Clique aqui para ler o Programa Nacional de Estágio proposto pela Fenaj e pelo Forum Nacional de Professores de Jornalismo. Atualmente o estágio em jornalismo é proibido, mas muitas empresas jornalísticas insistem em explorar mão de obra de estudantes, muitas vezes até gerando impacto negativo sobre a formação. O objetivo da proposta é, pelo menos, criar critérios rígidos para o estágio e recuperar o seu caráter de aprendizado.
segunda-feira, agosto 21, 2006
É musiquinha pra lá, é musiquinha pra cá
Com o início do horário gratuito de propaganda eleitoral no rádio e na TV, as musiquinhas voltaram. E com a mesmice de sempre. Lá se vai o tempo em que partidos como PT ou PV conseguiam se diferenciar dos demais por uma linguagem mais ousada. Parece que a tal crise de criatividade que se abateu sobre a publicidade brasileira também produz reflexos no marketing político.
Tem artigo novo na Gaveta. Aqui.
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Vitor Menezes
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sexta-feira, agosto 18, 2006
Horário Eleitoral Gratuito
Taí minha declaração de voto para deputado federal. Fernando Gabeira é um parlamentar imprescindível no Congresso que, justamente por não fazer a política do varejo, vez por outra periga não ser reeleito. Clicando aqui ou na imagem ao lado você pode conhecer mais suas propostas e sua biografia, além de saber sobre formas de ajudar na campanha.
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Vitor Menezes
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quinta-feira, agosto 17, 2006
A pedido
A pedido de divulgação, aí vai:
Dia 19/08, sábado, vai ter o Encontro Estadual da Juventude Petista (RJ) e eleição da Juventude Petista (JPT) de Campos no SIPROSEP das 10h às 17h.
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Alexandro F.
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Meu Delúbio
Cesar Ferreira está em campanha para que eu seja candidato a prefeito. Quando ficar mais velho e, portanto, mais corrupto, como diz Cony, poderia cair em tentação. Então, vocês viriam o dia em que seria flagrado em um grande caso de bandidagem política, como esta dos sanguessugas, e o principal comandante da operação seria meu assessor direto. Quem? César, claro. E esta é a foto que os jornais publicarão do seu depoimento na Polícia Federal.
Foto: Hugo Prates
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Vitor Menezes
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15:35
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É claro!
“Posso estar enganado, mas vou dar um palpite para explicar a ausência do Lula no debate na TV Bandeirantes: ele deve ser exclusivo da TV Globo”. A suspeita é do leitor Wilson Gordon Parker, de Friburgo, no JB de hoje.
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Vitor Menezes
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quarta-feira, agosto 16, 2006
Terminal

Vem eleição, vai eleição, e o rio Paraíba continua morrendo. A foto ao lado foi tirada nos fundos da Uenf, a universidade do terceiro milênio.
Foto: César Ferreira
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Vitor Menezes
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segunda-feira, agosto 14, 2006
Um por todos
O prefeito de Campos, Alexandre Mocaiber (sem partido, mas com um pé no PMDB), recebeu hoje visita do candidato ao governo do Estado do Rio, Vladimir Palmeira (PT). Outros candidatos também visitarão a cidade e passarão pelo beija-mão ao prefeito. Sempre sob o olhar atento do índio Goytacá. Alguém tem que colocar ordem na casa.
Foto: César Ferreira
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Vitor Menezes
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Ponte do poeta
A ponte do poeta é a palavra. É a obra que ele ergue para nos transportar de um ponto ao outro. Do senso comum para a sensibilidade. Do concreto para o etéreo. Daí que imagino que Osório Peixoto ri docemente envaidecido com a homenagem que lhe prestarão com o batismo da nova ponte sobre o Paraíba, mas não a leva muito a sério.
Tem artigo novo na Gaveta. Aqui.
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Vitor Menezes
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sexta-feira, agosto 11, 2006
Coleguinhas, agendem-se
Marcado para 16 de setembro o I Encontro de Jornalistas do Norte Fluminense. Será em Quissamã, durante todo um sábado. Haverá ônibus gratuito para levar os coleguinhas de Campos e de Macaé, com saídas às 7h das praças São Salvador e Veríssimo de Melo. A programação inclui palestra de um diretor da Fenaj, Mesa para debate sobre a situação dos jornalistas na região, oficinas de assessoria de imprensa, jornalismo regional e jornalismo online, além de coquetel no Museu Casa de Quissamã. Tudo de grátis, com patrocínio da Prefeitura de Quissamã e apoio do Sindipetro-NF. Podem participar jornalistas e estudantes de jornalismo.
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Vitor Menezes
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17:10
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Moçada se mexe
Fotógrafos de Macaé farão mostra coletiva de 17 a 30 deste mês, na Fundação Macaé de Cultura. O PhotoMacaé é promovido pela própria Fundação e pela Galeria de Arte Hindemburgo Olive. No dia 17, às 19h, há vernissage. O evento, que marca a passagem do Dia Internacional da Fotografia, 19 de agosto, terá trabalhos de Ana Chaffin, Bruno Campos, Claudia Barreto, Éliton Coelho, João Barreto, Jorge Vicente, Jussara Peruzzi, Luiz Bispo, Manoel Olive, Rui Porto, Robson Maia, Romulo Campos e Wanderley Gil.
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Vitor Menezes
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segunda-feira, agosto 07, 2006
Aparências
Se você fosse candidato a deputado federal, e contra você fizessem uma grave e injusta acusação, você renunciaria à candidatura? Recolheria-se em sua inocência e buscaria comprová-la nos obscuros caminhos da Justiça ou das defesas numa CPI? Ou, ao contrário, enfrentaria o seu eleitorado de frente e, aproveitando-se da própria condição de candidato, pediria votos enquanto se defende?
Tem artigo novo na Gaveta. Aqui.
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Vitor Menezes
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sexta-feira, agosto 04, 2006
Concurso Zé Cândido
Estão abertas as inscrições para o XVI Prêmio Nacional de Contos José Cândido de Carvalho, promovido pela Fundação Cultural Jornalista Oswaldo Lima. São R$ 10 mil em prêmios para os cinco primeiros colocados. Mais informações aqui.
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Vitor Menezes
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[momento am]
Esta aqui vai para o bravo amigo João Paulo Arruda.
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Vitor Menezes
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Prêmio para o melhor elogio
A Prefeitura de Macaé está com inscrições abertas para a primeira edição do seu prêmio de Jornalismo. O vencedor de cada categoria receberá R$ 6 mil. O curioso é que a premiação é para matérias que "tenham o município como tema, destacando os aspectos positivos de Macaé", nas palavras do secretário municipal de comunicação, Rômulo Campos. Ou seja, só pode falar bem. Mais informações aqui.
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Vitor Menezes
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quarta-feira, agosto 02, 2006
O lado negro do Google
A fantástica ferramenta Google Earth permite viajar para qualquer lugar do mundo. Com ela já visitei minha ruazinha em Campos, as pirâmides do Egito e o Farol de São Thomé. Mas tem também umas coisas no mínimo estranhas. Experimente escrever Gum, nome de uma ilha militar americana perdida no meio do pacífico, e você verá uma faixa amarela de censura. Se tentar viajar até Guantánamo, encontrará não só a faixa como também, coincidentemente, diversas nuvens atrapalhando a visão. Obviamente, o governo americano censurou as imagens, mas agora está explicado o motivo: a CIA incentiva financeiramente empresas de tecnologia que possam desenvolver sistemas por ventura usados pela Inteligência. Uma das incentivadas foi a KeyHole, hoje mais conhecida como Google Earth.
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Felipe Sáles
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Orkut dos Livros
Muito bacana o site Portal do Leitor, espécie site de relacionamento de leitores. Aqui.
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Felipe Sáles
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21:43
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terça-feira, agosto 01, 2006
Viva Fidel!!
"Vida longa a Fidel Castro!". A frase do presidente da Venezuela, Hugo Chávez, queira ou não, é a mais segura forma de se evitar novos genocídios norte americanos.
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Anônimo
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segunda-feira, julho 31, 2006
O Rio de Janeiro não existe
"A capital fluminense ganharia se fosse mais generosa em repartir os seus bens simbólicos com o interior. Assim como o interior ganharia se tivesse uma melhor convivência com a espetacular e agonizante cidade do Rio."
Tem artigo novo na Gaveta. Aqui.
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Vitor Menezes
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Cidade dos gafanhotos
"É que o trânsito de Campos é, com perdão da vulgaridade, uma zona. Ainda conserva incorreções típicas de cidades pequenas quando, na verdade, precisaria do profissionalismo de cidades maiores. A sensação que dá é a de que as autoridades responsáveis pelo trânsito na cidade não são qualificadas e operam no improviso."
Tem artigo novo na Gaveta. Aqui.
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Vitor Menezes
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Atendendo a pedidos
César Ferreira bateu o pé, fez beicinho, macumbou meu nome e ameaçou jogar-se do alto do Ninho das Águias se eu não cumprisse imediatamente a ordem dele para lançar a campanha de cadidatura do professor, jornalista, sociólogo e escritor Vitor Menezes à prefeitura de Campos.
Título:
Coragem professor Vitor Menezes!
Post:
Deixe aqui sua assinatura e mostre ao professor Vitor menezes que acreditamos nele e numa Campos dos Goytacazes melhor. 2008 vem aí.
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Felipe Sáles
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domingo, julho 30, 2006
Amanhã no JB
Amanhã, na página 12, o articulista Vitor Menezes estréia no JB. Ele promete que na próxima vez o artigo estará devidamente assinado como "jornalista, sociólogo e escritor". E na página 13, pra não pegar mal.
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Felipe Sáles
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Zuenir, a única
O escritor Zuenir Ventura conta aqui que descobriu alguém com o mesmo nome que o seu. Ele jurava em todas as palestras que era o único. Ligou para criatura e — advinhem? — ela contou que nasceu em Campos. Tinha que ser.
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Vitor Menezes
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quinta-feira, julho 27, 2006
Leia nota da Fenaj sobre o veto do Presidente Lula ao PL 079/04
Nota de protesto e esclarecimento
Governo cede ao lobby dos donos da mídia
Os patrões venceram. O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva capitulou mais uma vez aos interesses das grandes empresas de comunicação do País ao vetar integralmente o projeto de lei que atualiza as funções da profissão de jornalista. Orientado por sua equipe, o presidente cedeu aos argumentos falaciosos dos donos da mídia que, utilizando indevidamente do poder de difusão que têm, usaram seus veículos apenas para defender seus interesses.
A atualização da regulamentação profissional dos jornalistas é uma reivindicação legítima da categoria, organizada em seus Sindicatos e na FENAJ. O projeto de lei nº 079/2004 foi discutido e democraticamente aprovado pela Câmara dos Deputados e pelo Senado Federal. Ao vetá-lo integralmente, o presidente nega, mais uma vez, sua origem sindical, sua luta pela organização dos trabalhadores e, principalmente, o respeito aos princípios democráticos que vigoram no Brasil.
O governo simplesmente não resistiu à pressão desigual dos donos da mídia. Capitulou aos interesses empresariais, como fez em relação à criação do Conselho Federal de Jornalistas e ao processo de implantação da TV e do rádio digital no País.
A FENAJ não pode aceitar que, nessa capitulação, o governo lance mão do argumento da liberdade de imprensa e de expressão indevidamente utilizado pelos donos da mídia. Na campanha que desencadearam pelo veto ao PL 079, grandes jornais e emissoras de TV passaram por cima da liberdade de expressão e de imprensa que falsamente dizem defender.
A verdadeira ameaça à liberdade de expressão e de imprensa não é a regulamentação da profissão dos jornalistas. É, isto sim, o alto grau de concentração da propriedade privada na mídia, o conluio com elites políticas nos Estados e no Congresso Nacional e a hegemonia, no mercado de comunicação, de um único grupo, a Rede Globo.
Mais uma vez o movimento sindical dos jornalistas foi vítima de sórdida e orquestrada campanha sustentada pelas empresas, que difundiram, em escala de massa, desinformação e histeria. Transformou-se uma justa reivindicação profissional em um problema de Estado. Contaram, como sempre, com os serviçais de plantão e com novos e inesperados aliados, inclusive no campo dos trabalhadores. É condenável a postura da Federação dos Radialistas (Fittert) que defendeu o veto total, ao lado das empresas de rádio e TV, e, no momento final de negociação, propôs a retirada da função de repórter cinematográfico, previsto como atividade de jornalista desde 1969.
Como "saída honrosa", o Governo propôs a formação de um grupo de trabalho para discutir mudanças na regulamentação profissional. A proposta nasce comprometida pela postura autoritária das empresas de comunicação e de suas entidades representativas: ANJ, Abert e Aner que, sabidamente, não querem qualquer regulamentação.
A FENAJ não se furtará ao debate democrático e participará do grupo de trabalho proposto pelo Ministério do Trabalho, mas não abrirá mão dos direitos conquistados com a luta de gerações de jornalistas brasileiros. É preciso esclarecer à sociedade que aos jornalistas interessa manter e aperfeiçoar a regulamentação da profissão, e aos patrões interessa o fim do diploma, a ausência de um conselho profissional, a desmoralização das entidades sindicais e a não-observância dos princípios éticos que regem a profissão.
Por seu compromisso com esse passado de lutas e por acreditar em um país mais justo com o seu povo, a FENAJ, os Sindicatos de Jornalistas e toda a categoria vão continuar defendendo a regulamentação profissional, a exigência da formação de nível superior em Jornalismo para o exercício da profissão e a auto-regulamentação, com a criação de um Conselho Profissional. Porque tudo isso é condição para a prática de um jornalismo verdadeiro, ético e socialmente responsável.
Brasília, 27 de julho de 2006
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terça-feira, julho 25, 2006
Profissão maledicência
"[...] podemos imaginar os empresários da mídia se vangloriando de poderem contratar metade dos jornalistas para falar mal da outra metade."
Leia íntegra do artigo de José Augusto Camargo, diretor da Fenaj, aqui.
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Vitor Menezes
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Manifestação pró-Dudus
Estudantes de Comunicação do Uniflu-Fafic estão convocando pelo Orkut uma manifestação pela volta do professor Gerson Dudus à instituição. Dudus foi demitido na semana passada. O protesto está marcado para 18h da segunda, 31 de julho, dia da volta às aulas. A concentração será no Pastel Gigante.
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Vitor Menezes
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Como dar aula de incompetência
O caso de Macaé, no Rio, onde a falta de investimento em qualificaçãolevou à geração de pobreza na riqueza
Imagine-se, num passe de mágica, multiplicássemos por dez a renda percapita do brasileiro.
Resultado: teríamos a cidade de Macaé (RJ), onde a renda por habitantechega a extraordinários R$ 96 mil.
Deveríamos supor que, nessa cidade tão privilegiada graças à exploração depetróleo, as pessoas desfrutam de boas chances de prosperar. Errado. Como a mão-de-obra local tem baixa qualificação, os melhores empregos gerados são ocupados por profissionais de outras cidades.
Esse exemplo de pobreza na riqueza faz dali um caso a ser estudado pelos candidatos, nessas eleições, sobre os efeitos do baixo investimento em capital humano.
Com o dinheiro arrecadado com o petróleo, o orçamento do município é de R$ 750 milhões, para uma população de 156 mil habitantes. Para comparar: o orçamento da cidade de São Paulo, a mais rica em valores absolutos do país, é de R$ 14 bilhões para 11 milhões de habitantes.
As escolas públicas de Macaé exibem um desempenho mediano -e mediano no Brasil significa qualidade ruim-, o que explica, em larga medida, por que sua população não consegue se apropriar da riqueza produzida bem à frente de seu nariz.
Não é culpa localizada desse ou daquele prefeito, mas de uma "obra conjunta" que reflete as conseqüências devastadoras da falta de visão sobre a importância de investir na qualificação dos indivíduos. O resultado é o desperdício na abundância e a geração de pobreza na riqueza.
Na semana passada citei nesta coluna o caso de Sertãozinho, cujas escolas públicas estão no topo do Estado de São Paulo, segundo a lista de Macaé.
Se Macaé tivesse, porém, uma elite política e empresarial que conhecesse relação entre capital humano e distribuição de renda, saberia que a riqueza está mais dentro da cabeça dos indivíduos que debaixo da terra.Como conseqüência, se investiria mais nas escolas, nos cursos técnicos profissionalizantes, nos programas para a formação de tecnólogos.
Não existe aqui nenhuma novidade. Se prestarmos atenção em cidades brasileiras que estão virando pólos de riqueza, explorando sua vocação,veremos que os arranjos produtivos se uniram a arranjos de conhecimento.São lugares em que o desemprego não está na lista dos maiores problemas.Nesses arranjos produtivos, empresas de jovens empreendedores são incubadas, com a associação da prefeitura com as universidades, articuladas com entidades do tipo Sebrae.
Vemos esse tipo de ação em Santa Rita de Sapucaí (MG), na área de telecomunicação; em Birigüi (SP), calçados infantis; Campina Grande (PB), informática.
Nessa aula de incompetência de Macaé há pelo menos duas dicas especialmente valiosas em período eleitoral: 1) quanto mais as cidades se organizarem como comunidades de aprendizagem, mais chance haverá de se produzir riqueza e distribuí-la melhor; 2) quanto mais essa organização partir do nível local -a começar da prefeitura- , maior eficiência se conseguirá.
Se entendemos Macaé, entendemos por que o Brasil, tão rico, consegue gerar tanta pobreza.
Gilberto Dimenstein
Folha de S.Paulo
24/07/2006
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Vitor Menezes
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segunda-feira, julho 24, 2006
Obrigado, tio Helder
"O texto que segue é para quem tem filhos. E sabe da capacidade que têm estas criaturas de se tornarem centros das nossas vidas. Não é o caso de considerar até que ponto isso é uma construção cultural ou um impulso biológico. Tanto uma motivação quanto outra seria irrelevante diante da sua conseqüência: amar alguém, para o resto da vida. Experimentar a sensação de continuidade, de sobrevida em outro ser, e lembrar que também somos um pouco dos nossos pais. Se isso não for viver, não sei o que pode ser."
Tem artigo novo na Gaveta. Íntegra aqui.
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Vitor Menezes
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domingo, julho 23, 2006
Campanha Urgente!
No intuito de colaborar com a melhoria da qualidade de ensino das universidades, o Urgente! orgulhosamente apresenta a campanha de valorização profissional dos professores universitários, mostrando exemplos de gente que luta pela melhoria do ensino brasileiro. Demonstrando o caráter abrangente da nossa pesquisa, começaremos com três exemplos do Rio de Campos-RJ.
Na Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, uma professora, ex-alcoólatra, doa aos alunos – durante as aulas – doses infindáveis de garrafas de uísque, cachaça e ademais condimentos. Explica-se: a professora até hoje recebe presentes de vários congressos e palestras que realizou pelo país e pelo mundo. O objetivo da doação, ela explica, é deixar os alunos mais relaxados e incentivar o debate. Um deles agradeceu comovido, dizendo que costumava beber antes e depois das aulas, mas durante foi a primeira vez.
Na Uenf, um professor caminha até a sala de aula com um suspeito incenso na boca. Durante as aulas, fuma desbragadamente. Conta-se que um dia contou uma piada sobre Maria e Jesus, em que a Santa Mãe descobria que seu filho fumava maconha. Mas não há provas da autenticidade do autor dessa história.
Já na ex-Fafic, o professor urgentista Vitor Menezes costuma fazer [nota censurada pela Editoria de Conteúdo]
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Felipe Sáles
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quinta-feira, julho 20, 2006
Sugestão de pauta
O professor Gerson Dudus tinha uma das maiores notas na famigerada "Avaliação Institucional" da Fafic. Seria interessante se os alunos aproveitassem para questionar a eficiência dessa tal "avaliação", e por consequencia questionar a atuação da direção e a relação aluno/instituição. Outra frente seria com relação aos mestrados/doutorados dos professores. A justificativa da demissão é de que não “havia mais espaço no quadro de professores”. Cabe então perguntar (de repente através de um jornal-mural) qual tipo de qualificação profissional é a mais adequada à UniFlu.
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Felipe Sáles
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