quinta-feira, fevereiro 06, 2003

Solidário ao Chico Ferramenta
Agora, claro, ninguém vai acreditar. Mas estava mesmo desconfiado de que o sumiço do prefeito de Ipatinga (MG) tinha a ver com álcool e mulheres (saiba mais sobre o caso aqui). Fiquei com pena do cara. Os politicamente corretos e as carolas vão arruinar a sua vida política. Dou uma sugestão ao Chico Ferramenta: mude seu domicílio eleitoral para o Rio de Janeiro. Fosse prefeito do Rio e tivesse feito o que fez, sua reeleição já estaria garantida!

Lá vem ele
O jornalista João Paulo Arruda, em férias na sua querida Campos natal, manda avisar: 1) Que está p. porque não teve o seu nome incluído na relação de participantes do urgente!; 2) Que vai entrar no time em março. Aguardemos.

Toque fraterno
Tem dado para notar algumas singelas boas mudanças no Monitor Campista. O projeto gráfico ainda não tem uma definição clara, ficando apenas no convencional, mas a equipe de repórteres melhorou muito. Também está interessante a abertura para publicação de artigos no primeiro e no segundo cadernos. Só um toque: o Editorial é a alma de um jornal, e não deveria vir pronto de fora, mesmo quando este "fora" é da cadeia Diários Associados, à qual pertente o Monitor. Um jornal local deve tratar, especialmente, de temas locais em seus editoriais — ou emprestar o seu olhar aos temas nacionais ou mundiais.

Jundiaí é aqui
O professor universitário Rafael Alcadipani, de Jundiaí (SP), publicou artigo no Observatório da Imprensa contando as mazelas da relação do poder público com a imprensa local. Diz que a prefeitura manda nos jornais, rádios, e domina uma TV. Nada diferente do que acontece em milhares de outras cidades. Seu desabafo poderia ser assinado por muitos jornalistas, inclusive de Campos (RJ) ou de qualquer outro município do norte fluminense. É por casos como este que não consigo me opor ao rigor da lei eleitoral em relação à cobertura das eleições nos veículos de comunicação. Se não existissem limites, pelo menos nos meses que antecedem aos pleitos, as oligarquias políticas locais seriam ainda mais imbatíveis.

Chapa quente
O PT deveria abrir uma linha 0800 para perguntar o que fazer com o seus radicais. O Globo de hoje registra que há quem pense em reunir os petistas em uma clausura — em Petrópolis ou na Chapada dos Veadeiros — para que, depois de muito quebra-pau, voltem em paz. Pode ser, mas fica aqui outra sugestão: que tal mandar todos para Itaperuna (RJ), no dia mais quente do verão, para discutirem suas diferenças numa assembléia ao meio dia, em praça pública? Aposto que chegarão mais rápido a um acordo.

quarta-feira, fevereiro 05, 2003

Região de pedintes
Gente que conhece bem o setor petróleo, mas não pode ser identificada, garante: é muito — mas muito mesmo — pouco provável que a tal Renorte (Refinaria do Norte Fluminense) vire realidade. Tecnicamente falando, a Petrobrás não tem o menor interesse no projeto. E sem a estatal, nada feito. A iniciativa privada não é chegada a riscos. Só a política poderia "resolver" o caso, mas a julgar pelas pressões que começam a surgir de todos os cantos, também esta via não deverá se mostrar promissora. Ao que tudo indica, a campanha pela Renorte é mais um daqueles ufanismos caipiras, que só servem para fazer palanque para políticos que se pretendem salvadores da pátria. Na verdade, desenvolvimento é outra coisa, muito diferente.

[a próxima]
Em março, as bancas de todo o Brasil irão receber a revista Next, que seguirá os moldes da publicação italiana homônima de Domenico de Masi. Já está no ar uma versão online, mostrando um pouco do que espera os incautos leitores no próximo mês. Recomendo, logo de cara, uma conferida no trecho do artigo Literatura Brasileira, da escritora Elvira Vigna, que tem um excelente blog.

terça-feira, fevereiro 04, 2003

Esquerdismo crônico
Com um aliado desse, o presidente Lula não precisa de oposição.

Não perca
A cara de tadinho do grande amigo Gileno Domingos de Azeredo na edição de hoje da Folha da Manhã (Campos, RJ) está imperdível. Estirado na cama, braço sobre a testa e violão quieto no canto, é a própria cara da dengue. Ainda bem que tudo não passou de um susto. Acho que ele não vai aparecer no Pontal de Atafona, no Litoral de São João da Barra (RJ), tão cedo.

É feia a crise II
Montar uma cooperativa é algo muito complicado e mais cheio de riscos do que se pode imaginar. Mas este tem sido um caminho para driblar o desemprego que assola o país e, claro, atinge também aos jornalistas. Em Uberlândia (MG), um grupo de profissionais de comunicação vai se reunir nesta quinta, 6, para criar uma cooperativa. Esperam prestar serviços e editar um jornal. De acordo com notícia divulgada pelo site do sindicato dos jornalistas de Minas, a iniciativa já conta com 30 adesões. Em Campos, nas conversas de Boulevard e nas choradeiras dos corredores das redações, há muito se fala na criação de uma cooperativa. Que o bom exemplo dos mineiros anime os coleguinhas do norte fluminense.

Provisoriamente
Aos amigos que tentarem entrar no "Teia de Gente" - blog linkado à esquerda - aviso que ele não deixou de existir e que o endereço no link não está errado. O site que o hospeda está em manutenção há alguns dias. Parada forçada. Espero que por pouco tempo. Não desistam de dar uma espiada também lá, bem como nos links dos demais colegas ali relacionados.

[Incoerência]
Aos sábados, durante o verão, shoppings centers de Campos dos Goytacazes (RJ) fecham bem mais cedo. Ao invés de 21 horas, às 15 horas. Para uma cidade de porte médio (como muitos dizem ser) não teria passado da hora de assumir tal condição e demonstrar mais respeito pelos consumidores?
Os lojistas argumentam que o movimento é consideravelmente reduzido no período. Se for comparar com o consumo de dezembro, realmente... Mas o mês do Natal não é o melhor paralelo.
Só para registrar: Campos, segundo dados do IBGE, tem aproximadamente 410 mil habitantes. Será que a metade debanda para as praias? Posso até estar errada em meu ponto de vista. Espaço aberto para quem discordar (ou concordar). Disponho-me a ser convencida do contrário...

segunda-feira, fevereiro 03, 2003

É feia a crise
Deu no Bluebus: a TV Alto Litoral, afiliada da Globo em Cabo Frio, acaba de ter 90% do seu controle acionário vendido a um empresário do Espírito Santo. Fernando Camargo teria pago R$ 18 milhões por um pacote que inclui a afiliada da emissora em Nova Friburgo. As duas TVs cobrem 44 municípios e têm um público potencial de 2,3 milhões de espectadores. Para ser oficializado, o negócio depende de aprovação do Ministério das Comunicações. Será que vem mais demissão por aí?

Cheguei

Acabo de chegar das férias e estou esquentando os teclados. Em breve, dividirei com o nobre leitor as minhas impertinências. Abraços para os colegas de urgente! e até daqui a pouco. Enquanto isso, para quem não me conhece, há um pouco de amostra em um baú que anda congelado mas, brevemente, será revigorado.

domingo, fevereiro 02, 2003

[aviso]
por conta de problemas técnicos, a coluna usina de idéias não pôde ser publicada na sexta-feira. mas ninguém percebeu mesmo. voltamos a nossa programação normal.

[usina de idéias]
Consenso de Washington, go home !

Não minta para esta coluna. Qual foi o evento que o caro leitor acompanhou com mais intensidade no mês passado: o Fórum Social Mundial ou o Fórum Econômico Mundial ? Se, por um lado, já foi dito que o FSM pretende discutir o tal capitalismo humanizado – seja lá o que isso signifique –, não é difícil constatar que o receituário do Fórum de Davos permanece inalterado. Lá, entre uma e outra aparição da vice-diretora gerente do FMI, Anne Krueger, para ficarmos em um exemplo sintomático, reforçava-se de maneira absurda o quanto o Consenso de Washington ainda baixa o coturno por estes lados das Américas. O acordo pontual entre economistas e políticos americanos e da América Latina nos aspectos macroeconômicos – valha o termo – é avesso à mudanças significativas, atendo-se ao seus dez mandamentos cunhados em novembro de 1989, sob a benção do Institute for International Economics.

Resolver os problemas do mundo é coisa de vagabundo
Dedo indicador em riste aponta diretamente para o economista John Williamson. Queridinho de vários economistas espalhados pelo mundo – inclusive os da PUC-RJ que fizeram parte do governo FHC –, ele foi o criador do termo. Williamson sintetizou o caminho para o paraíso econômico neoliberal. É tudo muito simples: basta haver controle do déficit fiscal, cortes de gastos públicos, reforma tributária, administração das taxas de juros e administração da taxa de câmbio. Sem esquecer a política comercial de abertura do mercado e liberação de importações, além de liberdade para entrada de investimentos externos. E não pode faltar a privatização das empresas estatais e desregulação da economia juntamente com eliminação de leis trabalhistas. E mais garantia de direitos de propriedade. A Argentina é um exemplo de país de seguiu à risca a cartilha e o Brasil não dá mostras de fazer muito diferente.

Combustível
Os ativistas estão elaborando

Perdeu-se a conta de quantos livros voltados para discutir as mazelas do mundo foram lançados no FSM, como Contendo a Democracia, de Noam Chomsky. Vale destacar ainda a presença de Tariq Ali, autor de Confronto de Fundamentalismos e Naomi Klein, autora de Sem Logo, que terá o livro Cercas e janelas lançado no Brasil em março. Apesar de serem temas fortes, somente são discutidos com essa veemência porque são pontuais e estão na crista da onda. Há a carência de produção voltada para destrinchar o Consenso de Washington, caso queiramos mesmo entender a que pontos chegamos.

sábado, fevereiro 01, 2003

[Notícia dos meus sonhos]
Foi alcançada a qualidade de vida tão esperada pelos moradores da cidade. Analfabetismo, desemprego e fome são zero. Todas as crianças estão em sala de aula. Não falta trabalho para a população.
O ecossistema alcançou o máximo desejado pelos ambientalistas. Os parques estão verdes. Praia, rios, lagoas e lagos despoluídos. O saneamento básico chegou para todos.
Não há sinal de qualquer tipo de violência. O respeito impera entre todos. Não há mais disse-me-disses, somente palavras e atos positivos.
O governante municipal tem recebido prefeitos de outras cidades interessados na estratégia adotada pela prefeitura. O governo está confiante de que em pouco tempo todas as cidades do Brasil serão modelo de qualidade para o mundo.

O texto acima eu fiz no segundo semestre de 2002, creio que em setembro, como parte do exercício de um curso, que diretamente não tinha nada a ver com jornalismo. Olhando meus papéis (que são muitos), achei e quis colocar aqui.
O jornalista muitas das vezes vai ao lugar onde fatos nada agradáveis acontecem. Eu me lembro de alguns episódios bem indignos para um ser humano, como o de uma criança que morreu desnutrida (parecia que eu estava vendo aquelas imagens na televisão de crianças da Etiópia) e ainda de um pai com o filho morto no colo por falta de atendimento médico... Aquele rapaz, o Bam-Bam, diria, “faz parte”, mas eu prefiro não aceitar como “normal".

quinta-feira, janeiro 30, 2003

[vitória sem respaldo]
Você é um daqueles que acha que Ariel Sharon teve uma vitória esmagadora nas urnas ? Então é bom começar por aqui a saber um tanto sobre as eleições em Israel.

[Mais dano moral]
A Revista IstoÉ foi condenada a pagar 200 mil reais ao agente de Polícia Federal, Evaldo Azevedo Marques. Motivo: a publicação de reportagem acusando Evaldo de manter relações sexuais com a custodiada Glória Trevi, que engravidou durante o período em que esteve detida, e com outra reclusa no interior das dependências da Superintendência da Polícia Federal, em Brasília.
Investigações posteriores confirmaram que o pai do bebê de Gloria Trevi é o empresário da artista, que tinha permissões para visitas freqüentes. Além da reparação de R$ 200 mil, IstoÉ deve publicar a sentença condenatória na íntegra, após o trânsito em julgado, sob pena de multa diária de R$ 10 mil. A revista ainda pode recorrer da sentença. (Fonte: Espaço Vital)



Quem avisa, amigo é... Jornalistas, usem e abusem do futuro do pretérito (teria matado, teria cometido tal crime) e das palavras acusado e indiciado. E mais: antes do trânsito em julgado, uma sentença não pode ser considerada como o fim de um caso. Depois da publicação da sentença do juiz em Diário Oficial, as partes (autor e réu) têm quinze dias para recorrer (apelar). Se houver recurso (apelação), o processo será apreciado em segunda instância (no Tribunal).

quarta-feira, janeiro 29, 2003

Falta pouco
Vítor Menezes vai chegar com muita disposição, após um merecido descanso... Com certeza irá abrilhantar este espaço. Estamos na expectativa, Vítor. Contagem regressiva!

“A refinaria é nossa”
A cidade de Campos, ao Norte do Estado do Rio de Janeiro, está desejosa de que uma refinaria de petróleo seja instalada no município. Concorrendo com o estado fluminense está o Nordeste do país, que tem o apoio do Sindicato dos Petroleiros daquela base territorial (o que é natural). Dia seis de janeiro foi lançada a campanha “A refinaria é nossa” no Estado do Rio. Os campistas julgam-se merecedores. Afinal, na Bacia de Campos são produzidos 81% do petróleo nacional.

Mas toda essa digressão foi para dizer que há 45 anos - em 29 de janeiro de 1958 – foi iniciada a construção da Reduc – refinaria de petróleo em Duque de Caxias, Estado do Rio. Enquanto uns lutam, outros já têm a batalha vencida e podem certificar quanto a vantagens e desvantagens de tal empreendimento para a população.

Concordância em termos

Não é má idéia, amigo Rodrigo. A questão agora depende de um ajuste coletivo de agendas. Só sugiro que seja sem bebericos.

terça-feira, janeiro 28, 2003

Lona

Poderíamos criar uma data (anual, mensal, quinzenal ou, se suportarmos, semanal) para nos encontrarmos pessoalmente. Sugiro um local onde haja comericos e bebericos, mas que não seja muito conhecido. Até porque, ninguém aguenta mais de três jornalistas na mesma mesa. Se cobrir, vira circo.

Criatura-Criatura

Garotinho deve ter aprendido a fazer esta lição com a primeira dama de Campos.

Estou bem aqui.

[la dolce vita]
As férias do caro amigo Vitor Menezes estão acabando.

[desaparecido]
Rodrigo Florêncio, cadê você ?

[parece anúncio de tênis ou refrigerante ...]
Don’t shut up. Just shout out.
um comercialzinho para o nosso sistema de comentários.

[herança governamental]
No último dia 26, no caderno Rio, do jornal O Globo, foi publicada a reportagem “Na sombra, Garotinho ganha um novo mandato”. A reportagem referia-se à participação direta do ex-governador do Rio de Janeiro na administração da atual ocupante do cargo, sua esposa, agora conhecida como Rosinha Garotinho. Um dos pontos da reportagem lembra que o atual secretariado do governo estadual é ocupado – em boa parte – pelos mesmos nomes da administração de Garotinho. Da mesma forma, frisa que são os assessores dele que comunicam a imprensa as principais decisões da governadora. Neste caso, o principal questionamento é: até que ponto Garotinho está influenciando o governo de sua cara metade ?

segunda-feira, janeiro 27, 2003

Oferta de trabalho
Recebi um mail sobre oportunidade de trabalho. Pode ser útil para colegas que acessam este blog. Confira o texto na íntegra:
A Selpe, empresa na área de prestação de serviços em RH, seleciona
profissionais para atuar na assessoria de imprensa de uma entidade de
classe. A oferta pode ser encontrada no endereço.
www.jornalistasdeminas.org.br

Se preferir, mande mensagem para a Selpe, com a sigla JORNAL2003: recrutamento@selpe.com.br

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