Nós cuidamos disso para você.

Nossos figurantes estão preparados para registrar tudo com celulares e máquinas fotográficas. Seu evento vai bombar nas redes sociais.

E não se preocupe com o custo. É menor do que aquele existente para atrair espectadores de verdade.

Bando de espíritos de porco!


quinta-feira, abril 18, 2013

Nota da AIC sobre demissão do jornalista Luiz Gonzaga Neto


AIC repudia demissão de jornalista da Inter TV


A Associação de Imprensa Campista repudia com veemência a demissão do jornalista Luiz Gonzaga Neto, que até a última terça-feira (16/04/13) respondia pela edição e apresentação da edição noturna jornal local da Inter TV e trabalhava há quatro anos na empresa.

Há consistentes evidências de que a demissão foi motivada pela veiculação de matéria que mostrou o fato de a Prefeitura de Campos dos Goytacazes adquirir de uma empresa privada, por meio de licitação, materiais didáticos que são oferecidos pelo Ministério da Educação (MEC).

Antes mesmo de a matéria ter ido para o ar, na noite da segunda-feira (15/04/13), houve reunião entre representantes da Secretaria de Comunicação da Prefeitura de Campos e a direção da Inter TV, onde a pauta foi discutida, sem a presença do jornalista.

No dia seguinte à exibição, na terça-feira (16/04/13), outra reunião entre a direção da TV e a Secom de Campos foi realizada, também sem a presença do jornalista. Na edição da noite da própria terça-feira, uma longa nota de resposta feita pela Secom foi lida pelo apresentador, que, em seguida, fez o comentário editorial de que, em resumo, o material escolar era fornecido pelo MEC, mas a Prefeitura de Campos havia escolhido fornecer outro de melhor qualidade aos alunos da rede pública.

Na quarta-feira (17/04/13), o jornalista foi demitido, sem nenhuma justificativa formal por parte da empresa.

A Associação de Imprensa Campista vai enviar ofícios para a direção da Inter TV e para a Secretaria de Comunicação da Prefeitura de Campos dos Goytacazes para cobrar explicações sobre a demissão.

Na tarde de hoje, os VTs com a matéria e a nota de resposta da Prefeitura de Campos não estavam mais disponíveis no Portal G1.

A AIC entende que veículos de comunicação que prezam pela prática de um jornalismo de qualidade não podem se dobrar diante de pressões de fontes que são alvos de denúncias, muito especialmente quando estas fontes são do poder público. O papel de cobrar, e até mesmo a liberdade de opinar, são garantias constitucionais inegociáveis.

A entidade manifesta ainda toda a sua solidariedade ao jornalista Luiz de Gonzaga Neto e se coloca à disposição da categoria e da sociedade para prosseguir no debate e no acompanhamento deste caso.

Campos dos Goytacazes, 18 de Abril de 2013

Diretoria da AIC

segunda-feira, abril 01, 2013

Procurador do Estado do Rio afasta tese separatista


Em entrevista ao Boletim Petróleo, Royalties & Região, o procurador do Estado do Rio, Luis Roberto Barroso — um dos signatários da Ação Direta de Inconstitucionalidade que permitiu a manutenção, ainda que provisória, das regras de distribuição dos royalties do petróleo — avalia que a deflagração de uma guerra fiscal seria "a pior coisa que poderia acontecer" para o País.

Ele também afasta qualquer possibilidade de que o Estado venha a avalizar algum movimento separatista em razão de uma eventual perda dos royalties. Ele explica que sequer haveria um caminho jurídico para tornar isso possível.

"A Constituição prevê que a União é indissolúvel e que a Federação é uma cláusula pétrea. Logo, não há caminho jurídico para essa possibilidade. Mas se de fato o Rio virasse um país, seria um dos mais lindos do mundo. Mas ficaria empobrecido, por não ser parte do Brasil", disse Barroso.


Clique aqui para baixar o Boletim.

domingo, março 31, 2013

[croniquinha de segunda]


A testemunha

Vitor Menezes

Adalberto era o responsável pela caldeira. Era dele a tarefa infinita de manter o inferno aceso com os celsius suficientes para a produção não parar na usina de Torres Altas. Jamais uma falta. Jamais um contratempo. Jamais uma contrariedade. Jamais um questionamento. E naquela noite quase igual, quando toda a turba dormia, Adalberto descobriu para o que de fato servia.

Foi quando um carro preto entrou pelo portão dos fundos, por onde à luz do dia entrava a diretoria, e nele estavam homens que Adalberto não conhecia. Um alto magro de bigode. Outro de chapéu escuro e óculos de grossa armação. Passaram sem ser parados pelos seguranças da portaria e seguiram para o galpão.

Adalberto de longe olhava, estranhando a movimentação. Como pode que ele, o chefe, que a tudo controlava, não soubesse da situação?

Na área ampla pararam o automóvel. Juntos desceram por ambos os lados e se dirigiram ao porta-malas. O bigodudo trazia as chaves, e moveu com vigor o tambor da fechadura. O segundo ajudou a erguer a tampa. Os dois lançaram-se com profissionalismo sobre o cadáver que dali se alçaria. E o corpo inimigo foi atirado ao fogaréu.

Adalberto teve até a intenção de interferir no que assistia. Mas pensou que talvez fosse coisa que a ele não pertencia. Gente graúda, de poder, endinheirada. Muito além do seu entendimento. Decidiu que não vira nem ouvira nada. E que nem ali estava naquele momento.

sábado, março 30, 2013

A despedida do Viomundo, por Luiz Carlos Azenha

Azenha, despedida do Viomundo
Reproduzo abaixo a despedida do Luiz Carlos Azenha, publicado originalmente aqui, onde o jornalista  explica as razões para interromper o trabalho no site Viomundo. Mais que um desabafo, o texto acaba por se tornar revelador sobre as relações de poder nos grandes veículos de comunicação e as pressões enfrentadas pelos profissionais.

Considerado um mito por muitos, é a "imparcialidade", ou a impossibilidade de exercê-la durante a cobertura de uma eleição presidencial, que motivou a saga iniciada por Azenha em 2006. Quando somente se afirma que ela é inatingível, abre-se a guarda para que se admita também toda sorte de artifícios de parcialidade, como os denunciados pelo jornalista. Mas quando, ao contrário, a tomamos como um método, uma especificidade e uma prerrogativa do trabalho jornalístico, renovamos o sentido e as mais nobres tradições desta profissão.

O que tem sido enfrentado pelo Azenha é algo bastante identificado pela literatura da área. Nas teorias do jornalismo poderia ser situado na chamada "Teoria organizacional", nascida por meio de pesquisa de Warren Breed na década de 1950, nos Estados Unidos, com 120 jornalistas, para responder à clássica pergunta "porque as notícias são como são?".

De modo muito resumido, Breed chegou à conclusão de que a "cultura organizacional" (as leis e costumes internos das empresas) têm maior peso sobre a produção das notícias do que a "cultura profissional" (aquilo que tradicionalmente os jornalistas consideram boas práticas da profissão).

Os jornalistas acabavam por se conformar com limites internos para a sua atividade, e até mesmo as razões para este conformismo foram identificadas na pesquisa, como mostrou Nelson Traquina. E entre elas estão as punições institucionais, os sentimentos de estima em relação a superiores, as aspirações de mobilidade na carreira, a ausência de outros grupos de lealdade tão poderosos quanto a própria empresa, o prazer da atividade e o entendimento de que a notícia é um valor maior do que qualquer demanda ou insatisfação pessoal (uma das razões para raramente jornalistas entrarem em greve).


Azenha não se conformou, e enfrentou boa parte destas barreiras internas até o ponto de não mais suportá-las. Pediu demissão da TV Globo, algo inimaginável pela grande maioria dos calouros das faculdades de jornalismo. Movido pelo seu senso de "cultura profissional", devendo lealdade a algo maior do que a uma empresa (a sua própria consciência), ele não apenas deixou  a emissora, mas a denunciou, e vem arcando com as "punições institucionais" mesmo após ter saído do emprego cobiçado por tantos.

Confira o seu relato:

"Globo consegue o que a ditadura não conseguiu: calar imprensa alternativa

publicado em 29 de março de 2013 às 20:32

por Luiz Carlos Azenha

Meu advogado, Cesar Kloury, me proíbe de discutir especificidades sobre a sentença da Justiça carioca que me condenou a pagar 30 mil reais ao diretor de Central Globo de Jornalismo, Ali Kamel, supostamente por mover contra ele uma “campanha difamatória” em 28 posts do Viomundo, todos ligados a críticas políticas que fiz a Kamel em circunstâncias diretamente relacionadas à campanha presidencial de 2006, quando eu era repórter da Globo.

Lembro: eu não era um qualquer, na Globo, então. Era recém-chegado de ser correspondente da emissora em Nova York. Fui o repórter destacado para cobrir o candidato tucano Geraldo Alckmin durante a campanha de 2006. Ouvi, na redação de São Paulo, diretamente do então editor de economia do Jornal Nacional, Marco Aurélio Mello, que tinha sido determinado desde o Rio que as reportagens de economia deveriam ser “esquecidas”– tirar o pé, foi a frase — porque supostamente poderiam beneficiar a reeleição de Lula.

Vi colegas, como Mariana Kotscho e Cecília Negrão, reclamando que a cobertura da emissora nas eleições presidenciais não era imparcial.

Um importante repórter da emissora ligava para o então ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, dizendo que a Globo pretendia entregar a eleição para o tucano Geraldo Alckmin. Ouvi o telefonema. Mais tarde, instado pelo próprio ministro, confirmei o que era também minha impressão.

Pessoalmente, tive uma reportagem potencialmente danosa para o então candidato a governador de São Paulo, José Serra, censurada. A reportagem dava conta de que Serra, enquanto ministro, tinha autorizado a maior parte das doações irregulares de ambulâncias a prefeituras.

Quando uma produtora localizou no interior de Minas Gerais o ex-assessor do ministro da Saúde Serra, Platão Fischer-Puller, que poderia esclarecer aspectos obscuros sobre a gestão do ministro no governo FHC, ela foi desencorajada a perseguí-lo, enquanto todos os recursos da emissora foram destinados a denunciar o contador do PT Delúbio Soares e o ex-ministro da Saúde Humberto Costa, este posteriormente absolvido de todas as acusações.

Tive reportagem sobre Carlinhos Cachoeira — muito mais tarde revelado como fonte da revista Veja para escândalos do governo Lula — ‘deslocada’ de telejornal mais nobre da emissora para o Bom Dia Brasil, como pode atestar o então editor Marco Aurélio Mello.

Num episódio específico, fui perseguido na redação por um feitor munido de um rádio de comunicação com o qual falava diretamente com o Rio de Janeiro: tratava-se de obter minha assinatura para um abaixo-assinado em apoio a Ali Kamel sobre a cobertura das eleições de 2006.

Considero que isso caracteriza assédio moral, já que o beneficiado pelo abaixo-assinado era chefe e poderia promover ou prejudicar subordinados de acordo com a adesão.

Argumentei, então, que o comentarista de política da Globo, Arnaldo Jabor, havia dito em plena campanha eleitoral que Lula era comparável ao ditador da Coréia do Norte, Kim Il-Sung, e que não acreditava ser essa postura compatível com a suposta imparcialidade da emissora. Resposta do editor, que hoje ocupa importante cargo na hierarquia da Globo: Jabor era o “palhaço” da casa, não deveria ser levado a sério.

No dia do primeiro turno das eleições, alertado por colega, ouvi uma gravação entre o delegado da Polícia Federal Edmilson Bruno e um grupo de jornalistas, na qual eles combinavam como deveria ser feito o vazamento das fotos do dinheiro que teria sido usado pelo PT para comprar um dossiê contra o candidato Serra.

Achei o assunto relevante e reproduzi uma transcrição — confesso, defeituosa pela pressa – no Viomundo.

Fui advertido por telefone pelo atual chefão da Globo, Carlos Henrique Schroeder, de que não deveria ter revelado em meu blog pessoal, hospedado na Globo.com, informações levantadas durante meu trabalho como repórter da emissora.

Contestei: a gravação, em minha opinião, era jornalisticamente relevante para o entendimento de todo o contexto do vazamento, que se deu exatamente na véspera do primeiro turno.

Enojado com o que havia testemunhado ao longo de 2006, inclusive com a represália exercida contra colegas — dentre os quais Rodrigo Vianna, Marco Aurélio Mello e Carlos Dornelles — e interessado especialmente em conhecer o mundo da blogosfera — pedi antecipadamente a rescisão de meu contrato com a emissora, na qual ganhava salário de alto executivo, com mais de um ano de antecedência, assumindo o compromisso de não trabalhar para outra emissora antes do vencimento do contrato pelo qual já não recebia salário.

Ou seja, fiz isso apesar dos grandes danos para minha carreira profissional e meu sustento pessoal.

Apesar das mentiras, ilações e tentativas de assassinato de caráter, perpretradas pelo jornal O Globo* e colunistas associados de Veja, friso: sempre vivi de meu salário. Este site sempre foi mantido graças a meu próprio salário de jornalista-trabalhador.

O objetivo do Viomundo sempre foi o de defender o interesse público e os movimentos sociais, sub-representados na mídia corporativa. Declaramos oficialmente: não recebemos patrocínio de governos ou empresas públicas ou estatais, ao contrário da Folha, de O Globo ou do Estadão. Nem do governo federal, nem de governos estaduais ou municipais.

Porém, para tudo existe um limite. A ação que me foi movida pela TV Globo (nominalmente por Ali Kamel) me custou R$ 30 mil reais em honorários advocatícios.

Fora o que eventualmente terei de gastar para derrotá-la. Agora, pensem comigo: qual é o limite das Organizações Globo para gastar com advogados?

O objetivo da emissora, ainda que por vias tortas, é claro: intimidar e calar aqueles que são capazes de desvendar o que se passa nos bastidores dela, justamente por terem fontes e conhecimento das engrenagens globais.

Sou arrimo de família: sustento mãe, irmão, ajudo irmã, filhas e mantenho este site graças a dinheiro de meu próprio bolso e da valiosa colaboração gratuita de milhares de leitores.

Cheguei ao extremo de meu limite financeiro, o que obviamente não é o caso das Organizações Globo, que concentram pelo menos 50% de todas as verbas publicitárias do Brasil, com o equivalente poder político, midiático e lobístico.

Durante a ditadura militar, implantada com o apoio das Organizações Globo, da Folha e do Estadão — entre outros que teriam se beneficiado do regime de força — houve uma forte tentativa de sufocar os meios alternativos de informação, dentre os quais destaco os jornais Movimento e Pasquim.

Hoje, através da judicialização de debate político, de um confronto que leva para a Justiça uma disputa entre desiguais, estamos fadados ao sufoco lento e gradual.

E, por mais que isso me doa profundamente no coração e na alma, devo admitir que perdemos. Não no campo político, mas no financeiro. Perdi. Ali Kamel e a Globo venceram. Calaram, pelo bolso, o Viomundo.

Estou certo de que meus queridíssimos leitores e apoiadores encontrarão alternativas à altura. O certo é que as Organizações Globo, uma das maiores empresas de jornalismo do mundo, nominalmente representadas aqui por Ali Kamel, mais uma vez impuseram seu monopólio informativo ao Brasil.

Eu os vejo por aí.

PS do Viomundo: Vem aí um livro escrito por mim com Rodrigo Vianna, Marco Aurelio Mello e outras testemunhas — identificadas ou não — narrando os bastidores da cobertura da eleição presidencial de 2006 na Globo, além de retratar tudo o que vocês testemunharam pessoalmente em 2010 e 2012.

PS do Viomundo 2: *Descreverei detalhadamente, em breve, como O Globo e associados tentaram praticar comigo o tradicional assassinato de caráter da mídia corporativa brasileira."

sexta-feira, março 22, 2013

'O resgate de um campeão' no Cine Jornalismo deste sábado

Da Assessoria da AIC

O repórter esportivo Erik salva um sem-teto e acredita que ele seja Bob Satterfield, uma lenda do boxe, que todos acreditavam estar morto. Surge, então, a chance de se fazer uma grande reportagem. O desenrolar da história é a tônica do filme “O Resgate de um Campeão", escolhido pela Associação de Imprensa Campista (AIC) para a abertura de mais uma temporada do Cine Jornalismo, neste sábado (23), às 16h, com entrada franca.

Após a exibição, os participantes vão poder bater um papo com o jornalista Álvaro Marcos, que é assessor de imprensa da Prefeitura de Macaé, locutor na Web Rádio NF (órgão de comunicação do Sindicato dos Petroleiros do Norte Fluminense) e criador do site de notícias NF10, e dos blogs Ligação Direta e Mumunha Futebol Clube.

Esta é a quinta edição do Cine Jornalismo – projeto idealizado pelo presidente da AIC, Vitor Menezes, e que tem por objetivo, criar uma data e um local onde, a pretexto de assistir a um filme sobre jornalismo, jornalistas, estudantes de jornalismo e demais interessados discutam não necessariamente o filme em si mesmo, mas a própria profissão, a partir dos temas que o filme levanta.

– Nesta quinta temporada o que dá para notar é que o projeto já começa a deixar um legado, especialmente na formação dos jovens jornalistas, que estão tendo a oportunidade de interagir com colegas da profissão e de conhecer, por meio do cinema, representações acerca da atividade. Ainda que em grupos pequenos, as sessões têm sido muito produtivas. Há um grupo que já se tornou frequentador assíduo e o que esperamos em 2013 é que esse grupo se amplie – comenta Vitor.

As exibições acontecem sempre na sede da AIC (rua Tenente Coronel Cardoso, 460, ao lado da Oi/Telemar), de março a novembro e no último sábado do mês – exceto em março (que foi antecipada devido à Semana Santa). A novidade deste ano é a realização da edição de maio no próprio curso de jornalismo, dentro da Semana da Imprensa, em dia e horário especiais.

sexta-feira, março 08, 2013

quinta-feira, março 07, 2013

Em Cabo Frio, manifestação é assumidamente da Prefeitura

A Prefeitura de Cabo Frio não fica nessa esquizofrenia de dizer que as manifestações são "da sociedade civil organizada". Assume logo que convocou todo mundo e pronto:


terça-feira, março 05, 2013

Inscrições abertas para Pós-Graduação em Jornalismo Literário

Da Assessoria da ABJL

Termina dia 09 de março o prazo para inscrições no único curso de pós-graduação em Jornalismo Literário do país, sob a marca da Academia Brasileira de Jornalismo Literário, este ano contando com o apoio da Casa das Rosas, tradicional centro cultural paulista. Este será o nono ano consecutivo do curso, dirigido por Edvaldo Pereira Lima.

Para quem deseja saborear  um gosto do curso e conversar com o professor antes de se decidir, uma oportunidade única nesta quarta-feira, dia 06: acontece às 19 horas a primeira de suas quatro aulas de “Jornalismo Literário, a Experiência Brasil”, um evento introdutório ao tema, a preço simbólico, na Casa Guilherme de Almeida - http://www.casaguilhermedealmeida.org.br - , em São Paulo.

As inscrições para a pós-graduação e mais informações no portal da ABJL – www.abjl.org.br - até o dia 09 de março.

Experiência pioneira

Único curso de pós-graduação em jornalismo literário do país, este programa acontece desde 2005, essencialmente em São Paulo, com realizações paralelas, em  alguns desses anos, também em Porto Alegre, Brasília, Campinas e Goiânia, além de Curitiba. Liderado pelo jornalista, escritor e professor da USP Edvaldo Pereira Lima, considerado o pesquisador mais importante da área no circuito acadêmico, autor de livros especializados como o clássico Páginas Ampliadas (em quarta edição), conta no corpo docente, além do próprio Edvaldo, com profissionais de prestígio no campo, como Monica Martinez, Renato Modernell e  Alex Criado.  O curso deverá ter este ano, novamente, também uma turma em Curitiba.

As aulas acontecem quinzenalmente, sempre às sextas à noite e sábado o dia inteiro. Concluído o curso, o aluno recebe certificado emitido pela Faculdade Vicentina de Curitiba, parceira do projeto.

Mais informações: www.abjl.org.br.

segunda-feira, março 04, 2013

Prédios históricos de São João da Barra recebem vistoria de comitiva internacional

Da Assessoria da LLX

São João da Barra recebe, entre os dias 5 e 11 de março, uma delegação internacional do Instituto Herity, organização mundial para a Certificação de Qualidade da Gestão do Patrimônio Cultural. Criado em 1994, o Instituto Herity é uma organização não governamental (ONG), com sede em Roma, reconhecido pela UNESCO e que trata do processo de certificação internacional de qualidade de bens culturais.

No período que estiver em São João da Barra, a delegação avaliará 7 prédios históricos: Palácio Cultural Carlos Martins, Cine Teatro São João, Centro Cultural Narcisa Amália, Casa da Câmara e Cadeia Pública, Fórum Municipal, Igreja Matriz de São João Batista e Estação das Artes. Serão analisadas a percepção do bem cultural, o estado de manutenção e restauro, a informação transmitida ao visitante e a qualidade de acolhimento.

O processo para a certificação destes prédios foi iniciado pela GIT (Gestão Integrada de Território), promovida na região de São João da Barra pelo Grupo EBX em parceria com o IBIO. A GIT é um modelo participativo que envolve poder público, empresas, organizações da sociedade civil, instituições de educação e lideranças regionais na construção de soluções sustentáveis para o desenvolvimento do município.

“A certificação Herity traz São João da Barra para um circuito internacional que valoriza seus ativos territoriais, além de evidenciá-los para o mundo. Essa valorização é muito importante, pois contribui para o fortalecimento da cultura local em meio ao processo de transformação que está ocorrendo na região com a implantação do Superporto do Açu. Desta forma, a riqueza cultural e patrimonial de São João da Barra, construídas pela população, poderão ser apreciadas pelos seus residentes e todos aqueles que virão morar na região ou visitá-la”, explica Guilherme Quentel, Gerente-geral de Integração e Sustentabilidade da LLX, empresa de logística do Grupo EBX.

Vistoria técnica

A análise que será feita pela delegação do Instituto Herity é uma das etapas para a certificação dos prédios históricos. Na próxima etapa, a delegação apresentará o resultado das vistorias técnicas e indicará, caso necessário, pontos que deverão ser adequados para que o prédio histórico receba a certificação. Passando pela certificação Herity, estes patrimônios passam a ser reconhecidos e certificados como patrimônio cultural, além de serem incluídos no guia turístico.

Segundo a consultora em GIT do IBIO, e membro do conselho internacional do Instituto Herity, Inguelore Scheuneman, “o Instituto Herity é a mais importante instituição destinada a dar as diretrizes para a preservação do patrimônio cultural nos mais diferentes lugares e culturas. A metodologia  desenvolvida e aplicada por eles respeita o público ao dar informações fidedignas sobre o bem cultural, além de oferecer suporte ao gestor para tomada de decisão pela análise que apresenta em todas as variáveis concernentes aquele patrimônio cultural. Eles também indicam aos administradores públicos e privados a melhor opção para os investimentos neste item da cultura”.

Conheça os 7 prédios históricos

- Palácio Cultural Carlos Martins: Foi erguido entre 1860 e 1870 para ser a residência do Coronel Teixeira e sua segunda esposa. Em 12 de Dezembro de 1922, o local passou a ser o Grupo Escolar Alberto Torres. Desativado em 1970, ficou abandonado, em ruínas, até 2008, quando foi restaurado pela Prefeitura para servir como espaço cultural do município. Recebeu o nome de Palácio Cultural Carlos Martins, espaço onde há estudo de música, dança, galeria para exposição de artes, e um lindo salão nobre contendo um piano para uma boa música. É um patrimônio público tombado pelo INEPAC.

-Cine Teatro São João: Sua construção foi iniciada no início do século XX para ser a sede da Sociedade Beneficente dos Artistas. Foi inaugurado em 1906 e, com a difusão do cinema, ganhou mais essa função (até a década de 80). Ficou fechado até 2005, quando a Prefeitura adquiriu o prédio e o restaurou.

-Centro Cultural: Foi inaugurado em 1902 como mercado municipal. Restaurado em 1992, para ser um espaço cultural, foi denominado Centro Cultural Narcisa Amália, em homenagem à poetisa sanjoanense. Atualmente funciona como espaço de produção de cultura, em especial, o artesanato local.

- Casa da Câmara e Cadeia Pública: Construída em 1709, foi reformada em 1736, e é o único prédio sobrevivente do período colonial. No seu andar superior funcionou a Câmara até o século XIX. Em 2012, foi restaurado pela Prefeitura para funcionar como um centro de informações turísticas. Prédio tombado pelo IPHAN.

 - Fórum Municipal: Construído no século XIX para ser a residência do traficante de escravos, Comendador André Gonçalves da Graça. Hospedou D. Pedro II e sua comitiva em 1847, por ser considerado o prédio mais elegante na época. Funciona como o Fórum Municipal e, em breve, será restaurado e transformado num espaço cultural.
 
- Igreja Matriz de São João Batista: Igreja mais antiga da cidade, foi construída em louvor ao Padroeiro, São João Batista, em 1630. Feita em estilo Barroco Rococó, foi reconstruída em 1679, reformada em 1713 e incendiada em 1882. Reconstruída e preservada até os dias atuais.
 
-Estação das Artes: Segunda estação ferroviária do município, construída por volta de 1910. Desativada, passou a sediar a Delegacia e o DPO da cidade. Foi restaurada pela Prefeitura para ser mais um espaço de fomento à arte do município. Em 04 de Julho de 2008 foi inaugurada como Estação das Artes Derly Machado.

Confira o Edital do Transporte Público em Campos

Os bravos Cléber Tinoco e Roberto Moraes publicaram e também reproduzo abaixo o Edital de licitação do Transporte Público em Campos. A entrega das propostas será no dia 16 de abril.

Em tempos de grande agilidade das comunicações, o Edital prevê que os interessados em adquirir o documento e seus anexos devem comparecer à prefeitura para pegar um CD.

"Os interessados poderão adquirir o Edital e seus anexos (no total de 890 –oitocentas e noventa páginas), (mediante identificação e dados paracorrespondência - emails, endereço e telefones) e entrega de CD Virgem, noSetor de Compras, sala de Licitações, no horário de 08:00 às 16:00 horas naPrefeitura Municipal de Campos dos Goytacazes, no endereço na Rua CoronelPonciano de Azeredo Furtado, nº 47, Parque Santo Amaro, Campos dosGoytacazes/RJ, em CD ROM", diz o documento.

Mas a Rede Blog presta mais um serviço à transparência na divulgação da concorrência, poupando tempo dos interessados em concorrer ou em conhecer o documento. Segue abaixo a íntegra do Edital:

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