sexta-feira, fevereiro 28, 2003

Pega Veado
O tradicional bloco Pega Veado vai estar nas ruas de Campos (RJ) neste sábado, 1º de março. Formado principalmente por radialistas, o bloco tem a adesão de fãs e colaboradores. Tem muita gente querendo saber quem vai ficar dentro da jaula. Os caçadores estão animadíssimos. Cuidado, moçada...

Em tempo: se beber (bebida alcoólica), não dirija; se dirigir, não beba.

Marlboro
Iniciei minha segunda-feira na torcida por uma boa semana. Comecei com uma carteira de Marlboro, uma água tônica e um grave erro de gramática (elegantemente corrigido por um amigo).
Hoje, 180 filtros amarelos depois, sinto um gosto estranho. Mais forte e intragável que a saliva ácida da nicotina. Passei cinco dias penitenciando umas idéias e agora tenho medo de ter chegado a uma conclusão. Espero que os dias de folga ajudem a amadurecer - e não rever - meus conceitos. Caso contrário, terei desperdiçado muitos anos.

Processos
A maioria dos 35 funcionários demitidos da TV Serra+Mar, afiliada da Rede Globo na Região Serrana, vai entrar na justiça reivindicando o pagamento do direito a 25 minutos diários de folga para lanche. Acontece que, por lei, os jornalistas só podem trabalhar 5 horas por dia, mas os profissionais de TVs assinam um contrato de mais 2 horas extras inclusas nos salários. Só que ao trabalharem 7 horas por dia eles tinham direito a uma parada de 25 minutos e ninguém sabia disso. A direção da emissora estuda como reverter a situação.
Em tempo: A Serra+ Mar e a TV Alto Litoral (Afiliada da Região Norte e Lagos) foram unificadas pela Rede Globo e depois vendidas. Ambas faziam parte do chamado G-8 (oito emissoras que eram 100% Globo), mas agora a emissora do Jardim Botânico só detêm 10%. Outras afiliadas (como a Modelo, em Bauru-SP) também foram vendidas.
É...

Nota cara
Luis Favre, namorado da prefeita de São Paulo, Marta Suplicy (PT), ganhou ação na 5ª Vara Cível de SP contra a Folha de S. Paulo. Motivo: reprodução de uma nota da coluna de Cláudio Humberto, com críticas ao relacionamento do petista com a prefeita. O jornal foi condenado a pagar 100 mil reais. Cabe recurso. (Fonte: Espaço Vital)

quinta-feira, fevereiro 27, 2003

Não dá pra segurar
Aconteceu de novo: uma repórter da CBN caiu na risada, agora há pouco, e teve que parar de ler uma notícia sobre a condenação, nos Estados Unidos, de um homem que roubava correspondência. O cara terá que carregar uma placa com a inscrição "Eu roubei correspondência, essa é minha punição". O motivo da risada, no entanto, foi revelado depois: uma cadeira havia caído no estúdio. Uma gargalhada clássica é a de Lilian Wite Fibe, no seu jornal para a internet, quando lia uma notícia sobre a prisão de uma velhinha, em um aeroporto, acusada de tráfico.

Revelação
Carlinhos Brown acaba de falar na rádio CBN que aquela música do "Olha, olha, olha, olha, Água Mineral" possui uma mensagem ecológica pela preservação da água. Ah, bom.

Furo
O PT de Campos se reuniu na noite da última terça-feira. O assunto era delicado: a possível filiação do prefeito Arnaldo Vianna. Estavam presentes cerca de 20 dirigentes e militantes locais, além do vice-presidente estadual, André Braga, e do ex-candidato ao Senado pelo partido, Edson Santos. Ao final da reunião, todo mundo achou que era muito importante manter sigilo sobre a conversa. O que é natural no jogo político. Um dos primeiros a concordar foi André Braga. E também o primeiro a abrir a boca, na edição de hoje da Folha da Manhã. Ponto para o grande colega Paulo Renato Porto.

Agenda
Amanhã, haverá show dos Avyadores do Brazyl e Viagra - ô nome ! - em Farol, a praia predileta de Vitor Menezes. Avyadores é uma banda que está na estrada há uns vinte anos e essa outra aí, cujo nome não repetirei, é da nova safra - acredito que não tenha nem cinco anos de existência - e uma das mais populares [valha o termo] do cenário underground campista.

Danou-se !
Encarnei Jean Claude, o mutante paralelo. A partir de agora a coluna [usina de idéias] não terá mais data fixa para ser publicada. Pode voltar a qualquer momento, em qualquer dia da semana, ou em edição extraordinária.

[usina de idéias]
Despudor de língua

Você acha que o beijo pode ser o marco, no toque, de toda e qualquer linha tênue entre sensualidade e obscenidade ? Se uma pergunta deste tipo pode ficar martelando a sua cabeça, então tome fôlego e se prepare para assistir a “O Beijo”, de Andréa del Fuego. O vídeo da cara amiga chegou em minhas mãos esta semana – após uma série de desencontros típicos dos paulistas – e finalmente pude ver esta demonstração da força primal feminina. Grrrrl power ? Mas nem. Se Alice descobriu um universo paralelo através do espelho, a atriz Rejane Arruda encarna na telinha a possibilidade de fazer o contrário. Simples assim. Em “O Beijo” – de 1996, salvo engano –, Andréa e Rejane detalham, sem palavras, que esta outra dimensão íntima, de descoberta e entrega, ambas despudoradas por natureza, faz mais do que portar reflexo; trata-se de um catalisador sensorial. E isso em pouco mais de 3 minutos de vídeo.

I wanna be your lips [like sugar]
impossível deixar de se encantar com a sensualidade que Rejane Arruda exibe neste vídeo. Com sensibilidade à toda, mas sem que se disperse ou escape do controle, o trabalho da atriz é um encaixe perfeito para a proposta de Andréa Del Fuego. Como bem evidencia a troca de carícias e beijos apaixonados de Rejane com o espelho – seu duplo, seu eu –, ao som de “I wanna be your dog”, dos Stooges. Repetindo a parceira com a atriz, Andréa Del Fuego realizou também o vídeo “Ela” – aliás, dos três vídeos, há ainda “Morro da Garça”; tive a oportunidade de assistir apenas a “O Beijo”. Com essa parceria produtiva, é possível recorrer à idéia da relação criadora/criatura ? Não, reles mortal; é mais do que isso. Falamos de cumplicidade feminina aplicada para a arte. Ainda bem !

Combustível
Andréa Del Fuego

Além de realizar pequenas obras fascinantes como “O Beijo”, Andréa Del Fuego também embarca em atividades literárias. Na revista Falaê !, ela é a responsável pela seção F! Mulher e assina a coluna Crônicas da Mulher Casada. Não contente com isso, também escreve uma coluna sobre sexo e afins – não me perguntem o que são esses afins – no Bol, chamada Centrífuga e é colaboradora da revista [mão única ?]. Para relaxar, aguarda a publicação de contos em uma coletânea sobre o universo feminino e ainda tem um livro pronto para ser lançado, possivelmente após a Bienal do Livro do Rio de Janeiro.

Poucos homens
Vocês já se deram conta de que raramente aparecem nos telejornais de Campos (RJ) repórteres masculinos? Será que o rostinho na tv, na maioria dos casos, é mais uma questão de vaidade? E, neste caso, as mulheres estariam saindo na frente? Apenas uma observação...

quarta-feira, fevereiro 26, 2003

Passarelas cariocas
Em andança pelo Rio de Janeiro nesta quarta 26, observei que as passarelas (pontes estreitas construídas sobre avenidas e rodovias para a passagem de pedestres) estão com telas de proteção nas laterais e na parte de cima. O motivo? Penso que para evitar suicídios e/ou que objetos sejam jogados na rodovia, o que provocaria acidentes. É como se o homem estivesse se defendendo dele próprio. Por um momento pode evitar também que um pai tenha uma crise e jogue o filho passarela abaixo...

Mudança de rota
Vamos parar com essa história de dizer que Campos fica no interior do Estado do Rio de Janeiro. Campos fica no LITORAL NORTE do Estado Rio de Janeiro. Vamos parar também de reivindicar essa tal refinaria. Vamos restaurar nosso casario antigo, criar belos museus temáticos, incentivar a produção cultural local, nos firmar como pólo universitário, explorar nossas riquezas naturais e virar uma cidade turística. Chega de bater palma para político populista dançar.

Doceira online
Uma doceira campista, que mora no Rio, está aceitando encomendas pela internet. Tereza Hissa colocou na rede um site modesto, mas ilustrado o suficiente para gerar aquele sentimento de culpa no visitante. Só de ver, engorda.

Tricô
A leitora Maria Inês, campista que mora em Brasília, me mandou foto de Atafona feita no último dia 23 — que lhe fora enviada por sua amiga Tetê Sarmet. Resumindo: todo mundo abismado com a beleza do mar no início da semana, como registrado aqui no urgente! Com tanto dinheiro, bem que as Prefeituras de Campos e de São João da Barra poderiam desviar o curso do Paraíba para o Espírito Santo. Com a palavra, Aristides Soffiati.

Já tivemos muitos loucos na História, mas talvez nenhum outro com as peculiaridades de Bush filho. Sua prepotência extrapola os limites aceitáveis. Não há mais dúvidas de que haverá a guerra — é apenas uma questão de tempo. Esse monstro não está nem aí para o povo, mas quer, pelo menos, angariar o apoio explícito de mais alguns países antes de começar a jogar bombas nas cabeças dos iraquianos.

O que mais revolta, em toda essa história, é a hipocrisia dos argumentos utilizados para justificar a guerra. Bush se coloca na condição de "salvador" da Humanidade. Sadam é o bandido e ele, o mocinho. Quando, na verdade, não deveria haver bandidos nem mocinhos, mas governantes que tentassem a todo custo promover a paz. Será que Bush aceitaria iraquianos fuçando as suas bases militares, suas áreas secretas de testes, sob os mesmos argumentos? É claro que não!

E por que temos que aceitar que um país tenha mais poder do que o outro? Sadam pode ser um ditador sanguinário, mas não é e, infelizmente, não será o único da História a governar deste modo, impedindo que seus opositores se manifestem. Sob o manto hipócrita de uma pretensa democracia, Bush está milhares de anos luz à frente de Sadam na escala de atrocidades. Ele simplesmente ignora qualquer outra cultura que não seja à americana.

Na sua cabeça, provavelmente, há a idéia de que, de um lado, estão os americanos, essa "raça superior" a todo o resto da Humanidade. Do outro, todos embolados dentro de um mesmo saco, muçulmanos e árabes. Sadam, iraquianos, terroristas, Bin Laden, não importa a ordem — todos eles compõem uma mistura de povos que, com certeza, para Bush, traduzem uma "raça inferior".

"Ora, como alguém pode jogar um avião contra as torres gêmeas, morrer em nome de Alá??", deve dizer.

E eu me pergunto como alguém, um dia, pôde jogar uma bomba atômica sobre uma cidade e assistir de longe ao espetáculo.

Confessionário
Ontem foi um daqueles dias em que se está por um triz. Do tipo em que você se pergunta que catzo, afinal de contas, está acontecendo. Mas, como eu disse, estava por um triz. E fui salvo sem querer, enquanto vasculhava sites e blogs de amigos e me deparei com cores, formas e letras cuja existência eu havia esquecido, deixado de lado, ou abafado de tal forma que se afastaram da minha lembrança consciente. E é exatamente sobre isso que quero falar com vocês: como Matisse e Henry Miller me salvaram. Talvez mais uma vez.

Nessa busca na web, me vi surpreendido com um blog – não, não pretendo colocar aqui um link; isso eu quero deixar como uma questão pessoal mesmo – que falava sobre paixão e entrega, utilizando as obras deste magnífico pintor para exemplificar um tipo de sentimento. Ali, encarando-me nos olhos, estavam pequenas reproduções de telas de Matisse. Passaram a contaminar meus olhos, enchendo-os de cores e luminosidade. Tudo o que eu não conseguia lembrar que existia. As formas e as cores destas telas encheram meus olhos mais uma vez. E mais uma vez, não pude passar impunemente por esta experiência. Meus olhos se encheram. Justo ao entardecer, quando o sol vai se escondendo atrás dos prédios, ganhando aquela coloração de crooner. O sol estancou nas minhas retinas enquanto meus olhos se enchiam novamente com a arte de Matisse.

E foi com esta visão que reli trechos selecionados de Trópico de Câncer, de Henry Miller, que falam sobre o impacto que a arte de Matisse pode provocar. E que provoca. Tanto quanto os textos de Miller. Acredito que reaprendi a ver. E que pude me reencontrar. Pude – como se diz mesmo ? ah, sim – ajustar meus filtros novamente.

À noite, fui vasculhar em meus arquivos, procurando revistas e livros – antigos, pero no mucho. Deixei que as informações viessem – voltassem ? – calmamente, ativando outras. Sem pressa. Além de Matisse e Henry Miller, outros mais que não cabe listar aqui e agora vieram também em meu auxílio. Travei contato com conexões que não mais se atropelavam, mas sim colocavam-se “em suspenso”. Uma arquitetura própria e composta. Como eu costumava elaborar nos “velhos tempos” e havia deixado de lado. O traquejo, talvez eu estivesse pensando, teria se perdido. Talvez por isso, estivesse ontem por um triz.

É tudo que eu quero dizer hoje, para falar a verdade: fui salvo numa tarde de terça-feira por Matisse e Henry Miller. E pretendo, em breve, agradecer por terem me feito escapar por um triz, mesmo sem saber o que estavam cometendo.

Falando em jornalistas ...
As música que os loucos ouvem (chupando balas)
mundo livre sa.

This is not the music
This is not

Essa não é a musica
Que os arcebispos ouvem
Quando estão fornicando
Esta não é a música
Que as enfermeiras ouvem
Quando estão matando

Qual será esta música?
Quem ouvem esta música?
Pra que serve esta música?

Esta não é a música
Que os jornalistas ouvem
Quando estão mentindo
Esta não é a música
Que os suicidas ouvem
Quando estão caindo

[Laing, Chessman... farão música pop
Warhol, Kubrick ... farão vídeo clips
Sandino, Marcos... milhões de heróis se acotovelam em nossas telas
e nós os velamos em nossas salas chupando balas]

terça-feira, fevereiro 25, 2003

Grande leitor
O polêmico e necessário ecologista Aristides Soffiati recebeu convite para acessar o urgente! Ele deixou mensagem para os urgentistas!:
"...felicito vocês por esta inciaitiva. É com prazer que vejo esta turma boa reunida novamente. Parabéns".
Agradecemos, Soffiati. Que você seja um dos nossos constantes webleitores, colocando aqui (shout out) seus comentários.

Nada a declarar
O plantão de notícias do Portal iLitoral está congelado em 18.02.2003. No fundo, talvez seja melhor assim.

Na cova
Faço uma correção sobre a nota "Morto", publicada ontem. Recordando melhor a história, descobri que a tal editora não recusou a matéria "somente" porque o cara não tinha "morrido". Ela também queria que a repórter achasse a cova.
Ah bom...

Visita
O fotógrafo Flávio Rodrigues, ex-editor do Jornal do Brasil, está neste momento visitando a redação do Jornal Monitor Campista. Flávio quer conhecer o trabalho de microfilmagem que a Uenf (Universidade Estadual do Norte Fluminense) pretendia fazer nas antigas edições do jornal. No fim da tarde, ele visita a Faculdade de Filosofia de Campos e a noite tem encontro com jornalistas no restaurante Boca de Luar, em Grussaí, São João da Barra. Em março, Flávio e outros colegas - como o fotógrafo Evandro Teixeira - vêm a Campos para um encontro com os profissionais da região. Na ocasião haverá uma exposição no Teatro Trianon.

Recuo da bateria
A Agência Brasil divulgou agora há pouco que os juros do cheque especial subiram 7,6 pontos percentuais em janeiro. Com a alta, chega a 171,5%, ao ano. Ou seja: beba menos no Carnaval!

Perseguição
É muito grave a prisão de um diretor do Sepe (Sindicato Estadual dos Profissionais da Educação) em função de mandado expedido desde 1976, por razões políticas, como noticia hoje o jornal O Globo. A polícia do Rio se utilizou de um artifício torpe para perseguir um militante sindical, após as manifestações contrárias à governadora Rosinha Garotinho. É um caso para o Movimento Nacional de Defesa dos Direitos Humanos entrar em ação. A democracia exige vigilância constante.

Mais que informar
O papel da imprensa não tem sido apenas o de informar. Com isso, aumenta a responsabilidade de jornalistas e a necessidade de mais preparo e consciência profissional. Os meios de comunicação também investigam, denunciam (no sentido jornalístico) e fiscalizam. Mas é preciso frear a empolgação. A bandeira da liberdade de imprensa não pode ser usada para infringir direitos à honra, dignidade, reputação, imagem e vida privada. Estes são os limites da liberdade de expressão.

segunda-feira, fevereiro 24, 2003

Morto
O ano é 2002. A notícia chega às redações e todos correm para o Hospital Ferreira Machado. O cara fôra capturado por traficantes. Foi espancado, levou três tiros (um na cabeça) e depois foi jogado numa cova do cemitério do Caju. O cara não morre. Horas depois se levanta, vai andando até o hospital e se interna. Uma repórter da TV Alto Litoral vende a história como a matéria do dia. Do outro lado da linha, uma editora esbraveja: "Se ele não morreu, não quero!"
Fui.

Frases
Foda-se a imprensa! Sou formado em Jornalismo e sei como funciona essa corja. O Caetano lança um disco e ninguém sabe opinar. Muitos mal podem comprar um CD e vêm dizer que Elástica é o máximo, porque um boboca lá do Melody Maker recomendou. Depois que o público conhecer o álbum, eles vão ver que Elástica é uma merda. São raras as exceções. O Caetano tem toda razão: essas bichas são danadinhas.
Renato Russo, cantor e jornalista em 1996

Quando um jornalista quer se suicidar, sobe em seu próprio ego e se atira lá de cima.
Anônimo [Contribuição de Carine Portela]

Jornalismo é tudo aquilo que consigo enfiar entre um anúncio e outro.
Barão de Beaverbrook [Contribuição de Carine Portela]

Jornalista é um homem que errou de profissão.
Otto Bismark [Contribuição de Carine Portela]

Três jornais me fazem mais medo do que cem mil baionetas.
Napoleão Bonaporte

A Imprensa não ganha eleição. Mas ajuda a perder.
Getúlio Vargas [Contribuição de Carine Portela]

Às vezes, a única coisa verdadeira num jornal é a data.
Luis Fernando Veríssimo

As frases foram retiradas do site www.paremasmaquinas.com.br editada pelo colega Eduardo Toledo. A idéia do trabalho é muito boa. Uma pena que a última atualização tenha acontecido em junho de 2002.

Emplaca mole!
Fazer assessoria e emplacar matéria no jornal A Notícia é moleza. Você liga e nunca tem ninguém na redação. A telefonista te pergunta: "É pauta????" Depois, é só enviar um fax ou "mandar" a equipe ir te entrevistar.
Pronto!

Conhecimento de causa
"Não é possível ser curioso se a única fonte de informação política for a televisão, que é superficial". Palavra de Serginho Groisman, em artigo em nomínimo.

Extra! Extra!
O mar de Grussaí está inacreditavelmente lindo hoje.

Pérola do elitismo
Carta do leitor Mauro Domingues André no Globo de hoje:
"Paguei este ano R$ 830 de IPVA de um veículo 2001. Quanto paga um veículo fabricado há 10 anos? Por que esses veículos disputam comigo o mesmo espaço, poluindo o ar com os seus motores desregulados? Por que tenho que pagar mais para outros carros antigos terem os mesmos direitos e em ruas e estradas cheias de buracos". Pobre é fogo, só serve para atrapalhar. Mauro está certo: quanto mais velho o carro, mais caro deveria ser o IPVA! Claro! Genial! Como diria Tutty Vasquez: ô raça!

Umbigo
O Globo de hoje dedica 2/3 de sua página de Opinião a artigos sobre... o Leblon! Mais especificamente, sobre... as noites do Leblon! Depois, nós é que somos provincianos.

Rambo?
Matéria do correspondente Nahum Sirotsky no iG: "Correspondente iG: Já há luta no Iraque"
Vejam trecho:
JERUSALÉM - É possível confirmar, apesar do silêncio das fontes oficiais, que já se luta dentro do Iraque. Forças especiais americanas, provavelmente com a participação de forças de outras bandeiras, assumiram a proteção de campos petrolíferos no Sul e existem forças operando no Norte.
Não são numerosas, mas um "Rambo" vale por muitos soldados regulares.São literalmente feras. Carregam armas especiais. Sabem matar como poucos. Estão preparando o terreno para o grande ataque. Trabalho semelhante fazem os aviões que diariamente destroem mais e mais centros iraquianos de defesa antiaérea. Já se luta. Mais: www.ig.com.br

TVs Universitárias
Lendo nota do colega Jorge Rocha sobre as Tvs Universitárias, resolvi escrever sobre a idéia que temos de fazer um trabalho parecido no Cefet-Campos. Estamos fazendo estudos sobre equipamentos a serem comprados. Se aprovado, a intenção seria realizar um programa semanal de entrevistas. Teríamos um apresentador e pelos menos dois comentaristas fixos. Cada semana teríamos um convidado e um outro jornalista para falar sobre temas diversos. O programa teria cerca de 45 minutos e pelo menos uma matéria (tipo documentário curto, de 5min) sobre um assunto relacionado ao tema em debate. A TV Universitária de Campos (presidida pelo Cefet e que tem a participação de outras 15 instituições!) é um espaço já aberto.

Greve no Carnaval
Assembléia dos professores estaduais, em Campos, para decidir pela continuação da greve durante o Carnaval. O coordenador do Sepe, Renato Gonçalves, pega o microfone para defender a aprovação de alguns itens antes que comecem os dias de folia:
- Precisamos, companheiros, definir algumas estratégias que estão em pauta. Vamos tirar algumas deliberações na assembléia para não nos desmobilizarmos. Até porque, no Carnaval, ninguém é de ninguém!
(????????)
Renato se saiu bem da falha: não disse mais nada. Nestas horas o melhor que se faz é tentar não consertar o erro.
O curioso é que, dizem alguns sindicalistas de carteirinha, algumas professoras da base ficaram animadas a voltar no próximo encontro.

Segunda
Começo bem minha segunda-feira. Carteira nova de Marlboro e uma água tônica. Só que agora recebo uma ligação estúpida. Haja positivismo na Terra!

sábado, fevereiro 22, 2003

Crimes em família
Estou estarrecida com a avalanche de episódios extremamente bárbaros cometidos com uma frieza de dar inveja a muitos cineastas. Filhos que planejam a morte de pais, neto que mata avó, marido que mata mulher, pais que matam filhos. Alguns dos crimes que se tornaram públicos e maciçamente divulgados pela mídia nos últimos quatro meses no Brasil. Debaixo do tapete deve haver outros casos dos quais ainda não se tem conhecimento. E muito provavelmente nem serão descobertos.

Se continuar deste jeito, o presidente Lula terá que lançar também o programa Violência Familiar Zero. De quem é a culpa? Seria de algo sobrenatural? As drogas podem ser a grande vilã? São inúmeras as possibilidades. Para os que cometem tais atrocidades as justificativas são diversificadas. Muitos alegam “insanidade mental”, ou melhor, os advogados dizem isso. Ainda bem que tal problema psiquiátrico precisa ser comprovado.

Será que as grades em janelas e portas vão se tornar obsoletas? Chegaremos ao extremo da adoção de uma espécie de “jaula” ambulante? Imagine você dentro da sua casa em uma pequena cela, com apenas os pés e as mãos do lado de fora. Ou para ser mais eficaz, e aí com um preço mais elevado, uma barreira invisível, em que nada e ninguém podem transpassar. Exagero? Você já havia imaginado um pai jogar um filho de um ano de idade contra o pára-brisa de um carro?

Antes de dormir, ao fazer a oração, a criança terá que incluir em seu repertório de pedidos que seja protegida de pais, tios e avós. E estes outros dos seus respectivos parentes. Pensando melhor, isso não deve ser problema. As crianças e adolescentes já não oram ou rezam. Os pais também não o fazem. Talvez esteja faltando exatamente isso...conversar com Deus.

* Este artigo, de minha autoria, foi publicado no jornal Monitor Campista em 14/02/2003

sexta-feira, fevereiro 21, 2003

[usina de idéias]
Quando os universitários estão fora de foco

Data dos anos 60 a idéia de criar no Brasil um canal de televisão universitária. Com a Lei do Cabo, conseguiu-se que as operadoras disponibilizassem – terrível palavra – canais de acesso comunitário, educativo, universitário e legislativo. Em Campos, existe a UniTV, que transmite no canal 17 da ViaCabo TV. No ar a cerca de 7 meses, a proposta da UniTV era reunir 13 instituições de ensino superior – valha o termo – de Campos, em uma espécie de consórcio para gerenciar o canal. Todas estas se comprometeram a trabalhar em conjunto, mas temos hoje um quadro bastante diferente do ideal. Apenas a Faculdade de Filosofia de Campos – que conta com o curso de Jornalismo –, Cefet, Uenf e Faculdade de Medicina “sustentam” o canal. Assim, estamos mesmo longe de possuir um canal universitário, uma “soma televisiva” de produção intelectual de uma cidade que já é considera como universitária.

Financiamento na telinha
O suporte dado por estas instituições vai desde empréstimo de equipamento até verba destinada à execução de projetos. E assim como no caso das TVs públicas, falar em apoio publicitário para as TVs universitárias sempre faz com que algumas pessoas torçam o nariz. Mas como deixar o assunto de lado quando a falta de maior participação das universidades – estas que deveriam ser as maiores interessadas – é evidente ? Segundo fontes, a UniTV está se mantendo com menos de R$ 1.500 mensais, para formatar uma grade de programação que cumpra o horário estipulado de transmissão – a saber, das 8 às 22h. Mas, para contornar situações como essa, a TV já está buscando maiores recursos para financiar a execução de projetos. E, também para melhor organizar esta tentativa de virar a mesa, foi criado um Núcleo de Jornalismo. Cabe a pergunta: o que o futuro reserva para a UniTV ?

Combustível
TVs Universitárias

Assim como o jornal laboratório, a TV universitária é um espaço para que os futuros comunicadores sociais possam experimentar formas de linguagem e melhor forjar sua identidade profissional. A experiência infelizmente comprova que, depois de formados e já colocados em campo, podem dizer “tchau” para as experimentações. Cobrar funcionamento e eficácia de produtos laboratoriais como estes – que nenhum dos urgentistas ! aqui presentes teve contato no tempo em que cursaram a Faculdade de Filosofia – é uma forma de ajudar a dar novas luzes, novas facetas ao exercício desta praga chamada Jornalismo.

Turismo na Bacia
O projeto Managé (da Universidade Federal Fluminense-UFF) está traçando um roteiro que vai incentivar e incrementar as opções de lazer nos 18 municípios englobados pela Bacia do Rio Itabapoana. Uma missão técnica está sendo preparada para identificar todos os locais de potencial turístico. Várias ações já foram planejadas, entre elas a inauguração, em abril, de um posto de informações turísticas e venda de artesanato na BR 101, próximo a Mimoso do Sul.
O Managé também vai organizar um circuito turístico, colocando placas de sinalização e disponibilizando informações sobre estradas, hotéis, pousadas, restaurantes e toda infra-estrutura oferecida pelos municípios a serem visitados. (Informações da alvoComunicação)

Visita

No próximo dia 25 o fotógrafo Flávio Rodrigues estará em Campos para um segundo encontro com os fotógrafos da cidade. Flávio vem a convite do colega César Ferreira e o evento tem apoio da Fundação Cultural Jornalista Oswaldo Lima e da alvoComunicação. Fora os compromissos oficiais, Flávio fará um tur pela região onde pretende conhecer o Pontal de Atafona (Sâo João da Barra) e a sede do Monitor Campista. Obviamente retornar também ao Assis.

Piadinha
O presidente George Bush esta querendo aumentar sua popularidade. Por isso, vai a uma escolinha e explica sua plataforma de governo. Pede, então, às crianças que façam perguntas:
O pequeno Bob toma a palavra:
- Senhor presidente, tenho três perguntas:
1. Por que o senhor mesmo perdendo nas urnas ganhou a eleição?
2. Por que o senhor quer atacar o Iraque sem motivos??
3. O senhor não acha que a bomba de Hiroshima foi o maior ataque terrorista da história?

Neste momento, soou a campainha do recreio, e todos os alunos saem da sala. Na volta, Bush mais uma vez convida as crianças a perguntarem e um garoto chamado Joey lhe diz:

- Senhor presidente, tenho cinco perguntas:
1. Por que o senhor mesmo perdendo nas urnas ganhou a eleição?
2. Por que o senhor quer atacar o Iraque sem motivos??
3. O senhor não acha que a bomba de Hiroshima foi o maior ataque terrorista da história?
4. Por que o sinal do recreio soou 20 minutos mais cedo?
5. Cadê o Bob?

Jason
Toda vez que Garotinho se mete em uma encrenca das grossas, como esta história da fiscalização estadual, a sensação é a de que agora pegaram o cara. Quando menos se espera, no entanto, o distinto senhor reaparece no figurino bom moço. Deve ter aprendido com Jason Voorhees, o sanguinário personagem do Sexta-Feira 13.

Vespeiro
Deve sair em março a CPI proposta pelo deputado Carlos Santana (PT-RJ) para tentar desbaratar a máfia dos combustíveis. É um terreno minado. O pessoal do ramo não brinca em serviço. Segundo a Agência Informes, Santana afirmou que a máfia já matou 25 pessoas no Estado do Rio. De acordo com dados da ANP (Agência Nacional do Petróleo), só em Campos, 19 postos foram autuados desde 1999 por venderem combustíveis adulterados.

Com moderação
A coleguinha Patrícia Bueno parece que sabia o que estava fazendo quando, ao lado da sua foto na cabeça do artigo de hoje no Monitor, colocou o título "Aprecie com moderação...". Ou seja: não pode olhar demais. A moça é casada gente!

Jornalistas de Cristo
Em Campos (RJ) tem sido discutida a criação dos Jornalistas de Cristo. Mas há vozes destoantes. Alguns profissionais sugerem a ampliação do grupo, com a criação dos Jornalistas Cristãos. Assim, não apenas os protestantes estariam incluídos. Como se sabe, os Atletas de Cristo (inspiradores do movimento) são evangélicos.

quinta-feira, fevereiro 20, 2003

qq coisa

Toque
O Jorge Rocha noticiou aqui, ontem, a formação, em Campos, de um sindicato dos músicos profissionais. Para que eles não passem por dificuldades semelhantes às enfrentadas pelo Sincom (Sindicato dos Profissionais em Comunicação Social do Norte e Noroeste Fluminense), vale o toque: já existe o sindicato estadual dos músicos profissionais (confira aqui) e ele pode pedir a impugnação do registro do sindicato local, já que detém a representação na base territorial. No caso do Sincom, o registro não veio por que um sindicato estadual de jornalistas resolveu não abrir mão da representação do norte e noroeste fluminense, e a briga deverá ir para a Justiça. Portanto, moçada, é melhor consultar um bom advogado.

Remake
A CUT (Central Única dos Trabalhadores) divulgou nota condenando a alta de juros, anunciada ontem. Parece que teremos uma reedição da briga entre financistas e desenvolvimentistas no governo. Só pode ser praga do Fernando Henrique.

Lendo O Globo
Quando Lula ganhou do aposentado José Juvenal Ramalho o mandacaru de quatro metros, deu-se o seguinte diálogo:
- Aceito e vou plantar. Mas é preciso uma cova de quantos metros ? - perguntou Lula.
- É só cavar meio metro e não precisa de adubo - ensinou Ramalho.
No caso do mandacaru, este jornalista prefere seguir mesmo a sabedoria cunhada no semi-árido nordestino. Mas fico pensando: já que irão cavar esta cova para a planta, será que ninguém ainda articulou cavar outras, de maior profundidade, para enterrar uma leva de chupins no Distrito Federal ? Caso a resposta seja positiva, segue uma constatação: assim como o mandacaru, essas covas também não carecem de adubo.

Ouvidos livres
Aparelhos de rádio são comuns dentro de celas de presídios, delegacias e Casas de Custódia. Então, é preciso cautela ao divulgar algumas notícias. Dia desses ouvi um profissional de rádio falar no ar que policiais, em poucos instantes, entrariam na Casa de Custódia para uma operação pente-fino, a fim de descobrirem armas, celulares e túneis. Os bem informados ouvintes devem ter tomado algumas providências imediatamente.

mudanças sutis no template

quarta-feira, fevereiro 19, 2003

Cidadania
Você conhece algum esquema de compra de votos? Você já viu algum político distribuindo remédios do SUS? Já viu algum prefeito lotando a folha salarial do município, contratando cabo-eleitoral sem concurso público? Ainda bem que Campos não tem nada disso, não é? Mas se você souber de alguma coisa, e quiser denunciar, é só clicar aqui.

Refinaria ainda mais distante
A TN Petróleo, revista especializada no setor petrolífero, noticiou hoje que o estado do Ceará voltou à carga na briga pela instalação de uma refinaria. Na noite de ontem, representantes de todos os partidos da bancada federal do estado, deputados estaduais, empresários e o governador Lúcio Alcântara (PSDB) estiveram reunidos com a ministra das Minas e Energia, Dilma Rousseff, para reivindicar a construção da refinaria no Ceará. Eles levaram estudos da própria Petrobras que apontam o estado como o mais indicado para a construção. "Um dos estudos que apontam o Ceará como a melhor opção para a refinaria foi realizado em 1987 por técnicos da Petrobras. Além deste, há um trabalho realizado em 1986 pelo Núcleo de Pesquisa e Logística, Transportes e Desenvolvimento (Nupelto) da Universidade Federal do Ceará (UFC), recentemente atualizado. Outra grande aposta dos cearenses é o complexo industrial e portuário do Pecém, inaugurado no ano passado e que já foi projetado para receber uma refinaria", afirma matéria da TN.

Olá, amigos do Urgente!
Quero agradecer o convite feito pelo Jorge Rocha para escrever aqui. Fiquei realmente muito contente e espero que esta experiência seja positiva para todos nós. Abraços a todos!

Música sindical
Se você está ligado ao meio musical da região, anote aí na sua agenda. No próximo dia 21, sexta-feira, será empossada a primeira diretoria do Sindicato dos Profissionais de Música do Norte e Noroeste Fluminense. A cerimônia acontecerá no Sindicato dos Bancários, a partir das 20:30, com direito a coquetel e, quem sabe ?, até mesmo uma canja de alguns dos ilustres da diretoria – catzo, não impliquem: se até o Gil cantou em sua posse, por que eles não podem ? Na presidência, está Jonas Neto, da Obra-Prima – um grupo de pagode que está gravando o quarto CD, agora em estúdio próprio. Para ele, a primeira tarefa do sindicato consiste em mostrar ao poder público o quanto vale a pena investir em quem está envolvido com produções musicais, dando novas oportunidades para a realização de mais com bandas locais. Outro objetivo do sindicato, segundo Neto, é buscar com que os músicos da região possam obter registro profissional. Na diretoria, estão nomes como Dom Américo, Neiva Brasil e Reubes Pess.

Aprenda, John Wayne
Quer saber quais são as provas irrefutáveis dos EUA que garantem que Saddam tem armas letais escondidas ? Então clique aqui.

Repórter raro
Para o jornalista político Reali Júnior, correspondente internacional na França, está difícil encontrar um repórter autêntico. “Isso se deve à falta de preparo e comodismo dos profissionais. São repórteres sem caderneta, sem contato", salienta. Mas Reali observa que a queda da qualidade se deve também à política editorial, “que cada vez mais exige que as matérias sejam feitas rapidamente e que o mesmo profissional cubra diversos assuntos”.

Vale acrescentar que os jornais têm antecipado o horário de encerramento do expediente. Com isso, os jornalistas têm cada vez menos tempo para apurar e escrever suas matérias, pensar melhor as manchetes da capa etc. É uma incoerência, pois o avanço tecnológico deveria ser um aliado quanto ao tempo. Uma das vantagens: páginas inteiras de um jornal ou revista podem ser mandadas via Internet para a gráfica onde serão impressas.

terça-feira, fevereiro 18, 2003

Dica urgente!
O professor Rodrigo Rosselini ainda está arrumando as suas gavetas, mas já vale a visita ao bom site que ele está preparando.

Tem coisa
"Cláudio e Duarte, paguem para os meus filhos o que vocês devem, porque foi dinheiro suado, não roubado. Eu fui muito trabalhador, não sou safado". Definitivamente, este não é o tipo de bilhete que alguém escreve à beira de um suicídio. A polícia deve investigar quem teria interesse em uma mensagem dessa. O conteúdo do bilhete, supostamente deixado pelo empresário Décio Ongaratto — encontrado morto no último domingo, em Campos (RJ) — foi publicado na edição de hoje da Folha da Manhã.

Lua-de-mel
Na revista Primeira Leitura que está nas bancas, o jornalista Rui Nogueira alerta para a existência de uma "servidão voluntária" dos jornalistas em relação ao governo Lula. Conta casos de adesismos que vão da paixão antiga ao oportunismo barato. O risco é o "retorno", segundo ele, de uma imprensa chapa branca, já que o acordo de paz com Lula também se dá no andar de cima, entre os barões da mídia. Sua preocupação tem fundamento, embora seja cedo para afirmar com tal ênfase a eficácia deste conluio. Esta lua-de-mel que o presidente Lula está tendo, também tiveram todos os ex-presidentes recentes, de Sarney a Fernando Henrique Cardoso. Vamos ver daqui a seis meses.

É só o começo
O site Jornalistas de Minas trouxe a denúncia: uma empresa está oferecendo curso de jornalismo em Minas e em São Paulo com duração de apenas quatro meses. Não precisa nem de segundo grau. O sujeito entra com a oitava série e, em 120 dias, é "técnico" em jornalismo. A novidade vem na onda de combate à necessidade de registro profissional para o exercício da profissão. Pelo visto, é só o começo.

segunda-feira, fevereiro 17, 2003

Petroeuro
Pedro Doria mostra, em nomínimo, a relação entre petróleo, euros e o interesse dos Estados Unidos em atacar o Iraque. Enfim, uma boa análise na mídia sobre a guerra iminente. Um oásis em tempo de jornalismo videoclip.

Atenção Diretoria!
Amanhã tem reunião da diretoria do Sincom (Sindicato dos Profissionais em Comunicação Social do Norte e Noroeste Fluminense, UFA!), às 19h, na AIC. Vamos ver se a proximidade do Carnaval anima a moçada. Há muito o que fazer, só está faltando folião para entrar no bloco. Chora cavaco!

Chico por Sérgio
É delicioso o texto de Sérgio Buarque de Holanda sobre o filho, Chico Buarque, publicado originalmente em 1968 na primeira edição da revista Pais e Filhos. O depoimento revela histórias curiosas como a do bilhete que Chico, aos oito anos, escreveu para a avó antes de uma viagem: "Avó, vou para Itália. Quando eu voltar, provavelmente a senhora estará morta. Mas não se preocupe. Eu vou me tornar um cantor de rádio. É só a senhora ligar o rádio do céu que vai me escutar". A dica sobre é do blog Comunicação, Cultura e Política, de Dênis de Moraes. Para acessar o texto, clique aqui.

[pagando micro]
Micro. Não o computador. Trata-se do formato dessa coluna, que surgirá quando menos se espera, podendo ser utilizada por qualquer um dos jornalistas do Urgente !, a qualquer momento ou em edição extraordinária. Três perguntas diretas para figurinhas carimbadas de vários setores da região norte fluminense, para começar a mostrar o que estamos produzindo. A cobaia da vez: Rodrigo Manhães, 24 anos, guitarrista da banda Viagra - ô nome ! - e editor da revista on-line Tímpano.

A revista se concentra em arte e cultura alternativa da região norte-fluminense. Você acha que existe um circuito para escoar essa produção e fazer com que esses produtores troquem maiores figurinhas ?
Vejo a "cena" local - Campos principalmente - ainda um pouco restrita, mas com um imenso potencial. Há bastante gente produzindo, com vontade e talento, e a tendência é que este circuito aumente. Quanto à "troca de figurinhas", uma das propostas iniciais da revista Tímpano era e continua sendo abrir um espaço - e motivar outros - para esta troca de experiências.

É possível traçar pontos de contato entre bandas antigas, como Avyadores do Brazyl, e as mais novas, como Viagra e Oryon ?
Não só possível como necessário. Vejo até mesmo as diferenças estéticas com relação a estilos musicais como algo a ser facilmente superado. As bandas que surgem devem, até certo ponto, mesmo sua existência às que estiveram antes - e muitas ainda estão - abrindo o caminho.

O futuro é vórtex ?
Aparentemente, há duas versões: em uma, o futuro é vórtex; em outra, o futuro é uma câmara de gás. Quem sabe fazendo uma acareação com Wander Wildner e Zero Quatro resolvemos a questão ? Ou quem sabe os dois estão certos ?

domingo, fevereiro 16, 2003

Manchete
Campos(RJ): Empresário é encontrado morto

E soa o gonzo
Você é uma daquelas pessoas chegadas a Hunter Thompson e o tal do gonzo jornalismo ? Está querendo recarregar suas baterias com esse estilo jornalístico ? Seus problemas acabaram ! Eis aqui um gerador de gonzo journalism para você passar horas provando que é o "bão".

Coração hiperativo ?
Bookmark já ! Agora também escrevo uma coluna na revista Falaê ! A primeira da série fala sobre - pasmem - amor e pode ser conferida aqui.

Estudantes no Urgente!
Estudantes de jornalismo são tremendamente bem-vindos ao Urgente!
Encontrei-me com a professora do curso de Comunicação Social da Faculdade de Filosofia de Campos, Edinalda, neste sábado 15. Ela disse já ter ouvido comentários na faculdade sobre este espaço. Garantiu que vai acessar e divulgar mais entre os alunos. Registro: as aulas que minha turma - conclusão em 1991 - teve com Edinalda foram supimpas.

sexta-feira, fevereiro 14, 2003

Boca-de-siri
O filho adulterino de FHC é título de artigo do ex-apresentador global Eliakin Araújo. Ele fomenta a discussão sobre o que teria sido negociado entre a Globo e o ex-presidente (na época Senador e candidato à presidente da República) para que não fosse levado a público o caso de Fernando Henrique com a então repórter da tv Globo, Míriam Dutra. "Sem um esclarecimento convincente, vai ficar sempre a impressão de que imprensa e poder têm uma relação promíscua", ataca Eliakin.

Liberdade de imprensa
ANJ pede cassação de liminar contra o UOL. Nota, assinada por Francisco Mesquita Neto, presidente da ANJ, e Jaime Câmara Júnior, vice-presidente da ANJ, considera a decisão uma ameaça à liberdade de imprensa e de informação, assegurada pela Constituição brasileira.

Estágios
Pessoal, recebi algumas mensagens sobre oportunidade de trabalho. Como este espaço pode ser acessado de qualquer lugar, compartilho com os leitores do Urgente! Em tempo de ofertas escassas, vale repassar as informações.

Em Brasília: Estágio em Jornalismo na Caixa Econômica Federal.
Carga horária: 5 horas diárias (período da manhã). Bolsa: R$ 343,00. Requisito: metade do curso concluído. Interessados devem enviar currículo para Ana Luísa Cruz Monteiro de Barros
E-mail: analuisacmb@yahoo.com.br

Para as oportunidades abaixo, divulgadas por Sérgio Diniz (que não é o vereador de Campos/RJ), os interessados devem enviar carta no formato de 1 lauda (20 linhas com 70 toques) dizendo o motivo pelo qual seriam escolhidos. E-mail: rsimprensa@rsimprensa.com.br
Compreendendo o trimestre março/abril/maio, as vagas são para Brasília nos veículos www.painelbrasil.com.br e www.rsimprensa.com.br
Em São Paulo, Rio de Janeiro, Curitiba e Cuiabá vagas para estágio em assessoria de imprensa no trimestre abril/maio/junho.

Missão insalubre
Sempre tive implicância com aquelas colunas engraçadinhas de professores de Português que ficam fazendo piadinhas com a desgraça ortográfica alheia. Quando pegam os jornais para Cristo, a minha implicância aumenta. As criaturas não têm noção da precariedade de uma redação e apenas pegam o produto pronto para dar vazão a uma sanha corretiva. Mas devo admitir, no entanto, que a imprensa de Campos está passando dos limites. E é muito bem vindo o blog de um sujeito que se dispõe a encontrar erros nas bravas gazetas locais (Dica do Jorge Rocha aqui no urgente!). Só temo pela sua saúde. O tal blogueiro, que não assina os seus comentários, vai precisar de tratamento se continuar exposto diariamente a este tipo de material. Se estiver sendo pago por alguém, tem direito a um adicional por insalubridade.

Bom exemplo
Está legal esta abertura do Monitor Campista para a publicação de artigos. Está dando para conhecer novas habilidades de jornalistas que estávamos acostumados a ver limitados, por exemplo, à superficialidade da TV. Seja de quem for a proposta editorial, parabéns!

Dupla personalidade
A CUT (Central Única dos Trabalhadores) começa a dar sinais de uma prática que havia prometido seguir e ninguém acreditou: manterá, na medida que permitem os laços históricos com o PT, uma relativa independência em relação ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Esta conduta, no entanto, não é fácil para a Central. No fio da navalha, terá que driblar pressões do Planalto por um enquadramento e pressões de sindicatos filiados e das bases por respostas mais enérgicas em relação a problemas que, certamente, não serão resolvidos de uma hora para a outra.

quinta-feira, fevereiro 13, 2003

Efeito bumerangue
I'm back, bros and sistas ! Agora danou-se !

Papo amarelo
Ururau devora imprensa campista

quarta-feira, fevereiro 12, 2003

Serviço urgente!
Antes de abastecer o seu carro no Estado do Rio de Janeiro, é melhor clicar aqui para conhecer a relação de postos de combustíveis que foram autuados pela ANP (Agência Nacional de Petróleo) de 1999 a 2003. Todos por problemas na qualidade do produto. Somente em Campos, foram feitas 19 autuações. Para ver a relação em todo o país, é só clicar aqui.

Precário ganha força
A Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), por força de liminar, tem que conceder carteira de jornalista aos que têm registro profissional precário. A juíza da 16ª Vara Cível de São Paulo, Carla Ríster, concedeu a liminar, destaca entrevista no Comunique-se. Mas a Fenaj pode recorrer judicialmente.

Plataformas mais brasileiras
A construção das plataformas P-51 e P-52 foi adiada, informa o secretário de Energia, Indústria Naval e Petróleo do Estado do Rio, Wagner Victer. A obra seria executada no exterior. Victer defende que 60% do material utilizado na construção sejam brasileiros. A licitação, que começaria nesta quarta 12, foi cancelada, segundo matéria de Época.

Made in Campos
Há rumores de que uma pessoa campista, que recentemente fez parte do governo de Campos (RJ), deve disputar a prefeitura de Búzios (RJ) nas próximas eleições.

terça-feira, fevereiro 11, 2003

Vai uma guerrinha aí?
Está em busca de uma aventura para animar a sua vida? Que tal virar um escudo humano? É o que vai fazer o professor Ignácio Cano, da Uerj, que está arrumando as malas para seguir para Bagdá. A idéia deste tipo de militância pela Paz é tornar mais familiares as vítimas potenciais de um conflito. Em artigo publicado hoje no Globo, Cano afirma ainda que trata-se de uma forma de "compartilhar os riscos aos quais a população civil iraquiana será submetida". Coisa de malucos? Pode ser. Mas o que seria do mundo sem eles?

Que inveja!
O sindicato dos jornalistas de Minas Gerais fez a denúncia e a DRT (Delegacia Regional do Trabalho) topou a parada: vai sair pelo interior do estado vasculhando os veículos de comunicação que não têm jornalistas responsáveis. Segundo matéria do site Jornalistas de Minas, foram acionadas 19 subsecretarias do Ministério do Trabalho em Minas para realizar a fiscalização. A DRT também vai levantar a situação dos trabalhadores. Uma emissora de TV em Conselheiro Lafaiete, por exemplo, foi denunciada por "não assinar a carteira profissional de seus funcionários e contratar pessoas inabilitadas para o exercício da profissão". A Notícia poderia muito bem ter partido de uma cidade como Campos (RJ).

Ah, o amor...
Deve ser a fase da lua. Ou a proximidade do Carnaval. Sei lá. Só sei que as colegas Fátima Nascimento e Mariane Pessanha desataram a fivela da mala de guardados sentimentais. A primeira, com a poesia que está aqui, a uma puxada no mouse. A segunda, com um simpático texto no Monitor de hoje. As duas estão à beira de um ataque de lirismo. Mulheres assim, são um perigo!

Poesia em duas versões
Sendo a palavra o instrumento de trabalho de jornalistas, é oportuna a publicação de uma poesia (desconheço o título) que fui informada ser de autoria de Clarice Lispector. Observem que ela pode ser lida de cima para baixo e de baixo para cima. Em cada leitura, uma versão diferente. Muito interessante!

Não te amo mais.
Estarei mentindo dizendo que
Ainda te quero como sempre quis.
Tenho certeza que
Nada foi em vão.
Sinto dentro de mim que
Você não significa nada.
Não poderia dizer jamais que
Alimento um grande amor.
Sinto cada vez mais que
Já te esqueci!
E jamais usarei a frase
EU TE AMO!
Sinto, mas tenho que dizer a verdade
É tarde demais...

segunda-feira, fevereiro 10, 2003

Sinal amarelo
O Sepe (Sindicato Estadual dos Profissionais da Educação) ameaça entrar na justiça contra a Prefeitura de Campos caso não sejam revistos os capítulos do Plano de Cargos e Salários que tratam da avaliação de desempenho. Segundo boletim da categoria, que começa a circular hoje, a prefeitura teria poderes para demitir, sem justa causa, servidores concursados. O tema vai ser tratado em assembléia no próximo dia 19, às 17h, no Sindicato dos Bancários.

Só para profissionais
Da série Dica aos Coleguinhas: estão abertas as inscrições para o III Prêmio Previdência Social de Jornalismo. Tá tudo lá no site da Previdência. A grana não é de toda má: R$ 5 mil para os primeiros colocados em cada categoria e R$ 3 mil para os classificados em segundo lugar. Curioso é que, de acordo com nota da Agência Brasil, o regulamento prevê que "o concurso é restrito aos jornalistas profissionais, com registro no Ministério do Trabalho e Emprego", como se isso fizesse alguma diferença nestes tempos de esculhambação com a profissão.

Consolo
Os petistas de Campos acreditam que podem encontrar um vácuo nesta briga entre o prefeito Arnaldo Vianna e o governador, ops, ex-governador Anthony Garotinho. Daria para, ainda na carona de uma possível manutenção da alta popularidade do presidente Lula, fazer um papel bonito nas eleições de 2004. Em todo caso, já existe um consolo: o Alexandre Mocaiber, pretenso candidado de Arnaldo, é a cara do Cristovam Buarque!

domingo, fevereiro 09, 2003

[Professor em SP]
O Urgente! tem sido visitado por vários jornalistas. Então, aproveito para compartilhar com os colegas uma oportunidade de trabalho. Recebi a mensagem a seguir transcrita:
Publicada em 21 de Janeiro de 2003 por Letra Digital.
A Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Catanduva / SP está
selecionando professor, com título mínimo de Mestrado, para ministrar
aulas de Webjornalismo. Início em 13 de fevereiro de 2003. Os currículos
devem ser enviados aos cuidados de Valderez Junqueira, através do
e-mail: valderez@fafica.br

sexta-feira, fevereiro 07, 2003

Voltando
Hoje, em uma das minhas cada vez mais raras idas ao Centro de Campos, perdi a conta de quantas vezes fui parado para ouvir a frase: “vi lá o blog de vocês. tá muito bom”. Parabéns a todos nós. Só não entendo os motivos que levam esse povo todo a não deixar seus comentários aqui. The mind is a terrible thing to taste …

Indo
Amanhã, sigo rumo à São Paulo. Visitar bibliotecas e conversar com professores de universidades por conta do mestrado – já que meu nome não aparece no DO, Vítor ... E também para encontrar parte da “equipe paulista” da revista [mão única ?], porque ninguém é de ferro. De quebra, pretendo bater um papo com esse rapaz que foi resenhado logo ali, ó. Me desejem boa viagem.

[usina de idéias]
Que maldade vil é esta ?

Com a coluna de hoje, estou tentando me redimir. Acabei de ler Angu de Sangue, livro de Marcelino Freire, e ainda tento me recuperar do baque. Tento me redimir não do baque em si, mas de não ter lido este livro antes, precisamente em 2000, ano em que a Ateliê Editorial o lançou. Mas isso é um mero detalhe: o que interessa é que a literatura que Marcelino Freire pratica é incômoda. E eu agradeço por isso. Como ele mesmo parafraseia Ariano Suassuna na abertura do livro: tem que se ouvir “cada palavra como um tiro ou uma facada”. E é justo esse efeito que o caro escritor aqui resenhado provoca, com uma facilidade de deixar pasmo qualquer incrédulo de plantão. A crueza das narrativas – e o apuro com que a oralidade crava as unhas em cada página – mostram um universo de desilusões cotidianas, em uma intensidade que nós acabamos deixando de registrar no cotidiano. E que ele ajuda a desvelar novamente.

Arapuca armada
Com esse livro em mãos, você há de concordar comigo: Marcelino Freire é um cara ardiloso. Como se não fosse suficiente disparar jabs textuais na cara dos desavisados, ele ainda se cercou de caros amigos para não poupar o leitor – este coitado – das expiações que atormentam os escritores. O projeto gráfico – a cargo de Silvana Zandomeni, com fotos de Jobalo; aplausos para eles – é uma mostra de trabalho primoroso; encaixe perfeito entre imagem e texto. Não há separação, não há pausa para respirar entre um e outro. Uma pequena obra-prima ao alcance das mãos e dos olhos. Mas, lá vai um aviso de amigo (?): não tente encarar Angu de Sangue com o estômago fraco. Pois é justamente por aí que ele começa a te atacar. É sintomático: depois, o alvo é sua consciência. Não se pode esperar menos de um livro que torce entranhas – de quem ? você vai saber ... – com seus personagens que nos parecem familiares.

Combustível
Marcelino Freire

Típica figura que executa – muito bem – mil idéias ao mesmo tempo. Essa talvez seja uma boa descrição da personalidade de Marcelino Freire. Além de ter idealizado a Coleção Cinco Minutinhos – verdadeira reunião de textos de fôlego – e co-editar a revista PS:SP, ele ainda encontra tempo para escrever em seu blog, abrindo espaço também para outros autores. E, como se não bastasse: para maio, está previsto o lançamento de BaléRalé, parceria da Ateliê Editorial e da eraOdito editora. Um verdadeiro adepto da máxima “o império se expande”.

Racha
Depois que o deputado petista Babá (PA) subiu o tom nas críticas ao governo Lula e colocou em questão a competência médica do ministro Palocci, um novo racha deve ter atingido ao partido. Desta vez entre os chamados radicais. É que tendo ficado a senadora Heloísa Helena (AL) em segundo plano, abriu-se a sucessão no posto de ataque ao governo. A briga agora é para parecer cada vez mais radical. Não se espantem se, daqui a pouco, aparecer um para dizer que Babá está muito brando. A propósito, com um nome desse, ele deveria estar mais preocupado com o Garotinho, não é?

Ponto de encontro
Descobri um ótimo lugar para ter notícias dos coleguinhas: o Diário Oficial do município. Na edição de hoje, publicado no Monitor Campista, matei saudades de Jualmir Delfino, de Luiz Maurício, de Euline Alves e até do combativo Sérgio Escovedo — que deve ter ido fazer companhia ao Roberto Barbosa. E antes que apareça algum comentário engraçadinho, devo admitir que, ultimamente, até de uma tal Marta Menezes ando tendo notícias pelo DO. Como diria Jorge Rocha, o império se expande!

quinta-feira, fevereiro 06, 2003

Refinaria de petróleo: Pernambuco assina protocolo
O Estado do Rio defende que mais uma refinaria de petróleo seja construída no estado fluminense, mais precisamente em Campos. Para isso, lançou a campanha "A refinaria é nossa". Na disputa, Pernambuco assinou protocolo para implantação da refinaria no estado nordestino.Confira aqui.

Solidário ao Chico Ferramenta
Agora, claro, ninguém vai acreditar. Mas estava mesmo desconfiado de que o sumiço do prefeito de Ipatinga (MG) tinha a ver com álcool e mulheres (saiba mais sobre o caso aqui). Fiquei com pena do cara. Os politicamente corretos e as carolas vão arruinar a sua vida política. Dou uma sugestão ao Chico Ferramenta: mude seu domicílio eleitoral para o Rio de Janeiro. Fosse prefeito do Rio e tivesse feito o que fez, sua reeleição já estaria garantida!

Lá vem ele
O jornalista João Paulo Arruda, em férias na sua querida Campos natal, manda avisar: 1) Que está p. porque não teve o seu nome incluído na relação de participantes do urgente!; 2) Que vai entrar no time em março. Aguardemos.

Toque fraterno
Tem dado para notar algumas singelas boas mudanças no Monitor Campista. O projeto gráfico ainda não tem uma definição clara, ficando apenas no convencional, mas a equipe de repórteres melhorou muito. Também está interessante a abertura para publicação de artigos no primeiro e no segundo cadernos. Só um toque: o Editorial é a alma de um jornal, e não deveria vir pronto de fora, mesmo quando este "fora" é da cadeia Diários Associados, à qual pertente o Monitor. Um jornal local deve tratar, especialmente, de temas locais em seus editoriais — ou emprestar o seu olhar aos temas nacionais ou mundiais.

Jundiaí é aqui
O professor universitário Rafael Alcadipani, de Jundiaí (SP), publicou artigo no Observatório da Imprensa contando as mazelas da relação do poder público com a imprensa local. Diz que a prefeitura manda nos jornais, rádios, e domina uma TV. Nada diferente do que acontece em milhares de outras cidades. Seu desabafo poderia ser assinado por muitos jornalistas, inclusive de Campos (RJ) ou de qualquer outro município do norte fluminense. É por casos como este que não consigo me opor ao rigor da lei eleitoral em relação à cobertura das eleições nos veículos de comunicação. Se não existissem limites, pelo menos nos meses que antecedem aos pleitos, as oligarquias políticas locais seriam ainda mais imbatíveis.

Chapa quente
O PT deveria abrir uma linha 0800 para perguntar o que fazer com o seus radicais. O Globo de hoje registra que há quem pense em reunir os petistas em uma clausura — em Petrópolis ou na Chapada dos Veadeiros — para que, depois de muito quebra-pau, voltem em paz. Pode ser, mas fica aqui outra sugestão: que tal mandar todos para Itaperuna (RJ), no dia mais quente do verão, para discutirem suas diferenças numa assembléia ao meio dia, em praça pública? Aposto que chegarão mais rápido a um acordo.

quarta-feira, fevereiro 05, 2003

Região de pedintes
Gente que conhece bem o setor petróleo, mas não pode ser identificada, garante: é muito — mas muito mesmo — pouco provável que a tal Renorte (Refinaria do Norte Fluminense) vire realidade. Tecnicamente falando, a Petrobrás não tem o menor interesse no projeto. E sem a estatal, nada feito. A iniciativa privada não é chegada a riscos. Só a política poderia "resolver" o caso, mas a julgar pelas pressões que começam a surgir de todos os cantos, também esta via não deverá se mostrar promissora. Ao que tudo indica, a campanha pela Renorte é mais um daqueles ufanismos caipiras, que só servem para fazer palanque para políticos que se pretendem salvadores da pátria. Na verdade, desenvolvimento é outra coisa, muito diferente.

[a próxima]
Em março, as bancas de todo o Brasil irão receber a revista Next, que seguirá os moldes da publicação italiana homônima de Domenico de Masi. Já está no ar uma versão online, mostrando um pouco do que espera os incautos leitores no próximo mês. Recomendo, logo de cara, uma conferida no trecho do artigo Literatura Brasileira, da escritora Elvira Vigna, que tem um excelente blog.

terça-feira, fevereiro 04, 2003

Esquerdismo crônico
Com um aliado desse, o presidente Lula não precisa de oposição.

Não perca
A cara de tadinho do grande amigo Gileno Domingos de Azeredo na edição de hoje da Folha da Manhã (Campos, RJ) está imperdível. Estirado na cama, braço sobre a testa e violão quieto no canto, é a própria cara da dengue. Ainda bem que tudo não passou de um susto. Acho que ele não vai aparecer no Pontal de Atafona, no Litoral de São João da Barra (RJ), tão cedo.

É feia a crise II
Montar uma cooperativa é algo muito complicado e mais cheio de riscos do que se pode imaginar. Mas este tem sido um caminho para driblar o desemprego que assola o país e, claro, atinge também aos jornalistas. Em Uberlândia (MG), um grupo de profissionais de comunicação vai se reunir nesta quinta, 6, para criar uma cooperativa. Esperam prestar serviços e editar um jornal. De acordo com notícia divulgada pelo site do sindicato dos jornalistas de Minas, a iniciativa já conta com 30 adesões. Em Campos, nas conversas de Boulevard e nas choradeiras dos corredores das redações, há muito se fala na criação de uma cooperativa. Que o bom exemplo dos mineiros anime os coleguinhas do norte fluminense.

Provisoriamente
Aos amigos que tentarem entrar no "Teia de Gente" - blog linkado à esquerda - aviso que ele não deixou de existir e que o endereço no link não está errado. O site que o hospeda está em manutenção há alguns dias. Parada forçada. Espero que por pouco tempo. Não desistam de dar uma espiada também lá, bem como nos links dos demais colegas ali relacionados.

[Incoerência]
Aos sábados, durante o verão, shoppings centers de Campos dos Goytacazes (RJ) fecham bem mais cedo. Ao invés de 21 horas, às 15 horas. Para uma cidade de porte médio (como muitos dizem ser) não teria passado da hora de assumir tal condição e demonstrar mais respeito pelos consumidores?
Os lojistas argumentam que o movimento é consideravelmente reduzido no período. Se for comparar com o consumo de dezembro, realmente... Mas o mês do Natal não é o melhor paralelo.
Só para registrar: Campos, segundo dados do IBGE, tem aproximadamente 410 mil habitantes. Será que a metade debanda para as praias? Posso até estar errada em meu ponto de vista. Espaço aberto para quem discordar (ou concordar). Disponho-me a ser convencida do contrário...

segunda-feira, fevereiro 03, 2003

É feia a crise
Deu no Bluebus: a TV Alto Litoral, afiliada da Globo em Cabo Frio, acaba de ter 90% do seu controle acionário vendido a um empresário do Espírito Santo. Fernando Camargo teria pago R$ 18 milhões por um pacote que inclui a afiliada da emissora em Nova Friburgo. As duas TVs cobrem 44 municípios e têm um público potencial de 2,3 milhões de espectadores. Para ser oficializado, o negócio depende de aprovação do Ministério das Comunicações. Será que vem mais demissão por aí?

Cheguei

Acabo de chegar das férias e estou esquentando os teclados. Em breve, dividirei com o nobre leitor as minhas impertinências. Abraços para os colegas de urgente! e até daqui a pouco. Enquanto isso, para quem não me conhece, há um pouco de amostra em um baú que anda congelado mas, brevemente, será revigorado.

domingo, fevereiro 02, 2003

[aviso]
por conta de problemas técnicos, a coluna usina de idéias não pôde ser publicada na sexta-feira. mas ninguém percebeu mesmo. voltamos a nossa programação normal.

[usina de idéias]
Consenso de Washington, go home !

Não minta para esta coluna. Qual foi o evento que o caro leitor acompanhou com mais intensidade no mês passado: o Fórum Social Mundial ou o Fórum Econômico Mundial ? Se, por um lado, já foi dito que o FSM pretende discutir o tal capitalismo humanizado – seja lá o que isso signifique –, não é difícil constatar que o receituário do Fórum de Davos permanece inalterado. Lá, entre uma e outra aparição da vice-diretora gerente do FMI, Anne Krueger, para ficarmos em um exemplo sintomático, reforçava-se de maneira absurda o quanto o Consenso de Washington ainda baixa o coturno por estes lados das Américas. O acordo pontual entre economistas e políticos americanos e da América Latina nos aspectos macroeconômicos – valha o termo – é avesso à mudanças significativas, atendo-se ao seus dez mandamentos cunhados em novembro de 1989, sob a benção do Institute for International Economics.

Resolver os problemas do mundo é coisa de vagabundo
Dedo indicador em riste aponta diretamente para o economista John Williamson. Queridinho de vários economistas espalhados pelo mundo – inclusive os da PUC-RJ que fizeram parte do governo FHC –, ele foi o criador do termo. Williamson sintetizou o caminho para o paraíso econômico neoliberal. É tudo muito simples: basta haver controle do déficit fiscal, cortes de gastos públicos, reforma tributária, administração das taxas de juros e administração da taxa de câmbio. Sem esquecer a política comercial de abertura do mercado e liberação de importações, além de liberdade para entrada de investimentos externos. E não pode faltar a privatização das empresas estatais e desregulação da economia juntamente com eliminação de leis trabalhistas. E mais garantia de direitos de propriedade. A Argentina é um exemplo de país de seguiu à risca a cartilha e o Brasil não dá mostras de fazer muito diferente.

Combustível
Os ativistas estão elaborando

Perdeu-se a conta de quantos livros voltados para discutir as mazelas do mundo foram lançados no FSM, como Contendo a Democracia, de Noam Chomsky. Vale destacar ainda a presença de Tariq Ali, autor de Confronto de Fundamentalismos e Naomi Klein, autora de Sem Logo, que terá o livro Cercas e janelas lançado no Brasil em março. Apesar de serem temas fortes, somente são discutidos com essa veemência porque são pontuais e estão na crista da onda. Há a carência de produção voltada para destrinchar o Consenso de Washington, caso queiramos mesmo entender a que pontos chegamos.

sábado, fevereiro 01, 2003

[Notícia dos meus sonhos]
Foi alcançada a qualidade de vida tão esperada pelos moradores da cidade. Analfabetismo, desemprego e fome são zero. Todas as crianças estão em sala de aula. Não falta trabalho para a população.
O ecossistema alcançou o máximo desejado pelos ambientalistas. Os parques estão verdes. Praia, rios, lagoas e lagos despoluídos. O saneamento básico chegou para todos.
Não há sinal de qualquer tipo de violência. O respeito impera entre todos. Não há mais disse-me-disses, somente palavras e atos positivos.
O governante municipal tem recebido prefeitos de outras cidades interessados na estratégia adotada pela prefeitura. O governo está confiante de que em pouco tempo todas as cidades do Brasil serão modelo de qualidade para o mundo.

O texto acima eu fiz no segundo semestre de 2002, creio que em setembro, como parte do exercício de um curso, que diretamente não tinha nada a ver com jornalismo. Olhando meus papéis (que são muitos), achei e quis colocar aqui.
O jornalista muitas das vezes vai ao lugar onde fatos nada agradáveis acontecem. Eu me lembro de alguns episódios bem indignos para um ser humano, como o de uma criança que morreu desnutrida (parecia que eu estava vendo aquelas imagens na televisão de crianças da Etiópia) e ainda de um pai com o filho morto no colo por falta de atendimento médico... Aquele rapaz, o Bam-Bam, diria, “faz parte”, mas eu prefiro não aceitar como “normal".

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