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domingo, outubro 07, 2012

Uma eleição estranhamente tranquila


A eleição está tranquila no município. O que não deixa de ser perturbador em uma cidade como Campos. Há sempre a suspeita de que a verdadeira violência é aquela que não está aparente.

Em todo caso, o fato é que, até o momento, o reforço do Exército serve apenas para lembrar a temperatura alta de pleitos anteriores.

Além deles, são os panfletos atirados ao chão que dão ao dia uma cara de votação. A foto acima foi feita às 10h30, em frente à Escola Municipal 29 de Maio, na Pecuária.

sábado, outubro 06, 2012

Confira locais de votação em cidades do Norte Fluminense


Clique na cidade abaixo para conferir a relação dos locais de votação nas eleições 2012. Você também pode encontrar o seu local de votação por nome ou por número do título.

Lista completa dos locais:

Campos

Macaé

São João da Barra

Itaperuna

São Fidélis

Santo Antônio de Pádua

Itaocara

São Francisco do Itabapoana

Bom Jesus de Itabapoana

Cantagalo

Carapebus

Cardoso Moreira

Conceição de Macabu

Italva

Miracema

Natividade

Quissamã

Rio das Ostras

São José de Ubá

Varre-Sai

sexta-feira, outubro 05, 2012

Oposição sobe o tom e Rosinha sente o golpe


Aconteceu de novo. Os candidatos Erik Schunk (Psol) e José Geraldo (PRP) foram os que melhor aproveitaram o debate da Inter TV nesta noite. Foi graças a eles que os eleitores não sucumbiram ao tom monocórdio de ninar de Makhoul Moussalem (PT) e Arnaldo Vianna (PDT).

Mas tem algo que não se repetiu: Rosinha Garotinho (PR) não resistiu tão bem quanto em outros debates aos ataques que sofreu – até mesmo porque, dessa vez, a artilharia foi um pouco mais pesada e os quatro adversários aproveitaram melhor as perguntas mútuas para mirar no mesmo alvo.

Além disso, televisão é essencialmente imagem. O tom, o gesto, a entonação, valem mais do que as palavras. E proponho um teste ao leitor: feche os olhos e procure lembrar de uma passagem do debate. Sou capaz de apostar que você se lembrou de Erik Schunk naquela pausa dramática em que aplaudiu a candidata Rosinha Garotinho e disse que ela era uma boa artista, que teria um lugar na TV Globo.

Independentemente do mérito ou da justiça do gracejo, a atitude se somou a uma outra que foi vital para o crescimento, a partir daquele momento, do nível das críticas. Foi quando, no segundo bloco, o mesmo Erik havia dito que “a jovem prefeita não tem humildade para dialogar com técnicos e com a população”, e pediu desculpas aos demais candidatos “pela grosseria da prefeita”.

Essa partida de Erik para o ataque, com desenvoltura muito melhor do que o verificado nos debates anteriores, assim como a já conhecida verve de José Geraldo, colocou a prefeita nas cordas em alguns momentos. E ela não sofrerá abalos apenas pelo fato de que precisaria ter se saído tragicamente pior do que foi para chegar a perder algum ponto em um eleitorado tão fiel – que, a esta altura, deve estar confirmando internamente a crença de que a candidata foi injustiçada por ter sido tão violentamente atacada e por não terem lhe concedido os dois pedidos de direito de resposta solicitados.

José Geraldo também bateu duro, especialmente quando lembrou que a filha do casal Garotinho, Clarissa Garotinho, segundo ele, é contra a taxa de iluminação pública no Rio de Janeiro, enquanto a mãe, ainda de acordo com ele, é a favor em Campos.

Bom momento de Rosinha

Houve, no entanto, um único momento brilhante de Rosinha, facilitada pela inabilidade de Arnaldo. Foi quando ela, a partir de pergunta justamente dele, deitou e rolou ao falar do Fundecam (Fundo de Desenvolvimento de Campos). “Eu tive que botar todo mundo no Serasa, porque as empresas que aqui pegaram dinheiro não pagaram”, disse a prefeita, referindo-se a uma suposta gerência incorreta do Fundo pelos governos anteriores.

Quanto a Makhoul (PT), o desejável é que ele pegasse umas aulas de retórica com o seu vice, Andral Tavares (PV). Ele não sabe dar ênfase até a propostas que, na boca de um bom orador, provocaria algum furor, como na promessa que faz de passar o salário básico do professor do município para R$ 2.500,00. Ele diz algo dessa magnitude assim como quem não quer nada, em meio a uma fala embolada, engrenando em outras promessas, comendo as palavras ao meio. A seu favor registre-se que saiu-se melhor do que no debate anterior, o que já era previsível, dado que notoriamente não estava em boas condições físicas na última segunda, na Record.

Arnaldo também foi melhor que si mesmo. Comparando com os debates anteriores, demonstrou mais concentração, mais segurança, não foi tão mal. Mas, isso, repito, comparando com o seu próprio desempenho neste tipo de evento. No embate com os adversários, no entanto, ele é uma pálida sombra.

Boa moderação

Um bom aspecto desse debate foi a fluência perfeita dos blocos, dos tempos, da moderação. Sem sobressaltos. Até mesmo com a moderadora Bette Lucchese se permitindo, vez por outra, sorrir (ou estaria rindo dos candidatos?). O formato foi dinâmico, a condução foi segura, e lamenta-se apenas a falta de capacidade dos candidatos de expor objetivamente suas propostas em pouco tempo. Foram repetitivos, genéricos e não demonstraram preparo para governar – que nada tem a ver com preparo para debater.

quinta-feira, outubro 04, 2012

Debate entre candidatos à Prefeitura hoje na Inter TV



Reprodução do site G1
 A Inter TV promove na noite de hoje, após a exibição de mini série "Gabriela", o último debate entre candidatos à Prefeitura de Campos dos Goytacazes. Participarão os cinco concorrentes: Arnaldo Vianna (PDT), Erik Schunk (Psol), José Geraldo (PRP), Makhoul Moussalem (PT) e Rosinha Garotinho (PR). A moderação será feita pela jornalista Bette Lucchese.


De acordo com a emissora, o debate terá 95 minutos e contará com quatro blocos de discussão e um quinto para as considerações finais.

Debates hoje também serão promovidos pela emissora em Cabo Frio e em Friburgo. Saiba mais aqui.

quarta-feira, outubro 03, 2012

Nota de Makhoul sobre desempenho no debate

O candidato à prefeitura de Campos pelo PT, Makhoul Moussalem, divulgou nota onde confirma as suspeitas de que havia algo errado com a sua saúde durante o debate na Record, na última segunda-feira. Confira:

"Makhoul presta esclarecimentos acerca do debate na Record

Em respeito à população de Campos e à organização do debate promovido pela Rede Record na noite desta segunda-feira, gostaria de esclarecer que na tarde do dia 01, sofri uma forte crise de sinusite que achei que fosse me impedir de participar do debate. Como considero o debate de ideias talvez a coisa mais importante de uma campanha eleitoral me mediquei buscando me recuperar a tempo.

Melhorei da sinusite, mas o cansaço acumulado e alguma reação adversa ao medicamento me causaram uma crise hipertensiva que se agravou a partir do início do segundo bloco do debate, me deixando completamente atordoado, sem conseguir ouvir, pensar e nem falar direito.

Aqueles que me conhecem certamente notaram que havia algo errado.

Lamento a falta de condições físicas ideais para ter o desempenho que todos de mim esperavam. Agradeço a preocupação manifestada durante todo o dia de hoje e informo que já estou me sentindo bem, recuperado e bem disposto. Podem confiar que estou preparado para continuar a nossa luta e mostrar do que somos capazes no próximo debate e no dia da eleição.

Forte abraço e até a vitória!"

terça-feira, outubro 02, 2012

Nanicos foram os melhores no debate da Record

Campos é mesmo uma cidade curiosa. Talvez seja das poucas em que, na hora de confrontar os seus candidatos à Prefeitura, vê ter melhor desempenho os que não têm a menor chance eleitoral – pelo menos de acordo com as pesquisas. Para mim, numa primeira impressão do debate da TV Record, os “vencedores” foram os candidatos Erik Schunk (Psol) e José Geraldo (PRP).

Erik, porque conseguiu melhorar muito a sua performance, em relação ao debate do IFF, e ficou à vontade no seu papel de atirador para todos os lados. Bateu firme em Rosinha Garotinho (PR), mas também em Arnaldo Vianna (PDT) e em Makhoul Moussalem (PT). Claro que sempre resta saber se o eleitor em geral gosta de candidato agressivo, mas o fato é que o eleitor de Erik, em particular, parecia clamar por isso. No final das contas, deu uma animada no seu exército e se consolidou como candidato a deputado daqui a dois anos.

José Geraldo (PRP), com ar galante e bem humorado, também bateu duro, e fez lembrar um pouco as provocações divertidas de Leonel Brizola, ao convocar a todos para irem aos postos de saúde amanhã para marcar consultas e pegar remédios, para saber se a situação é tão boa quanto a sua adversária diz. Também marcou um ponto ao lembrar a passagem do Dia do Idoso (eleitorado que, intuição minha, poderia ser muito sensível aos apelos dele). Mas cometeu uma pequena gafe ao citar a Inter TV no debate da Record.

Na terceira colocação, eu colocaria a candidata Rosinha Garotinho. Não foi mal. Sua experiência e presença de vídeo garantem uma performance boa mesmo quando ela não está nos dias mais inspirados. Dá conta do feijão com arroz. Se atrapalhou com as avenidas, esqueceu da Arthur Bernardes (lembrou na resposta seguinte), mas resistiu ao bombardeio dos demais. Cresceu o tom quando julgou necessário, ao dizer que um adversário não sabia o que estava falando, mas desceu do salto quando precisou dizer que a eleição não estava ganha. Não cometeu nenhum acidente que possa abalar o seu favoritismo.

Arnaldo e Makhoul foram os piores no debate, com discreta vantagem do primeiro sobre o segundo – se é que dá para considerar essa diferença significativa. Arnaldo, como sempre nesta campanha, esteve muito mal. Se atrapalhou com o tempo (o que também aconteceu com outros, mas com impactos menos nefastos), discutiu com o moderador, tentou deixar o cenário antes da hora e apareceu atrás de José Geraldo nas considerações finais, mas, ao menos, não veio com nenhuma daquelas histórias como a da "ponte que liga o nada ao lugar nenhum" (como ocorreu no debate da Record nas eleições passadas).

Makhoul parecia estar muito gripado, cansado, e se atrapalhou em vários momentos. Teve problemas para concluir raciocínios, errou nas contas do crescimento da população, e, nas considerações finais, cometeu o pecado de fazer um discurso de despedida, lançando mão de agradecimentos típicos de quem sabe que a eleição, para ele, está terminando, como “nossa campanha já é vitoriosa”, “agradeço aos que estiveram comigo nesta caminhada”. É frustrante para a militância, vindo de quem queria provocar um segundo turno.

Pior que todos os candidatos, no entanto, esteve o moderador. Prejudicado pelos problemas na contagem dos cronômetros, atrapalhava os candidatos ao dizer que eles tinham quatro ou cinco segundos à disposição, tempo que era consumido pelo seu próprio alerta. No final, chamou um intervalo que não havia e, para coroar, agradeceu a audiência do debate dos candidatos à prefeitura do “Rio de Janeiro”.

segunda-feira, outubro 01, 2012

Humor: está bombando vídeo dos Três Tigres Tristes

Sátira humorística sobre a política local estoura nas redes sociais. Confira:

quarta-feira, setembro 26, 2012

AIC encerra com Rosinha série de entrevistas com prefeitáveis

A prefeita Rosinha Garotinho, candidata à reeleição pelo PR, encerra hoje a série de entrevistas da Associação de Imprensa Campista com os concorrentes no município.

Na entrevista, Rosinha Garotinho rebate críticas ao Portal da Transparência do município. "Todas as contas da prefeitura são disponibilizadas no Portal da Transparência, criado por mim, nos primeiros meses de nosso governo, de forma pioneira em Campos e na região. Em gestões anteriores à minha, prefeitos que tiveram suas contas rejeitadas pelo Tribunal de Contas do Estado e da União não publicavam sequer balancetes ou atos no Diário Oficial, pessoas que hoje criticam o Portal da Transparência. Porque não fizeram quando foram governantes?", disse a candidata.

O objetivo da entidade é contribuir para difundir a visão dos prefeitáveis sobre comunicação e relacionamento com a imprensa e as redes sociais. As dez perguntas são as mesmas para todos os candidatos. A publicação no blog da AIC obedece a ordem de chegada das respostas.

Confira aqui a íntegra da entrevista com Rosinha Garotinho e aqui as entrevistas de todos os candidatos.

quinta-feira, setembro 13, 2012

Debate no IFF foi melhor para José Geraldo

É provável que a campanha eleitoral para a Prefeitura de Campos ainda tenha muito a esquentar. Mas o que todo mundo sempre cobra, uma disputa sem ataques pessoais e com debates de ideias, é exatamente o que está acontecendo no município, como visto na noite desta quinta no debate promovido pelo Forum de Instituições de Ensino Superior. A própria propaganda de TV vem mantendo este tom.

Ainda que com muitas generalizações, algumas fórmulas mágicas, alguns trejeitos meramente retóricos, não deixa de ser alentador que, ao menos, temas fundamentais estão sendo tratados. Ver candidatos respondendo longamente sobre Cultura, Educação e Ciência & Tecnologia não é muito usual em uma campanha para prefeitura.

Neste sentido, o debate de hoje foi diferente daqueles de canal aberto, quando a temperatura é maior, em razão do potencial de estrago eleitoral que uma frase infeliz, um aperto oportuno, uma pergunta desconcertante podem provocar.

Houve, sim, uma ou outra provocação comum da disputa, ataques diretos e contundentes, mas sempre dentro do tema e das ideias.

José Geraldo foi o mais beneficiado

Mas, ainda assim, por vício de ofício, avaliando o desempenho individual dos candidatos tenho a impressão de que o melhor beneficiado pelo o encontro desta noite no IFF foi o candidato José Geraldo (PRP). Por ser o menos conhecido e por ter apresentado uma boa performance na exposição de suas ideias, para um público potencialmente de maior escolaridade, ele é o que mais lucrou com a exposição em pé de igualdade com os demais candidatos.

O outro candidato que também tem nos debates a chance de ficar em patamar semelhante aos demais – em termos de tempo de fala –, Erik Schunk (Psol), foi melhor da metade para o final do debate, quando se sentiu mais à vontade para fazer um discurso mais ao seu estilo duro. Inicialmente, não estava se saindo bem no papel mais comedido. Ele foi prejudicado pelo posicionamento de câmera (ou por não olhar para ela), que nunca o pegou de frente, o que gerou um desconforto para quem viu pela TV.

Rosinha Garotinho (PR), como sempre, foi muito bem na TV. Suportou com segurança os ataques, ainda que vez por outra exalando certa impaciência por estar sendo questionada, e não parece que tenha sofrido qualquer abalo em seu favoritismo. Apanhou bastante em relação ao fraco desempenho do município no IDEB, como era previsto, mas até que surpreendentemente conseguiu vender a ideia de as coisas vão razoavelmente bem em uma área que, na minha opinião, a Prefeitura vai muito mal, que é a cultural.

Quanto a Makhoul Moussalem (PT), a impressão que dá é a que ele perdeu a chance de fazer um debate que de alguma forma o consagrasse como a novidade em ascensão neste pleito – para surfar a onda da sua excelente propaganda de TV. Foi ele mesmo, e ele mesmo, ao vivo, não é tão bom quanto o produzido pelo horário eleitoral. Ainda assim, para o público que foi, não se saiu mal. Estava em casa na classe média assinante de televisão a cabo e no ambiente acadêmico. Não empolgou, mas também não perdeu pontos.

Creio que o pior desempenho foi o do candidato Arnaldo Vianna (PDT), em razão da sua notória dificuldade de se comunicar, principalmente na TV, e pela incômoda situação de ex-prefeito, que sempre passa a sensação de prometer aquilo que já deveria ter feito. A seu favor registre-se apenas o fato de que foi o mais sorridente e o que se permitiu algum gracejo, quando insinuou que a candidata Rosinha havia copiado um item do seu programa de governo, sobre qualificação de jovens para o mercado de trabalho.

Toda a munição pesada parece ter sido guardada para os debates das TVs abertas, Record e Inter TV, quando abalos eleitorais podem ser maiores. Quando eles chegarem, a eleição deste ano tende a ficar mais parecida com as anteriores.

domingo, setembro 09, 2012

Candidatos à Prefeitura respondem à AIC sobre jornalismo e comunicação

Com o intuito de contribuir para tornar a comunicação e o jornalismo temas mais discutidos na sociedade, a AIC quer saber dos candidatos à Prefeitura de Campos o que eles pensam sobre o tema comunicação pública. Para isso, a entidade dá início nesta segunda, 10, a uma rodada de perguntas sobre imprensa e comunicação para os cinco candidatos: Arnaldo Vianna (PDT), Erik Schunk (PSOL), José Geraldo (PRP), Makhoul Moussallem (PT) e Rosinha Garotinho (PR). As respostas serão publicadas no blog da AIC, por ordem de chegada.

quinta-feira, agosto 23, 2012

TRE nega registro de candidatura a Rosinha


Publicado há pouco no site do TRE nota que registra a decisão de não conceder registro de candidatura à concorrente Rosinha Garotinho, em Campos, com base na Lei da Ficha Limpa. Confira a íntegra da nota do Tribunal:

"23/08/2012 - 17:11

TRE-RJ julga registros de candidatura de Rosinha Garotinho e Mirinho Braga

O TRE-RJ negou o registro de candidatura da prefeita de Campos dos Goytacazes, Rosinha Garotinho (PR), com base na Lei Complementar 135, a Lei da Ficha Limpa. Contra Rosinha pesam duas decisões colegiadas, proferidas no próprio TRE-RJ. Por isso, o Tribunal a considerou inelegível para as eleições deste ano. Na mesma sessão desta quinta-feira, dia 23, a candidatura de Mirinho Braga (PDT) a prefeito de Armação dos Búzios foi deferida. A Corte entendeu que a decisão que havia desaprovado as contas da gestão do prefeito fora modificada pela Câmara de Vereadores, o que permite a candidatura dele à reeleição."

Matéria do site Ururau afirma que a candidata está "confiante" em recurso que seus advogados entrarão no TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

[Atualizado às 18:05 para incluir link para matéria do site Ururau.]

quarta-feira, agosto 22, 2012

Se propaganda de TV elege alguém, Makhoul está eleito


Se for verdade que propaganda eleitoral gratuita de TV vence eleição, o candidato Makhoul Moussallem (PT) pode se considerar eleito para a Prefeitura de Campos dos Goytacazes — se não houver mudanças significativas nas produções dos concorrentes. A julgar somente pela estréia de hoje, a diferença de qualidade dos programas impressiona.

Não que tenha havido algo de novo na propaganda de Makhoul. Ela utiliza-se do receituário manjadíssimo da propaganda em geral e do marketing político em particular. Mas, na comparação com os demais, chama atenção a qualidade técnica das imagens, a fluidez do roteiro, e pode funcionar bem o mote da união “Dilma, Lula, Sérgio Cabral e Lindberg” (embora José Serra tenha obtido mais votos do que Dilma em Campos nas últimas eleições presidenciais).

O maior desafio de Makhoul é realmente se tornar conhecido. Nisso, é favorecido pelo maior tempo de TV e pelos apoios de peso — incluindo desde já o da atriz Zezé Mota, que é campista. Mas essa não é de fato uma tarefa fácil. Enquanto assistia a propaganda em local público, justamente quando falava Makhoul, passou por mim um senhor de meia idade, olhou para a TV e disse: “ó aí o Mocaiber”.

Pode ter soado apelativo o choro de Makhoul quando se referiu à sua esposa, que morreu em junho do ano passado. Mas o público médio, que não conhece a escolha racional de cada cena numa edição, pode absorver a passagem como espontânea — sem considerar que o choro, embora verdadeiro, pudesse simplesmente ter sido cortado se não se quisesse explorá-lo como propaganda. Talvez, neste caso, a tentativa seja a de humanizar Makhoul, notadamente um perfil duro, de ar arrogante, jeitão autoritário, e de comunicação ruim com a câmera.

E é justamente neste último quesito, de comunicação com a câmera, que ninguém supera a favorita desta eleição, a candidata à reeleição Rosinha Garotinho (PR). Mesmo sem demonstrar grande empolgação com o papel de candidata, mantendo entonação e semblante de quem apenas cumpre o protocolo de passar por um referendo em uma disputa de resultado previsível, Rosinha é sempre segura no vídeo e vende bem a imagem de preparada para governar.

O programa da candidata, se levarmos em conta os recursos e a experiência eleitoral que ela e seu grupo político têm, deixou a desejar, mas foi popular e emocionou em alguns momentos — a única coisa que parece de fato importar na luta pelo voto. O ponto alto foi o VT do programa habitacional Morar Feliz, descontando a interpretação patética do senhor que caminha para chegar à sua casa enquanto a sua voz em off conta a sua saga.

Entre os candidatos de maior visibilidade, o pior programa foi o do ex-prefeito Arnaldo Vianna (PDT). Beirou o amador. Depois de um clipe lamentável, ensaiou-se um revigoramento daquele discurso do coração pra lá, coração pra cá, enquanto se ostentava um estetoscópio no peito e um jaleco branco. Parecia uma consulta ao cardiologista. Vai chamar mais atenção pela apresentação da nova versão magra do candidato do que por qualquer outra novidade que possa vir a trazer.

Quanto aos nanicos Erik Shunk (Psol) e José Geraldo (PRP), não é possível avaliar as suas propagandas com as mesmas medidas empregadas aos demais. A diferença de tempo, e aparentemente de recursos, é alarmante e os dois não têm a mínima chance, se dependerem apenas da propaganda de TV que estão apresentando, de ultrapassar o traço nas pesquisas eleitorais. Justamente quando é necessário o máximo de criatividade para driblar o mínimo de tempo, ambos puseram-se a falar em frente a uma tela de chroma key, confiantes de que seus discursos são suficientes para sensibilizar os eleitores. Erik precisa ao menos resolver o problema das suas olheiras. José Geraldo necessita, no mínimo, dispensar o terno e a gravata.

Tudo bem que a TV não é tudo. Mas é quase tudo.

Saiba o que pensa o eleitor sobre o ato de votar


O Tribunal Superior Eleitoral disponibilizou aqui ontem as peças da campanha publicitária para as eleições deste ano, que terá como tema o incentivo ao "Voto Limpo", inspirada na Lei da Ficha Limpa. Além dos spots para rádio, vídeos e materiais gráficos, o tribunal também disponibilizou em pdf a apresentação dos resultados da pesquisa que subsidiou a campanha, feita pela Ipsos Public Affairs. Confira as conclusões sobre a percepção popular acerca do voto:

"- O ato de votar é envolvido por sentimentos profundamente ambivalentes. Ao mesmo tempo que se tem consciência  da democracia, da liberdade de escolha dos candidatos e da possibilidade de mudança do país com o voto, também são  muito arraigados os sentimentos de descrença e de desilusão com as instituições políticas  brasileiras.

- As notícias frequentes    de corrupção, fraudes e envolvimentos com negócios escusos por parte dos políticos vem sempre reforçar os sentimentos de impotência e descrença da população a respeito do ato de votar.

- Do mesmo modo que governos bem avaliados que promovam resultados concretos, que tenham impactos positivos em algum plano perceptível ao eleitor, parece ser o principal estímulo para sentimentos positivos em relação ao ato de votar.

- Aparentemente acreditar faz toda a diferença no exercício da cidadania, na diminuição de atos como venda de voto e no estímulo a participação social e política.

- E para acreditar é necessário ter dados e informações confiáveis de fontes idôneas e  justas.

- A Lei da Ficha Limpa como conquista de uma ação popular bem sucedida é um bom sinal de saúde política, mas que necessita urgentemente de divulgação e de visibilidade para que não caia no descrédito com especulações sobre  seus efeitos e forma de aplicação.

- O TSE e os TREs são órgãos considerados idôneos para garantir a credibilidade da informação sobre os candidatos e para concretizar as ações e os efeitos da Lei da ficha limpa em  função dos ótimos serviços e produtos utilizados no processo eleitoral por esses órgãos.

- Apesar de ter uma imagem de órgãos distante da população o  TSE e os TREs  tem credibilidade para garantir que a população acredite neles.

- As informações que os eleitores desejam para as eleições de 2012 e considerando a Lei da ficha limpa são basicamente: Informações que tornem os candidatos como pessoas comuns (biografia, currículo e informações sobre a família e patrimônio); O “nada consta” da polícia e da justiça comum, que garanta os bons antecedentes criminais aos candidatos (já que eles como cidadãos devem  apresentar esse tipo de informação quando estão procurando empregos ou aspirando algum cargo); E as informações de cunho político que tem a ver com o passado do candidato na vida pública.

- No entanto,  parece ser muito relevante comunicar que a origem da Lei da ficha limpa é a mobilização popular, já que para eles o tom da campanha é de chamá-los para a responsabilidade de participação e fiscalização dos candidatos além de votar.

- A linguagem para as campanhas informativas não precisa ser necessariamente diferente para as diversas idades e praças, mas precisa ser moderna, atualizada e que chame atenção.

- Já os veículos onde as campanhas serão comunicadas devem ser diversificados: TV, por ser um meio de comunicação de massa e internet, principalmente nas redes sociais, vídeos do Youtube e sites de uma forma geral. Na internet a fonte mais desejada seria um site do próprio TSE para que haja confiabilidade na fonte de informação.

- O termômetro da disposição do eleitorado nos revela que o tom da campanha deve chamar o eleitor a responsabilidade colocando–o, na campanha, num papel ativo e até mesmo incisivo com os candidatos.

- Nesse ponto o eleitor está “chamando” ou até mesmo “convocando” o TSE, para promover ou incentivar a participação responsável do eleitor com mecanismos informativos e a construção de canais de  parceria com a população.

- Na verdade a demanda por informação ultrapassa o simples fato de informar, mas é uma demanda para ensinar COMO pesquisar, e pela criação de mecanismos para o eleitor participar da fiscalização dos candidatos.

- Pensando-se na dimensão da necessidade de mecanismos que favoreçam a participação popular na eleição, na fiscalização dos candidatos depois de eleitos, houve menções sobre a possibilidade do TSE fazer campanhas continuadas e não apenas na época das eleições."

quarta-feira, julho 18, 2012

[mucufo]

Propaganda política no Facebook? A culpa é sua cara-pálida!



Já era de se esperar que o Facebook se transformasse em um aliado dos políticos e em um palanque virtual nessas eleições. Óbvio que o instrumento que ajudou Barak Obama a se eleger nos EUA, também seria útil para os políticos aqui no Brasil. A interface da rede social mais popular do planeta facilita a vida de quem quer enviar uma mensagem para o maior número possível de pessoas. Portanto, só os políticos cegos, e os que não querem usar a ferramenta, não se aproveitarão dela.
Com a liberação da propaganda eleitoral os políticos que já estavam na rede social e têm cerca de 5000 amigos em seu perfil - o máximo permitido pelo Facebook - estão aproveitando para divulgar seus números, colocar suas fotos e transformaram os santinhos de papel em santinhos virtuais. Esses pelo menos não sujam as ruas. O que eu, particularmente, acho que é saudável. Não me lembro de um lugar melhor para se travar debates - saudáveis - com seus amigos, colegas de trabalho e até com seus inimigos. O Facebook é uma arena pacífica onde a partir de uma foto, um texto, uma música, ou uma simples frase, você pode debater, conversar, trocar idéias e expressar sua opinião. Partindo dessa premissa, não há lugar melhor que o Facebook para conhecer os candidatos e cobrar deles as propostas e promessas que são postadas nesse mesmo lugar.
O Facebook não funciona exatamente como um site, ou blog, e é gratuito, então você pode esperar por uma infinidade de números e rostos desconhecidos, e conhecidos, em sua timeline, e não adianta reclamar. A culpa é sua. E no fundo, bem lá no fundo você sabe disso.
O que aparece na sua timeline, o que você lê ou compartilha, é fruto do que os seus “vizinhos”, os seus amigos, aqueles que você mesmo adicionou, ou aceitou, postam, comentam e curtem todos os dias. Quando você coloca na sua timeline aquele clip da banda que você mais gosta, a opção de clicar e assistir o vídeo é opcional. Mas quando você, que é amante dos animais, por exemplo, posta aquela foto de um cachorro abandonado com três pernas, o seu amigo, não tem opção. Ele só não vai ver se não abrir o seu perfil naquele dia, e ainda assim corre o risco de esbarrar com o seu cãozinho abandonado em uma outra oportunidade.
Aquele velho ditado: “o seu direito começa onde termina o do outro”, se aplicaria bem ao Facebook. O que parece ser uma terra de ninguém ou um território livre para a postagem de todas as suas opiniões, frases feitas e fotos de festas e baladas, na verdade não é deveria ser tão livre assim. Falta na maioria das vezes bom senso na hora de postar coisas que você não sabe se vai agradar aos seus 500 ou 5000 amigos. Afinal, você não pergunta a todos os seus amigos se eles querem ver o anúncio daquela festa na danceteria X ou na casa de pagode Y. O que dá ao seu outro amigo, o direito de postar as fotos de Nossa Senhora Aparecida, mesmo que você seja umbandista ou evangélico. Da mesma forma que aquele seu amiga pode postar em sua timeline as fotos de um homem seminu, mesmo que você não goste de ver isso.
Mas, mesmo com todos os inconvenientes, até então ninguém reclamava muito. As pessoas torciam o nariz, reclamavam um pouquinho, resmungavam, desenhavam memes engraçados, mas ficava tudo por isso mesmo. Era como atravessar a rua para ir até a padaria, passar por aquele seu vizinho chato e fingir que não o viu. Mas quando os políticos, e seus respectivos assessores, descobriram o Facebook, aí a revolta dos dândis começou. Fazer propaganda política por lá virou erro.É feio, é fail, é chato e os que mais reclamam, são os reis das festas, baladas e postagens com frases de poetas mortos e citações religiosas. Aliás o que me motivou a escrever esse texto foi que as pessoas mais chatas do Facebook foram os primeiros a reclamar das propagandas políticas. Aliás, reclamam em um tópico e no seguinte postam uma foto de Paula Fernandes anunciando o seu show. O argumento de todos os insatisfeitos é: eu não pedi e não sou obrigado a ver propagandas políticas na minha timeline. Pois é cara-pálida, acontece que você também não perguntou se seus amigos estão interessados em anúncios de festas, nas centenas de citações de Caio Fernando Abreu, naquela comemoração esfuziante do seu time do coração, ou nas crianças com o rosto deformado que insistem em dizer que o Facebook está ajudando - o que é mentira.
Então, quando reclamar das propagandas eleitorais na sua timeline, lembre-se de todas as vezes em que postou as fotos de mulheres/homens seminus, de quando compartilhou 1000 vezes o anúncio da festa electro não sei de quê, ou todas as frases de Caio Fernando Abreu que você perdeu tempo copiando. Se você não gosta de propaganda política no Facebook, eu tenho uma péssima notícia para você: isso não vai acabar e a melhor saída é tirar o plug da tomada, se isso não for possível, feche os olhos e engula como remédio amargo, afinal de contas, você também já encheu o saco de alguém e achou que não tinha nada demais.

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