Quando se
fala em infraestrutura no Brasil, quase sempre se observa que a
ligação de transporte se dá ao longo do litoral. A BR 101 é um
destes casos, o que apresenta uma certa desconexão do interior do
país com o litoral para o escoamento da produção pela via
portuária.
Atualmente
existem diversos projetos para serem criados portos na área
litorânea do Rio de Janeiro e Espírito Santo, dos quais ganha
destaque o Porto do Açu. Entretanto, com uma obra desse porte, é
preciso pensar também na logística interna, ou seja, as linhas
rodoviárias e ferroviárias.
No
contexto de linhas ferroviárias, o Governo Federal lançou
recentemente o Plano Nacional de Logística, que prevê amplos
investimentos neste setor. Regionalmente, este plano aponta a
ferrovia Rio-Vitória para ser reativada. Mais um caso de logística
de transporte verticalizada, cruzando apenas o litoral.
Entretanto,
há um projeto ferroviário previsto que interliga o Centro-Oeste ao
litoral fluminense, cruzando a região Noroeste Fluminense, que é a
chamada Ferrovia Transcontinental (pode ser identificada também pela
sigla EF-354). Esta ferrovia faz parte de um grande projeto que
interliga o interior do Brasil, melhorando a área de transporte em
estados como Minas Gerais, Goiás, Rondônia, Mato Grosso, etc.
Olhando
do ponto de vista local, também é uma oportunidade de favorecer os
investimentos na área produtiva do Noroeste Fluminense, por este
contar apenas com linhas rodoviárias para transporte, e mesmo assim
ficando bastante desfavorecida por questões geográficas. Entre
estas condições, cito a distância de grandes centros e a
inexistência de transporte ferroviário, fluvial e aéreo, o que
desestimula os investimentos, e consequentemente a geração de
empregos e renda mais a arrecadação de impostos.
Esta pode
ser uma boa chance para a região mais pobre do Estado do Rio de
Janeiro conseguir se tornar mais interessante para novas oportunidade
de investimentos. Pode ser um estímulo às empresas locais de
diversas formas. Por exemplo, um dos Arranjos Produtivos Locais é o
de pedras ornamentais, que pode ter um impulso maior através da
maior facilidade de exportação promovida por esta interligação.
Para isto, é preciso agora aproveitar bem as oportunidades que
aparecerem.
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