Pesquisa do instituto Sensus, encomendada pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral), revela que a internet é mais procurada do que jornais impressos por eleitores que querem ser informados sobre política e eleições. A rede obteve 9,9% das citações dos entrevistados, superando os jornais impressos, lembrados por 6,4%.
Mas a grande influência ainda vem da televisão. O veículo foi citado por 56,6% dos entrevistados como referência para obter informações sobre política e eleições. Em seguida veio "conversa com amigos, colegas de trabalho e parentes", com 18,4%. O rádio aparece com 4,2%. Revista obteve 0,7% das citações.
Sobre a frequencia da audiência de TV, 79,6% disseram sempre assistir a TV Globo, que foi seguida por Record (60,4%), SBT: 37,8% e Band (25,6%).
A pesquisa também perguntou qual fonte de informação o eleitor utilizou para decidir o voto no segundo turno. A maioria, 44,2%, afirmou que já estava decidido. Outros 18,8% disseram que se decidiram por meio de debates no rádio e na TV. Leitura de jornais ficou com 1,7%, empatado com internet, e atrás de Programas eleitorais (15,5%), Opinião de amigos, colegas de trabalho e parentes (6,2%) e programas dos candidatos no rádio (3,0%).
Foram realizadas 2.000 Entrevistas, em cinco regiões e 24 estados, com o sorteio aleatório de 136 municípios. As entrevistas foram feitas entre os dias 7 e 10 de novembro passado.
Veja abaixo os quadros com mais dados acerca da relação entre o eleitor e a imprensa. O relatório completo da pesquisa está disponível aqui.
quinta-feira, dezembro 02, 2010
Eleitor usa mais internet que impressos para se informar sobre política e eleições
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Vitor Menezes
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sexta-feira, novembro 19, 2010
TSE admite analisar recurso de Garotinho contra decisão que o declarou inelegível
Da Assessoria do TSE
Por decisão do ministro Marcelo Ribeiro, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) vai analisar o recurso interposto por Anthony Garotinho contra a decisão do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do Rio de Janeiro que o declarou inelegível para as eleições de 2010. O candidato a deputado federal pelo Rio foi condenado por abuso de poder econômico e uso indevido dos meios de comunicação social no pleito de 2008, quando sua esposa foi eleita prefeita de Campos dos Goytacazes.
Depois que o TRE negou a subida do recurso para o TSE, a defesa de Garotinho ajuizou Agravo de Instrumento, pedindo que a própria Corte Superior analisasse a admissibilidade do recurso especial. Ao admitir o recurso, o ministro Marcelo Ribeiro sustentou que “tendo sido informados os fundamentos da decisão agravada, e estando os autos suficientemente instruídos para a apreciação da controvérsia, entendo que o presente agravo merece ser provido, para melhor exame do recurso especial”.
Mais votado
Garotinho concorreu este ano com o registro deferido com base em liminar concedida pelo ministro Marcelo Ribeiro, sendo o candidato a deputado federal mais votado no estado e um dos mais votados em todo país. Recebeu 694.862 votos.
Inelegibilidade
A decisão do TRE, tomada em maio de 2010, portanto antes da edição da chamada Lei da Ficha Limpa, tornou Garotinho inelegível por três anos a contar da data do pleito, com base na Lei das Inelegibilidades (Lei Complementar 64/90).
O TRE entendeu que Garotinho teria praticado abuso do poder econômico e o uso indevido dos meios de comunicação, em decorrência de entrevista que ele, como radialista, fez com sua esposa Rosinha Garotinho, em junho de 2008, quando ela anunciou sua intenção de disputar as eleições para a prefeitura de Campos dos Goytacazes (RJ).
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Vitor Menezes
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TSE mantém eleições suplementares em Campos... de Júlio, no Mato Grosso
Da Assessoria do TSE
A ministra Cármen Lúcia, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), manteve eleição suplementar a ser realizada no município de Campos de Júlio, no Mato Grosso, no próximo dia 5 de dezembro. As eleições foram determinadas pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE-MT) tendo em vista que os prefeitos eleitos em 2008 tiveram os mandatos cassados.
A relatora negou seguimento a uma ação cautelar em que a coligação Certeza de Progresso (PMDB/PT), a ex-prefeita Claídes Lazaretti Masutti e seu vice, Francisco José Caldas Dutra, solicitavam a suspensão da eleição suplementar no município a fim de que fosse feita somente após a análise, pelo TSE, de recursos interpostos por eles com base no princípio constitucional da ampla defesa e do contraditório, do duplo grau de jurisdição e presunção de inocência. Em conseqüência, pediam que fosse determinada a recondução a seus cargos, dos quais estão atualmente afastados.
Conforme os autos, a ex-prefeita e o vice teriam realizado uma grande festa em data próxima ao pleito, patrocinada por empresa de propriedade da candidata, em que se distribuíram gratuitamente alimentação e bebida, com referência pública às suas virtudes e críticas ao adversário político, o que caracterizaria abuso do poder econômico.
Oferecimento de alimentação e bebidas seguido de apelo por votos consubstanciaria captação ilícita de sufrágio.
Na ação cautelar, os advogados alegavam fato novo tendo em vista a designação de eleições suplementares para o dia 5 de dezembro de 2010. Sustentavam que "a realização do pleito suplementar antes da apreciação dos recursos interpostos pela ex-prefeita fere a própria Constituição Federal, já que a legislação assegura o direito à ampla defesa e o princípio do contraditório, incluindo-se nestes, por óbvio, a reapreciação pelas instâncias superiores, bem como até mesmo um gasto desnecessário aos cofres públicos".
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quinta-feira, novembro 18, 2010
Sem internet não haveria segundo turno, diz Caio Túlio
Papel da internet nas eleições foi subestimada pela mídia
Lia Segre / Do Observatório do Direito à Comunicação
Especialistas em internet que estiveram à frente das campanhas presidenciais mais votadas acreditam que a internet foi essencial para o desenrolar das eleições. Sem ela não teria acontecido segundo turno, acredita Caio Túlio Costa, jornalista, consultor de novas mídias e coordenador de campanha de Marina Silva (PV). A internet possibilitou a criação de novo polo formador de opinião, Marcelo Branco, ativista pela liberdade do conhecimento – como se define - e coordenador da campanha de Dilma Roussef (PT) nas mídias sociais. “Pela primeira vez temos um terceiro bloco formador de opinião. Os blocos tradicionais sempre foram os partidos e candidatos, e do outro lado a imprensa. Eles formavam a impressão do leitor”, contou no 4º Seminário Internacional de Jornalismo Online (MediaOn), que aconteceu dias 9, 10 e 11 na capital paulista. Também participou da mesa a coordenadora da campanha online de José Serra (PSDB), ex-vereadora da cidade Soninha Francine.
Caio Túlio acredita que foi a internet que fez Marina Silva atingir 20 milhões de votos – algo que apontou como inédito no país em se tratando de um 3º colocado no pleito. Inicialmente com um desconhecimento de 60% por parte dos eleitores e com apenas 1 min e 23 s na TV contra 12 min de Dilma e 9 min de Serra, montaram estratégia eficiente na internet, com uso intenso de redes sociais dividida em 12 frentes como Blog, Twitter, sistema de arrecadação online entre outros. Esse trabalho levaou a condidatura a arrecadar 170 mil reais, doados por 2 mil pessoas, em 58 dos 242 dias que duraram sua campanha na internet. Caio segmentou os eleitores por rede social: “no Orkut a gente falava com os evangélicos, Facebook falávamos com classe média intelecutalizada, no twitter falamos com vanguarda da internet”.
Marcelo, coordenador de mídias sociais da campanha petista, acredita que a internet dá possibilidade aos eleitores se expressarem pelas redes sociais, “ possibilidade que milhões de pessoas tenham sua expressão e postem isso na internet”, e passaram a influenciar os candidatos. Soninha mencionou que a propaganda eleitoral tem apenas dez minutos, que um panfleto de debates televisivos não conseguem aprofundar temas tanto quanto a internet, onde se pode oferecer mais conteúdo. Para Marcelo, tratou-se de democratização da campanha, ainda que a base social de apoio ao governo do PT sejam os desconectados.
Ao contrário do candidato José Serra, que Marcelo acredita ter tido o apoio da mídia de massas em vozes como as de Reinaldo Azevedo e Ricardo Noblat, na campanha de Dilma as redes sociais pautaram a “mass media”, e não a mídia pautou as redes, como acontecia com o adversário.
Citou como os melhores momentos da campanha online o caso da publicidade da Globo que fazia apologia ao slogan do candidato tucano “O Brasil pode mais”, e quando Lula foi entrevistado no Jornal Nacional. Esses fatos que a princípio pareciam negativos para a campanha, ajudaram quando a emissora se desculpou por insinuar preferência. A capa da Época que “pretendia ser negativa acabou sendo positiva”, e virou material de campanha em camisetas e canecas. Marcelo também lembrou a repercussão no Twitter do “Dilma facts by folha” e o “bola de papel facts”, que ficou pouco mais de um dia no Twitter mundial.
Uma das principais características da campanha que o PT fez online contou com engajamento de militantes ou simpatizantes em blogs e redes sociais diversas. Para Soninha, que controlava o conteúdo do site da campanha tucana ao plantalto, a internet permite o engajamento voluntário, um aspecto da campanha que faz diferença pois “é cada vez é mais dificil as pessoas fazerem campanha de graça”. Na campanha de Serra, doação por internet não foi substancial. A coordenadora esperava pouco da internet, mas se empolgou ao longo da campanha com o feedback de militantes online inesperados, como donas de casa e idosos.
Campanha online
“Visitamos os estados, consultamos sete mil pessoas, conhecemos pessoas que seriam motores da campanha da Dilma na internet”, explica Marcelo, contratado em abril. Foi essa experiência que o permitiu conhecer a base social que daria sustentação para a campanha, que define como descentralizada e feita principalmente por voluntários, acrescenta.
Marcelo acredita que campanha na internet é diferente, e a construção do coletivo tem que se dar de forma colaborativa. “O que funciona na rede é imprevisivel ainda. Temos que aproveitar qualidade da contrução colaborativa. Não centramos a campanha no dilma.com.br, e blog”. Foram milhares de ativistas e blogueiros que se somaram à campanha oficial - “a melhor cobertura não foi feita por nós, foi feita pelos outros”. Considera a melhor atuação a feita na blogosfera, e a pior no Facebook.
A campanha de Serra, assim como a de Dilma, separava internet de outras mídias. “A nossa configuração de internet era diferente. A gente não tinha coordenador de mídias sociais, eu era responsável pelo site oficial”, afirmou a ex-vereadora que se integrou a campanha em julho. A data avançada impediu a equipe de ter um formato definido para tocar a rede desde o começo, afirmou.
“O que imaginamos de internauta tipico se mostrou uma minoria na campanha”, disse Soninha. Ela se surpreendeu por mensagens com sugestões, críticas à campanha, e elogios de pessoas inesperadas, como “agricultores do interior do Espírito Santo”, idosos, donas de casa. Para ela, o site e a rede acabaram por ser não só oferta de conteúdo, mas ponto de encontro para militantes dos perfis mais diversificados, cujo encontro físico jamais se daria.
Ameaça
O fórum mais democrático da internet, onde a construção de conteúdo é colaborativa e as pessoas podem se expressar com certa amplitude está ameaçado pela tramitação do Projeto de Lei (PL) 84/99, do senador Eduardo Azeredo (PSDB), lembrou Marcelo e Caio durante o debate do MediaOn. O PL se caracteriza por criminalizar ações da internet como download e compartilhamento de mp3, entre outros.
“Internet é sempre criminalizada”, afirmou Marcelo quanto à pergunta sobre baixaria nas eleições. “Não foi na internet, foi nas campanhas políticas”. O coordenador da campanha digital petista afirmou a baixaria se deu com acusações falsas, fraudes e declarações suspeitas, que apenas foram reproduzidas na internet e ganharam uma repercussão diferente.
Marcelo e Caio foram a favor de um pacto, no próprio ato do debate, de combate à lei de cibercrimes. “Não passarão”, disse um e repetiu o outro. Soninha não se manifestou.
16/11/2010
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Vitor Menezes
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quinta-feira, novembro 04, 2010
Redes sociais e eleições 2010
Por Murillo de Aragão, retirado do Blog do Noblat.
Finalmente, a internet e as redes sociais tiveram um papel mais relevante nas eleições brasileiras. Porém, como bem disse Pedro Doria em artigo no Estadão (31/10/10), ninguém venceu na rede. O empate entre os candidatos nesse meio de comunicação revela que, no limite, as redes sociais não favoreceram ninguém nem foram decisivas para o resultado final.
O Brasil de 2010 ainda é um país em que a penetração da internet é baixa, apesar da vocação do brasileiro para a rede e do seu potencial de crescimento explosivo. Sendo assim, não houve qualquer episódio nas redes que modificasse de modo claro e decisivo as tendências do processo eleitoral. No futuro, no entanto, não deverá ser assim.
Alguém diria, de pronto, que a campanha de desinformação em torno de Dilma Rousseff e o tema do aborto podem ter-lhe roubado votos na reta final do primeiro turno. Mas o estrago causado pela ação na web foi bem menor, por exemplo, que a maciça cobertura da mídia eletrônica em torno do caso Erenice Guerra.
A situação seria diferente se tivéssemos um empate técnico, no qual “detalhes” como as redes sociais poderiam pender em favor de um ou de outro candidato. Ao pontuar tais aspectos volto a dizer que a internet e as redes sociais foram importantes, mas não decisivas.
A campanha teve aspectos interessantes ligados à internet e às redes sociais e que merecem destaque. O fato que mais me chamou a atenção foi o uso do twitter na mobilização da militância partidária e de simpatizantes dos candidatos. No caso brasileiro, é o que importa: mobilizar enormes contingentes eleitorais em favor de uma candidatura. O twitter também serviu para informar eventos e antecipar direções. Em especial, para repercutir as prévias das pesquisas, abundantemente comentadas na rede.
Um segundo fato é que o uso da internet na disseminação da informação teve no anonimato o seu pior e mais perverso aspecto. Nesse sentido, alinho-me a Arthur Schopenhauer, que dizia que o anonimato serve para tirar a responsabilidade daquele que não pode defender o que afirma. O anonimato na internet é um grave problema que termina por minar a própria credibilidade do meio. No futuro, vejo a credibilidade das redes sociais sendo avaliadas por seu grau de transparência.
Na prática, o Código Penal não vale na internet e, de forma esperta, alguns grandes sites e redes se escudam nas legislações mais complacentes do mundo para não atuar de forma enérgica contra a prática de crimes que envolvem a honra.
Aos românticos, o anonimato tem um doce sabor libertário. Quando se está a favor, tudo é lindo e maravilhoso. Porém, quando se é vítima de difamação e calúnias é como sofrer de bullying sem saber a identidade de seus agressores e sem ter a quem reclamar.
Como há complacência nas redes, poderemos ter, como efeito colateral, ações restritivas no âmbito regulatório. Não devemos esquecer que vai haver uma discussão sobre o marco regulatório da internet no Brasil. Eleitoralmente falando, a questão é importante, já que no futuro as redes sociais e a disseminação de informações por outras mídias terão peso ainda maior para a construção de tendências e, claro, para a definição de resultados eleitorais.
A internet será, cada vez mais, o meio de informação da cidadania sobre tudo e sobre todos. Não necessariamente na forma tradicional de acesso a sites. Vejo que a explosão de recursos, como o twitter, por exemplo, tende a ganhar destaque. A partir da experiência eleitoral de 2010, partidos, políticos e Justiça Eleitoral deveriam debater intensamente a questão com vistas às próximas eleições.
Murillo de Aragão é cientista político
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João Ventura
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segunda-feira, novembro 01, 2010
Resultado final: 55.752.529 elegeram a primeira presidente do Brasil
Encerrada nesta tarde, com a contagem dos votos de urnas do Acre, a apuração do segundo turno das eleições mostra que a presidente eleita Dilma Rousseff (PT) obteve 55.752.529 votos (56%), enquanto José Serra (PSDB) ficou com 43.711.388 votos (44%).
Votaram em branco 2.452.597 eleitores e 4.689.428 (4,4 %) anularam o voto. A abstenção ficou em 21,5%, o que corresponde a 29.197.152 eleitores.
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Assista matéria da BBC Brasil sobre vitória de Dilma
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Presidenta ou presidente?
Entre os ineditismos da vitória de Dilma Rousseff está o de que o brasileiro se coloca, pela primeira vez, na dúvida sobre como tratar a nova líder do País: Presidente ou Presidenta?
A Folha de São Paulo decidiu padronizar: usará Presidente, como diz aqui. Se a Folha assim o escolheu, temos então um bom motivo para escolher o contrário.
Brincadeira à parte, a escolha não é só um detalhe. Trata-se de uma disputa semântica na qual está em questão realçar ou não a singularidade de gênero do ocupante ou da ocupante do cargo. Formalmente, no entanto, as duas formas são corretas.
Presidenta é o modo escolhido especialmente por mulheres militantes (ou pelos que querem fazer média com elas). Foi a forma utilizada por Dilma em comícios e em eventos mais fechados, para dar o impacto da mudança, mas não foi a forma utilizada nas peças publicitárias, para não assustar os mais conservadores.
Em princípio, gosto de "Presidente" pelo aspecto mais perene que confere à instituição Presidência da República. Ocupe quem ocupar o cargo, sempre teríamos um ou uma Presidente.
Mas creio que é só uma questão de tempo para que nos acostumemos com uma Presidenta, como prefere Dilma. Afinal, já estamos acostumados com governadoras e prefeitas.
E você, leitor ou leitora urgente, prefere Presidente ou Presidenta?
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Vitor Menezes
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Assista na íntegra o discurso da presidente eleita Dilma Rousseff
Parte 1
Parte 2
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Faltam apenas 29 urnas para conclusão da apuração
Das 400.001 seções eleitorais brasileiras, foram apuradas até o momento 399.972 (99,99%), de acordo com o site do TSE. A presidente eleita Dilma Rousseff (PT) contabiliza 55.751.268 (56,05%) votos, enquanto o candidato derrotado José Serra (PSDB) registra 43.709.850 (43,95%) votos.
Do eleitorado de 135.804.433 cadastrados, foram apurados 135.796.942 (99,99%) votos. A abstenção é de 29.193.752 (21,50%) neste momento, com o comparecimento de 106.603.190 eleitores (78,50%).
Brancos somam 2.452.577 (2,30%) votos e nulos chegam a 4.689.223 (4,40%) votos, restando válidos 99.461.118 (93,30%) votos.
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Jornal da Bulgária noticia eleição da filha de imigrante búlgaro no Brasil
"Em 98% das urnas apuradas, os dados confirmam que a filha de 62 anos de idade, uma imigrante da Bulgária vai assumir o lugar de seu mentor no Partido dos Trabalhadores, atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva em primeiro de janeiro de 2011. Dilma Rousseff vai se tornar a primeira presidente mulher do país", disse o jornal.
Dilma é filha do imigrante búlgaro, naturalizado brasileiro, Pedro Rousseff, e da professora Dilma Jane da Silva. A presidente eleita nasceu no Brasil, em Belo Horizonte, em 14 de dezembro de 1947.
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Senador tucano afirma que empresas privadas fizeram propaganda subliminar pró-Dilma
"Começaram a passar a ideia de que o Brasil estava passando um momento mágico, que precisava continuar, e isso chegou à iniciativa privada", disse.
Dias se referia a um período anterior ao da campanha oficial, quando, segundo ele, houve uma orquestração publicitária para tornar o clima favorável a uma candidatura do governo.
[Senador Álvaro Dias (PSDB-PR) - Foto: ABr]
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domingo, outubro 31, 2010
Dilma diz que vai zelar pela liberdade de imprensa
Brasília – A presidente eleita Dilma Rousseff, em seu primeiro pronunciamento após o resultados das urnas, disse que chegou a ficar triste com algumas notícias divulgadas pela imprensa durante a campanha, mas que pretende zelar pela mais ampla liberdade de imprensa. Ela ressaltou que é “naturalmente amante da liberdade” por ter lutado contra a ditadura militar.
“Não nego a você que, por vezes, algumas das coisas difundidas me deixaram triste. Mas quem como eu lutou pela democracia e pelo direito de livre opinião arriscando a vida, quem como eu e tantos outros que não estão mais entre nós, dedicamos toda a nossa juventude ao direito de expressão, nós somos naturalmente amantes da liberdade. Disse e repito que prefiro o barulho da imprensa livre ao silêncio”, disse.
Durante a campanha, por várias vezes, Dilma reclamou de reportagens e de denúncias apócrifas que circularam na internet com temas polêmicos de fundo religioso. Hoje (31), Dilma ressaltou que o papel da imprensa é fundamental para a democracia e que as críticas ajudam a perceber eventuais erros. “As críticas da imprensa livre ajudam o país, são essenciais aos governos democráticos, apontando erros e trazendo o necessário contraditório”.
Dilma disse que assume o compromisso com os direitos humanos e com as liberdades religiosas. “Assumo o compromisso de valorizar a democracia em toda sua dimensão, desde o direito de opinião e expressão até os direitos essenciais da alimentação, do emprego e da renda, da moradia digna e da paz social. Zelarei pela mais ampla e irrestrita liberdade de imprensa. Zelarei pela mais ampla liberdade religiosa e de culto. Zelarei pela observação criteriosa e permanente dos direitos humanos tão claramente consagrados em nossa constituição. Zelarei, enfim, pela nossa Constituição, dever maior da Presidência da República”.
[Dilma durante coletiva após o anúncio da vitória, na noite deste domingo - Foto: Marcelo Casal Jr / Abr]
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Dilma, segundo Tereza Cruvinel
Tereza Cruvinel / Especial para a Agência Brasil
Brasília – Dilma Vana Rousseff já teve muitas vidas, muitos nomes e muitos projetos de vida. O que ela nunca imaginou é que seria a primeira mulher brasileira a conquistar, pelo voto, o mais alto cargo da República, até agora ocupado só por homens. Ela foi eleita presidente com 55,5 milhões de votos, correspondentes a 56,01% dos votos válidos, derrotando José Serra, do PSDB, que teve43,606 milhões de votos, ou 43,99% do total de votos validos (com 99,56% das urnas apuradas).
Muita gente, dentro e fora do governo, também achava que isso seria impossível: embora a política tenha marcado toda a sua vida, Dilma nunca havia disputado antes uma eleição.
“Dilma não tem jogo de cintura eleitoral”, “Dilma é durona e carrancuda”, “Dilma é uma técnica sem carisma”. “Dilma não tem trânsito entre os partidos e os políticos”. Tudo isso e muito mais foi dito sobre a então ministra-chefe da Casa Civil, quando, ainda em 2008, começou a circular a notícia de que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva pensava nela como candidata a sua sucessão.
[Continua aqui]
[Dilma hoje à noite, em seu primeiro pronunciamento como presidente eleita do Brasil - Foto: Marcello Casal Jr/ABr]
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Democracia brasileira elege terceiro militante contra a Ditadura
Este aspecto é ainda mais significativo da consolidação das instituições democráticas no País do que a outra boa novidade desta eleição, a de que se terá, pela primeira vez, uma mulher na Presidência.
Registre-se que a vitória de José Serra também teria atendido a este quesito, mostrando o quanto a geração que lutou contra a ditadura conseguiu se estabelecer com vigor no cenário político nacional e se tornou legitimada pela população.
Estas eleições trouxeram ainda outro traço de consolidação da democracia: o respeito à possibilidade de alternância no poder, com a responsável decisão do presidente Lula de não utilizar os seus mais de 80% de popularidade para forçar uma mudança na legislação que o permitisse disputar um terceiro mandato – diferentemente do que fez Fernando Henrique Cardoso em relação ao segundo, à época inexistente.
No entanto, será preciso avaliar devidamente o papel de um Presidente da República durante a disputa eleitoral. Qualquer análise desapaixonada concordará que o presidente Lula exagerou na incorporação do papel de cabo eleitoral.
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Analistas preveem que governo Dilma terá perfil mais técnico
Brasília - A presidente eleita, Dilma Rousseff, tem um perfil mais técnico que político e deverá dar continuidade ao modelo de gestão implementado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A avaliação é do cientista político e sociólogo Antônio Flávio Testa, da Universidade de Brasília (UnB).
“Ela é muito menos negociadora que o presidente Lula, mas é a grande gestora dos programas do atual governo. Ela deve dar continuidade a esse modelo de gestão, mas vai precisar melhorar sua capacidade de articulação, com uma equipe flexível para se relacionar com o Congresso Nacional”, disse o professor à Agência Brasil.
Segundo ele, o governo de Dilma será bem sucedido se ela conseguir montar uma boa equipe e se relacionar com o Congresso de uma forma mais pragmática. Para isso, deverá contar com a ajuda do presidente Lula que, em um primeiro momento, poderá se afastar taticamente, mas depois vai acabar se engajando no futuro governo. “É muito provável que ele seja uma grande liderança informal para negociar a governabilidade e deixar a Dilma tocar os seus projetos”.
O cientista político e doutor em sociologia Murillo de Aragão, da Arko Advice, também tem uma visão otimista do futuro governo. “Em um primeiro momento, será um governo que começa sob as bençãos políticas do governo Lula, mas tem tudo para ser um governo politicamente eficiente”, previu. Para ele, apesar de ter um perfil mais técnico, Dilma representa um projeto político que será continuado. “Ela sabe muito bem a situação em que foi eleita, e que representa um projeto político importante”.
[Foto: ABr]
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Lula não fará pronunciamento hoje
De acordo com a cobertura da Band, o presidente Lula não fará pronunciamento hoje sobre o resultado das eleições. O objetivo é não ofuscar o momento de destaque da presidente eleita, Dilma Rousseff.
Até o momento, o candidato José Serra não fez pronunciamento. A etiqueta democrática diz que o candidato vencedor só fala após o adversário admitir a derrota.
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José Serra ganha em Santo Antônio de Pádua
Com 100% apurados:
José Serra (PSDB): 56,68% votos 12.590
Dilma (PT): 43,32% votos 9.624
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José Serra ganha com quase 70% em São Fidélis
Com 100% apurados:
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José Serra ganha em São Francisco do Itabapoana
Com 100% apurados:
Presidente
José Serra (PSDB): 62,43% votos 13.693
Dilma (PT): 37,57% votos 8.242
Abstenção: 32,34% (11.153)
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