domingo, maio 21, 2006

Xeroquem este artigo!

Tem artigo novo na Gaveta. Aqui.

sexta-feira, maio 19, 2006

Gonzo por um dia

A revista Trip lançou o concurso Gonzo por um dia. Envie uma sugestão de pauta estapafúrdia para a redação e, se escolhida, faça a matéria junto do repórter Arthur Veríssimo. Aqui.

quinta-feira, maio 18, 2006

Nos bastidores da notícia

Todos souberam do sucedido na última terça-feira na Lapa, no Rio, mais precisamente no edifício 190 da Rua dos Inválidos onde um bandido se instalou no último andar, rendeu 12 pessoas e passou cinco horas cercado pelas polícias militar e civil, além do Core e Bope, incluindo helicóptero e atirador de elite (leia aqui). Tudo começou por volta das 19h quando eu vagava assobiativo rumo à sinuca e, de repente, vi um policial baleado sendo removido para uma viatura. E depois vi outras cinco viaturas. O fuzuê acontecia justo na choupana que, por ingentilezas burocráticas, eu deixei de alugar. Mas em verdade vos digo: nada na Lapa acontece por acaso. Sabedores de que algo muito sério estava por vir, a cúpula editorial do Urgente! tentou alugar o apartamento para que eu, repórter-beleza, pudesse estar presente aos acontecidos e mandasse flashes em primeiríssima mão, revolucionando a imprensa nacional ao fazer um mero blog de Goytacazes furar o padrão Globo de jornalismo e toda a imprensa carioca. Mas, o Diabo escreve certo em linhas editoriais. E então, fuzilado pela incompetência administrativa dos patrões urgentistas, humildemente me recolho à insignificância bloguística e, para não ser chamado de filho da pauta, narro a seguir alguns episódios sucedidos nos bastidores da notícia do Seqüestro da Choupana 190.

Nos bastidores da notícia I

Logo no início do furdunço, a fauna das redondezas (vizinhos, passantes, traficantes, etc) se acotovelava a fim de decifrar a rede de boatos – que, aliás, chegou antes mesmo do bandido. Após uma hora de negociação, o público começou a ficar impaciente e alguns dissidentes se amontoaram no botequim mais próximo. O Bope foi chamado para conter a multidão, mas nem eles dissolveram a massa de à-toas que se formou em plena noite de terça-feira na Lapa. E o Bope foi obrigado a pedir reforço. Chamou um grupo de travestis, mulheres beringelas com armamento pesado que, rapida e milagrosamente, abriram caminho naquele mar mestiço.

Nos bastidores da notícia II

Do outro lado do quarteirão, o movimento dos bares e bocas continuava normalmente, num mundo cáustico repleto de seres que preferiam ver pela TV os eventos que aconteciam ali na esquina. Estavam revoltados. Principalmente quando não conseguiam ouvir a TV, abafada pelo som dos tiros e sirenes. Às 20h, uma senhora de cerca de 70 anos, conhecida como Vovó Cris, chegava ao seu posto de trabalho, na outra esquina do quarteirão, sem saber o que acontecia. “Meu Deus, que absurdo! Esse Rio de Janeiro não tem jeito, tá muito perigoso”, comentava assustada com os clientes que chegavam e saíam rapidamente. Mais tarde, porém, uma cena comovente: Vovó Cris recuperaria a esperança na sociedade quando um dos policiais a ajudou a atravessar a rua.

Nos bastidores da notícia III

Sem dúvida alguma, os mais prejudicados em toda essa história foram os pobres moradores de rua que tiveram suas casas solenemente invadidas pela própria polícia, fazendo lembrar os tempos da ditadura militar. Quando o helicóptero chegou, um bravo mendigo demoliu a crosta de remelas, apontou as pupilas dilatadas em direção aos céus e atirou um último fôlego, fazendo espessa fumaça no tempo frio daquela madrugada. “Tsc!”, comentou, suscinto, enquanto cobria o rosto na ingênua tentativa de conter o som das hélices.

Nos bastidores da notícia IV

Quando o coronel tentou furar a barreira de câmeras e microfones, os repórteres-urubus voaram na jugular do senhorio, que foi obrigado a se refugiar junto aos bêbos do boteco, ao lado da sanha dos repórteres e suas perguntas repetitivas. “Porra!, sujeito não pode mais nem beber uma cervejinha em paz! Essa cidade tá abandonada!”, reclamavam os de copo na mão. Era uma cadeia de reclamações. Os reféns reclamavam do bandido, que reclamava da polícia, que reclamava do público que reclamava que não conseguia assistir ao espetáculo. À meia-noite, mais reclamação: trabalhadores de carrinhos de pipoca abriram caminho no meio da multidão para guardar seus equipamentos num galpão que ficava justo na rua interditada. Tolos repórteres. Ocupados demais combinando a verdade de amanhã, abriram caminho para a notícia: os carros de pipoca, milho verde e cerveja eram, sim, exigências do bandido. As pessoas queriam apenas curtir uma festa na Lapa, o que explica o comportamento solidário do policial ajudando a Vovó Cris a atravessar a rua.
Em verdade repito: nada na Lapa acontece por acaso.

Entre morros

O Terra Plana já era. Aguardem.

terça-feira, maio 16, 2006

Pagou pra tocar

Universal é multada por prática de jabá. Aqui.

Que cidade é essa? I

Na esquina da Rua Formosa com Barão da Lagoa Dourada há uma clínica de estética onde, em frente, há uma placa de estacionamento restrito a veículos de emergência.

Que cidade é essa? II

O show do cantor Emerson Nogueira, sexta-feira na Pecuária, começou com grande atraso; mas poucos minutos depois da chegada do prefeito Alexandre Mocaiber e sua patota.

Que país é esse?

O pessoal das Casas Bahia é, no mínimo, prevenido. No Contrato de Garantia dos produtos comprados na loja há uma cláusula surreal. Diz que os produtos serão excluídos do direito em casos de “falhas causadas por fogo, atos decorrentes da natureza, roubo, furto, arrombamento”, etc, e inclui também atos de “vandalismo, motim, rebelião, revolta, revolução ou força militar”. Praticamente uma peça literária.

segunda-feira, maio 15, 2006

A arte da memória

Tem artigo novo na Gaveta. Aqui.

sexta-feira, maio 12, 2006

Todo mundo lá

Acontece neste sábado, 13, às 16h, na praça do Flamboyant (ao lado do Voleio), o desfile organizado pelas estilistas do grupo CDF (Coisa de Família). As meninas são as mesmas que estão à frente do projeto da revista Try, uma das mais bacanas publicações que já passaram por essa terra plana. Estarei lá para ver algo de novo. E para prestigiar alguém que aposta em alguma coisa em uma cidade onde tanta gente apenas reclama.

quinta-feira, maio 11, 2006

[momento AM]

Grande abraço para o caro amigo e coleguinha Cahe Motta, que em junho vem para Rio trabalhar na Globo.com.

Coleguinhas de olho II

Não houve acordo entre as lideranças partidárias no Senado e acabou ficando para hoje a votação sobre o Projeto de Lei que regulamenta a profissão de jornalista. O projeto tranca a pauta do Senado e precisa de delibração, mas a polêmica que envolve a atribuição de assessor de imprensa deve estar dificultando um entendimento.

A Agência Sofia Vecce Press informa:

Toninho Ferreira está realizando show a R$ 1,00 na Universo esse mês. O show "Qual o seu preço?" acontece no dia 15/05, às 18h e às 20h; e nos dias 17, 20 e 22, sempre às 20h. Vale conferir.

terça-feira, maio 09, 2006

Oxigênio

Gente como essa faz ter esperança em Campos. Enquanto todo mundo reclama, elas fazem alguma coisa. Olha só que bacana isso aqui.

Coleguinhas de olho

O Senado deve votar hoje o Projeto de Lei da Câmara (PLC) 079/04, que regulamenta a profissão de jornalista. Entre as mudanças, está a que prevê como atribuição do jornalista a atuação em assessoria de imprensa, o que deixa os coleguinhas Relações Públicas de cabelo em pé. Mais informações sobre o projeto no site da Fenaj.

A luta de Bolinha II

Ontem à noite o grupo Juventude do PMDB fez um carnaval na rua Irineu Marinho, em frente à sede dos jornais Extra, O Globo e Expresso. Sobre o assunto, O Globo publicou hoje um parágrafo, no fim de uma matéria sobre as Ongs que patrocinaram Garotinho, no qual comentava outra manifestação do PMDB, na sede do jornal, ocorrida na semana. Só que, na semana passada, o jornal não publicou uma linha sobre o assunto.

A luta de Bolinha I

Às 11h, começou uma passeata em frente à Prefeitura do Rio do Sindicato de Transporte Alternativo Intermunicipal em apoio à Garotinho. Já o Sindicato de Transporte Alternativo do Município – que, aliás, apoiou Rosinha na última eleição –, logo nas primeiras horas de greve enviou vários e-mails com a agora famosa charge do site KibeLoko, apoiando incondicionalmente a greve do ex-governador.

segunda-feira, maio 08, 2006

Onde a liberdade nasceu primeiro

Quando não está escrevendo suas crônicas de aposentado no NoMínimo, Ricardo Kotscho relembra seus bons tempos de repórter com excelentes reportagens, como a publicada ontem simultaneamente nos jornais O Globo e O Estado de São Paulo, ambos da mesma organização. Assinada também por Hélio Campos Mello, a matéria narra a história de Redenção, cidade do interior do Ceará que aboliu a escravidão cinco anos antes da assinatura da Lei Áurea. Confira no arquivo d'O Globo.

À propósito

O Estadão tem investido bastante em grandes reportagens. Na mesma edição havia uma gigantesca matéria sobre o cotidiano na Cracolândia, região – cujo nome dispensa apresentações – que receberá uma ampla reforma da Prefeitura. A reportagem era uma tremenda merda, mas a investida é bacana de constatar.

Voltando ao assunto

Há um relato na reportagem sobre Redenção que é uma das coisas mais bizonhas que li nos jornais nos últimos tempos – e olha que a concorrência anda acirrada. No último domingo de Páscoa, pela primeira vez, “não chegou ao fim a tradicional romaria em que os penitentes sobem a escadaria de 500 degraus morro acima por trás da Igreja de Santa Rita até o Santuário de Nossa Senhora. Os fiéis seguidores da maconha, alguns deles nus, simplesmente não a deixaram passar, e a romaria teve que dar marcha-ré”. Aí você imagina: as senhoras de terço na mão, em meio ao martírio, caminhando ao som de risadas escandalosas até se depararem com um monte de maconheiros com os charutos acesos. E não eram traficantes, eram usuários mesmo, conforme confirmava a legenda de uma das fotos. Devia ser uma espécie de quilombo hippie.

A volta de Bolinha IV

Conheça, em primeira mão, os novos aliados de Anthony Garotinho em sua guerra contra o Império Globo de Comunicação.











Crédito: Peter Parker

O que Garotinho quer?

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A volta do Bolinha III

Fontes afirmam que o plantão dos jornais O Diário e Folha da Manhã, já ciente do furo de reportagem do Urgente!, começa a movimentar as máquinas. O Diário acaba de enviar sua equipe para a sede da Prefeitura, onde, segundo o jornal, estaria uma fila de correligionários de Mocaiber que teriam fingido a compra da Greve de Fome. A Folha preferiu enviar uma pauta para segunda-feira, às 12h, quando um fotógrafo ficará de plantão na fila do Restaurante Popular para flagrar compras da Greve.

A volta do Bolinha II

Neste momento, 1h de segunda-feira, há uma grande aglomeração na Praça São Salvador acordando mendigos para persuadi-los a aderir à causa. Depois de abordagens frustradas entre os travestis da rua 21 de abril, o grupo segue agora em direção ao Bar do Estranho, na tentativa de ainda encontrar vida acordada a essa hora na cidade. O Urgente! já enviou o repórter João Paulo Arruda ao local para apurar o caso.

A volta do Bolinha

A cúpula da Igreja Universal do Reino de Deus (IURD) planeja uma manobra que poderá salvar da falência a carreira política de Anthony Garotinho. Neste momento, acontece uma reunião nos porões da filial Campos-RJ (Avenida Beira Rio, s/n - Centro) onde se planeja a compra da Greve de Fome de eleitores do subúrbio campista. A busca por candidatos estaria em várias regiões, espalhadas por todo o município, que possuem insignificante índice de IDH-M, a fim de já contratarem pessoal com o know how adequado. O objetivo dos dirigentes é usar técnicas muito difundidas em seitas apocalípticas praticantes do suicídio coletivo, e, assim, comover a opinião pública e fazer Garotinho voltar nas costas do povo.

sexta-feira, maio 05, 2006

Bolinha x Globo I

A ex-governadora Rosinha esteve ontem no programa do Leão, na Band, dando suas explicações de dona de casa sobre a greve do marido. Primeiro: não entendi por que a senhora Rosa não foi no programa de telejornalismo da emissora já que, até segunda ordem, a Band tenta ter um jornalismo sério com jornalistas de credibilidade como Carlos Nascimento, que saiu recentemente e foi para o SBT. Segundo: o abandono do Rio é tão incrível que chega a ser concebível uma governadora do Estado se postar num programa de auditório de tamanho conceito.

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