segunda-feira, fevereiro 25, 2013

[croniquinha de segunda]


Velho tem que ser velho

Vitor Menezes

Envelhecer deveria ser um direito humano básico. Essa história de velho ativo, serelepe, dançarino, trabalhador, turista, é uma bobagem. Velho tem que ser velho. Ficar agarrado na cadeira de balanço em casa, olhando o horizonte perdido e embaralhando memórias até se perder deste mundo em suas caduquices e dele se despedir sem dor.

O velho com compromissos, com horários e agendas, com deveres de provedor, com a obrigação de manter-se alegre, é uma deformidade dessa cultura produtivista que nos faz crer que o trabalho serve de sentido e ao homem dignifica. Conversa fiada para manter consumidores consumindo mais e por mais tempo.

Velho bom é velho velho. Acorda alheio à correria da casa e vê todos se esvaírem porta afora nas primeiras horas da manhã. Depois abre pastas e consulta antigos recortes de jornal. Dá de comer ao passarinho. Ouve rádio na varanda. Almoça enquanto assiste o Globo Esporte. Dorme depois do almoço e, se tiver com muito sono, só acorda na hora da Ave Maria. Se antes, caminha até a praça para sentar no banco de madeira e observar o desassossego do povo.

Esse negócio de velho Niemeyer, velho Dercy Gonçalves, velho Darcy Ribeiro, que velhavam suas velhices disfarçando-se de jovens, é de um mau gosto patético.

Muitas crianças de hoje mal sabem o que é ter avô ou avó. Eles estão ocupados, não podem ficar com os netos. Não contam histórias, não resmungam impertinências, não dizem que essa juventude está perdida. Dia desses vi até um concurso de vovós gostosas, que desfilavam de biquíni na passarela, deixando enrubescidos os parentes.

Se é verdade que o Brasil guarda uma grande contribuição para a humanidade, minha sugestão é a de que seja essa: o resgate do velho velho. Vamos lembrar ao mundo o grande prazer da indolência e parar de fazer com que os velhos se comportem como se velhos não fossem.

domingo, fevereiro 24, 2013

Flávio Mussa questiona denúncia sobre CAPS

Nos comentários do post abaixo, o médico Flávio Mussa Tavares postou o texto que destaco aqui em razão da relevância do depoimento:

"Oi Vitor,

Sou médico do CAPS III. É para mim uma alegria lidar com a clientela sofrida que faz parte de nossa rotina. Os CAPS foram instituidos no Brasil em 2001, na chamada Reforma Psiquiátrica que extinguiu os manicômios. 

Nossa clientela é a maioria oriunda desse sistema. São chamados clientes "institucionalizados", que pode ser traduzido como um paciente que não sabe viver sem a instituição. 
O CAPS III Romeo Casarsa, que foi protagonista de uma matéria veiculada no Jornal Nacional de hoje foi inaugurado em 2009. 
Temos mais de 300 pacientes, dos quais atendemos mais de 80 ao dia. 
Nenhum de nossos pacientes é acamado. Aliás, uma regra da instituição psiquiátrica é que o paciente esteja com o nível de consciência alerta e podendo andar. Caso sua consciência esteja apagada ou não consiga andar, configura uma caso clínico e não psiquiátrico. Nosso paciente é vertical. O paciente clínico é horizontal. 
Essa demanda é externa, isto é, não dorme na instituição. 
Mas temos sempre cerca de 6 pacientes internados, que geralmente permanecem lá em períodos de crise que não ultrapassam 7 dias. 
Essa clientela, que vivia em hospitais, vive hoje uma realidade que concordamos é pobre, mas não há indignidade. Nossa clientela recebe quatro refeições por dia (desjejum, almoço, lanche e janta), tem atendimento médico, psicológico, terapia ocupacional, música, fazem bijuterias e tem até uma grife: "Loucas por Acessórios". 
Essa clientela usa medicação sedativa. Eles passam o dia na instituição. Eles tem sono e deitam de dia. 
Nós não temos leitos para 20 ou 30 pessoas que não estão propriamente "dormindo", mas sim descansando, tirando uma soneca de dia. 
A forma como foram veiculadas as imagens sugerem que são pacientes internos que vivem amontoados ou que são acamados e estão sendo humilhados. 
Reconheço que não temos o espaço físico adequado, entretanto, o que se viu foi uma hora de descanso em que muita gente deitou em colchonetes no mesmo horário. Detalhe: o horário é diurno! 
Todos estes que estão ali repousando voltam para casa entre as 17 e 18 horas, após receber uma quentinha do jantar. 
O clima ali só é agitado quando alguns pacientes apresentam crises de agitação ou agressividade. Nesses momentos, o corpo de enfermagem contém fisicamente até que seja feita a medicação tranquilizante. 
Nunca vi ninguém ser humilhado, maltratado ou ignorado no Caps III. 
Faria mesmo um desafio. Gostaria que os repórteres da Globo entrevistassem os nossos pacientes. 
Seria uma forma sadia e madura de avaliar a instituição. 
De qualquer forma, eu me sinto honrado em fazer parte do corpo técnico do CAPS III, que no meu entender é de primeira qualidade e supera as dificuldades materiais, supera as dificuldades de lidar com o paciente mais marginalizado de nossa sociedade e supera as dificuldades de lidar com a intriga, a calúnia e a ingratidão."

sábado, fevereiro 23, 2013

Eu exoneraria o Secretário de Saúde

Secretário Geraldo Venâncio durante a entrevista - Reprodução TV Globo

Tão impressionante quanto as imagens obtidas pela produção da Inter TV para a matéria exibida na noite desta sexta no Jornal Nacional (veja aqui), sobre a situação enfrentada pelos pacientes do CAPS (Centro de Atenção Psicossocial) em Campos, foi o modo displicente como o secretário de Saúde, Geraldo Venâncio, falou sobre o caso, com algo do tipo "segunda-feira mando alguém lá".

"Vou ver na segunda-feira" é uma resposta aceitável para bombeiros hidráulicos, para atendentes de cartório, para quem vai começar uma dieta ou situações congêneres. E, mesmo nestes casos, dependendo da urgência. 

Dizer isso em uma sexta-feira, diante da realidade mostrada pela reportagem, é o equivalente a afirmar: "esse pessoal aí pode aguentar mais dois dias dormindo no chão, não vou estragar o meu final de semana com isso".

Em que momento da vida um sujeito que é médico, e já foi até um bom vereador em tempos remotos, perde desse modo o senso de humanidade e de espírito público? 

Se eu sou prefeito, exonerava na hora! 

terça-feira, fevereiro 19, 2013

[croniquinha de segunda]

A pretexto de dizer que este blog ainda existe, lá vai uma croniquinha cometida por mim numa recente noite deste verão infernal...


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A minha casa

Vitor Menezes

Minha casa fui eu que fiz. Difícil explicar o prazer disso em tempos de tantas especializações. Mas o fato é esse: eu fiz. Sem arquiteto e sem planta aprovada na prefeitura. Sem engenheiro e sem cálculo estrutural. Havia pedreiros, claro, mas fui eu que tomei cada decisão, mesmo sem muita convicção.

Lembro de ter medido o terreno e esboçado os cômodos em folha de caderno. E contratado a mão de obra e comprado os materiais. Para a cozinha, imaginei uma janela que abrisse sobre um balcão de bar, e tive que desenhá-la na loja de madeiras para que o vendedor entendesse o que eu queria. Tive também que inventar modos de erguê-la feito uma ponte de fosso de castelo ao contrário, e comprar correntes que a sustenta quando aberta.
Descobri materiais que suportam altas temperaturas, para a churrasqueira, e tive que aprender a diferença entre rejunte e argamassa. Fiz escolhas entre sifão sanfonado e rígido, e preferi torneiras de plástico às de metal, em um ambiente exposto à maresia.

Um sentimento ancestral de erguer a própria caverna acomete alguém que constrói algo para si. Não é apenas material, é algo que se aproxima muito daquelas poucas áreas que associamos a algum sentido para a vida.

Lembro até que me esmerei nos erros, pois na casa há alguns que só poderiam ser cometidos por amadores, como eu, o que só faz aumentar o meu orgulho e identificar cada marca. Por exemplo, é minha, inquestionavelmente minha, aquela situação em que, ao procurar-se o interruptor de luz do banheiro, só é possível encontrá-lo atrás da porta. Nenhum arquiteto faria algo assim. Este erro é uma assinatura.

Estou na tinta escolhida, no material do forro, no escantilhado da porta, no local do quadro de energia, na capacidade da caixa d`água, na diagonal do piso e nos pedidos de ligação de água e energia. Estou na grama maltratada, na casinha do gás, no detalhe em pedra, no sumidouro da calha, no hidrômetro exposto e na caixa dos correios.

Por isso tenho a impressão de que ela nunca será, para mim, uma casa qualquer. Será, sempre, com toda a força que pode ter essa expressão, a minha casa.

terça-feira, fevereiro 05, 2013

No Carnaval...

sábado, janeiro 05, 2013

Waldir Pinto de Carvalho em quadrinhos


A idéia de publicar uma história em quadrinhos é antiga, e um sonho que acalento com muito carinho. Bom, vou contar então como nasceu esse projeto - o primeiro que será publicado - e da maneira que ele nasceu, desde o embrião.
Durante o mês de setembro de 2012 resolvi tirar do papel um dos projetos envolvendo quadrinhos que tenho guardado no fundo do meu HD. Tenho umas seis ou sete sinopses que ainda precisam ser trabalhadas, mas a publicação de cada uma delas, ou de todas elas é quase impossível, principalmente por questões financeiras.
Então tirei do HD um dos projetos e resolvi “vender o peixe” para o jornal O Diário. Sou responsável pelo projeto gráfico e pela diagramação de 90% das revistas lançadas pelo jornal então comecei a viajar na idéia de levar um desses projetos para uma dessas revistas.
Tenho em casa uma coleção chamada Literatura Brasileira em Quadrinhos, que saiu encartada no jornal O Extra e publicada pela editora Escala Educacional. Já havia ventilado a possibilidade de trazer essa idéia para o nosso quintal, pensei em várias histórias, em vários autores e então decidi que esse seria um projeto perfeito para levar para a direção do jornal. Resolvi então vender meu peixe.
Chamei meu amigo de sempre, Glauco Torres, que também trabalha no jornal, e apresentei pra ele o projeto. No mesmo dia conversei com a editora de cultura do jornal, Patrícia Bueno e logo depois com o chefe de redação, Hélio Cordeiro. Os dois concordaram, mas faltava a aprovação do diretor Fábio Paes. Consegui vender a idéia e o projeto foi aprovado.
Sinceramente, essa que foi a etapa mais fácil, pra mim seria a mais difícil. Fiquei feliz com a abertura e a certeza de que a mentalidade em relação aos quadrinhos está mudando. Hora então de colocar a mão na massa.
Escolhemos o autor Waldir Pinto de Carvalho por uma série de motivos, o maior deles era a peculiaridade de suas histórias e de sua linguagem "campistana". Eu sabia que teria um número limitado de páginas e também estaria brigando contra o tempo. Então, lendo e relendo sua obra, decidi que ele seria o autor certo para o projeto.
O segundo passo foi contatar a família do autor. A filha de WaldirWalnize Carvalho, que também é escritora, foi o nosso contato e a ponte para as obras de Waldir de Carvaho, algumas que jamais haviam saído de sua casa. Me debrucei sobre os livros e manuscritos que a Walnize me confiou e levei um mês para definir qual seria a obra adaptada. Cheguei a conclusão de que Na Terra dos Heréos seria perfeita para esse projeto.
Escolhi cinco histórias dos três volumes e adaptei as cinco. Ainda fiz depois mais uma para deixar na reserva e hoje temos seis histórias dos livros Na Terra dos Heréos, prontas para se transformarem em histórias em quadrinhos.
Para esse pontapé inicial essa publicação terá duas histórias. A revista que sairá encartada no jornal O Diário no próximo dia 15 de janeiro terá mais ou menos (ainda não sei exatamente) 32 ou 36 páginas. Duas histórias estarão lá: a história do mentiroso Zé Felipe e do brincalhãoSabino Manhães, personagens das histórias de Waldir Pereira de Carvalho. Tratei as histórias com muito respeito e tentei ser o mais fiel possível ao texto original. Em alguns casos não mudei nada, em outros algumas correções foram necessárias, mas tudo está como o velho Waldirescreveu na década de 80 e 90.
Amanhã (ou daqui a pouco) vou postar alguns desenhos que o Glauco já preparou. Vou soltar pelo menos um ou dois desenhos hoje e mais uma página pronta na semana que vem. O desenho que está na abertura do blog é um dos quadros desenhados por Glauco, um dos primeiros, mas ainda está só no lápis.
Espero que esse trabalho não só dignifique ainda mais a obra do escritor campista Waldir Pinto de Carvalho, como também apresente o autor para as novas gerações.
Até lá vamos nos preparar para o lançamento!
Cássio Peixoto 

terça-feira, novembro 13, 2012

Mostra de vídeos de alunos do IFF

O bravo Artur Gomes manda avisar:
 
Mostra de vídeos de alunos do Ensino Médio do IFF. Dia 30 novembro, às 16h, no auditório Miguel Ramalho, no Campus Campos Centro.
 
Assista:

Aula prática no quiosque
 
Selecione água
 
Um olhar sobre o ambiente inteiro
 
Caranguejeros de Gargaú

segunda-feira, outubro 29, 2012

sexta-feira, outubro 26, 2012

Cambahyba, um quase filme de Gustavo Oviedo



Lançado ontem no Sesc Campos, como parte da programação da edição 2012 da Outudo Trash, o curta Cambahyba é produto de oficina realizada no evento em 2010. As gravações foram feitas nas ruínas da usina Cambaíba, em Campos dos Goytacazes (RJ). A opção do diretor, Gustavo Oviedo, foi utilizar a linguagem de trailer.

Foi mera coincidência o fato de que, aproximadamente um ano depois das gravações, o forno da usina tenha sido apontado em uma denúncia do ex-delegado do Departamento de Ordem Pública e Social (Dops), Cláudio Guerra, como local de queima de cadáveres de presos políticos da Ditadura Militar brasileira.

terça-feira, outubro 23, 2012

Entrevistas por telefone e releases são principais instrumentos dos jornalistas

Pesquisa divulgada hoje pelo portal Comunique-se mostra que a apuração por telefone e os releases são as principais ferramentas de apuração dos jornalistas nas redações. Entre repórteres, produtores, pauteiros e chefes de produção, a entrevista por telefone foi o meio mais citado como forma de obter informações (71%). Entre editores, o release foi o mais citado (59%).

Entrevistas presenciais foram lembradas por 53% do grupo formado por repórteres, produtores, pauteiros e chefes de produção. A mesma forma de apuração foi citada por 46% dos editores.

Coletivas em baixa


Nos dois grupos, a forma menos praticada pelos jornalistas para obter informações é a presença em entrevistas coletivas (18%).

Em um universo de 233 respondentes, foi identificado que o jornalista recebe, em média, sete convites para coletivas por mês, mas só atende a dois. Entre os editores, o número médio de convites para coletivas é de dez, dos quais apenas três são aceitos.

Assessorias lentas


No relacionamento entre jornalistas das redações e jornalistas das assessorias de imprensa, a maior reclamação dos primeiros em relação aos segundos é a falta de agilidade para dar respostas. Foi a principal queixa para 28% de um total de 477 respondentes.

O problema foi seguido pela baixa qualidade dos textos enviados pelas assessorias, que ficou com 26% das escolhas em um universo de 493 respondentes.

No total, participaram da pesquisa, feita pela empresa Deloitte, 711 jornalistas de todo o País, sendo 61% do sexo masculino e 39% do sexo feminino. A média de idade dos respondentes foi de 36 anos. Os profissionais foram consultados pela internet, no período de 13 a 31 de agosto de 2012.

A íntegra da apresentação do Comunique-se, com os dados da pesquisa sobre vários outros aspectos da prática profissional de jornalistas, está disponível para dowload em pdf aqui.

segunda-feira, outubro 22, 2012

Secretaria contra Secretaria na Prefeitura de Itaperuna

Olha que nota curiosa os coleguinhas da imprensa acabam de receber da Prefeitura de Itaperuna, sobre o atraso do pagamento dos funcionários da Secretaria de Saúde:

"Itaperuna, 22 de outubro de 2012.

A Secretaria Municipal da Fazenda de Itaperuna informa que até o presente momento já foram repassados mais de 23% do orçamento municipal à Secretaria de Saúde, sendo que o mínimo exigido pela Lei é 15%, portanto, um repasse acima do exigido. A Secretaria de Fazenda ainda esclarece que não tem responsabilidade de gestão sobre a verba repassada à Secretaria de Saúde, esta, possui total autonomia administrativa.

Decom - Itaperuna".

Ou seja: temos uma nota candidata à vaga de  mais sincero, direto e oficial "não é conosco" da história dos departamentos de comunicação.

quinta-feira, outubro 18, 2012

Mais um impresso com os dias contados


Matéria de Anderson Scardoelli, no Comunique-se, mostrou aqui na última terça-feira que o paulistano Jornal da Tarde deixará de circular no próximo dia 2, de acordo com e-mails trocados pelo Departamento Comercial da publicação. A direção do veículo não confirmou a informação, mas a matéria trata como imimente o encerramento da circulação.

Se for confirmado, o fim do Jornal da Tarde, publicação criada em 1966, será mais um exemplo da inviabilidade dos jornais impressos. Além disso, em caso semelhante ao ocorrido com o Monitor Campista, será também um exemplo de desconsideração das empresas jornalísticas para com seus funcionários, uma vez que não houve, ainda, nenhuma comunicação interna sobre o fim do JT.

“O comercial sabe que o jornal vai acabar, os leitores sabem que vai parar de circular e até os jornaleiros também já estão cientes que o veículo não será mais entregue nas bancas. Todo mundo já sabe, menos os funcionários do Jornal da Tarde, que ainda não foram comunicados pela direção”, disse um dos profissionais do JT ao Comunique-se, com o previsível pedido de off.

terça-feira, outubro 16, 2012

Entrevista da Inter TV vai parar no Top Five do CQC

Repórter do jornal local da Inter TV fazia stand up sobre a Outudo Trash 2012, tomou um susto de um zumbi e... foi parar no Top Five nesta semana. Confira:


Ompetro banca R$ 500 mil para Grande Rio defender royalties

Matéria de Pedro Soares na Folha.com mostra que a Ompetro (Organização dos Municípios Produtores de Petróleo) vai bancar R$ 500 mil em patrocínio para a Escola de Samba Grande Rio, que tem como enredo para 2013 o tema repartição dos royalties do petróleo.

O samba da agremiação, escolhido no último sábado, afirma que "Se faltar [royalties], vira o caos/Eu não posso deixar/Pelo Rio eu vou lutar". De acordo com a escola, o apoio da Ompetro pode chegar a R$ 2 milhões.

Clique aqui para ler a matéria e aqui para ver a letra do samba.

ABC de José Cândido tem lançamento neste sábado em Campos

Bom programa anotado na agenda para o próximo sábado, 20, às 18h, na Casa de Cultura José Cândido de Carvalho, em Goitacazes. Será o lançamento, em Campos, do livro ABC de José Cândido de Carvalho (José Olympio), da jornalista, crítica literária e professora de Teoria Literária, Cláudia Nina.

A autora foi editora editora do caderno Idéias, do Jornal do Brasil, e escreve para a revista EntreLivros e para o caderno Prosa & Verso, do jornal O Globo.

U de Ururau

Em matéria de Mariana Moreira no blog Prosa (aqui), Nina contou que, para fazer o livro, passou muitas tardes com Laura Lione, filha de José Cândido de Carvalho.

"Em uma das nossas reuniões iniciais, Laura me sugeriu: “O “U” pode ser ururau”! E me mostrou um jacaré estranhíssimo, de madeira, que seria o próprio animal mitológico que aparece em “O coronel e o lobisomem”, descrito no capítulo 5 do romance como tendo “cauda de jacaré, escama de cobra, força de cavalo e olho sugador de gente”, disse.

segunda-feira, outubro 15, 2012

Conheça o primeiro resultado da pesquisa da Cesta Básica em Macaé


Macaé é a primeira cidade, sem ser capital, a contar com o levantamento nacional do Dieese. Veja matéria da equipe da Rádio NF sobre o lançamento da pesquisa e seus primeiros resultados.



Veja o capítulo final de Avenida Pelinca

segunda-feira, outubro 08, 2012

Repórter ameaçado de morte deixa o País

Coluna de hoje da jornalista Eliane Brum, no site da revista Época, conta a história de um repórter da Folha de São Paulo que vive fora do país por ter sido ameaçado de morte.


Vencedor de mais de 40 prêmios de jornalismo, André Caramante publicou, em 14 de julho passado, uma pequena matéria que mostrava a atuação de um ex-chefe da Rota, o coronel reformado da Polícia Militar Paulo Adriano Lopes Lucinda Telhada, e o modo como este prega a violência pela internet.

Depois da publicação, o repórter começou a sofrer ameaças e, em setembro, o jornal decidiu enviá-lo, com a sua família, para fora do país. Enquanto isso, Telhada, que se candidatou a vereador pelo PSDB, consolidou a campanha que o levou à vitória na eleição de ontem para o legislativo paulistano.

[Veja a íntegra do texto de Eliane Brum aqui.]

Atualização 11/10/12 às 10:06 - Matéria de Danilo Thomaz traz a versão do coronel reformado Adriano Lopes Lucinda Telhada. O vereador eleito em São Paulo afirma que não ameaçou o jornalista. Aqui.

Cientista da Uenf explica sistema eleitoral brasileiro

Confira entrevista de Álvaro Marcos, na Rádio NF, com o cientista político da Uenf, Hugo Borsani:

domingo, outubro 07, 2012

Resultados finais para vereador em Macaé. Veja os 40 mais votados



Confira novos prefeitos em mais cidades do Norte Fluminense

Confira os prefeitos eleitos em outras cidades do Norte Fluminense:

Macaé: Dr. Aluizio (PV), com 90,77% dos votos apurados, já conta com 63.634 votos (65,53%).

São João da Barra: Neco (PMDB), com apuração finalizada, obteve 17.283 votos (62,53%).

Quissamã: Octávio (PP), com apuração finalizada, obteve 8.801 votos (60,48%).

São Fidélis: Luiz Fenemê (PMDB), com apuração finalizada, obteve 13.229 votos (57,55%).

Rio das Ostras: Sabino (PSC), com apuração finalizada, obteve 41.804 votos (76,87%).

Carapebus: Amaro Fernandes, com apuração finalizada, obteve 5.466 votos (57,40%)

Cardoso Moreira: Gege Cantarino (PRB), com apuração finalizada, obteve 5.178 (57,57%).

Resultados das eleições no Noroeste Fluminense


No Noroeste Fluminense, as eleições foram marcadas por vários prefeitos não conseguindo se reeleger. Seis candidatos tentaram a reeleição e não conseguiram, o que indica um cansaço da população com as gestões e a vontade de mudar. Entre os reeleitos, Branca Motta teve uma vitória apertada, sendo decidida apenas nas últimas urnas apuradas. Também houve outros casos, como a primeira cidade da região a ter um prefeito do PSOL e um ex-prefeito cassado tendo baixíssimo índice de votos ao tentar voltar.

Vejam caso a caso os resultados:

Itaperuna: O prefeito Fernando Paulada (PPS) não conseguiu se reeleger, sendo derrotado por Alfredão (PP), candidato ligado ao suplente de senador e ex-prefeito do município, Péricles Olivier de Paula. A campanha foi marcada por uma série de denúncias contra o candidato Dr. Roninho (DEM), uma candidatura mais independente, não coligada aos grupos que já comandaram a cidade, e que ficou em terceiro lugar. Paulada, que sucedeu na prefeitura após o falecimento de Claudão, dá espaço para o retorno do grupo político de Péricles.

Laje do Muriaé: O candidato Dr. Rivelino (PSC) conseguiu vencer o prefeito José Eliezer (PMDB), que disputava seu quinto mandato como prefeito da cidade. Durante a última semana, a candidata Edilene (PRB) desistiu da campanha e deu apoio a Rivelino, fazendo um comício conjunto na quarta-feira, 03 de outubro, anunciando a união, que se demonstrou vitoriosa nas urnas.

Natividade: O prefeito Taninho (PSD) se reelegeu, tendo como adversário o candidato Chico da Saúde (PT). Chico foi vice de Taninho em 2008, rompendo com ele durante o mandato e agora vindo como adversário. Mesmo sendo um candidato de estilo mais popular, e também tendo exercido o cargo de secretário de saúde, não conseguiu derrotar o prefeito.

Varre-Sai: O prefeito Everardo (PP) foi reeleito, contando com a mesma situação de 2008, com o seu grupo adversário se dividindo e na repartição dos votos ele ficou à frente dos outros dois candidatos. Desta vez os candidatos adversários foram Dr. João Said (PRTB) e Lauro Fabri (PMDB).

Porciúncula: Uma situação inusitada ocorreu na cidade. O candidato Carlos Sérgio teve sua candidatura impugnada e em seu lugar lançou sua irmã, Mírian (PMDB), que disputou com Rogério Tannus, também conhecido como Buquinha (PT), seu ex-marido. Mírian ganhou com uma diferença acima de 1300 votos. Ela sucede Antônio Jogaib, que não tentou a reeleição.

Miracema: Outra cidade em que o prefeito não conseguiu se reeleger. Juedyr Orsay (PR) ficou à frente do prefeito Ivany Samel (PMBD) e governará a cidade no próximo mandato.

Santo Antônio de Pádua: A cidade passou por uma reviravolta nesta eleição. O prefeito José Renato Padilha (PMDB), representante da família Padilha que há décadas detém o Executivo municipal, foi derrotado por Josias Quintal (PSB), o que gira completamente a política da cidade, que sempre teve na continuidade do mesmo grupo político uma de suas características.

Aperibé: O prefeito Dr. Flávio ganhou com uma larga vantagem, obtendo 77% dos votos. Esse resultado provavelmente se deve ao Governo dele, que foi um grande captador de recursos do Governo Federal. Ficou também marcada a imagem da época em que assumiu, quando a Prefeitura foi atingida pela enchente, quando ele pegou um secador de cabelo para secar os documentos molhados, dando a ele uma imagem de pessoa que enfrenta dificuldades. Isso se soma ao fato de ter sucedido na prefeitura após o processo de cassação do prefeito Paulo Fernando Dias, o Foguetinho.

Itaocara: Um outro marco nas eleições deste ano na região, com o primeiro prefeito eleito pelo PSOL. Gilsimar Gonzaga ficou à frente do prefeito Alcione (PMDB), realizando um feito inédito para o partido que começa a se consolidar na região.

Cambuci: Todo processo de cassação de prefeito provoca mudanças na cidade. Em Cambuci, o prefeito eleito em 2008, Oswaldo Botelho, mais conhecido como Vavado, foi cassado e assumiu o vice, Nicola, que não disputou a eleição. Foi eleito para prefeito Agnaldinho (PMD), ficando a frente de Dr. Rosario (PV) e Renato Vieira (PPS). Vavado se candidatou a prefeito, obtendo apenas 25 votos.

São José de Ubá: A aprovação da administração do prefeito José Hylen foi transmitida para seu sucessor, o candidato Gean (PMDB), que derrotou o ex-prefeito Josely Teixeira (PP). José Hylen está saindo após seu segundo mandato e mantém seu grupo à frente da prefeitura na cidade.

Bom Jesus do Itabapoana: A eleição mais acirrada este ano ficou por conta do município. A prefeita Branca Motta (PMDB) ficou apenas 108 votos à frente do segundo colocado, Roberto Tatu (PR). Roberto Tatu teve sua candidatura protocolada em 30 de setembro, pois entrou no lugar de Paulo Sergio Cyrillo, que teve sua candidatura indeferida. Mesmo entrando em cima da hora, ele conseguiu provocar uma eleição disputada, que foi decidida apenas nos últimos votos. Branca garante mais 4 anos na prefeitura, que assumiu após uma série de problemas políticos na cidade durante a gestão 2005-2008.

Italva: O prefeito Joelson Soares (PMDB) integra a lista dos que não conseguiram se reeleger. Ele assumiu a prefeitura após o falecimento do prefeito Eliel Ribeiro, de quem foi eleito vice em 2008. O vencedor acabou sendo Leozinho do Banco (DEM).

Resultado final para Vereador em Campos. Veja os 40 mais votados

Clique nas imagens abaixo para ver o resultado final do TSE na apuração das eleições para a Câmara de Vereadores de Campos. Com asterisco estão os 25 candidatos eleitos.


Clique para ampliar.

Resultado final: Rosinha reeleita com cerca de 170 mil votos

Concluída a totalização dos votos pelo TSE, a prefeita Rosinha Garotinho (PR) está reeleita com 167.615 votos, que representam 69,96% dos votos válidos.

Ela foi seguida pelo candidato Makhoul Moussalem (PT), que obteve 61.143 votos (25,52%). José Geraldo (PRP) teve 5.513 votos (2,30%) e Erik Schunk ficou com 5.302 votos (2,21%). Os votos para o candidato Arnaldo Vianna (PDT) não foram computados - são, portanto, parcela dos 44.085 nulos (15,18%).

Com 99,80% apurados, veja os 40 mais votados para a Câmara de Campos



Com 96% apurados, veja os 40 mais votados para a Câmara de Campos



Com 95% apurados, Rosinha tem 69%


Com 94% apurados, veja os 40 mais votados para a Câmara de Campos



Com 89% apurados, veja os 40 mais votados para vereador em Campos



Com 89% apurados, Rosinha tem 69%


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